quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

ADVENTISTAS E A FALÁCIA DO FARISEU


Em tempos de guinada liberal, tornou-se moda acusar qualquer adventista bíblico de fariseu. É contra a música pop cristã? Acha que mulheres (para não dizer de homens) não deveriam usar brincos? Não vai ao cinema? Então se prepare: em algum momento, em uma rede social perto de você, alguém lhe dirá, sem cerimônia, sobre o seu “cerimonialismo religioso”: “Seu fariseu!”
É verdade que muita gente nem sabe ao certo quem eram os fariseus, suas preocupações e contexto social. Ficam apenas com o conceito popular de que eram legalistas. Aliás, alguns até acham que as palavras sejam sinônimas. É bom que se saiba: não são. Fariseu é um termo que se refere a uma seita judaica, cuja origem remonta a Judas Macabeu. Parece que a fidelidade dos macabeus e seu compromisso com a religião judaica fomentou o surgimento de um grupo de pessoas extremamente zelosas com a lei. Aos poucos, porém, o zelo se degenerou em salvação pelas obras. Resumo da ópera: nem todos os fariseus eram legalistas, embora tivessem zelo pela lei.
E o que seria um legalista? Legalistas não são aqueles que amam as leis de Deus e pretendem obedecê-las – o nome desse grupo aí é “cristãos” (Jo 14:15; 1 Jo 2:4)! Legalistas são os que querem se salvar pela obediência a lei, como se fosse possível perfeição completa de pecadores! Se fosse o caso, Jesus morreria à toa! Agora que a diferença entre fariseu e legalista ficou mais clara, precisamos pensar na relação dos dois termos com um terceiro: obediência. Para ser mais exato, poderíamos nos perguntar: qual é o papel da obediência no plano da salvação? Uma segunda pergunta também seria necessária: quais áreas da vida são afetadas pela obediência ao evangelho?
Para respondermos a essa perguntas, vamos olhar panoramicamente o livro de Tiago. Por razões mais práticas, a exposição não se aterá a detalhes ou análises técnicas. Apenas um vislumbre da teologia da epístola será necessário para nos ajudar com nossas questões.
O livro de Tiago é injustamente esquecido na teologia protestante, a começar pelo próprio Lutero, que achava que ele não poderia reconciliar-se com a doutrina da justificação como expressa por Paulo. Embora não seja o propósito analisar a questão, em nosso breve resumo de alguns dos temas soteriológicos (ou seja, relacionados à salvação) do livro, queremos enfatizar que Tiago não pensou em desarmonia com Paulo. Estamos diante de uma abordagem diferente, em virtude de ambos lidarem com distintas situações e audiências. Com isto em mente, vamos nos voltar para uma análise preliminar de como o autor inspirado lida com o tema da salvação e que papel confere à obediência.
Em sua introdução, Tiago fala do papel da provação e leva seus leitores a ver um propósito nela. A prova produz perseverança (Tg 1:3), que nos fará alcançar a coroa da vida (Tg 1:12). O objetivo é a maturidade na fé (Tg 1:4). Neste processo de crescimento, podemos facilmente voltar-nos para Deus, o doador divino (Tg 1:4, 17), capaz de nos dar sabedoria do alto (Tg 1:5), um conceito importante na epístola. Este mesmo Pai e Doador deliberou criar-nos através da Sua Palavra (Tg 1:18).
 A metáfora é clara: havíamos morrido e precisávamos de uma nova vida. A vida só é possível através da Palavra de Deus, o agente que dá a vida. Sendo implantada em nós, a Palavra é capaz de salvar (Tg 1:21). Deus nos gerou pela sua vontade, para sermos como seus primeiros frutos, ou seja, a intenção é de nos recriar (Tg 1:18). A relação com a Palavra possui uma abordagem muito prática na epístola. Devemos nos livrar do mal e da impureza ao aceitar a Palavra implantada, a qual nos salva (Tg 1:21) para sermos Seus cumpridores e não somente ouvintes (Tg 1:22). Inclusive se afirma, por exemplo, que a religião não é uma prática ascética ou intelectual, mas algo visível, uma nova visão do mundo: " A religião que Deus, o nosso Pai aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo.” (Tg 1:27, NVI).
Na sequência, Tiago ressalta a importância do conceito de religião nas relações comunitárias. Os cristãos não devem desprezar os pobres de sua comunidade, uma vez que eles também foram escolhidos para fazer parte do reino (Tg 2:1-5). Afinal, Deus dá graça aos humildes (Tg 4:6). O apóstolo ensina que o pecado reside em mostrar favoritismo, o que é condenado pela lei (Tg 2:9), sendo o próprio coração da lei o amor.
A partir daí começa o seu debate polêmico sobre fé e obras, prova de que, na soteriologia bíblica, fé genuína precisa estar ligado obediência à lei de Deus (Tg 2:14-26). Fé sem obras é uma fé morta, vazia, que não leva à salvação (aqui entendida no contexto do viver cristão diário, ou seja, envolvendo o processo de santificação). Se a fé não produz resultados visíveis, não é fé proveitosa. Embora fé seja definida como confiança no invisível (cf.: Hb 11:1), a própria fé não pode apresentar resultados invisíveis!
Adiante, Tiago amplia suas considerações e mostra também que a falta de ética resulta de uma sabedoria que não se origina em Deus (Tg 3:14-15). Portanto, é arriscado viver o cristianismo em uma perspectiva secular, sem o tipo de experiência com Cristo que imprima um caráter distinto ao seu comportamento e pensamento. Aqui a atitude é condenada abertamente. O escritor bíblico chega a definir a amizade com o mundo como inimiga de Deus (Tg 4:4). A solução? Aproximar-se de Deus, o que é possível ao decidir abandonar o que Lhe desagrada (Tg 4:8). É preciso que nos humilhemos diante dEle (Tg 4:9-10) e nos submetamos ao único Legislador (Tg 4:11-12). Assim, teremos a verdadeira experiência que agrada a Deus, livre de toda impureza. Ainda somos lembrados de que o pecado não significa apenas praticar o mal, mas inclui deixar de prestar atenção ao dever de atuar como se deveria. Na carta, Tiago ensina que há pecado por omissão e negligência (Tg 4:17).
Em seu término, o livro mostra que a salvação consiste na perseverança até o julgamento (Tg 5:7-8), o que leva à atitude de viver bem na comunidade. Não há ninguém a se queixar de outrem – o Juiz está às portas (Tg 5:9). Em vez disso, a intercessão pelos pecadores que precisam de regeneração é a marca registrada de cada cristão (Tg 5:16,20).
Depois desse rápido tour, o que podemos concluir da teologia bíblica de Tiago sobre a questão envolvendo salvação e obediência? Sugiro algumas lições: (1) Salvação envolve obediência ativa, porque ganhamos vida pela Palavra a fim de sermos obedientes e desobediência implica em inimizade com Deus (perda da salvação); (2) Salvação compreende uma vida de obediência a pontos específicos, à lei divina e à tudo quanto Deus ordenar (cf.: Mt 4:4); (3) Obediência não exclui amor, pelo contrário: sendo a lei de Deus amor, a obediência genuína se fundamenta no amor e leva em consideração os mais desfavorecidos socialmente e expressa preocupação por cristãos apostatados.
Um cristão que honestamente acuse a outro de fariseu por querer obedecer à Palavra de Deus em todos os seus aspectos, só pode estar desinformado. Fé sem obediência não é conceito bíblico. E em relação aos fariseus, os cristãos não podem ser menos zelosos (embora seu zelo tenha um motivo diferente). Vale conferir as palavras de Jesus: “Pois eu lhes digo que se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entrarão no Reino dos céus” (Mt 5:20, NVI).

