Mostrando postagens com marcador Intercessão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Intercessão. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de abril de 2017

GRATA PELOS ANJOS


Por Noribel Reis
“Porque a Seus anjos Ele dará ordens a seu respeito, para que o protejam em todos os seus caminhos”. Salmo 91:11.

Aquele era o momento mais emocionante e pleno de toda a minha vida. Estava com minha filha em meus braços. Eu havia acabado de recebê-la, após 15 horas de trabalho de parto. Deus havia me concedido um lindo parto e esse momento era inexplicável. Estar com ela em meus braços, sentido seu aconchego em meu peito, enquanto mamava, era a mais pura emoção.
Em meio a muitos sentimentos que inundavam minha mente, tive uma impressão marcante. Não sei precisar quanto tempo após o parto. Mas, uma certeza inundou meu coração: Deus havia enviado um anjo para guardar minha filha do mal. Lembrei-me da promessa - "O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem, e os livra." Sl 34:7
Sim! Eu creio nos anjos e nas suas ações para nos guardar e proteger. Tenho um apreço muito grande por histórias de pessoas que são salvas por anjos. Agora, sentir que minha filha tinha um anjo enviado do céu para protegê-la foi algo incrível.
A Bíblia dá algumas informações sobre os anjos. Ela fala que aqueles que servem a Deus, amam a Jesus e guardam seus mandamentos possuem proteção especial.
Em Mateus 18:10 temos um texto específico dito pelo próprio Salvador sobre os anjos e os que creem no Senhor: “Cuidado para não desprezarem um só destes pequeninos! Pois eu lhes digo que os anjos deles nos céus estão sempre vendo a face de meu Pai celeste”.
Os anjos são enviados para protegem os justos do poder maligno. Essa proteção acontece nos lares cristãos, na vida familiar; ao saírem de casa e pedirem a proteção de Deus; ao tomarem decisões importantes e estarem em contato com outras pessoas. Veja o que diz no texto de Parábolas de Jesus, p. 341-342: “Quando inconscientemente estivermos em perigo de exercer influência má, os anjos estarão ao nosso lado, orientando-nos para um melhor procedimento, escolhendo-nos as palavras, e influenciando-nos as ações.” Mesmo quando não estamos vendo, os anjos de Deus estão nos protegendo e nos guardando.
“Os anjos de Deus, milhares de milhares, [...] nos guardam do mal, e repelem os poderes das trevas que nos estão procurando destruir. Não temos nós motivos de ser a todo momento agradecidos, mesmo quando existem aparentes dificuldades em nosso caminho?” (A Ciência do Bom Viver, p. 253-254)
Você já agradeceu a Deus por tanto cuidado e amor? Lembre-se que em nossa vida sempre haverá dificuldades, pois vivemos em um mundo de pecados; porém, Deus enviará anjos para estarem ao seu lado, ajudando-a a passar por todas as provações.


Leia também:

