terça-feira, 29 de julho de 2014

sexta-feira, 25 de julho de 2014

sexta-feira, 18 de julho de 2014

quinta-feira, 17 de julho de 2014

A SEMPRE CONTROVERSA RELAÇÃO COM A CULTURA


Cultura é uma palavra que não aparece na Bíblia. Basicamente, sua raiz indica o cultivo de algo, o que ganhou uma conotação mais ampla – hoje abrangendo praticamente as atividades humanas mais variadas, desde a produção de conhecimento e arte, a hábitos de vida de uma sociedade.
Não é tarefa simples avaliar a cultura por um prisma cristão. Para complicar, vivemos uma cultura em transição, devido às mudanças com viés tecnológicas, globalização, relativismo, entre outros fatores. Outro problema se levanta ao constatarmos que, uma vez que a cultura afeta quem somos, ela afeta nossa maneira de pensar e de entender as coisas. E se a cultura influencia nossa interpretação, o que isso representa para o estudo da Bíblia?
Quando se lida com a hermenêutica, definida aqui de maneira simples, como ciência que trata da  interpretação de textos, as implicações são mais profundas: podemos interpretar a Bíblia objetivamente ou estaríamos condicionados pela cultura a uma interpretação determinada, incapazes de entender o sentido original da Bíblia, o qual sempre nos escapará? Afinal, a cultura é um ponto de partida ou seremos, por assim dizer, reféns dela, limitados ao seu escopo?
Em realidade, a cultura, longe de ser algo estanque, é o que fazemos dela. Logo, é possível uma transformação da cultura, a partir da transformação de quem está inserido nela. Isso é significativamente diferente de afirmar que componentes culturais são imprescindíveis para a construção teológica, posição que os cristãos liberais adotaram desde cedo, pela maneira como enxergam o fenômeno revelação-inspiração: apenas como um contato místico, sem transmissão de conteúdo objetivo. Logo, os próprios escritores bíblicos, na visão dos liberais, são condicionados pela cultura – que dizer então dos intérpretes das Escrituras! A conclusão: afirma-se que o evangelho muda a cada geração, porque sua compreensão estaria sempre comprometida…
Sustentar que a Bíblia não pode ser compreendida senão à luz da cultura é uma afirmação que pressupõe um entendimento pós-moderno da hermenêutica. Antigamente, se cria em neutralidade – alguns até defendiam que a Bíblia deveria ser seguida, sem necessidade de qualquer interpretação. Não penso que isso seja possível; afinal, toda leitura pressupõem uma interpretação. Ao mesmo tempo, a admissão de que nossa compreensão é condicionada pela cultura pode levar a uma relatividade do entendimento. Isso cairia na teologia liberal, sem dúvida.
O que fazer? Muitos teólogos e filósofos falam de aproximação cultural. Isso se dá pela compreensão da intentio operis (intenção do texto, conceito proposto por Agostinho), que é soberana sobre a intenção do intérprete. Todo intérprete não pode ultrapassar as ideias do texto. Para compreendê-lo com clareza, deverá estudar o sentido que ele possuía aos seus primeiros leitores, perfazendo um jogo de aproximação que libertará o texto de mal entendidos. Na verdade, o intérprete pode mudar suas pressuposições hermenêuticas em contato com a obra (segundo parte da teoria de Gadamer).
Como isso se dá no estudo da Bíblia? Estudá-la acaba levando à assimilação de princípios hermenêuticos da própria Bíblia. Dito de outra forma: a Palavra de Deus nos transmite conceitos sobre como interpretá-la.  Pensadores pós-modernos gostam de nos lembrar que somos humanos, com conhecimento limitado. Mas isso não nos impede de conhecer a verdade de modo essencial, embora não de modo onisciente. Deste modo, não precisamos nos calar diante dos desafios que a cultura levanta na área da hermenêutica.
