terça-feira, 29 de julho de 2014
sexta-feira, 25 de julho de 2014
sexta-feira, 18 de julho de 2014
quinta-feira, 17 de julho de 2014
A SEMPRE CONTROVERSA RELAÇÃO COM A CULTURA
Cultura
é uma palavra que não aparece na Bíblia. Basicamente, sua raiz indica o cultivo
de algo, o que ganhou uma conotação mais ampla – hoje abrangendo praticamente
as atividades humanas mais variadas, desde a produção de conhecimento e arte, a
hábitos de vida de uma sociedade.
Não
é tarefa simples avaliar a cultura por um prisma cristão. Para complicar,
vivemos uma cultura em transição, devido às mudanças com viés tecnológicas,
globalização, relativismo, entre outros fatores. Outro problema se levanta ao
constatarmos que, uma vez que a cultura afeta quem somos, ela afeta nossa
maneira de pensar e de entender as coisas. E se a cultura influencia nossa
interpretação, o que isso representa para o estudo da Bíblia?
Quando
se lida com a hermenêutica, definida aqui de maneira simples, como ciência que
trata da interpretação de textos, as implicações são mais profundas: podemos
interpretar a Bíblia objetivamente ou estaríamos condicionados pela cultura a
uma interpretação determinada, incapazes de entender o sentido original da
Bíblia, o qual sempre nos escapará? Afinal, a cultura é um ponto de partida ou
seremos, por assim dizer, reféns dela, limitados ao seu escopo?
Em
realidade, a cultura, longe de ser algo estanque, é o que fazemos dela. Logo, é
possível uma transformação da cultura, a partir da transformação de quem está
inserido nela. Isso é significativamente diferente de afirmar que componentes
culturais são imprescindíveis para a construção teológica, posição que os cristãos
liberais adotaram desde cedo, pela maneira como enxergam o fenômeno
revelação-inspiração: apenas como um contato místico, sem transmissão de
conteúdo objetivo. Logo, os próprios escritores bíblicos, na visão dos
liberais, são condicionados pela cultura – que dizer então dos intérpretes das
Escrituras! A conclusão: afirma-se que o evangelho muda a cada geração, porque
sua compreensão estaria sempre comprometida…
Sustentar
que a Bíblia não pode ser compreendida senão à luz da cultura é uma afirmação
que pressupõe um entendimento pós-moderno da hermenêutica. Antigamente, se cria
em neutralidade – alguns até defendiam que a Bíblia deveria ser seguida, sem
necessidade de qualquer interpretação. Não penso que isso seja possível;
afinal, toda leitura pressupõem uma interpretação. Ao mesmo tempo, a admissão
de que nossa compreensão é condicionada pela cultura pode levar a uma
relatividade do entendimento. Isso cairia na teologia liberal, sem dúvida.
O
que fazer? Muitos teólogos e filósofos falam de aproximação cultural. Isso se
dá pela compreensão da intentio operis
(intenção do texto, conceito proposto por Agostinho), que é soberana sobre a
intenção do intérprete. Todo intérprete não pode ultrapassar as ideias do
texto. Para compreendê-lo com clareza, deverá estudar o sentido que ele possuía
aos seus primeiros leitores, perfazendo um jogo de aproximação que libertará o
texto de mal entendidos. Na verdade, o intérprete pode mudar suas
pressuposições hermenêuticas em contato com a obra (segundo parte da teoria de Gadamer).
Como
isso se dá no estudo da Bíblia? Estudá-la acaba levando à assimilação de
princípios hermenêuticos da própria Bíblia. Dito de outra forma: a Palavra de
Deus nos transmite conceitos sobre como interpretá-la. Pensadores pós-modernos gostam de nos lembrar
que somos humanos, com conhecimento limitado. Mas isso não nos impede de
conhecer a verdade de modo essencial, embora não de modo onisciente. Deste modo,
não precisamos nos calar diante dos desafios que a cultura levanta na área da
hermenêutica.
Na
história do movimento adventista, têm havido muitas mentes brilhantes que não
souberam responder aos desafios da cultura. Originalmente, os adventistas
entenderam que foram chamados para ser o remanescente de Deus nos últimos dias.
Sua função era transmitir as últimas verdades ao mundo no contexto do juízo
iminente. O conceito de remanescente surgiu do estudo das profecias e está
ligado à identidade adventista. Seria complexo e estranho haver teologia
adventista sem a noção de remanescente. Os últimos a proporem isso acabaram
levando a resultados no mínimo questionáveis.