quarta-feira, 15 de março de 2017

A PRÁTICA DA ORAÇÃO NO MUNDO MATERIALISTA


Desde o Iluminismo, passando pela teologia liberal e adentrando no século XX, a presença divina passou a ser escamoteada, gradativamente diminuída e, finalmente, rechaçada. Hoje se fala no espaço dado à espiritualidade. Porém, tudo isso em nível pessoal. Na esfera particular, no fórum íntimo.
No “mundo real”, a opulência material garantida pelo progresso econômico que se seguiu ao fim da Segunda Guerra Mundial despertou a cobiça. Produtos feitos para durar pouco. Propagandas pensadas para vender sentimentos, aspirações e valores veiculados a quase qualquer produto – até propaganda de banco faz chorar! A toda hora, somos convidados a ter o último smartphone, o perfume recém lançado, o xampu de eficácia cientificamente comprovada. Para tudo isso, é preciso gastar tudo, porque gastar significa desfrutar. O materialismo consumista é uma expressão da confiança humana nos bens como veículos de desfrutar não apenas da “vida melhor”, prometida pelo século XX; hoje está à disposição a “vida para ser curtida”, com coisas inúteis, mas divertidas, ao alcance de todos.
Não há espaço para Deus nesse espiral pós-moderno de sensações, nesse looping de barganhas midiáticas e promessas de pote de ouro aqui e agora. Tudo está concentrado não mais nessa vida, mas no agora. Tudo o que importa é o agora. Temos de ver, ouvir a resposta, tocar as coisas, viver a sensação. Como confiar em um Deus além, invisível, que, pior!, nem sempre responde (quase nunca responde) as orações no exato momento em que são feitas?
Confiar nas respostas de Deus é algo que precisa, como nunca, ser exercitado a cada instante. Do contrário, fica fácil que mesmo cristãos conscientes vivam como ateus em sua semana de trabalho. O sábado bíblico (Êx 20:8-11) não é simplesmente um dia para ter um encontro com Deus, o que, de fato, deve ser algo diário. O sábado é a renovação do propósito da aliança com o Criador, a preparação para Seu juízo em favor de Seus santos (Ap 14:6-7) e a dedicação exclusiva do tempo para Aquele que é Senhor do tempo e da vida. O sábado serve para se desconectar com os apelos consumistas de um mundo que se acostumou com aquilo que é imediato. Na calma do dia santo, pode-se renovar o propósito de servir o Deus que estabeleceu cada coisa para seu próprio tempo (Ec 3:1-8).
Uma vez renovados, é preciso que empreguemos o tempo dos outros dias para nos conservar em espírito de oração. Não se trata da regularidade nas orações pontuais, sempre necessária. Mas o cultivo de uma mentalidade que a todo tempo converse com Deus e reconheça a necessidade de Sua presença. Afinal, em meio ao conflito cósmico no qual estamos inseridos, a grande questão não é em que gastaremos nosso dinheiro ou qual diversão estará à nossa espera. A salvação está em jogo em cada decisão importante – mesmo naquelas que não se percebem importantes.
Oramos porque não estamos seguros em um mundo dominado pelas trevas. Oramos porque há um Deus que, como um Amigo sempre presente, sente interesse por nós e deseja nos amparar. Oramos porque Deus é totalmente amável e benevolente, cheio de misericórdia, amor e paciência. Oramos porque é nossa maneira de amá-Lo por tudo o que Ele é e tem feito.


Leia também
    


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

CRISTO, NOSSO SALVADOR



(Hans K. LaRondelle, Chris our Savior: What God does for us and us. Pacifc Press Publishing Association, 1980.)