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21 comentários:

Bruno Ribeiro disse...

Se um Adventista que afirma não ir pra cinema por uma questão de principio, ok. É uma questão de consciência dele, de fórum íntimo e, de acordo com Paulo (Rm 14) devemos respeitar!

Todavia, a discussão parte pro farisaísmo (no senso comum do termo) quando esse mesmo Adventista coloca 'ir ao cinema' como 'critério de santidade'. E para isso se utilizam de texto-prova, de teorias da comunicação da décadas de 30 (SUPER ultrapassadas) e de pseudociências (com mensagens subliminares) a fim de aceitar suas ideias sobre 'porque não frequentar cinema'...

A questão deve ser levar como critérios de santidades aqueles claramente discerníveis na Bíblia - e não os que a 'tradição' ou o gosto pessoal (como nesse caso do cinema) apontam (como disse Cipriano de Cartago,'uma antiga tradição pode ser simplesmente um antigo erro').

douglas reis disse...

Bruno,

obrigado por sua interação.
Não creio que se trate de uma questão de texto-prova (o que costuma ser popular em quase todas as expressões populares dos evangélicos). É uma questão de princípio. E por princípio quero dizer que para muitas coisas você não vai achar uma diretiva clara nas Escrituras - algo como "não usarás maconha", "não tomarás chá preto" ou "não usarás roupa transparente". Em cada caso, há de se analisar o que cada uma dessas práticas tem que fira um princípio bíblico, o qual, devidamente aplicado e contextualizado, indica ao cristão o caminho.

Um abraço.

Bruno Ribeiro disse...

Ok Douglar, mas ae... qual princípio está envolvido em 'não ir para cinema'?

E bem, e já que você não crer se tratar de uma questão de texto-prova (o que costuma ser popular em quase todas expressões populares Adventistas...rsrs), gostaria de saber como esse 'principio' foi descoberto (?) sem recorrer a textos que eu posso aplicar para absolutamente qualquer coisa, como "não ameis o mundo" ("não ameis o mundo, não usem calça jeans") ou "bem aventurado o que não se assenta na roda dos escarnecedores" ("não vão pra restaurante ou frequentem universidade")...

Minha preocupação é ver nossos líderes e pessoas tidas como referência na igreja (como você) misturarem ideias realmente bíblicas de santidade, como a santificação na verdade e a união do povo de Deus (princípios que foram objeto da oração de Jesus em João 17 para seu povo), com coisas que, quando comparados para com o que realmente a Bíblia nos pede, não fazem o menor sentido (como esse caso especifico do cinema)...

Afinal, o 'principio' (?) do 'não ir ao cinema' é fruto de um 'assim diz o Senhor' ou de alguém que, em algum lugar do passado, disse para não ir e nós ficamos 'catando' versos na Bíblia que apoiassem essa ideia (ou o que de fato acontece: o cinema no passado era um lugar muito impróprio, mas hoje passa bem longe disso - um lugar que até famílias inteiras vão sem o menor constrangimento - só que nós ainda falamos dele como se tivéssemos falando 'daquele cinema do passado')?