Na história do movimento adventista, têm havido muitas mentes brilhantes que não souberam responder aos desafios da cultura. Originalmente, os adventistas entenderam que foram chamados para ser o remanescente de Deus nos últimos dias. Sua função era transmitir as últimas verdades ao mundo no contexto do juízo iminente. O conceito de remanescente surgiu do estudo das profecias e está ligado à identidade adventista. Seria complexo e estranho haver teologia adventista sem a noção de remanescente. Os últimos a proporem isso acabaram levando a resultados no mínimo questionáveis.
Steve Daily o fez e hoje é pastor de uma congregação que é uma espécie de adventismo aberto a outros cristãos (seja lá isso o que for...), na qual até se fala em línguas! Fritz Guy fez o mesmo e hoje sua teologia se tornou liberal em muitos pontos (evolucionismo teísta, homossexualidade, etc). Fica claro que uma interpretação bíblica que assimile aspectos liberais e admita que a cultura deve nos ajudar na construção do pensamento teológico jamais poderá sustentar que somos o povo remanescente. Aliás, não poderia haver um remanescente, porque não existiriam verdades únicas a serem transmitidas. A cada geração, a verdade muda, porque a interpretação muda – tal é a cilada da teologia liberal!
Gosto do espírito de Gerard Hasel: ele “questionou” a tradição adventista não para propor algo definitivamente novo, que alguns gostam de honrar como se todo novidade acadêmica significasse intrepidez e discernimento. Hasel pesquisou embasado na Bíblia, revisando pontos importantes da argumentação adventista. Sua proposta significou um retorno radical à Bíblia. Obviamente, há outros eminentes estudiosos adventistas, anteriores e posteriores a Hasel, comprometidos com o espírito dos pioneiros. Eles contribuem em suas respectivas áreas. Além da erudição especializada, cada adventista, obreiro ou membro, é desafiado a crescer em suas compreensão bíblica, construindo sobre o alicerce dos pioneiros. Na atualidade, esse talvez seja o maior desafio intelectual do movimento adventista: reformar a cultura com a mensagem das Escrituras.
Infelizmente, o que não desenvolvemos no pensamento teológico, copiamos de outros, que, por sua vez, sustentavam sua teologia mais com base na filosofia do que na Bíblia. Isso passou a ocorrer talvez a partir da década de 30 ou 40, continuando a ocorrer até hoje. Assim se descaracterizou o adventismo, fazendo dele quase a mesma colcha de retalhos que é o mundo evangélico.
Sei que é difícil para adventistas que vivem em um contexto mais tradicional enxergar esse fato e recebo muitas perguntas nesse sentido. Mas meus amigos na Europa e nos Estados Unidos, fora a literatura especializada, conhecem a probante dificuldade de um adventismo dividido pela cultura. Já é hora de voltarmos ao projeto dos pioneiros.
Voltando à ideia de remanescente, não só a Bíblia advoga o conceito, como nossos pioneiros – praticamente todos eles – criam que fazíamos parte de um remanescente com uma mensagem distintiva. Além disso, como afirmado antes, todos os nossos pioneiros criam que o movimento adventista era o remanescente da profecia - inclusive, Ellen G. White. Se houve um engano, teríamos um problema mais sério: como um profeta pode ensinar algo (de forma consistente, ao longo de décadas) que seja um erro?
Além deste aspecto, do ponto de vista da efetividade, não vejo como poderíamos fazer a diferença nos tornando apenas mais um grupo evangélico dentre outros! Afinal, os dados mostram que o movimento adventista mais cresce nos lugares onde se mantém a visão tradicional de um remanescente: onde quer que a teologia liberal tenha se disseminado, a igreja estagna e tende ao ecumenismo. Vide Alemanha.
Claro que apenas manter aspectos tradicionais sem nos posicionar em relação a questões contemporâneas é insuficiente. Temos de alcançar uma geração com o evangelho eterno, oferecendo as respostas bíblicas às perguntas atuais, não nos acomodando com os velhos enfoques.