Hans K. LaRondelle foi um dos principais teólogos da Igreja Adventista. Sua influência perdura mesmo depois de sua morte, há poucos anos. Bem conhecido por suas obras escatológicas (que tratam do tempo do fim), ele também produziu materiais voltados para a soteriologia (doutrina da salvação). Dele é esse pequena joia, intitulada Christ Our Savior.
Aqui o principal tema de LaRondelle é a salvação, a partir da centralidade da obra de Cristo. Ele defende a tese de a salvação se desenvolver em três etapas distintas: justificação, santificação e glorificação. Em sua argumentação, teólogo ressalta que não são nossos esforços humanos que garantem a reconciliação com Deus, mas a obra de Cristo, tanto em Seu ministério terrestre, o qual compreende Sua morte vicária, quanto em Seu ministério no santuário celestial, intercedendo pelos pecadores. Isso somente aconteceu devido ao fato de que o amor é o que define a natureza divina. Deus, portanto, toma a iniciativa de alcançar o homem e realizar aquilo que Ele não pode sozinho. Por isso, segundo LaRondelle, o “evangelho em sua essência não é ‘faça!’, mas ‘feito!’; não ‘trabalhe!’, mas ‘creia!’” (p. 44).
O livro traz uma impressionante quantidade de textos bíblicos para reforçar sua argumentação. Evidentemente, pressupõe-se que o leitor já parta de uma base cristã e queira saber mais sobre a salvação. E a análise de LaRondelle é, de fato, impecável e bastante fiel em seu tratamento dos textos. Embora bastante simples, fugindo de termos técnicos, consegue uma ampla cobertura de temas correlacionados, trabalhando de forma sistemática, construindo tijolo a tijolo um edifício de grande envergadura. Em acréscimos à análise bíblica propriamente dita, as obras de Ellen G. White são citadas, reforçando as conclusões extraídas dos textos bíblicos. Alguns outros poucos autores evangélicos são citados, sendo o principal George Ladd, em sua magistral obra Teologia do Novo Testamento, mencionada ao longo de todo o livro.
Por se tratar de uma edição mais antiga, o livro não preza pela diagramação ou pelo formato. O sistema de notas de rodapé ou notas finais também dariam um aspecto visual melhor do que as referências inseridas (de modo bastante abreviado e incompleto) ao longo do texto. Não sei se há uma edição mais recente desse material, mas seria bom vê-lo com um acabamento mais apropriado. Tirando as limitações da edição, trata-se de um clássico em versão banzai (para ser justo, devo destacar que são limitações que levam em conta critérios atuais, os quais não contavam na época em que o material foi escrito).
O livro está dividido em três partes, as quais enfocam as etapas da salvação: justificação, santificação, glorificação. Logo na introdução, o autor parte do pressuposto de que há (e sempre houve, como parece ainda haver) muita incompreensão sobre o tema da salvação. Principalmente, quando nos perguntamos sobre o que temos de fazer para ser salvos.
Entretanto, LaRondelle esclarece que o Novo Testamento (doravante, NT) ensina que a salvação está vinculada, acima de tudo, a uma pessoa: Jesus Cristo. Embora o pecado seja algo complexo demais para ser perdoado automaticamente (p. 18), Deus nos reconciliou consigo por meio da morte substitutiva de Jesus (p. 22). Foi dEle a iniciativa (p. 22-23). Deus revelou Seu plano por meio do santuário terrestre (p.24), ensinando que a culpa de todo pecado deveria ser transferida (p. 27). Mas a salvação não estava completa sem a expiação final. Como diz Paulo em Hebreus (2:17), Jesus ainda faz expiação por nós, o que significa que Seu ministério no santuário é a continuação do processo de salvação, o qual não se resume à cruz (p.34).
No segundo capítulo, o enfoque recai sobre justificação.  Há muito de impactante nesse capítulo: “Seus méritos [de Cristo] não complementam nossos méritos, mas são nossos únicos méritos diante de Deus.” (p.43). A justificação ocorre quando aceitamos a Cristo, sem depender de nossa obediência. Aliás, aproveita-se para se desfazer uma confusão: quando Paulo não contrasta a lei com o evangelho (como muitos evangélicos supõem), mas dois modelos de justificação: um pela lei (como muitos judeus de seu tempo) e outro, pela fé (p. 48). A própria ideia de que o Antigo Testamento (doravante AT) ensine uma maneira de se salvar diferente do NT é estranha à própria Bíblia. Afinal, o legalismo não era consequência da religião do AT, mas sua distorção (p. 49). O próprio serviço do santuário ensinava justificação constantemente (p. 50).
No terceiro capítulo, a santificação (vida vitoriosa em Cristo) é mostrada como alvo positivo da salvação (p.61); afinal, “Cristo não nos redimiu meramente do pecado, Ele nos redimiu para Deus!” (p. 54). LaRondelle explora de forma mais detida o texto de Romanos (6:1-11) apontando o significado do batismo, não como morte da pessoa batizada, mas para que ela receba a morte de Cristo em sua vida (p.62). O batismo seria o grade argumento de Paulo para defende a vida santificada (idem). Em alusão a isso, o autor ressalta que a crucifixão não era morte instantânea; igualmente, crucificar nosso eu não significa que todos os impulsos naturais sumirão expontaneamente, mas faz parte daqueles que foram redimidos alcançar essa mortificação diária do eu (Cl 3:1, 3, 5, 9-10; 1 Co 6:19-20), o que faz parte do processo de salvação (p. 63-64). Deus escolheu Israel para Lhe pertencer e ser santo (p. 69). Há um motivo escatológico para perseguirmos esse ideal de santidade: os cristãos que não “perseverarem até o fim” não escaparão do julgamento final (p. 76).
O último capítulo versa sobre glorificação, o momento quando o processo de salvação se completa na volta de Jesus. Para o apóstolo Paulo, “o caráter e a vida cristã são essenciais para a futura glorificação.” (p.81). Em sentido real, nós não apenas esperamos a glória para o futuro, mas já usufruímos dela aqui mesmo (p. 82). As promessas de Deus não falharão com aqueles que desde agora vivem em aliança com Ele, procurando manter-se em santidade pela fé em Cristo, o Salvador (p. 90).
As reflexões de LaRondelle nos fazem meditar sobre o plano completo e belo que Deus elaborou para nossa salvação. Ao mesmo tempo, somos incitados a tomar parte ativa da salvação. Por último, vale destacar que o autor nos mostra que, apesar de a salvação constituir-se um processo, não precisamos chegar ao fim para descobrir qual será o resultado: a vitória está assegurado aqueles que respondem ao convite do Salvador pela fé.