Bruno Ribeiro disse...

Ah, e obrigado por responder as mensagens - mesmo de alguém discordante. Acho legal isso. Sério mesmo!

Anônimo disse...

A questão do cinema é simples e também científico. Lá você entra em um evento, se prepara para isso. O ambiente é fechado e a única coisa que você vê e chama atenção é a tela e o som ensurdecedor. Você se coloca na mira de Satanás para que ele faça contigo o que ele quiser. E não pense nisso como um fanatismo, é provado por pesquisas que durante uma cerimônia de cinema, se colocarem uma propaganda de algo no início, a grande maioria ali vai comprar aquilo quando sair dali. Foi feito um experimento com refrigerante e muitos dos que gostavam de coca-cola mais do que fanta uva, após o cinema ter feito a propaganda da fanta, eles sairam e compraram fanta. Quando perguntados por quê eles não souberam responder.
Aí que está o "poder do cinema". O conteúdo lá apresentado penetra na sua mente e se fixa. Logo o que você vir de bom, pode ficar, mas como o que se apresenta em cinema geralmente é mau, coloca-se na mira de Satanás para ele colocar na sua mente aquilo que desagrada a Deus e logo você vai se afastando da Verdade, pois ele corrompe a sua mente e logo nada resta.
Um discípulo de Cristo não anda nesses lugares. O que há de comum entre Deus e Satanás?
E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? 2 Coríntios 6:15
Abnegação é a palavra. Negue o que o seu "EU" quer se isso for mau para você em qualquer aspecto da natureza humana, física, mental ou espiritual. Se você pensa que não é prejudicial lembre-se que nada é neutro nesta vida. Tudo o que se faz, o que se pensa, o que se fala, ou agrada ou desagrada a Deus. E o melhor conselho é que, na dúvida, escolha o que é certo. Fp 4:8. Abraços.

Anônimo disse...

Me acorda que eu quero descer. Não: pare o mundo que eu quero descer. hahahaha

Oh, Senhor, só fico imaginando o que vai acontecer quando decidirmos abrir a Bíblia em vez de ficar nessa ladainha.

Bruno Ribeiro disse...

O comentário do amigo anônimo ilustrou perfeitamente o que falei: primeiro que a discussão sobre 'você se prepara para isso' é totalmente irrelevante para determinar 'porque não frequentar cinema'. Aliás, porque o ambiente 'fechado' e o 'som enrudescedor'(hã?) me colocam na mira de satanás? Onde tem isso?

Para justificar o argumento, o amigo anônimo cita (de forma distorcida) os experimentos de James Vicary. Agora, só para lembra, o próprio Vicary concedeu uma entrevista à revista 'Advertinsig Age' DESMENTINDO suas pesquisas sobre os 'efeitos subliminares', confessando ter sido pressionado pelos investidores a publicar resultados de experimentos que não tinha feito realmente(Fred Danzig, "Subliminal Advertising - Today It's Just Historic Flashback for Researcher Vicary", Advertising Age, September 17, 1962, pp. 72-73).

Esse 'poder do cinema' de 'fixar coisas na mente' vem de uma das primeiras teorias da comunicação denominada 'teoria da agulha hipodérmica' que estudava a mídia a partir de premissas behavioristas, ou seja, baseado no conceito de 'estímulo/resposta'.

O problema é que, desde a década de 60/70 (pelo menos) os Estudos Culturais e as Teorias da Recepção já demonstraram que esse 'poder da mídia', do 'cinema', das 'mensagens subliminares' não condiziam com a realidade dos estudos que vinham sendo feitos. O receptor tem resiste sim as mensagens do cinema. A relação receptor-cinema é muito mais complexa do que essa descrição simplista. Pelo menos foi isso que as inúmeras pesquisas empíricas demonstraram. De lá pra cá outras várias pesquisas confirmaram isso.

Por fim, tanto 'II Coríntios 6:15' quanto Filipenses 4:8 não falam NADA enquanto principio de 'não ir para cinema' (aliás, acho muito desrespeitoso trazer a Bíblia e abri-la de qualquer jeito, como foi feito, para defender coisas que ela não defende ou para tentar 'distorcer' a fim de que ela diga coisas que ela não diz) - a não ser que alguém queira argumentar que cinema não é um ambiente 'puro', 'respeitável', etc. Mas aí se está indo para o campo da subjetividade, do 'eu acho que', em suma, do próprio EU.

Abraços também amigo anônimo.

Anderson disse...