Aqui vale repensar sobre o paradigma distorcido que importamos do mundo evangélico: se o mundo mudou, temos que mudar para conseguir evangeliza-lo.  Ora, o mundo ter mudado, não constitui novidade em absoluto: ele sempre muda! A pergunta é: mudar junto com ele (mudar quanto à essência) seria realmente necessário? Isso não nos levaria a relativizar a fé? Como podemos representar a Deus para a cultura na qual nos achamos inseridos se não temos uma identidade singular, e somos apenas mais um grupo que vive em seu gueto confortável?


terça-feira, 24 de junho de 2014

VIDA CRISTÃ: ENTREGA, NÃO ÊXTASE


Manifestar êxtases espirituais sob circunstâncias extraordinárias não é prova conclusiva de que uma pessoa é cristã. Santidade não é arrebatamento: é inteira entrega da vontade a Deus; é viver por toda a palavra que sai da boca de Deus; é fazer a vontade de nosso Pai celestial; é confiar em Deus na provação, tanto nas trevas como na luz; é andar pela fé e não pela vista; é apoiar-se em Deus com indiscutível confiança, descansando em Seu amor.

Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 28

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segunda-feira, 16 de junho de 2014

O REMANESCENTE E A CULTURA PÓS-MODERNA


Como preservar a identidade adventistas em meio aos desafios de nossa época?
(publicado na revista adventista, Maio de 2014)

Após minha ordenação ao ministério, esperei ansioso o primeiro batismo. A oportunidade chegou: batizaria certa jovem que aceitara à Verdade. No dia, concluído o sermão, saí para me trocar. Foi quando estreei o caça-marreco – um macacão de borracha impermeável vestido por baixo da beca batismal. Dentro do tanque, sentia a temperatura da água, embora não me molhasse. “Isso funciona mesmo!”, pensei. No fim da cerimônia, quase não precisei usar a toalha, porque meu corpo estava apenas levemente úmido.
Estar na água sem ter contato direto com ela: isso faz recordar da oração de Jesus antes que fosse preso: “Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, pois eles não são do mundo, como eu também não sou. Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno. Eles não são do mundo, como eu também não sou. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.” (Jo 17:14-17). De acordo com Jesus, Seus discípulos não são do mundo, mas estão no mundo. Estão cercados pela cultura, com elementos contrários ao evangelho, mas sem imergir nela. A Verdade tornaria os discípulos impermeáveis aos erros da cultura ao redor.

O desafio da cultura

Cultura é um termo bem amplo;[1] de um modo geral, inclui costumes, língua, tradições, história e modo de viver de um povo. A cultura se assemelha a um tapete, composto de fios diversos, formando uma peça única com determinada estampa.[2] Em verdade, a cultura não é autônoma, mas é o que fazemos dela. A maneira como interagimos com a cultura definirá nossa atuação como cristãos – a começar pela interpretação do que significa ser cristão e pela leitura da época na qual estamos inseridos.  E o que dizer da cultura ocidental no século 21?
As mudanças filosóficas e culturais levaram a sociedade ocidental ao período conhecido como pós-modernidade. A pós-modernidade norteia os debates acadêmicos das universidades, mas afeta igualmente a cultura popular. Se o desafio dos cristãos é estar no mundo, sem pertencer a ele, devemos entender o que é a pós-modernidade. Afinal, temos de interagir com a cultura pós-moderna com o objetivo de testemunhar para as pessoas dessa época. Contudo, ainda devemos ficar impermeáveis, protegidos pela verdade que santifica.