Além de ser um material de forte cunho espiritual, que serve para reforçar a fé e levar a meditar no amor salvador de Cristo, o livro é um excelente exemplo de que teologia de boa qualidade não precisa ser inacessível e hermética. Por todos esses fatores, a obra ainda continua essencial, mesmo passados mais de trinta anos que foi escrita. Altamente recomendável para todos, desde cristãos recém-conversos, a pessoas que tem uma fé mais madura.


domingo, 8 de dezembro de 2013

domingo, 20 de janeiro de 2013

GERAÇÃO Y NA REVISTA KERIGMA


A revista Kerigma, publicação da Unaspress, trouxe em sua última edição meu artigo intitulado Os desafios de evangelizar a Geração Y. O texto procura identificar os indivíduos dessa geração, explicar sua mentalidade e apresentar os desafios missiológicos que eles representam para o evangelismo da IASD. Faz-se um alerta para o risco de seguirmos as tendências da chamada Igreja Emergente, na tentativa de alcançar as gerações mais recentes. Tais tendências descaracterizariam o movimento adventista, tornando-o apenas mais outra igreja evangélica pós-moderna. O artigo está disponível em pdf aqui.

sábado, 10 de setembro de 2011

ITAJAÍ: ESQUECIDA PELA MÍDIA, LEMBRADA POR DEUS

A história retrocedeu quando ouvimos falar da situação de várias cidades do litoral catarinense. Automaticamente, eu e minha esposa revivemos os momentos de isolamento vividos na enchente de 2008. Na época, morávamos em Itajaí, cidade que comporta o maior porto de Santa Catarina. Como na ocasião, o excesso de chuvas atingiu diversos municípios, como de Blumenau (foto ao lado), antes de descer para Itajaí, localizada na bacia do vale que leva o mesmo nome.

Como temos muitos amigos que moram na cidade, ficamos preocupados com a iminência de uma nova enchente. De fato, muitos irmãos adventistas de São Francisco do Sul, cidade onde atualmente residimos, comentaram nesse sábado sobre as primeiras notícias relativas à enchente deste ano. As duas cidades são unidas pela cultura (ambas de colonização açoriana) e pela economia que depende da atividade portuária. Assim, é comum que muitas pessoas de São Francisco tenham familiares ou conhecidos em Itajaí.






Ao que tudo indica, a enchente atual quase se equipara em estragos e vítimas a que ocorreu há três anos. Pelo menos essa informação apareceu quando minha esposa checou o site da Defesa Civil. Entretanto, para nossa surpresa, os telenoticiários não dedicaram muito tempo ao assunto. Um deles gastou cerca de dois minutos comentando o assunto. Isso nos surpreendeu. Afinal, a enchente de 2008 foi capa de revistas semanais, foi bem divulgada em diversos noticiários por algo equivalente a mais de uma semana e causou comoção nacional. Por que uma catástrofe de proporções similares passou despercebida?

É difícil explicar. Talvez por uma série de fatores. A começar pela proximidade com o aniversário do atentado ocorrido em 11 de Setembro, que monopolizou os principais veículos de informação. Ou isso se explique em decorrência do número de outras catástrofes ocorridas em território nacional (como a que ocorreu recentemente no Rio de Janeiro).