Amigo Bruno,

Eu postei sobre a questão do "evento cinema" e suas consequências.
Se você quer "provar" que não tem nada de errado em ir ao cinema, vou lançar pra ti o que ao contrário o que coloca pra nós. Prove na Bíblia que Cinema está de acordo com algum texto bíblico ou mesmo com Fp 4:8. E como eu falei, se há dúvida você prefere arriscar?
As pesquisas que postou são também de fato imparciais ou geradas pela mídia a serviço do inimigo para encapsular ainda mais os servos de Deus nas suas armadilhas?
Isso é o mesmo que café. A mídia posta aquilo que agrada mas tu nunca vai ver, sem a devida pesquisa aprofundada, os efeitos completos do café na sua saúde.
Por fim, cada um tem a liberdade que Deus deu de fazer o que quiser. Não sou eu o o pastor Douglas que vai lhe convencer de algo e sim o Espírito de Deus. E se nós assim também estivermos errados Ele nos mostrará.
Uma coisa é que nós, como Adventistas do Sétimo Dia, fomos abençoados com uma profetiza em nosso meio e muitos de nós, inclusive noto isso nos seus dizeres, a despreza completamente. Fico triste que nós, como povo de Deus temos cometidos os mesmos erros relatados na Bíblia.

"Pecamos, e cometemos iniqüidades, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos;
E não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, aos nossos príncipes, e a nossos pais, como também a todo o povo da terra."
Daniel 9:5-6

Se você quer usar somente a Bíblia, ok, ela somente é mais que suficiente. E se você nos provar, pela Bíblia, que Jesus participaria de uma sessão de cinema, como discípulos de Jesus, também devemos participar. Caso contrário, fica novamente o conselho da Bíblia, Fp 4:8 e nos afastemos daquilo que nos afasta de Deus.

Bruno Ribeiro disse...

Opa irmão Anderson,

Bem, cinema é algo culturalmente indiferente. Isso quer dizer que eu não preciso 'provar' que um Adventista pode ir para cinema, ou para o shopping, ou para a lanchonete da esquina, ou para praia ou para qualquer outro lugar de lazer (que são tão normais ou socialmente 'sadios' que são bastante frequentados por famílias, por crianças, etc). Eu não preciso provar na Bíblia que Jesus iria para uma sessão de cinema justamente porque A BÍBLIA NÃO FOI ESCRITA PARA ISSO.

Aliás, o principio de liberdade me é dada pelo apóstolo Paulo que pergunta justamente aos Colossenses: como pode um cristão, nascido de novo e morto para os rudimentos desse mundo "carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies?" (Colossenses 2:20-21).

O principio aqui de Paulo é muito valioso: se eu morri para os rudimentos desse mundo,porque dar ouvidos a ensinos espúrios que querem me levar a escravidão de um código legal, impondo assim uma série de tabus e regras restritivas, como se Cristo nunca tivesse me libertado?

A heresia que Paulo estava combatendo na carta aos Colossenses, apesar de ter sua natureza imprecisa, dizia "evite todas as possíveis causas de contaminação, e pratique com sua abstinência uma disciplina rigorosa por causa do medo de perder sua 'espiritualidade' (Ralph Matin. Colossenses, p. 107). Paulo argumenta fortemente que Cristo me libertou desse tipo de coisa!

Agora, caso alguém não se sinta a vontade em ir porque acha errado, ok! O apóstolo Paulo afirma que devemos respeitar tal irmão (Rm 14, desde que esteja bem seguros em nossa própria mente, v.5). No entanto, se alguém quer proibir outras pessoas de irem, então o 'ônus da prova' cai em cima de quem quer proibir. E deve ser biblicamente defendido senão é simplesmente 'eu ACHO'. Vários cristãos ao redor do mundo freqüentam salas de cinema e, dos que conheço, não estão sendo afastados de Deus por isso. Se alguém afirma que o cinema ‘afasta de Deus’, cabe a ela dizer o porquê (afinal, ‘porque é errado’ ou ‘porque é escuro’ não vai convencer muita gente...).

Sobre as pesquisas que comentei: são geradas pela academia. Não tem ligação 'estranha' (?) com a mídia, não tem 'encapsulamento' de satanás ou coisa do tipo. Caso queira saber o porquê, sugiro que leia qualquer uma dessas pesquisas sobre Teorias da Comunicação, Estudos Culturais, etc., a fim de ver por si mesmo - e não precisar recorrer a 'teorias da conspiração' (eu mesmo faço várias pesquisas na mídia, em especial na Veja, na Folha de SP e nos jornais impressos da Paraíba, e até onde me lembre, não recorri em momento nenhum a qualquer entidade das trevas...rsrs).

E claro que Deus convence. Mas temos a Bíblia justamente para termos um padrão claro, objetivo sobre o que seguir (evitando justamente o 'eu acho que').

Por fim, li e reli meus comentários, mas... onde afirmo que desprezei o Ministério da Sra. White (a quem creio piamente, creio tanto que NÃO utilizo seus escritos como ela tanto pediu aos Adventistas que NÃO fossem utilizados).

Tchelo disse...

Anderson.
Nāo perca seu tempo mostrando para o Bruno que é errado ir ao cimema. Ele tem todos os argumentos.
A igreja Adventista ate onde sei, se posiciona contra cinema, pintura, joias, sexo antes do casamento, etc. Acredito que cada um faz o que bem entende com sua vida, mas como a igreja é contra, deligue-se da igreja como membro (afinal ser membro da igreja nāo significa salvaçāo) e vá viver sua vida. Coragem Bruno e coerência. A igreja é contra e voce a favor, saia. Quanto ao outro anonimo que quer descer do mundo, nāo entendi a gracinha. Estamos aqui porque quermos crescer na verdade e esses assuntos sāo pertinentes ao que vivemos hoje nas igrejas "modernas".

Pablo disse...

