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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

UM CURANDEIRO CHAMADO NOÉ


Noé (Noah) chega aos cinemas dia 28 de março de 2014. Com direção de Darren Aronofsky, conta a história de Noé (Russell Crowe), que é mostrado como um homem bom, um lutador, mago e curandeiro que só quer paz para sua família. No entanto, toda noite ele é assombrado por visões de uma enchente sem fim, que simboliza o fim da vida. Aos poucos, Noé entende a mensagem que lhe está sendo passada e se vê na obrigação de preservar a vida na Terra.

No elenco estão também Jennifer Connelly, Ray Winstone, Saoirse Ronan, Anthony Hopkins, Douglas Booth, Logan Lermane Emma Watson.


A revista Veja destacou a nova onda de filmes bíblicos. Muitos deles são livre-interpretações de relatos conhecidos, os quais passam a ser explorados de seu ponto de vista épico ou dramático, descontextualizados de total desinteresse espiritual ou com “liberdade poética” suficiente para prejudicar seu maior objetivo – a instrução na Verdade (Rm 15:4). No caso da nova adaptação da história de Noé, já foi declarado que a intenção é apresentá-lo como místico ("mago e curandeiro"), com preocupações ambientais (magia e ambientalismo? Lembra-se de Avatar?) e também calcado em fontes extra-bíblicas (como relatos sumérios, por exemplo). Alguns nem consideram o próximo lançamento como um filme bíblico (veja aqui). O melhor é passar longe dessas iniciativas gananciosas, que se valem do crescente número de cristãos para vender gato por lebre.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

ESPIRITUALISMO POP



Um feiticeiro (Nicholas Cage, que desistiu da carreira de ator e agora só entretem) e seu aprendiz (Jay Baruchel) lutando contra um vilão (Alfred Molina, no papel de sempre). Em um filme raso como esse, os efeitos especiais tem de compensar o preço do ingresso. No cinema pós-Harry Potter, bruxos ainda brigam com vampiros pelo filão teen.

O realismo fantástico de Hollywood tornou-se um show pirotécnico, sem nada muito real ou fantástico. O mesmo de sempre, com outras roupas e rostos. Somente a costumeira obstinação pelo sobrenatural não sofre retoques. Pudera: é o que as pessoas melhor assimilam em um mundo vazio e distante do Cristianismo Ocidental. Sem a esperança da Bíblia, resta crer (e se divertir!) no espiritualismo sensual e pop do cinema.
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sexta-feira, 19 de março de 2010

O LIVRO PARA SER SEGUIDO

O astro negro mais bem pago de Hollywood, Denzel Washington, estreia-se em mais um filme. Na esteira dos filmes anti-fanatismo religioso que se ao 11 de setembro, O livro de Eli fala de um homem qu segue um livro sagrado e é capaz de ações violentas em nome de sua crença. Em entrevista ao G1, o ator fala da relação entre a ficção e a Bíblia.

Perguntado sobre a dubiedade como o livro sagrado cristão é retratado, Washington responde: “Sabe, sei que isso vai soar estranho, mas a Bíblia é como uma arma. Se ficar aí, em cima de uma mesa, nunca vai machucar ninguém. É uma questão de como você vai usá-la. E isso não se aplica apenas à Bíblia, mas também às palavras. Mas neste caso é interessante porque Eli escuta essa voz que lhe diz para levar a mensagem da Bíblia pelo país, por uma boa causa. Mas ele é o homem mais violento do filme. Quando ele chega numa encruzilhada que o leva a esta cidade onde tem que lidar com um homem cruel, ele precisa também lidar com sua própria humanidade.”