De minha parte, eu registro minha preocupação com tantas pessoas queridas. Lembrei-me daqueles que tiveram de reconstruir a vida, por terem perdido tudo em 2008. Boa parte desses queridos só conseguiu se reerguer pela liberação do fundo de garantia, autorizada pelo governo federal. E agora? Que fundo de emergência virá em socorro dessas pessoas? Oro, e peço que outros se unam a mim em oração, pela segurança de tantas famílias, desabrigadas, isoladas e sem perspectivas. Que Deus, que não se esquece dos desamparados, esteja presente ao lado daqueles que mais precisarem dEle; embora esquecidos pela mídia, os Céus os conhecem.


quinta-feira, 6 de agosto de 2009

FAZENDO O MELHOR PELOS OUTROS



De mãos dadas com a sua mulher, o homem negro avança com nobreza até a saída da penitenciária. A imprensa e o povo se espremem na tentativa de vê-lo, acenando entre sorrisos confiantes. Os quase trinta anos de detenção não amenizaram as marcas de intrepidez no rosto de alguém que lutou pelo povo – uma luta pelo direito de voz e voto, de liberdade e cidadania, de justiça e igualdade para o homem negro. Era o fim do apartheid, regime que na África do Sul segregava desumanamente as pessoas de acordo com suas raças. As pressões internacionais aliadas às revoltas populares consolidavam a libertação de um dos maiores vultos do século XX: Nelson Mandela.
Ao longo da História, apenas poucos homens abraçaram causas humanitárias com tanto destemor e abnegação como Mandela. Isto porque é natural a todos nós buscar aquilo que é de nosso interesse, ao invés da procura por interesses alheios. Por este fator, a vida dos heróis que lutaram por seus países, povos ou grupos sociais nos emociona tanto!
Semelhante em disposição a Mandela, um estadista hebreu abriu mão de seus interesses, com o objetivo de priorizar o seu povo. Os judeus sofriam em exílio, inseridos em uma realidade mais atroz do que a enfrentada por homens e mulheres negros contemporâneos de Nelson Mandela. Tendo servido na corte desde a época de Nabucodonosor, o profeta Daniel permanecia na política, mesmo após a substituição da dominação babilônica pelo comando do império Medo-Persa. Na ótica do mensageiro de Deus, parecia que o cativeiro era interminável. Embora soubesse, pelo estudo das profecias de Jeremias (Jr 29:10) que o exílio duraria 70 anos, Daniel sentia-se inseguro, uma vez que nada em seu horizonte apontava para o final do cativeiro.
Uma possibilidade começou a se desenhar na mente daquele estadista experiente: será que o cativeiro não estava sendo postergado devido aos pecados do povo? Afinal, a própria razão de ser da condição dos judeus, arrastados para um país estrangeiro, tinha explicação na extrema rebeldia nacional, que os levara a rejeitar coletivamente a mensagem divina através de vários profetas, entre os quais contava-se o próprio Jeremias (2 Cr 36:15-21). Se o comportamento rebelde da nação se repetisse, como Deus poderia abençoá-los?