Bruno, concordo com você. faz 13 anos que me batizei e foi na época da popularização na mídia das tais mensagens subliminares. De pronto me interessei pelo tema até começar a ver o repertório de "pelos em casca de ovos" que eram vistos por quem defendia esse assunto.
Na minha igreja era certo, em todas as férias sempre aparecia um teologando bem intencionado fazendo uma semana de palestras sobre os "perigos da mídia" usando as falácias conhecidas dos estudos fajutos de Vicary e histórias fantasiosas como "existe um altar à Satanás na Disney e nele são devotados todas os seus filmes", Ora isso é de uma patifaria sem tamanho. No início eu achava legal ajudar o irmão, mas depois eu via isso como o que de fato é, uma maneira tola de se doutrinar pelo medo. O medo é um instrumento o qual Jesus jamais lançaria mão (1 João 4:18).

Estamos tratando a ida ao cinema, tal qual se tratavam as idas aos cabarés do início do século XX e utilizando os mesmos textos para tal. O que o amigo Anonimo defendeu... que no cinema estamos "colocados na mira de satanás pra ele fazer o que quiser", que Deus é esse que estamos apresentando? E quão ridiculos nos mostramos quando tentamos embasar nossas convicções com argumentos desta natureza?
"Ah, mas mostre na Bíblia um verso que diz para irmos ao cinema"... Também não tem nenhum proibindo ou incentivando tomar sorvete, ler ou não jornais e revistas, andar ou não de bicicleta..

Esse papo de demonização do cinema é só a ponta do Iceberg, o amigo anônimo não está só. Dentro da igreja já presenciei aberrações do tipo
"moça, você vai perder a salvação por que está usando calça"
"Desbravadora, que Céu é esse que vc pretende entrar com essas unhas pintadas?"

E graças ao estudo esmerado da Bíblia, dia após dia os demônios do farisaísmo (usei o termo de propósito) vão sendo destruídos.

Deus nos abençoe.

douglas reis disse...

Bruno Ribeiro, Anderson, Tchelo

Infelizmente, estive correndo na última semana e não pude dar atenção maior ao assunto (estou em um programa de mestrado e o tempo é escasso!).

Mas, como o cinema era apenas um detalhes do texto, e não a preocupação maior, resolvi dedicar um espaço a expor mais detidamente sobre o assunto, embora assuma que se trate de uma abordagem preliminar, longe de ser exaustiva.

O novo texto está disponível em http://questaodeconfianca.blogspot.com.br/2014/02/adventistas-e-cinema-uma-velha-questao.html

Espero que seja útil para continuarmos dialogando sobre o assunto. Um abraço a todos.

douglas reis disse...

Pablo,

bem vindo ao blog. Seus comentários são importantes aqui. Sinta-se livre para se expressar.

Concordo com você que há exageros quando tratamos da questão da mídia (eu mesmo não foco na mensagem subliminar, não por descrer completamente, mas por entender que há aspectos tão notórios que hoje satanás nem precise mascarar tanto as coisas!)

Ainda assim, a questão de salvação e estilo de vida são cruciais. Nós, adventistas, entendemos a salvação estritamente ligada ao estilo de vida, sim. Não que ele seja a causa da salvação, mas que está integrado ao processo de santificação, parte da nossa salvação. Sem abandonar algumas coisas, perderemos a salvação.

Deus tenha misericórdia de nós. Um abraço.

Anderson disse...

Amigos, eu já dei a minha opinião, e estou seguindo a Palavra de Deus Tito 3:9-11.
Os irmãos podem pensar que tudo é relativo e agir de forma liberal. Para mim é bastante simples e sigo o que a Bíblia ensina, através do nosso modelo que é Jesus. É claro que não sou perfeito mas dentro daquilo que sei eu faço aquilo que me parece certo.
Os irmãos podem falar que é uma falácia a questão de mensagens subliminares mas ao mesmo tempo negam a advertência da profetiza do Senhor de não frequentar esses lugares. Mesmo não sendo cientificamente provado temos fonte para saber que isso é perigoso e como todas as coisas reveladas a ciência sempre veio depois e comprovou. Mas se os colegas querem esperar pela ciência e não agir pela fé, então façam conforme lhes parece melhor e que Deus nos mostre o que é certo.
Os irmãos me criticaram por perguntar se Jesus estaria numa sessão de cinema, mas é lógico que sei que não foi o propósito de escrita da Bíblia, apenas coloquei o argumento contrário que o irmão Bruno estava usando dizendo que não há na Bíblia nada que diga que não é para ir ao cinema.
Isso é uma questão de princípios, uma questão de saúde e por isso usei o Exemplo para contrastar a atitude dos irmãos com a d'Ele. Se eles acham que Jesus se sentaria para assistir um filme, quanto mais num cinema, então que façam conforme o vosso entendimento.
Não é assim que O conheço e portanto, se somos discípulos de Jesus, temos de agir conforme Ele nos ensinou.
E isso usando somente a Bíblia. Deus nos abençoou com uma profetiza em nosso meio pois "Não havendo profecia, o povo perece; porém o que guarda a lei, esse é bem-aventurado."
Provérbios 29:18, mas os irmãos parecem conhecer mais que eu os escritos da sra. White mas preferem usar a parte que lhes aproveita ao invés de praticar as verdades que Deus nos ensinou através dela. (Obs.: Não distribuímos cópias de fragmentos do Grande Conflito, como assim não é para usar os escritos dela?)
Aqui, para mim, este assunto está encerrado pois como falei antes, não é a orientação bíblia que fiquemos discutindo sobre as coisas, já fiz a admoestação e quem tem ouvidos, ouça.

