segunda-feira, 26 de maio de 2014
ALHEIO A OUTRO CUIDADO
Para Rubens Lessa
Alheio
a outro cuidado, envolto em prova,
Contemplo
o santuário que há acima;
Graça
e auxílio acha ali quem se aproxima,
E
o Espírito à alma sem foco renova.
Como
Jesus, eu me ergo e deixo a cova:
Liberto
do mal, sem mais quem me oprima,
A
graça me constrói como obra-prima,
Porquanto
o poder dela em mim desova.
Sendo
Jesus o meu representante,
Eu
tomo assento nas regiões celestes,
Além
de ter mudadas minhas vestes.
Posso
ser tentado e, em outro instante,
Sorrir
com um punhado de luz forte,
Pois
meu intercessor venceu a morte.
Leia também:
domingo, 25 de maio de 2014
sexta-feira, 23 de maio de 2014
quinta-feira, 22 de maio de 2014
DIA DAS MÃES É SUBSTITUÍDO PELO "DIA DE QUEM CUIDA DE MIM"
Pois
é, pois é… Recebi na Jovem Pan a informação de um pai indignado, morador de São
Mateus, na Zona Leste de São Paulo. Na semana passada, as instituições públicas
de ensino em que seus filhos estudam deixaram de comemorar o tradicional “Dia
das Mães” para celebrar o inovador “Dia de quem cuida mim”.
O
jovem pai, de 27 anos, tem dois filhos matriculados na rede municipal de
ensino. O mais velho, de 5 anos, é aluno da EMEI Cecília Meireles, e o mais
novo, de 3 anos, do CEI Monteiro Lobato, de administração indireta.
Ele
afirma que conversou com a coordenadora pedagógica da EMEI e sugeriu que fossem
mantidas as datas do “Dia dos Pais” e do “Dia das Mães”, além de incorporar ao
calendário esse tal “Dia de quem cuida de mim”. Ele acha que essa, sim, seria
uma medida inclusiva e não preconceituosa. A resposta que recebeu dessa
coordenadora pedagógica foi a seguinte: “A família tradicional não existe
mais”.
Isso
quer dizer que, segundo a moça, família com pai, mãe e filhos acabou. É coisa
do passado.
O
produtor Bob Furya foi apurar. Tudo confirmado. A assistente de direção da
Escola Municipal de Ensino Infantil Cecília Meireles afirmou que a iniciativa
de criar “o dia de quem cuida de mim” partiu de reuniões do Conselho Escolar,
do qual participam pais e professores e de reuniões pedagógicas entre os
docentes.
O
pai garante que não participou de consulta nenhuma. Ele assegura, ainda, ser um
pai presente. E parece ser mesmo verdade. Para a escola, o fato de se criar “o
dia de quem cuida de mim” permite a crianças órfãs, criadas por parentes ou por
casais homossexuais que não se sintam excluídas em datas como o “Dia das Mães”
ou o “Dia dos Pais”. Para esse pai, no entanto, trata-se do desrespeito à
“instituição da família”.
Em
nota, afirma a Secretaria de Educação: “Hoje em dia, a família é composta por
diferentes núcleos de convívio e, por isso, algumas escolas da Rede Municipal
de Ensino decidiram transformar o tradicional Dia dos Pais e das Mães no Dia de
quem cuida de mim.”
Não
dá! Você que me lê. Pegue o registro de nascimento do seu filho. Ele tem pai?
Ele tem mãe? Ou ele tem, agora, cuidadores?
Qual
é a função da escola? É aproximar os pais, não afastá-los. O que é? A escola
pública vai agora decretar a extinção do pai? A extinção da mãe? A democracia
prevê o respeito às minorias. Querem integrar os pais homossexuais? Muito bem!
Os avôs? Muito bem! Extinguir, no entanto, a figura do pai e da mãe,
transformando-os em cuidadores é uma ideia moralmente criminosa.
Nessas
horas, sei bem o que dizem: “Ah, lá estão os conservadores…”. Não se trata de
conservadorismo ou de progressismo. Todo mundo sabe que boa parte das tragédias
sociais e individuais tem origem em famílias desestruturadas.