Steve
Daily o fez e hoje é pastor de uma congregação que é uma espécie de adventismo
aberto a outros cristãos (seja lá isso o que for...), na qual até se fala em
línguas! Fritz Guy fez o mesmo e hoje sua teologia se tornou liberal em muitos
pontos (evolucionismo teísta, homossexualidade, etc). Fica claro que uma
interpretação bíblica que assimile aspectos liberais e admita que a cultura
deve nos ajudar na construção do pensamento teológico jamais poderá sustentar
que somos o povo remanescente. Aliás, não poderia haver um remanescente, porque
não existiriam verdades únicas a serem transmitidas. A cada geração, a verdade
muda, porque a interpretação muda – tal é a cilada da teologia liberal!
Gosto
do espírito de Gerard Hasel: ele “questionou” a tradição adventista não para
propor algo definitivamente novo, que alguns gostam de honrar como se todo
novidade acadêmica significasse intrepidez e discernimento. Hasel pesquisou
embasado na Bíblia, revisando pontos importantes da argumentação adventista.
Sua proposta significou um retorno radical à Bíblia. Obviamente, há outros
eminentes estudiosos adventistas, anteriores e posteriores a Hasel, comprometidos
com o espírito dos pioneiros. Eles contribuem em suas respectivas áreas. Além da
erudição especializada, cada adventista, obreiro ou membro, é desafiado a
crescer em suas compreensão bíblica, construindo sobre o alicerce dos
pioneiros. Na atualidade, esse talvez seja o maior desafio intelectual do
movimento adventista: reformar a cultura com a mensagem das Escrituras.
Infelizmente,
o que não desenvolvemos no pensamento teológico, copiamos de outros, que, por
sua vez, sustentavam sua teologia mais com base na filosofia do que na Bíblia.
Isso passou a ocorrer talvez a partir da década de 30 ou 40, continuando a
ocorrer até hoje. Assim se descaracterizou o adventismo, fazendo dele quase a
mesma colcha de retalhos que é o mundo evangélico.
Sei
que é difícil para adventistas que vivem em um contexto mais tradicional
enxergar esse fato e recebo muitas perguntas nesse sentido. Mas meus amigos na
Europa e nos Estados Unidos, fora a literatura especializada, conhecem a
probante dificuldade de um adventismo dividido pela cultura. Já é hora de
voltarmos ao projeto dos pioneiros.
Voltando
à ideia de remanescente, não só a Bíblia advoga o conceito, como nossos
pioneiros – praticamente todos eles – criam que fazíamos parte de um
remanescente com uma mensagem distintiva. Além disso, como afirmado antes,
todos os nossos pioneiros criam que o movimento adventista era o remanescente
da profecia - inclusive, Ellen G. White. Se houve um engano, teríamos um
problema mais sério: como um profeta pode ensinar algo (de forma consistente,
ao longo de décadas) que seja um erro?
Além
deste aspecto, do ponto de vista da efetividade, não vejo como poderíamos fazer
a diferença nos tornando apenas mais um grupo evangélico dentre outros! Afinal,
os dados mostram que o movimento adventista mais cresce nos lugares onde se
mantém a visão tradicional de um remanescente: onde quer que a teologia liberal
tenha se disseminado, a igreja estagna e tende ao ecumenismo. Vide Alemanha.
Claro
que apenas manter aspectos tradicionais sem nos posicionar em relação a
questões contemporâneas é insuficiente. Temos de alcançar uma geração com o
evangelho eterno, oferecendo as respostas bíblicas às perguntas atuais, não nos
acomodando com os velhos enfoques.
Aqui
vale repensar sobre o paradigma distorcido que importamos do mundo evangélico:
se o mundo mudou, temos que mudar para conseguir evangeliza-lo. Ora, o mundo ter mudado, não constitui
novidade em absoluto: ele sempre muda! A pergunta é: mudar junto com ele (mudar
quanto à essência) seria realmente necessário? Isso não nos levaria a
relativizar a fé? Como podemos representar a Deus para a cultura na qual nos
achamos inseridos se não temos uma identidade singular, e somos apenas mais um
grupo que vive em seu gueto confortável?