Abraços.

Bruno Ribeiro disse...

Opa Tchelo,

[1] Você sabe realmente qual a importância de um debate? Porque se você acha que o X é fazer o outro mudar de ponto de vista, então vejo que você é alguém muito difícil de dialogar. Debate não é questão de perde/ganha. Há uma série de outras variantes inclusas para pessoas que querem levar a verdade a sério (conhecer melhor o ponto de vista do outro, aprender, corrigir falácias, trocar idéias, etc).

[2] O que significa ter todos os argumentos? Que eu deveria baixar a cabeça para argumentos ruins? Pífios? Por que preciso me submeter a esse tipo de coisa? Esse tipo de postura demonstra alguém que não tem a mínima preocupação com a verdade, apenas quer estar ‘certo’, mesmo que não esteja, submetendo os outros a sua opinião. Isso é preocupante. Sugiro ao irmão que preste mais atenção ao conselho da Sra White: "É importante que, ao defender as doutrinas que consideramos artigos fundamentais da fé, NUNCA NOS PERMITAMOS O EMPREGO DE ARGUMENTOS QUE NÃO SEJAM INTEIRAMENTE RETOS. Eles podem fazer calar um adversário, mas não honram a verdade. Devemos
apresentar argumentos LEGÍTIMOS, que não somente façam silenciar os oponentes, mas que suportem a mais profunda e perscrutadora investigação" (Obreiros evangélicos, pág. 299). Sua atitude EM NENHUM MOMENTO SE ENQUADROU COM ALGUÉM QUE QUER CRESCER NA VERDADE (afinal, alguém que quer crescer na verdade utilizando argumentos ‘ad hominem’ é, no mínimo, preocupante).

[3] A igreja também já se posicionou contra cavanhaque, barba, bicicleta, etc. Não é porque algo é defendido pela instituição adventista que ela automaticamente se torna o 'correto'. Se quer discutir se algo é pecado ou não, peço que argumente com base na Bíblia e não com base em argumentos de autoridade (engraçado que eu poderia citar uns 7 textos de Ellen White só no Grande Conflito falando isso... Mas enfim, sugiro que leia o cap. 37, Nossa Única Salvaguarda).

[4] Outra coisa: quem falou aqui de jóias? Pinturas? Sexo antes do casamento? Quer dizer: o irmão comenta algo que NÃO ACRESCENTA ABSOLUTAMENTE NADA AO DEBATE e ainda faz acusações levianas contra minha espiritualidade e minha opinião. Você me conhece? Aqui, em momento algum insultei alguém. Mas essa é uma das lamentáveis características que noto em alguns conservadores e fundamentalistas evangélicos: gostam de insultar outras pessoas, gostam de atingir a espiritualidade das outras pessoas, acham que quem não pensa igual ele é alguém que quer 'desculpas para pecar', um 'liberal', etc. Saiba que isso é uma acusação muito séria contra servos de Deus. Jesus terminantemente proibiu tal atitude (Mt 7).

Bruno Ribeiro disse...

[5] E olha que paradoxo: a fim de defender uma tradição não bíblia, o irmão lança mão de ofender minha espiritualidade, claramente pecando (Paulo foi bem severo contra esse tipo de gente em I Cor 5) para 'defender a vontade de Deus'.

[6] Engraçado é ainda ter a coragem de dizer 'desligue da igreja'. Enfim, parece uma piada! Viva sua vida irmão. Já que você não acrescentou NADA ao debate e só veio aqui colocar em cheque minha espiritualidade (num dos argumentos mais toscos 'ad hominem' que já vi), para que comentar? Não vale à pena perder tempo lendo seu comentário. E claro: deixa eu te ensinar uma coisa, ainda que eu fosse a favor de 'sexo antes do casamento' isso não invalidaria em nada meu argumento sobre cinema. Vou deixar mais claro ainda para evitar maus entendidos, já que como é notório, o irmão tem um sério problema de leitura, lendo coisas onde não tem (onde falei em sexo antes do casamento?): EU NÃO SOU A FAVOR, MAS AINDA QUE FOSSE ISSO NÃO INVALIDARIA MEU ARGUMENTO. Tente rebater os argumentos (coisa que você não fez EM NENHUM MOMENTO), não minha pessoa!

[7] Agora eu peço sinceramente, não somente aqui, mas em qualquer debate: se você não for acrescentar NADA (como aconteceu), apenas desvirtuar o debate (como aconteceu) e fazer afirmações levianas, irresponsáveis e falsas sobre a espiritualidade das outras pessoas (como aconteceu), sugerindo coisas absurdas (como aconteceu) por que e pra que comentar? Sério? E me desculpe Pastor Douglas, mas como seu blog tem moderação, pergunto: por que aceitar um comentário desse tipo, que não acrescenta em NADA no debate e apenas faz as pessoas pensarem mal de mim (já imaginou o que alguém que não me conhece, que leu isso aqui essa manhã, vai carimbar na minha testa?).