Uma
pergunta: declarar o fim da família tradicional é o novo objetivo da gestão de
Fernando Haddad?
fonte: Reinaldo Azevedo
terça-feira, 20 de maio de 2014
segunda-feira, 19 de maio de 2014
JESUS, O SERVO SALVADOR
Se alguém predissesse, por
ocasião do descobrimento do Brasil, que a primeira presidente tomaria posse
apenas quinhentos anos depois, isso seria fantástico! Alguns mal conseguem
pensar na possibilidade, por sua inverossimilhança.
Entretanto, os profetas da
Bíblia foram capazes, pelo Espírito Santo, de prenunciar eventos nacionais ou
de escopo universal com séculos de antecedência. Isaías foi um desses profetas.
Não à toa, é conhecido como “profeta messiânico”, pois determinadas profecias
que escreveu anunciam o que Jesus faria com cerca de setecentos anos de
antecedência!
A primeira seção do capítulo
49 de Isaías faz parte da coleção de poemas proféticos sobre Jesus. Neste
segundo poema[1], o Servo
de Deus é visto como Salvador. Olharemos mais de perto o que nos ensina o
profeta em seu texto.
I.
Jesus, o modelo de Servo (v.
1-3): Isaías
apresenta um retrato majestoso de Jesus. Aqui vemos nosso Salvador assumir a
condição de modelo da humanidade. Muito embora não possamos, pelas próprias
forças, reproduzir o caráter imaculado do Filho do Homem, pela fé temos de nos
dispor a permitir que o Espírito nos leve à semelhança com Ele.
Se a vida cristã se resume a
servir a Deus, a motivação para fazê-lo certamente deve ser considerada. Afinal,
Deus não pode aceitar um serviço que não encontre no amor Sua propulsão mais
genuína. Ao mesmo tempo, em Sua atenção para com as necessidades dos pecadores,
Deus destinou Cristo como modelo que deve ser imitado, a fim de oferecermos a
Deus serviço aceitável. Mas o que Isaías diz sobre Jesus como Servo? Vejamos:
1. Um Servo escolhido desde o
nascimento (v. 1): O
Servo possui um senso de vocação, em razão do Seu chamado feito por Deus.[2] Apesar de o texto chamar o
Servo de “Israel” (v. 3), Ele se distingue do povo infiel.[3] De modo semelhante, somos
chamados para uma vocação, que consiste em servir a Deus não porque a intuição
nos conduziu a isso; ao contrário: somente servimos porque ouvimos Seu
convite.
2. Um Servo preparado para a
missão (v. 2): O
poder do Servo reside no efeito de Sua palavra. A comparação da pregação com a
espada se repete no Novo Testamento em relação a Jesus (Ef 6:17; Hb. 4:12; Ap
1:16). [4] O Servo é apresentado como
instrumento decisivo nas mãos divinas, além de gozar da proteção do Altíssimo. Se
Jesus, o perfeito Filho de Deus, sujeitou-Se dessa forma à vontade do Pai,
muito mais nós devemos abrir mão de ambições e opiniões humanas para que o
Senhor faça de nós o que Lhe parecer melhor.
3.
Um Servo que traria glória a Deus (v. 3):
Enquanto o Israel literal falhara em sua missão abraâmica de ser uma bênção
para as nações, o Servo faria exatamente isso: seria a “luz para os gentios”
(v. 6), semeando a glória de Deus por toda parte.
II. Jesus, o
modelo de confiança (v. 4-5): Assim como os melhores laços humanos se desgastam em
circunstâncias adversas, o relacionamento entre homem e Deus igualmente se
enfraquece sob determinadas circunstâncias. Embora isso ocorra com frequência,
não é algo inevitável. Se aprendermos com Jesus a confiar em Deus, podemos ser
vitoriosos em todo o tempo. Ele é nosso modelo de confiança. Observe as
considerações do profeta:
1. Jesus confiou quando o
trabalho parecia em vão (v. 4a): Antecipando (ou mesmo inspirando) o magnífico texto de
Filipenses 2:5-11, Jesus já é retratado por Isaías como Se despindo de Sua
glória, ao passo que assume na Terra vida de labuta e controvérsias.[5] Saem os anjos do Seu lado, e
entram os delinquentes juvenis de Nazaré. As ruas de ouro são trocadas pelo pó
da Palestina. A adoração merecida dá lugar a insultos. A vida de Jesus foi
dificultosa, em diversos aspectos.
