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domingo, 9 de outubro de 2016

RESTAURADO



Rompe-se a paz do lar: o homem sem roupas no Éden
Sente a rispidez do ar, que lhe raspa as entranhas.
Rapidamente, os dois olhos de Eva lhe pedem
Para repor a paz nestas horas estranhas.

Tudo quanto se fora, ao fim nos será dado
– O Éden há de voltar! Gramas grassando agora
Mais verde vão por todo o jardim restaurado,
Onde a beleza cobre cada grão que aflora.

Perante o esplendor vivo em cada planta e ser,
Há outra luz que flui do trono altaneiro:
Ali, mesmo anjos, com estatura e poder,
Dão glória, glória, glória ao Senhor e ao Cordeiro.

E a glória de Deus é doar-Se à criatura,
Com materno olhar, um olhar que, ao amar, reluz;
Para espanto do cosmo, o amor em forma pura
Demonstrou seu extremo ao assumir a cruz.

Por isso, os vinte e quatro anciãos dão louvor:
Tudo novo se fez! Adeus à nódoa rubra.
Em estatura e graça, homens crescem no amor
E veem no mundo mais para que se descubra.

Enfim, a paz! Enfim, a perene certeza
Da harmonia entre Deus e o homem. Enfim, a vida
Como se planejou em seu princípio. À mesa,
Deus Se assenta ao redor da família reunida.


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sexta-feira, 8 de junho de 2012

A MORTE ATINGE A TODOS – POR ENQUANTO


A notícia da morte de Anna Maria Niemeyer, única filha de Oscar Niemeyer, o mais famoso arquiteto brasileiro, virou mote para diversas frases cômicas no microblog Twitter. Isso porque Anna Maria, arquiteta como o pai, faleceu na quarta-feira dia 6, aos 82 anos, enquanto o pai já conta com 104 anos. Muitos usuários do Twitter disseram que, desse jeito, o projetista de Brasília acabará enterrando os netos e houve até quem comentasse que a morte teria levado o Niemeyer errado!
Brincadeiras à parte, o ser humano possui um desejo inato por imortalidade. Ninguém sonha com uma vida de realizações que termine com um período final de ostracismo, quando a única coisa boa que se resta é lembrar das glórias do passado. Oscar Niemeyer vem desafiando essa tendência natural, porque continua trabalhando em vários projetos, quando poderia já estar desfrutando (há muitas décadas!) de merecida aposentadoria. 
Enquanto alguns preferem chamar isso de “ciclo da vida” e até mesmo algumas religiões tratem a morte com naturalidade, o cristianismo se adéqua ao desconforto humano com a morte. O apóstolo Paulo, por exemplo, atribui à morte o epíteto de “o último inimigo a ser vencido” (1 Co 15:26). A morte é uma intrusa, uma digressão desnecessária na longa narrativa humana. Felizmente, a morte tem seus dias contados: o mesmo Paulo profetiza que ela será tragada pela vitória (v. 54) e passa a caçoar de seu poder destrutivo (v.55). A grande notícia é que, em breve, todos nos uniremos a ele em seu escárnio, porque o iminente retorno de Jesus significa o fim da morte. 
Se hoje sofremos a separação, se nossos queridos descem à sepultura e nossos cônjuges, filhos e amigos não poderão sempre nos acompanhar, resta-nos crer – e esperar –, porque se é verdade que a morte chegará para todos (embora demore mais em alguns casos), também se pode ter certeza de que seus efeitos não durarão para sempre.

sábado, 30 de outubro de 2010

A ETERNIDADE TODA PARA PERGUNTAR...

A fumaça cinzenta chegando perto. Com náuseas, você advinha os degraus, correndo tropegamente. Alguns lances de escada antes e o forro despencara, quase atingindo sua cabeça. Ao fundo, gritos desesperados, quiçá de vizinhos condenados pelas chamas famintas.

Mas ele surge.

O chapéu engraçado e a roupa vermelha não parecem deixar dúvidas. “Suba nas minhas costas, vou tirá-lo daqui e levá-lo a um lugar segundo”, anuncia o bombeiro com voz de urgência.

“Espere um momento”, você interrompe. “Não vamos sair daqui antes que eu obtenha algumas respostas”. O bombeiro coça a cabeça. Esse tipo de situação não constava no manual de treinamento. Ele se aproxima para salvá-lo, julgando ter diante de si alguém sem juízo. “Nem pense nisto!”, é sua veemente advertência.

Talvez alguma coisa no tom de sua voz seja forte o suficiente para convencê-lo. Ou talvez sua abordagem seja tão original que o seu salvador resolva escutar.

“Bem, amigo. Você está realmente certo de que precisamos sair do prédio? Quero dizer, tudo bem, um incendio está acontecendo, mas ele não pode parar assim como começou – repentinamente? Outra coisa: quem me garante que lá fora seja um lugar seguro? Você trouxe fotos da parte externa do prédio?”

Pela fisionomia, pode-se ver a confusão no rosto do bombeiro – ele simplesmente se encolhe, indiferente às perguntas, surpreso com o local escolhido para fazê-las. Antes que o oficial retome a palavra, você prossegue: “Outra coisa: quem é você? Em que lugar fez seu treinamento? Sempre pensou nesta carreira? Ser bombeiro dá tanto dinheiro como ser analista de sistemas?”

Eu sei. A situação toda é sem cabimento. A emergência cala nossa curiosidade, não é? Qualquer pessoa curiosa teria, ao menos, o bom senso de esperar sair do perigo para fazer perguntas. Ninguém interromperia o próprio resgate para subter seu salvador a um questionário fora de lugar.