A cultura pós-moderna

O pensamento pós-modernismo é influente na atualidade, sobretudo sobre as gerações mais novas. Ele nega o racionalismo autoconfiante do período anterior, a modernidade. A mente pós-moderna desistiu de buscar a verdade absoluta –vale agora a verdade útil, que funcione e traga satisfação em nível individual. A isso chamamos de relativismo, a ideia segundo a qual a verdade depende da perspectiva de quem a examine, variando conforme as circunstâncias.[3]
O pós-modernismo defende que não há critérios morais válidos para todos os contextos.[4] Assim, somos simplesmente o produto de determinadas condições históricas e culturais além de nosso controle.[5] Para medirmos o alcance do relativismo, o filósofo cristão Paul Copan cita uma pesquisa do instituto Barna Group realizada em 2002: 83% dos adolescentes americanos dizem que a moral depende das circunstâncias e 75% dos adultos abraçam o relativismo moral.[6]
Sendo que não há verdade objetiva, cada tradição intelectual ou religiosa encara a verdade de forma diferenciada, não sendo melhor ou pior do que outras verdades. “Tudo o que precisamos”, diz o filósofo ateu Richard Rorty, “é abandonar a ideia de que deveríamos tentar encontrar uma maneira de fazer tudo permanecer unido, que dirá aos seres humanos o que fazer com suas vidas, dizendo a todos a mesma coisa”.[7] Ao invés de defender o que cremos como verdade, os pós-modernos exigem que sejamos tolerantes.
Talvez haja poucas palavras tão evocadas atualmente quanto tolerância. É correto afirmar que “tolerância se tornou parte da ‘estrutura de plausibilidade ocidental’”.[8] Antes, tolerância implicava resignar-se perante divergências de natureza ideológica ou de mera opinião. Agora, tolerância implica minar as próprias divergências. Qualquer ideologia ou opinião não é mais considerada superior às outras. Em tempos do politicamente correto, toda afirmação dogmática pode ser avaliada imediatamente como intolerante. A persuasão religiosa é vista com ressalvas e considerada potencialmente perigosa. Afinal, forçar o outro a crer não significaria uma imposição? E, se todas as religiões fizessem isso, não veríamos conflitos religiosos?
Dentro dessa perspectiva dinâmica, mudar de opinião segundo a conveniência é usual – as pessoas trocam de marca de roupa e de religião sem nenhum peso na consciência. O importante é ter muitas opções de escolha e experimentar sempre, para escolher do seu jeito (não por acaso o consumismo é um dos traços mais fortes do comportamento pós-moderno!).
A pós-modernidade vem chamando a atenção dos cristãos. Alguns até se declaram pós-modernos, adaptados às demandas da época. Falta saber qual o impacto da pós-modernidade sobre o movimento adventista. Como as noções pós-modernas afetam sua identidade e a alegação de que somos o povo remanescente?

Cansados da cultura do remanescente?