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terça-feira, 24 de junho de 2014
VIDA CRISTÃ: ENTREGA, NÃO ÊXTASE
Manifestar
êxtases espirituais sob circunstâncias extraordinárias não é prova conclusiva
de que uma pessoa é cristã. Santidade não é arrebatamento: é inteira entrega da
vontade a Deus; é viver por toda a palavra que sai da boca de Deus; é fazer a
vontade de nosso Pai celestial; é confiar em Deus na provação, tanto nas trevas
como na luz; é andar pela fé e não pela vista; é apoiar-se em Deus com
indiscutível confiança, descansando em Seu amor.
Ellen
G. White, Atos dos Apóstolos, p. 28
Leia também:
quarta-feira, 18 de junho de 2014
segunda-feira, 16 de junho de 2014
O REMANESCENTE E A CULTURA PÓS-MODERNA
Como preservar a identidade adventistas
em meio aos desafios de nossa época?
(publicado na revista adventista, Maio de 2014)
Após
minha ordenação ao ministério, esperei ansioso o primeiro batismo. A
oportunidade chegou: batizaria certa jovem que aceitara à Verdade. No dia, concluído
o sermão, saí para me trocar. Foi quando estreei o caça-marreco – um macacão de
borracha impermeável vestido por baixo da beca batismal. Dentro do tanque, sentia
a temperatura da água, embora não me molhasse. “Isso funciona mesmo!”, pensei. No
fim da cerimônia, quase não precisei usar a toalha, porque meu corpo estava
apenas levemente úmido.
Estar
na água sem ter contato direto com ela: isso faz recordar da oração de Jesus antes
que fosse preso: “Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, pois eles não são
do mundo, como eu também não sou. Não rogo que os tires do mundo, mas que os
protejas do Maligno. Eles não são do mundo, como eu também não sou. Santifica-os
na verdade; a tua palavra é a verdade.” (Jo 17:14-17). De acordo com Jesus,
Seus discípulos não são do mundo, mas estão no mundo. Estão cercados pela
cultura, com elementos contrários ao evangelho, mas sem imergir nela. A Verdade
tornaria os discípulos impermeáveis aos erros da cultura ao redor.
O desafio da cultura
Cultura
é um termo bem amplo;[1]
de um modo geral, inclui costumes, língua, tradições, história e modo de viver
de um povo. A cultura se assemelha a um tapete, composto de fios diversos, formando
uma peça única com determinada estampa.[2]
Em verdade, a cultura não é autônoma, mas é o que fazemos dela. A maneira como
interagimos com a cultura definirá nossa atuação como cristãos – a começar pela
interpretação do que significa ser cristão e pela leitura da época na qual
estamos inseridos. E o que dizer da
cultura ocidental no século 21?
As
mudanças filosóficas e culturais levaram a sociedade ocidental ao período
conhecido como pós-modernidade. A pós-modernidade norteia os debates acadêmicos
das universidades, mas afeta igualmente a cultura popular. Se o desafio dos
cristãos é estar no mundo, sem pertencer a ele, devemos entender o que é a
pós-modernidade. Afinal, temos de interagir com a cultura pós-moderna com o
objetivo de testemunhar para as pessoas dessa época. Contudo, ainda devemos ficar
impermeáveis, protegidos pela verdade que santifica.
A cultura pós-moderna
O
pensamento pós-modernismo é influente na atualidade, sobretudo sobre as
gerações mais novas. Ele nega o racionalismo autoconfiante do período anterior,
a modernidade. A mente pós-moderna desistiu de buscar a verdade absoluta –vale
agora a verdade útil, que funcione e traga satisfação em nível individual. A
isso chamamos de relativismo, a ideia segundo a qual a verdade depende da
perspectiva de quem a examine, variando conforme as circunstâncias.[3]
O
pós-modernismo defende que não há critérios morais válidos para todos os
contextos.[4]
Assim, somos simplesmente o produto de determinadas condições históricas e
culturais além de nosso controle.[5]
Para medirmos o alcance do relativismo, o filósofo cristão Paul Copan cita uma
pesquisa do instituto Barna Group
realizada em 2002: 83% dos adolescentes americanos dizem que a moral depende
das circunstâncias e 75% dos adultos abraçam o relativismo moral.[6]
Sendo
que não há verdade objetiva, cada tradição intelectual ou religiosa encara a
verdade de forma diferenciada, não sendo melhor ou pior do que outras verdades.
“Tudo o que precisamos”, diz o filósofo ateu Richard Rorty, “é abandonar a
ideia de que deveríamos tentar encontrar uma maneira de fazer tudo permanecer
unido, que dirá aos seres humanos o que fazer com suas vidas, dizendo a todos a
mesma coisa”.[7] Ao invés de defender o que
cremos como verdade, os pós-modernos exigem que sejamos tolerantes.