[8] Aliás, o irmão sabe que as resoluções da igreja sobre cinema ou quando alguém diz "a igreja recomenda não ir ao cinema", está falando de resoluções antigas ou não globais? E quem disse que ser adventista está relacionado a não ir para cinema? Pensei que entrar num relacionamento com Deus (Jo 17:3), ser transformado pelo Espirito Santo a imagem de Jesus (II Cor 3:18 e Rom 8), fazer a vontade de Jesus (II Cor 5:14, 15), amar ao próximo (Lc 10:25-37) etc, constituía nossa identidade como cristão (e adventista). Mas parece que a Bíblia está errada, neh? O que importa a fim de definir ‘quem deveria ser coerente e ficar ou não na igreja’ NÃO é o 'Assim diz o Senhor', mas a opinião do irmão! Enfim...

[9] Por fim, 'obrigado' por fazer eu, os leitores e as pessoas que porventura vierem a ler os comentários aqui perderem tempo!

Bruno Ribeiro disse...

Pastor Douglas, sobre a questão da mensagem subliminar: respeito sua opinião, mas ela é claramente uma pseudociência (como astrologia, homeopatia, radioestesia, etc).

[1]Primeiro é importante definir bem o termo. Subliminar significa "abaixo do limiar de percepção", ou seja, são aquelas mensagens imperceptíveis, fora do alcance dos sentidos e que, em tese, têm o poder de ditar comportamentos, curar maus hábitos, aumentar o consumo de um determinado produto, etc. Em suma, manipular a mente das pessoas. Apesar disso, há várias dificuldades em definir esse termo. Além disso, é preciso separa percepção subliminar (que talvez exista) de persuasão subliminar (que não conseguiu ser comprovada apesar das inúmeras tentativas).

[2] No entanto, subliminar NÃO É SUBENTENDIDO. Subliminar é o que não é visto conscientemente; se viu, deixou de ser subliminar! Uma imagem ou uma ideia sugerida, nas entrelinhas, sutil ou periférica NÃO é subliminar. Quem estuda semiótica ou análise do discurso está azul de saber disso. Mas geralmente os defensores dessa pseudociência confundem esses dois termos.

[3] Estímulos sensoriais fora do alcance dos sentidos, como um som fraco demais para ser captado pelo ouvido ou ininteligível como uma mensagem reversa, ou uma imagem rápida demais que não possa ser captada pelo olho, NÃO CAUSAM ABSOLUTAMENTE NENHUM EFEITO em quem é sujeito a eles. Todas as evidências sugerem que, para iniciar uma ação baseada em um estímulo, é preciso estar ciente dele. (http://www.arts.uwaterloo.ca/~pmerikle/papers/SubliminalPerception.html). Os estudos que demonstraram que há persuasão subliminar demonstraram falhas sérias de metodologia (http://trove.nla.gov.au/work/11584854?selectedversion=NBD10767066).

[4] Percepção subliminar é um tema amplamente estudado há MAIS DE 100 anos pela psicologia. Embora muitos pontos permaneçam controversos, NÃO HÁ NENHUMA EVIDÊNCIA CIENTÍFICA DE QUE ALGUÉM POSSA SER PERSUADIDO POR UMA MENSAGEM SUBLIMINAR a iniciar uma ação complexa como consumir um determinado produto ou se suicidar. E olha que isso não foi por falta de 'tentativa', viu?

[5] Sobre os desenhos da DISNEY: exceto no caso de "Bernardo e Bianca", TODA a história de mensagens subliminares nos desenhos da Disney está na cabeça de quem vê. Sério. Você ouve 'que satanás habite nessa casa' no filme 'Rei Leão' (estranho, neh? Ele diz isso em português. Talvez então só afete as pessoas de língua portuguesa) porque você foi INDUZIDO a isso. Caso contrário, por si só, você não descobriria. Exemplo: o próprio 'Bernardo e Bianca'. O desenho é de 1977. E há realmente uma cena, em um dos frames, em que uma mulher aparece nua na janela. Todavia, NINGUÉM havia notado a cena até 1999, quando a PRÓPRIA DISNEY anunciou o recall das fitas.

[6] Já os problemas com os discursos reversos, músicas de Xuxa, etc, são simples: a maior parte de suas extraordinárias alegações simplesmente não podem ser testadas pela ciência.

[7] Aliás, quem defende mensagem subliminar com base afirmando que é cientifica poderia fazer o teste: pegar duas duas pessoas, pedir para realizarem experimentos independentes, seguindo os MESMOS procedimentos, e por fim comparar os resultados. Isso é ciência. E isso os defensores desse tipo de 'ciência' não faz.

Referência
http://www.projetoockham.org/pseudo_subliminar_1.html

douglas reis disse...

Olá, Bruno.

Apenas reprisando o que disse sobre mensagem subliminar:

"(sic) eu mesmo não foco na mensagem subliminar, não por descrer completamente, mas por entender que há aspectos tão notórios que hoje satanás nem precise mascarar tanto as coisas![...]"

Como você pode notar, não uso ou endosso o expediente, embora não o descarte totalmente. Diria que estou aberto ao seu uso moderado. Apenas não faço disso meu argumento principal (sequer secundário) porque sei de suas limitações e já ouvi que é algo controverso. Como afirmei antes, prefiro abordar aquilo que está claramente identificado.