Faz bem lembrar dessa verdade
quando nos achamos tentados ou desanimados. Talvez nenhum outro hino contraste
a insignificância de nossas queixas em comparação com aquilo que o Mestre
sofreu como o faz A Senda do Calvário
(HA 66). Ao cantar a sós essa melodia, quantas vezes me dei conta de que nenhum
esforço meu ou aparente sacrifício poderia se igualar ao que Jesus teve de
viver.
2. Jesus confiou quanto à sua
recompensa (v. 4b): Apesar
do sofrimento a que Se submeteu, o servo suspira aliviado: Ele está seguro de que mesmo enfrentando a
rejeição, Deus lhe guiará ao sucesso.[6] Para nós, privilegiados
por viver em um tempo no qual tantas promessas se acham cumpridas, torna-se até
mais fácil olhar para o passado e confiar que Deus continuará no presente
assegurando nosso futuro.
3. Jesus confiou quanto aos
recursos para a missão (v. 5): quantos de nós se consideram sem talento ou incapazes? Se
por um lado devemos ser humildes, não podemos desprezar os dons dados por Deus,
ou rebaixar o chamado que nos fez. Para mim, sempre foi desafiante lidar com
eventuais elogios após uma pregação ou palestra.
A
princípio, tentava desconversar, dizendo que “a mensagem era apenas uma coisa
simples” ou que eu não falara “tão bem assim”. Porém, há alguns anos, percebi
que seria impróprio diminuir a mensagem transmitida. Tampouco, deveria me
sentir constrangido diante de elogios. Se tudo provém de Deus, é a Ele que a
glória deve ser levada. Desde então, se sou elogiado, respondo francamente:
“Deus seja louvado”. A Palavra é dEle, não minha. E onde a Palavra é ensinada,
coisas maravilhosas ocorrem. Se confiarmos em Deus, não nos sentiremos tentados
a supervalorizar nossa contribuição em Sua obra ou mesmo nos achar ineptos. O
próprio Senhor Jesus depositou Sua confiança (enquanto homem) em Deus e
descansou nEle. Sua força agora provinha do alto. E o mesmo pode se tornar
realidade com respeito a nós!
III. Jesus, o modelo de missão (v. 6-9): John Wesley tornou-se célebre,
entre muitas coisas, pela afirmação de que sua “paróquia era o mundo”. A grande
comissão (Mt 28:18-20) não é menos abrangente do que a frase do fundador do
metodismo. Recentemente, a Igreja Adventista admitiu em um documento que jamais conseguirá terminar sua missão,
humanamente falando. Abandonamos o triunfalismo de outras eras para confessar
que precisamos de reavivamento e reforma.[7]
Quando olhamos para Jesus, encontramos o resultado glorioso de nosso
envolvimento missionário.
1. Jesus é salvação para todos
(v. 6): Conforme
notamos anteriormente, Israel se
fechou em seu casulo de santidade cerimonial, ignorando o dever de apresentar a
metamorfose espiritual aos seus vizinhos pagãos. Agora o Servo messiânico
restauraria não apenas o próprio Israel (em uma antecipação de Isaías do exílio
que o povo sofreria cerca de dois séculos depois); Jesus viria ser “luz para os
gentios”. Em nome dEle, cada um de Seus discípulos precisa anunciar a mensagem
de esperança. Mesmo em um contexto pós-moderno,[8]
as pessoas do século XXI precisam conhecer a Verdade que Ele representa, a
única Verdade.
2. Jesus receberá o
reconhecimento de todos (v. 7): Paulo nos informa que a rejeição do Messias por parte de
Israel é que acarretou que o Evangelho fosse pregado até os confins da Terra.[9] E o mesmo apóstolo assevera
que, um dia, “todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra” se dobrará e
“toda língua” confessará que Jesus é o Senhor (Fl 2:10-11, NVI). Jesus será o
vencedor no conflito. Decidindo permanecer ao Seu lado, já partilhamos desde
agora dessa vitória nEle.
Jesus disse que Seus
discípulos fariam uma obra maior do que a sua. Ele se referia ao alcance da
obra deles, não limitados aos limites geográficos e ao escopo curto de Seu
ministério. Em todo caso, seria a obra dEle através dos discípulos (cf.: Jo
15:5).
Se olharmos o modelo de
obediência dado por Jesus, teremos uma base segura para servirmos a Deus.