Como você é capaz de notar, Daniel, a quem a Bíblia não atribui nenhum erro específico e que sempre procurou manter uma conduta exemplar, tinha motivos suficientes para criticar a postura de seus compatriotas. Aliás, não é assim que agimos ao perceber erros na forma como a liderança da igreja atua? Não criticamos os organizadores quando o culto jovem fica aquém do esperado? Numa geração marcadamente influenciada pelo padrão de qualidade das emissoras de televisão, a exigência é constante. Temos uma percepção mais crítica em relação às atividades da igreja. Mas não para por aí. Tendemos a criticar indivíduos por suas deficiências e fracassos. Esse espírito corrosivo, invariavelmente, volta-se contra nós mesmos, agindo como um ácido sobre a espiritualidade – já que a crítica aos que nos rodeiam tira o foco de nós mesmos, deixamos de enxergar a “trave” de nosso olho enquanto reparamos no cisco que invade a retina do próximo (Lc 6:42)…
Daniel, felizmente, tinha outra mentalidade; ele resolveu orar por seu povo. Não foi uma corriqueira oração antes do almoço – Daniel realmente orou! Ele jejuou e deixou de usar as glamorosas roupas da realeza, passando a se cobrir com um tecido áspero, além de jogar terra sobre a própria cabeça, em sinal de humilhação na presença do Senhor. (Dn 9:3)
Por favor, não deixe esta cena passar despercebida: Daniel intercede pelo seu povo. Em sua oração, não há discriminação entre ele e Israel como um todo; os pecados são confessados em nome de um “nós”, que engloba indistintamente Daniel e toda a comunidade da qual ele fazia parte. Que auto-conceito equilibrado Daniel manifestou possuir! Longe de qualquer sentimento de prepotência ou arrogância, ele se inclui entre aqueles que necessitam de restauração espiritual (Dn 9:4-8).
Simultaneamente, o profeta e estadista revela um senso peculiar de dependência divina. Sua confiança na palavra de Deus confiada a Moisés praticamente dirige o raciocínio desta comovente oração (Dn 9:11-13).

Quando a nossa disposição é orar ao invés de criticar, algumas coisas mudam, primeiramente em termos de suprimento relativo às necessidades que nós temos. Deus nos atende quando vê não egoísmo, mas altruísmo no coração que ora. Afinal, ele sabe que, ao responder a prece do altruísta, a bênção se multiplicará, porque será repartida com outras pessoas. Não quer você também permitir que o Espírito Santo crie em você o desejo de interceder pelos anelos e urgências de outros? Deus o convida agora para olhar para algo maior do que o seu próprio umbigo – a mão estendida de quem carece do seu melhor!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O DEUS QUE AMA FELIPE MASSA

Massa: salvo por um triz

Naquele sábado retrasado à noite, quando liguei o televisor para assistir o jornal, não pensei que veria a dramática cena do aeroporto. Rafaela Massa, visivelmente abatida, pedia as orações de todos pelo marido, poucos minutos antes de embarcar para a Turquia. Como me informei depois, durante o treino para a prova em Silverstone, uma peça do carro de Rubens Barrichello atingiu seu compatriota que, inconsciente, rodopiou até bater na mureta de proteção. A comoção do país reviveu a sensação sofrida em outro acidente do gênero – o que matou o piloto Ayrton Senna, há 15 anos. Felizmente, o flash back foi passageiro e Felipe Massa saiu nesta semana do coma induzido.

Não posso deixar de me sensibilizar toda vez que alguém pede oração por um ente querido. Enquanto a situação de Massa se mantinha nebulosa, a imprensa publicou outro pedido de oração em favor do piloto, feito pelo próprio Rubens Barrichello. Não quero emitir um juízo sobre a espiritualidade alheia, mas percebo que as pessoas comumente se voltam a Deus ao passarem por crises. E é profundamente tocante perceber como os corações se abrem para um contato mais profundo com Deus em meio às dificuldades.

Ao mesmo tempo, como cristãos, não devemos julgar o interesse das pessoas por Deus. Ele não é monopólio nosso; sequer da denominação da qual fazemos parte. Se o próprio Deus Se mostra interessado pelos que sofrem, quanto mais deveríamos nos mostrar acolhedores!

Entretanto, orar apenas é pouco. Dentro do possível, seria oportuno expressar solidariedade e interesse por aqueles que procuram a Deus. Infelizmente, muitos cristãos fazem isto com segundas intenções: buscam auto-promoção na mídia. Um genuíno amor deve guiar os servos de Deus no ato de auxiliar os que sofrem. Amor exclui holofotes e aplausos. O amor é grande, mesmo incógnito.