Pelo menos, na vida comum.

Espiritualmente falando, a coisa é diferente. De onde veio Deus? Como posso aceitar a Trindade se isso não é lógico? Vida eterna não é algo fantasioso demais para que tentemos explicá-la? Adão tinha umbigo (esta é clássica!)? Por toda parte, as pessoas estão impedindo que o Salvador tenha acesso ao coração delas, simplesmente porque buscam primeiro entender todos os detalhes, inclusive aqueles que são irrelevantes ou os que se acham, por definição, acima de nossa capacidade.

Deus quer que eu me ocupe das coisas essenciais, que ele revelou (Dt 29:29), sem me embrenhar por contendas inúteis , que dividem as pessoas. Alguns trocam a Verdade pela especulação, e se poem teimosamente onde nem mesmo admoestações racionais os podem trazer de volta ao caminho (Tt 3:10-11).

Estamos sendo resgatos. As circunstâncias urgem. Deus nos instrui quanto ao básico. O foco é salvação, não explicação minuciosa do funcionamento da Física. Deus não argumenta porque age de determinadas maneiras em relação à nossa vida. O fundamental é confiarmos no Seu amor e nos subtermos às Suas decisões. Quanto às dúvidas, teremos toda a eternidade para perguntas. Antes, precisamos chegar até lá…

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A ETERNIDADE E NOSSA IDENTIDADE HUMANA

“A consciência da eternidade (deveríamos dizer a crença nela) pode mesmo ser considerada um dos traços mais definidores da humanidade.”

Zigmunt Bauman, Vidas desperdiçadas (Rio de Janeiro, RJ: Jorge Zahar Editor, 2004), p. 124-125.

terça-feira, 25 de março de 2008

CELULARES PERMITEM VISUALIZAR FAMILIARES MORTOS


Os japoneses poderão manter contato com seus entes queridos falecidos por meio de celulares capazes de escanear códigos de barra gravados em sepulturas. Os códigos trazem informações e fotos dos falecidos.

Num país imerso em tecnologia, os códigos de barra em preto e branco já são amplamente usados para carregar mapas em aparelhos celulares e costumam ser impressos em cartões de negócios e cardápios de restaurantes.

A Ishinokoe, uma empresa japonesa que fabrica lápides, irá colocar os códigos atrás de um compartimento lacrável no túmulo, para que somente os parentes com uma chave possam fazer a identificação.

A idéia é criar um túmulo que não seja apenas um local para armazenar os restos mortais do indivíduo, mas um lugar para honrar o falecido, afirmou a empresa em nota à imprensa.

Usando as telas dos celulares, os parentes podem acrescentar e ver diferentes itens que refletem a vida daquele que se foi, como fotos de épocas festivas.

Foto demonstrativa que os familiares poderão visualizar a partir de seus celulares(disponível no site da empresa)


[...]


As lápides irão à venda no mês que vem e custarão cerca de um milhão de ienes (cerca de 10 mil dólares).

E aqueles que negligenciam suas obrigações familiares devem ser avisados -- o código permitirá que outros parentes vejam uma lista de pessoas que visitaram o túmulo recentemente.


Para aqueles que sentem falta de seus entes queridos, a nova tecnologia (apesar de cara) poderá proporcionar momentos de conforto. E não é errado cultivar lembranças de pessoas que já nos deixaram, desde que se entenda que, biblicamente, essas pessoas que amávamos não podem se comunicar conosco e que o destino delas, juízo ou recompensa, já está decidido (Eclesiastes 9:5,6 e 10; Hebreus 9:27). Ao mesmo tempo, temos a esperança de rever não a imagem dessas pessoas, mas elas mesmas, vivas novamente, quando Cristo voltar ao nosso mundo. Esta a solução, muito além de qualquer realização tecnológica, só poderia ser oferecida por um Deus Todo-Poderoso.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

O DESEJO MAIS VELHO DO MUNDO




TÓQUIO -" O japonês Tomoji Tanabe, de 111 anos, recém-nomeado como o homem mais velho do mundo pelo Guinness Book, afirmou que deve sua longevidade a uma vida sem álcool (abstemia). 'Não bebo - esta é a maior razão para minha boa saúde', disse Tanabe, contando também que não fuma e gosta de tomar um copo de leite por dia.

Questionado sobre quanto tempo mais ainda gostaria de viver, o japonês, ex-funcionário do governo local, simplesmente disse: 'Não quero morrer'.

Tanabe, que vive em Miyakonojo, cerca de 900 Km a sudoeste de Tóquio, encontrou o prefeito da cidade para receber o certificado do Livro dos Recordes reconhendo-o como o homem mais velho do mundo.

Sua compatriota Yone Minagawa, de 114 anos, é considerada pelo Guinness como a pessoa mais velha do mundo. "

O que mais me chamou a atenção na matérias é a manifestação do anseio que Deus colocou no coração do homem: viver para sempre.

Aqui isto é desmotivador: a velhice acaba com o paladar, as habilidades vão se perdendo, a disposição se arrefece. Uma hora o desejo de descanço chega e a vida perde o tempero.

Apenas na Nova Terra, prometida pelo Senhor Jesus, será compensador o usufruto da eternidade. Sem filas em hospitais. Sem conflitos familiares. Um sonho atingido dará lugar ao planejamento para novas realizações.

Se fosse possível estar apenas uma hora no paraíso, já teríamos vivido mais do que 111 anos neste velho mundo...