Embora nos seja impossível sermos exatamente como nosso Mestre, ao comungar com
Ele, nos aproximaremos ainda que imperfeitamente de Seu caráter perfeito. Deus
nos chama para servi-lo com inteireza de coração e propósitos.
[2] James E. Smith: The Major Prophets (Joplin, Mo.: College Press, 1992),
edição eletrônica – comentário sobre Isaías 49:1-13.
[3] Luder G. Whitlock; R.
C. Sproul; Bruce K. Waltke; Moisš Silva, The Reformation
Study Bible: Bringing the Light of the Reformation to Scripture : New King
James Version (Nashville:
Thomas Nelson, 1995), edição eletrônica – comentário sobre Isaías 49:1.
[4] Earl D. Radmacher; Ronald Barclay Allen;
H. Wayne House, Nelson's New
Illustrated Bible Commentary (Nashville:
Thomas Nelson Publishers, 1999), edição eletrônica – comentário sobre Isaías
49:2.
[5] David McKenna; Lloyd J. Ogilvie, The
Preacher's Commentary Series, Volume 18 : Isaiah 40-66 (Nashville, Tennessee: Thomas Nelson
Inc, 1994), p. 127.
[6]John MacArthur Jr., The MacArthur Study Bible (Nashville:
Word Pub., 1997), edição eletrônica, comentário sobre Isaías 49:4.
[8] Sofre os desafios do pós-modernismo à fé adventista, consultar
Douglas Reis, Marcados pelo
futuro: vivendo na expectativa do retorno do Senhor (Niteroi, RJ: ADOS, 2011). A
Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia também preparou uma
série especial de estudos bíblicos, voltada para universitários e pessoas de
mente secularizada. Consultar: Michelson Borges (Ed.), O Resgate da Verdade (Brasília, DF: DSA, 2012).
sexta-feira, 2 de maio de 2014
terça-feira, 29 de abril de 2014
ENSINO DE CRIACIONISMO ATRAI INVESTIMENTO ANUAL DE US$ 1 BILHÃO NOS EUA
Quanto
pesa no bolso de um país seguir os ensinamentos da Bíblia nas escolas durante as
aulas de ciência?
Muito,
pelo visto, se observarmos os Estados Unidos.
Segundo
reportagem do Politico, o governo americano gasta 1 bilhão de dólares por ano
para ensinar a teoria do criacionismo nas escolas.
Esse
montante é bem significativo: maior que o PIB de 23 países, segundo a ONU, como
os orçamentos de Zanzibar e São Tomé e Príncipe.
O
recurso é gasto em forma de subsídios públicos destinado a escolas privadas.
Os
programas didáticos de muitas dessas escolas nem incluem, paralelamente aos
ensinamentos cristãos, a teoria da evolução ou outros fatos científicos.
E
os livros vão além da criação do mundo em sete dias, segundo a reportagem:
desdenham do secularismo, desacreditam momentos de descobertas científicas
históricas e até hostilizam cientistas famosos.
Leis
Nos
EUA, as escolas públicas, por lei, não podem colocar a teoria criacionista no
currículo. Mas estados como Louisiana e Tennessee decidiram criar leis próprias
para permitir isso.
Um
levantamento da Slate achou dezenas de escolas, públicas e privadas, que
ensinam criacionismo aos alunos.
Em
Indiana, por exemplo, são 37 escolas. Na Flórida, 134.
Nota: A
ênfase doa articulista deixa transparecer sua indignação com o que parece ser
um imenso absurdo: o ensino do criacionismo. Para se manter na tradição da
imprensa brasileira, a matéria presta o desserviço de diferenciar criacionismo
de ciência, como se apenas o evolucionismo fosse a “forma correta” de fazer
científico (equiparada a “fatos científicos”). Enquanto perdurar a mentalidade,
não teremos discussões sérias em nível de ideias e nem cavaremos mais fundo na
questão epistemológica, fator preponderante para entender os dois modelos –
criacionismo e evolucionismo –, bem como suas diferentes construções
científicas.
SOMOS TODOS MACACOS?