Abraços.

Tchelo disse...

Bruno obrigado por tantas letras. Sinceramente nāo acredito que eu mereça.
Goste voce ou nāo, continuo com a minha opiniāo.
Nāo concorda, saia.
O manual da igreja é elaborado na conferencia geral com muita oraçāo, meditaçāo e discussāo. Pessoas com conhecimento teologico e de igreja um pouco superiores aos seus (talvez). Ai vem voce querendo argumentar, cheio de passagens e citaçōes, contra o que foi colocado. Coragem e coerencia.

Bruno Ribeiro disse...

Tchelo,

Pelos seus comentário, é bem perceptível que você não está nem um pouco preocupado com a verdade. Apenas em impor seu 'eu acho' na igreja. Isso é perigosíssimo, de um autoritarismo terrível, principalmente vindo de alguém que claramente desonram a Bíblia, não apresenta argumentos e aparenta não estar nem aí para as Escrituras Sagradas e sua correta interpretação (como você se mostrou).

Mesmo discordando fortemente do Anderson, pelo menos dá pra ver que, com ele, é possível ter diálogo, ele é alguém que quer debater, que tem algum tipo de argumento, que está preocupado com questões referentes a espiritualidade - bem diferentemente de suas posições autoritárias.

E você claramente NÃO entendeu o que falei sobre o Manual da Igreja. Vou tentar ser mais claro: desde 2010 a Associação Geral MUDOU o texto. Não há mais uma 'posição Adventista sobre cinema'. Se você acha que a opinião da igreja sobre cinema é X, você ta falando da opinião do Manual ANTIGO ou de outras resoluções antigas/locais, não da resolução GLOBAL. O Manual não fala nada sobre isso. Goste você ou não. Infelizmente não tem como desenhar por aqui.

Como você mesmo disse: "o manual da igreja é elaborado na Conferência Geral com muita oração, meditação e discussão", peço coerência: medite sobre esse fato.

Não concorda com a Igreja? Bem, essa é uma questão que os reformadores chamariam de 'adiaforia', indiferentes. Não se define um cristão com base em sua opinião sobre cinema. A Bíblia oferece outros parâmetros.

No mais, procure se preocupar mais com a verdade, com o que é revelado na Bíblia, com o que significa cristianismo e igreja (claramente você não sabe), LER CORRETAMENTE O QUE OS OUTROS FALAM, evitar posições autoritárias, evitar argumentos toscos 'ad hominem'. Além, claro, peço que evite colocar 'na conta do outro' posições que ele (no caso eu) claramente não defendo (afinal, quero imaginar que você fez isso por ignorância e não por falta de caráter)...

É isso...

marcio goncalves disse...

A Bíblia nos ensina que devemos cuidar para não cometermos os mesmos erros que os fariseus.
Sem dúvida a intenção deles antes da época de Jesus e mesma na Sua época era positiva. Mas os motivos, mesmo lógicos, acabaram os desviando do caminho.
Após o trauma babilônico, muitos (se não a maioria) dos judeus não voltaram a sua nação. O grupo dos quais surgiram os fariseus surgiu da parte da minoria que voltou, e que se jurou que algo assim nunca mais poderia acontecer. O motivo era agradar a Deus por uma obediência consciente, mas sempre com o medo por trás que se isso não fosse feito, algo ruim poderia acontecer.
Portanto a motivação principal era uma busca por segurança. As Escrituras foram usadas para responder todas as questões do dia a dia de forma coletiva. Obviamente, cria-se então um grupo separado dos outros. E pela natureza humana, também é óbvio que esse grupo vá ter a tendencia de ser mais justo que os outros, simplesmente por buscarem essa justiça com mais fervor.
O tema repetido de Jesus em relação a estes (e aos escribas também) era a falta de humildade, que levava a falta de uma real necessidade de um Salvador. Para o povo simples, esta necessidade estava mais do que clara, e eles abracavam a salvação em Jesus. Para os fariseus e escribas, não era tao fácil assim. Como alguém do povo poderia ser a sua fonte de salvação? Ele teria que passar vários testes de coisas já estudadas pelos fariseus e escribas para ganhar a sua aceitação.
A verdade, pastor Douglas e todos que estão lendo, é que nós nos parecemos mais com estes fariseus e escribas do que gostaríamos. Nao aceitamos qualquer coisa fora do nosso âmbito de forma fácil, desconfiamos até mesmo de muita coisa do lado de dentro. Temos uma dificuldade histórica de dialogar de igual para igual com outros que não pensam como nós, e isso vem de nossa história.
Precisamos aprender a lição que a maioria dos fariseus e escribas não aprenderam: o Reine de Deus inclui, não exclui. Nao é um lugar onde os que buscam mais a Deus e a verdade no estilo de vida, os que sabem interpretar a Bíblia da maneira mais eficaz ou esperta. O convite é feito a todos, e justamente o povo que não se espera foi a festa.
Temos um convite a aceitar e convites a passar adiante.
A busca da verdade bíblica é uma busca por seres humanos sinceros.
Devemos evitar o erro de buscarmos a verdade Bíblica para interpretarmos todos os aspectos da vida diária. Isso vai contra o Plano de Salvação, e nos cega para as verdades maiores (exemplo bom: a parábola do Bom Samaritano).