A analogia da Bíblia como uma arma não sugere que ela seja neutro, o que a princípio o ator intencionara dizer. Pelo contrário: a analogia nos permite concluir que a Bíblia é potencialmente perigosa. E que, talvez, seu lugar seja mesmo ficar sobre a mesa, parada em seu canto, para que não ocorra nenhuma tragédia…

Mais à frente, o ator define religião como “ quando o homem se apodera de um deles [de Deus ou dos ótimos livros] e diz o meu está certo [lado] e o seu errado. Mas assim é o ser humano. É a nossa falha, uma falha fatal.” Parece-me que o astro partilha da visão difundida desde o Iluminismo, a qual assume que a Religião gera exclusão e intolerância naturalmente. Secularistas de todos os tempos se valem do mesmo argumento. Claro que há religiões que pregam o pacifismo, e o Cristianismo é uma delas. Se todos os cristãos seguiram coerentemente as orientações bíblicas sobre a tolerância e liberdade religiosa, isso é outra história. Mas seria injusto argumentar que a incoerência da parte de alguns mine os princípios pelos quais tantos outros lutaram e deram a vida.

Denzel Washington também reconhece um princípio-chave comum às religiões. “‘Faça aos outros o que gostaria que fizessem a você’. Essa é a mensagem fundamental de todas as religiões, mas, de alguma maneira, nós distorcemos isso.” Acredito que o autor tenha aqui expressado mais claramente sua perspectiva (já que ele também é um cristão). O problema somos nós, divididos e incoerentes. Em contrapartida, não se pode nivelar todas as religiões, mesmo aquelas que possuem princípios positivos. A religião verdadeira consiste em restaurar o relacionamento perdido com Deus e apenas o Cristianismo oferece uma forma de realizar isso: através de Cristo (Jo 14:6).

Sendo a palavra verdadeira, absolutamente verdadeira de Deus (Jo 17:17), a Bíblia é o livro para ser seguido – com estudo e mediante a direção do espírito Santo. E esses fatores fazem a diferença.
Colaboração: Gerson Linhares

terça-feira, 6 de outubro de 2009

NOVA APARIAÇÃO DE FÁTIMA - NOS CINEMAS


O "milagre do sol" e as aparições de Fátima em 1917 são recriados com efeitos especiais digitais no filme britânico "O 13º Dia", que vai estrear no dia 13 de outubro em Portugal e nos EUA.

A recriação destas sequências foi o maior desafio na produção do filme, contaram à Agência Lusa os diretores Ian e Dominic Higgins.

No dia 13 de outubro de 1917, milhares de pessoas deslocaram-se à Cova da Iria, em Fátima, em Portugal, para assistir à aparição de Maria anunciada pelos três pastorinhos (Lúcia, Jacinta e Francisco) e muitos garantiram ter visto o sol se mexer.

"É uma questão bastante polêmica, porque há discussão sobre o que representa a aparição, o que significa e o que viram as crianças", disse Dominic.

Outro desafio foi criar a imagem da Nossa Senhora, que muitos artistas optaram por não representar ou cobrir a cara com uma luz e que vários amigos aconselharam a não mostrar.

"Nós queríamos mostrar Maria porque Lúcia a descreve e pensamos que isso seria um desafio", acrescentou Ian Higgins.

O filme usa predominantemente imagens em preto e branco, que os diretores usaram porque a história se passa no passado, mas também porque é descrita uma "realidade desagradável". A cor é usada apenas durante as cenas das aparições e do episódio do sol.

"Pensamos que tínhamos de filmar em preto e branco e tratar a cor como um dom quase precioso", justificou o diretor, que dividiu a direção e o roteiro do filme com o irmão Ian.

O resultado final de um trabalho que se prolongou por cinco anos, um filme religioso, mas que poderá apelar a um público não crente.

"Mesmo quem não seja religioso poderá retirar algo, porque a mensagem é universal", garante Ian, que confessou estar ansioso por assistir à reação do público português.

Apesar de ser uma ficção, encomendada por Leo Hughes, um antigo quadro da área dos seguros e fervoroso católico, teve sempre como objetivo divulgar a aparição de Fátima.

Contudo, em vez da pretendida curta-metragem de 10 minutos, os diretores propuseram-lhe um longa-metragem de ficção.

"Muitos anos depois, estou satisfeito por ter continuado a apoiar, o resultado é fantástico e estou ansioso que pessoas de todo o mundo tenham conhecimento de Fátima e deste milagre", afirmou à Lusa.

O elenco é britânico, mas os três pastorinhos são crianças portuguesas, recrutadas em escolas na zona de Lemington Spa.