O adventismo é um movimento cristão singular, surgido do cumprimento das profecias e com o propósito de ser usado por Deus para testemunhar à cultura sobre o plano de salvação expresso na Bíblia e detalhado nas profecias.[9] A justificativa de sua existência é “viver e apresentar seu projeto teológico alternativo, baseado na Bíblia a todo o mundo.”[10] Há clara identificação do adventismo com o remanescente de Apocalipse 12, uma entidade visível formada por pessoas com uma mensagem mundial.[11]
Na essência do adventismo está a doutrina do grande conflito cósmico, o qual serve de “pano de fundo dentro do qual o plano para salvar o homem se desenvolve”.[12] A salvação anunciada “é mais do que salvação pessoal” – implica na restauração dos homens e da própria criação.[13]
Essa auto-compreensão adventista é posta em xeque pela pós-modernidade. O teólogo Alberto Timm reconhece que denominações cristãs “de tempos em tempos se inclinam a substituir os ensinos da Bíblia por componentes anti-bíblicos da cultura contemporânea”.[14] E como isso ocorre em relação ao adventismo? “O adventismo se seculariza ao adaptar seu pensamento e conduta aos padrões do mundo, um mundo que está mais distante do Deus da Bíblia do que o mundo do século XIX estava dos pioneiros adventistas.”[15]
Um estudo recente, divulgado em Outubro de 2013, confirma a pressão vinda das “águas” da cultura: intitulado Twenty-first century seventh-day adventist connection study, o estudo partiu de 5 projetos integrados, apresenta o resultado de 41.000 entrevistas ou questionários ao redor do mundo, fazendo dela a mais abrangente pesquisa desse tipo realizada com adventistas. Entre as doutrinas adventistas mais rejeitadas, estão aquelas justamente que figuram como as mais distintivas, como casamento entre homem e mulher, santuário no AT como modelo do santuário celestial, criação em seis dias em um passado recente, o dom de profecia em Ellen G. White, juízo pré-advento, a crença de que somos o remanescente da profecia, etc.[16] Dizer, como fiz a princípio, que alguém queira se batizar, por ter aceito a Verdade, é inconcebível na cultura pós-moderna – até para certos adventistas!
Ao que tudo indica, muitos adventistas renunciam claros ensinamentos bíblicos da igreja devido à influência da cultura pós-moderna. Certo jovem adventista fez um comentário em meu blog, o qual retrata muito bem a tendência: “É preciso buscar um caminho novo, e não voltar ao antigo que nos trouxe até aqui. Um adventismo mais honesto e autêntico, que admite a sua busca e repudia a noção de que tenhamos quase toda ou mesmo enorme parte da verdade.” Infelizmente, recorrer à cultura tem gerado polarização entre os adventistas e não união ou avanço missionário (como as pesquisas mostram).[17]

Remar com a Verdade contra a cultura secular

Embora muitos líderes cristãos se regozijem da abertura da pós-modernidade às crenças, é notável que o tipo de espiritualidade atual seja destituída de conteúdo cognitivo e incompatível com o que a revelação apresenta. A Bíblia assume que a verdade seja objetiva e passível de ser conhecida. Embora o conhecimento humano não seja absoluto, no sentido de ser exaustivo e onisciente (1 Co 13:9-10), é possível o conhecimento suficiente da Verdade (Dt 29:29). E isso mediante a revelação feita por Deus, principalmente por meio de Jesus, a própria Verdade (Jo 14:6; Jo 17:3, 17). [18]
A solução para avançarmos é partir da perspectiva do pensamento bíblico.[19] O que foi revelado na Bíblia e nos testemunhos de Ellen G. White deve nortear não só crenças religiosas, mas comportamento, princípios e estilo de vida. O conhecimento acadêmico deve empregar a revelação como referencial; as vestimenta e músicas que escolhemos têm de se conformar aos padrões estabelecidos por Deus. Quando isso for real, cada um de nós contará com o favor do Céu, experimentando a unidade. Na mesma oração em que Jesus menciona que não somos do mundo, apesar de vivermos nele, também se mostra que o caminho para a unidade (Jo 17:11) é sermos santificados na Verdade (v.19), o que fará o mundo crer que Deus nos enviou (v.21).
Nesse sentido, compensa recorrer à seguinte citação dos testemunhos: “Deus queria que Seu povo fosse disciplinado e levado à harmonia de ação, de maneira a terem o mesmo ponto de vista, e serem de um mesmo espírito, julgando da mesma forma. A fim de produzir este estado de coisas, muito há a fazer. O coração natural deve ser submetido e transformado. É desígnio de Deus que haja sempre um vivo testemunho na igreja. Será necessário reprovar e exortar, e alguns precisarão de ser incisivamente repreendidos, segundo o caso o exigir.”[20]
Quando vivermos a Verdade em uma cultura que a rejeitou e valorizarmos a obediência a toda a palavra de Deus, como Paulo e Jesus (Mt 4:4; At 20:27, 30), isso causará profunda impacto nas pessoas à nossa volta. Santificados na Verdade, venceremos!