Fico feliz pelas orações que Deus respondeu. Digo isto não me referindo ao piloto Felipe, mas ao ser humano Felipe, que é alvo do mesmo amor divino que eu.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

GUARDA DO SÁBADO SERÁ PRESERVADA NO ENEM 2009

Brasília, DF... [ASN] Na manhã desta quarta-feira, 20 de maio, o líder de Comunicação e Liberdade Religiosa da Igreja Adventista para a América do Sul, pastor Edson Rosa, e o advogado da Igreja para a mesma região, doutor Luigi Braga, estiveram em reunião com o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP, doutor Reynaldo Fernandes. Este é o órgão responsável pela aplicação do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). O motivo do encontro foi encontrar uma alternativa para os adventistas que irão participar do ENEM, nos dias 03 e 04 de outubro deste ano, já que a data envolve um sábado. Também participaram do encontro o chefe de gabinete João Marcos Martins, e o deputado Charles Lucena.


Durante a audiência foi feita uma solicitação no sentido de que na normativa para aplicação do ENEM conste a necessidade de existência de uma sala onde os guardadores do sábado possam ficar reservados até o horário do por do sol do sábado, dia 03, quando então, farão a prova.

O presidente do INEP aprovou o pedido que será incluído na normatização do ENEM. Para o pastor Edson Rosa, “trata-se de uma conquista junto ao Ministério da Educação que permite a liberdade de consciência. Nossos alunos terão o direito de guarda do sábado preservado e poderão participar tranquilamente desta seleção”. O pastor ainda acrescenta que “assim que tivermos a normativa em mãos vamos divulgá-la”.

Já está agendada uma segunda audiência com o doutor Reynaldo Fernandes, quando, em entrevista, ele dará maiores esclarecimentos sobre o a importância do ENEM e o direito de consciência que deve ser preservado.
O ENEM é um exame individual, de caráter voluntário que, a partir deste ano, deixará de ser apenas um instrumento para avaliação, e passará a ser adotado como válido para ingresso na universidade. [Equipe ASN – Márcia Ebinger e Edson Rosa]

Nota: Apesar de não ser definitiva, a situação aponta um resultado favorável para aqueles que entendem ser o sábado um dos mandamentos de Deus (Ex. 20:8-10). Contudo, é necessário que continuemos orando. O processo de ingresso no Ensino Superior passa por uma transição, prevendo a substituição do Vestibular tradicional pelo exame do ENEM. É de capital importância que sejam dadas oportunidades aos guardadores do sábado de se submeterem ao exame, a fim de que possam chegar à faculdade. Tenho muitos alunos adventistas no "terceirão" e venho orando por eles. Deus ilumine os líderes de nossa nação para não prejudicar aqueles que, por amor a Deus, decidiram obedecer Seus mandamentos.

segunda-feira, 3 de março de 2008

CRIME OCORRIDO EM UMA IGREJA SEGUE SEM SOLUÇÃO


Exatamente nesta data, há um ano, acontecia em Joinville, Santa Catarina, um dos crimes que alcançou maior repercussão no ano passado: o estupro, seguido de assassinato, de Gabrielli Cristina Eichholz. A menina foi deixada em um tanque batismal de uma congregação adventista. Veio a falecer no caminho ao hospital. O fato abalou a cidade e trouxe imensas preocupações para a denominação, que expressou seu repúdio pelo crime hediondo, ao mesmo tempo em que se solidarizava com a família enlutada. Gbrielle tinha apenas 1 ano e meio.

Passado um ano, o caso ainda se mantém sem uma resolução. O servente de pedreiro, Oscar Gonçalves do Rosário, espera por julgamento. Segunda informações publicadas no Jornal Diário Catarinense, “Na semana passada, a assessoria da 1ª Vara Criminal confirmou que o processo ainda não voltou do TJ. Por isso, ainda não foi marcada a data do julgamento.”[1]

Independente do resultado de um julgamento futuro, nossa solidariedade para com a família de Gabrielle, incluindo em nossas orações as vítimas dessa tragédia ímpar. Apenas o Deus de todas as consolações pode suprir a perda com Seu amor abundante. Infelizmente, vivemos entre maciças sombras de injustiça. Apenas na eternidade, acolhidos no regaço de um Salvador Todo-amoroso, curaremos as feridas que foram abertas nessa existência.

[1] Josi Tromm, “Morte de Gabrielli ainda sem solução”, publicado em Diário Catarinense, Segunda-feira, 3 de Março de 2008, ANO 22, nº 7.986, 2ª edição, seção “polícia”, p. 25.