"Fizemos castings em Portugal e na Inglaterra e procurávamos crianças com aspecto latino, mas não tinham de ser necessariamente portuguesas", contou Howes.

Ana Sofia, de 13 anos, que fez o papel de Jacinta, confessou à Lusa ter gostado da experiência, embora durante as filmagens tivesse tido dificuldade em conter o riso.

Do filme, disse que "ficou legal" e elegeu uma cena preferida.

"Gostei mais da parte quando morri, isso foi engraçado", admitiu.



Infelizmente, uma superstição popular ganha status de "mensagem universal". Biblicamente, Maria não ocupa nenhuma função de intercessora ou padroeira; O único canal de salvação - nosso acesso direto a Deus - é o Senhor Jesus (At. 4:12, Hb. 4:14-16).

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O ESPÍRITO DA COISA


Nos anos 80, ele reformulou personagens como o Demolidor (Marvel Comics) e Batman (DC Comics). Ao longo dos anos 80 e depois, já na década seguinte, tounou-se um ícone com HQs famosas como Ronin, 300 e Sin City. Mas agora a praia do desenhista e roteirista Frank Miller é a sétima arte.

Depois da malfadada experiência com o roteiro das continuações de Robocop, Miller tomou gosto pela coisa quando o convenceram a co-dirigir uma adaptação de sua criação, a popular Sin City. No rastro, surgiu a versão cinematográfica de 300. Agora, nas mãos do cineasta Miller está Spirit, também inspirada em uma HQ, do genial Will Einsner.

Miller não esconde que, como desenhista, Einsner é uma de suas referências; aliás, Einsner influenciou meio mundo, com seus cortes e ângulos cinematográficos. O próprio Einsner não atribuía a angulosidade das cenas que imaginava a qualquer influência que o cinema exercesse sobre ele; o falecido artista dizia que, com o advento das grandes cidades, cercada por seus prédios gigantescos, as pessoas perderam o horizonte como referencial; só podiam ver as coisas olhando de cima ou de baixo; sua maneira de projetar as cenas apenas refletia esta realidade urbana.

Em entrevista sobre o projeto de Spirit, Miller deu a seguinte declaração, publicada no site Omete: ""Eu adaptei a HQ aos tempos de mudança de hoje em dia, e agora o filme se parece com o trabalho que eu faço. Quando eu estava na cadeira do diretor, senti que Will Eisner estava atrás de mim, mesmo falecido".

Uma declaração como esta evidencia mais uma vez o que está por parte da produtação cultural de nossa época e reforça a necessidade premente de que os cristãos produzam também manifestações culturais alternativas, como forma de expressar seus próprios valores em meio á onda de crescente misticismo.


sexta-feira, 13 de junho de 2008

FIM DOS TEMPOS? JÁ VIMOS ESTE FILME ANTES


Tudo começa sem um aviso claro. Parece surgir do nada. Em questão de minutos, irrompem nas principais cidades americanas episódios de mortes arrepiantes e estranhas que desafiam a razão e surpreendem a mente por sua chocante capacidade de destruição. O que estará causando esse repentino e total colapso do comportamento humano? Será um novo tipo de ataque terrorista, uma experiência mal-sucedida, uma arma diabolicamente tóxica, um vírus fora de controle? Propaga-se pelo ar, pela água...

Mas como?

Para Elliot Moore (MARK WAHLBERG, indicado ao Oscar) professor de Ciências de um colégio da Filadélfia, o que mais importa é encontrar uma forma de escapar ao fenômeno misterioso e mortal. Embora ele e sua mulher Alma (ZOOEY DESCHANEL) estejam no auge de uma crise conjugal, eles pegam a estrada, primeiramente de trem, depois de carro, junto com um amigo de Elliot, o professor de Matemática Jullian (JOHN LEGUIZAMO, vencedor do Emmy) e sua filha de 8 anos Jess (ASHLYN SANCHEZ), e seguem em direção às fazendas da Pennsylvania, onde esperam estar fora do alcance dos apavorantes e crescentes ataques. No entanto, logo fica claro que ninguém - e nenhum lugar - está a salvo. Esse fenômeno aterrorizante e invisível não pode ser vencido. Somente quando Elliot começa a descobrir a verdadeira natureza daquilo que os espreita lá fora - e o que desencadeou essa força que ameaça o futuro da humanidade - é que vislumbra uma ponta de esperança de que sua família possa escapar do que está acontecendo.