[1] Para uma discussão da evolução do conceito a partir de sua etimologia, ver Terry Eagleton, A ideia de cultura (São Paulo, SP: Editora Unesp, 2011), 10.
[2] David J. Hesselgrave, A comunicação transcultural do Evangelho (São Paulo, SP: Vida Nova, 1995), 217.
[3] Hilton Japiassú e Danilo Marcondes, Dicionário básico de filosofia (Rio de Janeiro, RJ: Jorge Zahar Editor, 2008), 5a ed., 238, verbete “relativismo”.
[4] D. A. Carson, Becoming conversanting with emerging church understand a movement and its implications (Grand Rapids, MI: Zondervan, 2005), 112.
[5] Arno Anzenbacher, Introdução à filosofia ocidental (Petrópolis, RJ: Vozes, 2009), 187.
[6] Paul Copan, “True for you but not for me”: deflating the slogans that leave Christians speechless (Bloomington, Minnesota: Bethany House Publishers, 2009), 11-12.
[7] Richard Rorty, Filosofia Como Política Cultural (São Paulo, SP: Martins fontes, 2009), 24, 25, 28, 61.
[8] D. A. Carson, The intolerance of tolerance (Grand Rapids, MI: Eerdmans Publishing, 2012), 1. Estrutura de plausibilidade se refere a pressupostos assumidos que legitimam processos sociais.
[9] Richard P. Lehmann, “O Remanescente No Apocalipse,” in Ángel Manuel Rodriguez, Teologia Do Remanescente: Uma Perspectiva Eclesiológica Adventista (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2012), 109.
[10] Fernando Canale, “Completando La Teología Adventista: El Proyecto Teológico Adventista Y Su Impacto En La Iglesia – Parte II,” DavarLogos (Libertador San Martín, 2007), vol. 6, no 2, 135.
[11] Ronald D. Bisell, “Reflections on the SDA Church as the Eschatological Remnant Church,” Asia Adventist Seminary Studies (Filipinas, 2001), vol. 4, 74.
[12] Norman R Gulley, Systematic Theology (Berrien Springs, Mich.: Andrews University Press, 2003), 433.
[13] Norman R Gulley, “The Cosmic Controversy: World View for Theology and Life,” Journal of Adventista Theological Society (Berrien Springs, MI, 1996), ano 7, vol. 2, 90.
[14] Alberto R. Timm, “Scripture and Experience,” Adventist Biblical Research (Silver Spring, MD, Abril de 2009), 1, https://adventistbiblicalresearch.org/sites/default/files/pdf/Scripture%20and%20Experience.pdf. Acesso: 3 de Fev. de 2014.
[15] Fernando Canale, ¿Adventismo Secular? Cómo Entender La Relación Entre Estilo de Vida Y Salvación (Lima, Peru: Universidad Adventista Unión, 2012), 25.
[16] Douglas Jacobs et al., “Twenty-First Century Seventh-Day Adventist Connection Study Research Report” (Robert H. Pierson Institute of Evangelism and World Missions, 2013), 30, disponível em http://www.cye.org/assets/resources/icm/Research%20Data/Adventist%20Connection%20Survey%20Research%20Report.pdf. Acesso: 17 de Nov. de 2013.
[17] Ángel Manuel Rodriguez, “Polarización Teológica: Causas Y Tendencias,” Ministerio Adventista 59, no 350 (Outubro de 2011): 13.
[18] Ver Douglas Reis, Explosão Y: Adventismo, pós-modernidade e gerações emergentes (Ivatuba, PR: IAP, 2013).
[19] Fernando Canale, “Absolute theological truth in postmodern times”, Andrews University Seminar Studies (Berrien Springs, MI: 2007), Vol. 45, no 1, 93.
[20] Ellen G. White, Testemunhos Seletos (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1996), vol. 1, 343.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

A PROMOÇÃO CONTINUA!


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Veja também:


segunda-feira, 26 de maio de 2014

HÁ BÁLSAMO EM GILEAD

ALHEIO A OUTRO CUIDADO


Para Rubens Lessa

Alheio a outro cuidado, envolto em prova,
Contemplo o santuário que há acima;
Graça e auxílio acha ali quem se aproxima,
E o Espírito à alma sem foco renova.