Em
jogo recente de futebol acontecido no campeonato espanhol, um jogador
brasileiro foi novamente vítima de preconceito. Entretanto, a reação do jogador
Daniel Alves, lateral da seleção brasileira e do Barcelona, foi curiosa: quando
um torcedor do Villareal, time anfitrião, lançou uma banana no campo, Daniel
calmamente se abaixou e , apanhando a banana, comeu-a parcimoniosamente. O caso
ganhou repercussão mundial.
Neymar,
companheiro de equipe de Daniel, lançou uma campanha nas redes sociais:
#somostodosmacacos, incentivando as pessoas a postarem fotos comendo bananas,
manifestando assim sua indignação contra o racismo. Diversas personalidades
aderiram e especialmente programas da rede Globo repercutiram a ideia, com
apresentadores comendo e distribuindo bananas pela plateia.
Muitos
elogiaram a atitude de Daniel Alves, apesar da ideia não ser tão inédita quanto
possa parecer: antes dele, outro jogador do Barcelona, reagiu da mesma maneira,
comendo as bananas lançadas em campo – isso aconteceu com o jogador camoronês
Eto’o.
Até
mesmo a presidenta Dilma Russef opinou sobre o episódio no microblog Twitter, lamentando o que aconteceu com o jogador
brasileiro, conquanto elogiasse sua reação. A estadista ainda acrescentou,
sobre a campanha do camisa 11 do Barcelona: “Neymar lançou a campanha
‘#somostodosmacacos’ para mostrar que temos todos a mesma origem e que nada nos
difere, a não ser nossa tolerância com o outro.”
Contrário
à afirmação da presidente do Brasil, ão creio que a campanha de Neymar tivesse
a intenção de postular sobre a origem humana. Foi mais um ato de ironia e apoio
a seu companheiro de equipe. Entretanto, na mente de muitos, a concepção
evolucionista está enraizada – e de maneira até grosseira, uma vez que os
evolucionistas advogam ancestralidade comum e não descendência do homem dos
símios.
Enquanto
para muitos a evolução soa como um fato inegável, temos de nos lembrar que foi
o mesmo entendimento das origens que fomentou o racismo. A eugenia se apoiou
justamente na ideia de que os mais evoluídos poderiam dominar e até mesmo
exterminar os mais fracos. Na época de Darwin, os povos africanos e nativos
australianos eram considerados pertencentes a raças inferiores, atraindo a
atenção de estudiosos ávidos por entenderem melhor o mecanismo evolucionário.
Não é difícil traçar o impacto e influência dessas ideias até o antissemitismo
nazista…
A
melhor forma de entender a origem comum e, consequentemente, o valor comum da
raça humana, é à luz da criação. Um Agente Inteligente planejou uma raça que
fosse à sua “imagem e semelhança” (Gn 1:27). Se “de um só ele [Deus] fez todos
os povos para que habitassem a terra” (At 17:26), segue que todos têm idêntico
valor ontológico. Exclui-se assim a alegada superioridade racial, sem dúvida,
um mito que diminui a dignidade humana – assim como a própria teoria
evolucionista…
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domingo, 27 de abril de 2014
quarta-feira, 9 de abril de 2014
O PRIMEIRO TIGRE BRANCO COM SÍNDROME DE DOWN
Kenny
é um tigre branco que foi combinado geneticamente com genes puros de sua
espécie, em um cativeiro nos Estados Unidos.
Como
os zoológicos e lojas de animais exóticos têm aumentado a demanda por tigres
brancos, os criadores tentaram recriar o tigre branco “ideal”: focinho grande,
olhos azuis, pelagem branca, baseando-se em um conjunto limitado de animais com
essas características que existem em reservas e zoológicos pelo mundo.
O
resultado? Com esse conjunto de genes limitado, os tigres brancos nascem com
uma taxa surpreendentemente alta de deformidades e problemas de saúde.
No
caso de Kenny, esse cruzamento foi ainda mais perigoso, pois foi feito com
genes de irmãos, o que já gera problemas graves para o filhote que nasce e se
desenvolve.
Kenny
tem retardo mental, possui limitações físicas importantes, e é considerado o
primeiro tigre com síndrome de Down. Mesmo que o objetivo tenha sido uma
espécie mais “pura” e perfeita, Kenny nasceu com o focinho achatado e curto, os
olhos afastados, a cabeça mais larga que o normal e a dentição deformada. As
fotos, de muitas maneiras, falam por si mesmas sobre as tentativas do Homem em
manipular a Natureza.
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