Fonte: Cine pop

Não é de hoje que Holliwood faz especulações ou se aventura a "prever" o destino da Humanidade. Mas, sem dúvida, quem quiser conhecer sobre os eventos finais do planeta e como Deus intervirá, deverá recorrer à Bíblia. E, acredite: este é um caso em que a realidade supera em muito à ficção...

quarta-feira, 11 de julho de 2007

TORTURA SEM CENSURA


No artigo "Tortura é normal" (da crítica Isabela Boscov, publicado em Veja, de 11 de Julho de 2007), é feita uma crítica à uma situação envolvendo tortura, em um filme voltado para o público infantil. A película em questão é "Quarteto Fantástico e o Sufista Prateado", baseado nos quadrinhos que Stan Lee ( o mesmo de Hulk e Homem Aranha) criou para a Marvel Comics.
Quando o surfista em questão, um arauto de uma entitade cósmica que devora mundos aparece em nosso planeta, é feito prisioneiro de militares americanos, que, de acordo com o artigo "... o submetem a um interrogatório que, alerta o general responsável, envolverá a violação dos direitos humanos. 'Felizmente', completa o general, 'você não é humano'."
O próprio artigo questiona como uma situação dessas pode estar presente em um filme censurado para crianças de até 10 anos. E conclui "Que pareça normal, à maioria dos críticos, que ele se utilize da tortura como artifício narrativo diz mais sobre o estado das nações - ou das nações - do que todos os ensaios publicados sobre o assunto nos últimos anos."
"E por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos.", disse o nosso Salvador.
Não deixa de ser curioso notar que o Surfista prateado representa Galactus, uma entidade cósmica conhecida como "o devorador de mundos"; trata-se de um ser que se alimenta de planetas e que envia "arautos"para escolher suas vítimas. A ficção reproduz as noções de deidades pagãs, sempre dispostas a vir à Terra para causar o mal ou exigir algo (para o seu próprio proveito) do ser humano. O Deus verdadeiro veio ao nosso planeta, mas com o intuito de salvar e beneficiar, não para tirar proveito. Que espécies de valores estamos deixando chegar aos nossos filhos através de "inocentes" filmes?

domingo, 17 de junho de 2007

O DILÚVIO INVADE AS TELAS DO CINEMA

Um político recém-eleito para o Congresso americano leva um susto quando um homem negro e de aparência austera se apresenta a ele como o próprio Deus, dando-lhe uma missão inacreditável: construir uma arca e se preparar para um iminente dilúvio.
Esse é o enredo do novo filme do diretor Tom Shadyac (de Patch Adams), intitulado Evan Almighty. Na verdade, é uma continuação de seu sucesso cinematográfico Todo Poderoso (comédia com Jim Carrey).

Essa continuação (com Steve Carell) também é definida como uma "comédia blockbuster", ou seja, um daqueles filmes milionários feitos pensando na bilheteria.
No filme anterior, podemos destacar alguma reflecção se insinuando em meio às situações hilárias e desconcertantes, próprias ao genêro do filme. Bruce Nolan (Carrey) logo percebe, depois de Deus (Morgan Freeman, também na continuação) lhe dar seu "emprego", que não é fácil arcar com as responsabilidades divinas. Principalmente porque Nolan é um sujeito egoísta e irresponsável.
É claro que o filme também possui muitos pontos objetáveis, a começar pelo próprio tom: a hilariedade não é a melhor forma de refletir sobre o caráter divino; assim, o filme se torna claramente desrespeitoso para com Deus.
Fico pensando se esse segundo filme não denegrirá o relato bíblico do dilúvio, fazendo a massa rir de uma história que o próprio Senhor usou para tipificar Sua vinda. Se desrespeitamos o dilúvio, porque nos preocuparíamos com a próxima punição universal?