Como Jesus, eu me ergo e deixo a cova:
Liberto do mal, sem mais quem me oprima,
A graça me constrói como obra-prima,
Porquanto o poder dela em mim desova.

Sendo Jesus o meu representante,
Eu tomo assento nas regiões celestes,
Além de ter mudadas minhas vestes.

Posso ser tentado e, em outro instante,
Sorrir com um punhado de luz forte,

Pois meu intercessor venceu a morte.

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quinta-feira, 22 de maio de 2014

DIA DAS MÃES É SUBSTITUÍDO PELO "DIA DE QUEM CUIDA DE MIM"


Pois é, pois é… Recebi na Jovem Pan a informação de um pai indignado, morador de São Mateus, na Zona Leste de São Paulo. Na semana passada, as instituições públicas de ensino em que seus filhos estudam deixaram de comemorar o tradicional “Dia das Mães” para celebrar o inovador “Dia de quem cuida mim”.
O jovem pai, de 27 anos, tem dois filhos matriculados na rede municipal de ensino. O mais velho, de 5 anos, é aluno da EMEI Cecília Meireles, e o mais novo, de 3 anos, do CEI Monteiro Lobato, de administração indireta.
Ele afirma que conversou com a coordenadora pedagógica da EMEI e sugeriu que fossem mantidas as datas do “Dia dos Pais” e do “Dia das Mães”, além de incorporar ao calendário esse tal “Dia de quem cuida de mim”. Ele acha que essa, sim, seria uma medida inclusiva e não preconceituosa. A resposta que recebeu dessa coordenadora pedagógica foi a seguinte: “A família tradicional não existe mais”.
Isso quer dizer que, segundo a moça, família com pai, mãe e filhos acabou. É coisa do passado.
O produtor Bob Furya foi apurar. Tudo confirmado. A assistente de direção da Escola Municipal de Ensino Infantil Cecília Meireles afirmou que a iniciativa de criar “o dia de quem cuida de mim” partiu de reuniões do Conselho Escolar, do qual participam pais e professores e de reuniões pedagógicas entre os docentes.
O pai garante que não participou de consulta nenhuma. Ele assegura, ainda, ser um pai presente. E parece ser mesmo verdade. Para a escola, o fato de se criar “o dia de quem cuida de mim” permite a crianças órfãs, criadas por parentes ou por casais homossexuais que não se sintam excluídas em datas como o “Dia das Mães” ou o “Dia dos Pais”. Para esse pai, no entanto, trata-se do desrespeito à “instituição da família”.
Em nota, afirma a Secretaria de Educação: “Hoje em dia, a família é composta por diferentes núcleos de convívio e, por isso, algumas escolas da Rede Municipal de Ensino decidiram transformar o tradicional Dia dos Pais e das Mães no Dia de quem cuida de mim.”
Não dá! Você que me lê. Pegue o registro de nascimento do seu filho. Ele tem pai? Ele tem mãe? Ou ele tem, agora, cuidadores?
Qual é a função da escola? É aproximar os pais, não afastá-los. O que é? A escola pública vai agora decretar a extinção do pai? A extinção da mãe? A democracia prevê o respeito às minorias. Querem integrar os pais homossexuais? Muito bem! Os avôs? Muito bem! Extinguir, no entanto, a figura do pai e da mãe, transformando-os em cuidadores é uma ideia moralmente criminosa.
Nessas horas, sei bem o que dizem: “Ah, lá estão os conservadores…”. Não se trata de conservadorismo ou de progressismo. Todo mundo sabe que boa parte das tragédias sociais e individuais tem origem em famílias desestruturadas.
Uma pergunta: declarar o fim da família tradicional é o novo objetivo da gestão de Fernando Haddad?

fonte: Reinaldo Azevedo