Talvez
haja poucas palavras tão evocadas atualmente quanto tolerância. É correto
afirmar que “tolerância se tornou parte da ‘estrutura de plausibilidade
ocidental’”.[8] Antes, tolerância
implicava resignar-se perante divergências de natureza ideológica ou de mera
opinião. Agora, tolerância implica minar as próprias divergências. Qualquer
ideologia ou opinião não é mais considerada superior às outras. Em tempos do
politicamente correto, toda afirmação dogmática pode ser avaliada imediatamente
como intolerante. A persuasão religiosa é vista com ressalvas e considerada
potencialmente perigosa. Afinal, forçar o outro a crer não significaria uma
imposição? E, se todas as religiões fizessem isso, não veríamos conflitos
religiosos?
Dentro
dessa perspectiva dinâmica, mudar de opinião segundo a conveniência é usual –
as pessoas trocam de marca de roupa e de religião sem nenhum peso na
consciência. O importante é ter muitas opções de escolha e experimentar sempre,
para escolher do seu jeito (não por acaso o consumismo é um dos traços mais
fortes do comportamento pós-moderno!).
A
pós-modernidade vem chamando a atenção dos cristãos. Alguns até se declaram
pós-modernos, adaptados às demandas da época. Falta saber qual o impacto da
pós-modernidade sobre o movimento adventista. Como as noções pós-modernas
afetam sua identidade e a alegação de que somos o povo remanescente?
Cansados da cultura do remanescente?
O adventismo é um
movimento cristão singular, surgido do cumprimento das profecias e com o propósito de ser
usado por Deus para testemunhar à cultura sobre o plano de
salvação expresso na Bíblia e detalhado nas profecias.[9]
A justificativa de sua existência é “viver e apresentar seu projeto teológico
alternativo, baseado na Bíblia a todo o mundo.”[10]
Há clara identificação do adventismo com o remanescente de Apocalipse 12, uma
entidade visível formada por pessoas com uma mensagem mundial.[11]
Na
essência do adventismo está a doutrina do grande conflito cósmico, o qual serve
de “pano de fundo dentro do qual o plano para salvar o homem se desenvolve”.[12]
A salvação anunciada “é mais do que salvação pessoal” – implica na restauração
dos homens e da própria criação.[13]
Essa
auto-compreensão adventista é posta em xeque pela pós-modernidade. O teólogo
Alberto Timm reconhece que denominações cristãs “de tempos em tempos se
inclinam a substituir os ensinos da Bíblia por componentes anti-bíblicos da
cultura contemporânea”.[14]
E como isso ocorre em relação ao adventismo? “O adventismo se seculariza ao
adaptar seu pensamento e conduta aos padrões do mundo, um mundo que está mais
distante do Deus da Bíblia do que o mundo do século XIX estava dos pioneiros
adventistas.”[15]
Um
estudo recente, divulgado em Outubro de 2013, confirma a pressão vinda das “águas”
da cultura: intitulado Twenty-first
century seventh-day adventist connection study, o estudo partiu de 5
projetos integrados, apresenta o resultado de 41.000 entrevistas ou
questionários ao redor do mundo, fazendo dela a mais abrangente pesquisa desse
tipo realizada com adventistas. Entre as doutrinas adventistas mais rejeitadas,
estão aquelas justamente que figuram como as mais distintivas, como casamento
entre homem e mulher, santuário no AT como modelo do santuário celestial,
criação em seis dias em um passado recente, o dom de profecia em Ellen G.
White, juízo pré-advento, a crença de que somos o remanescente da profecia,
etc.[16]
Dizer, como fiz a princípio, que alguém queira se batizar, por ter aceito a
Verdade, é inconcebível na cultura pós-moderna – até para certos adventistas!
Ao
que tudo indica, muitos adventistas renunciam claros ensinamentos bíblicos da
igreja devido à influência da cultura pós-moderna. Certo jovem adventista fez
um comentário em meu blog, o qual retrata muito bem a tendência: “É
preciso buscar um caminho novo, e não voltar ao antigo que nos trouxe até aqui.
Um adventismo mais honesto e autêntico, que admite a sua busca e repudia a
noção de que tenhamos quase toda ou mesmo enorme parte da verdade.”
Infelizmente, recorrer à cultura tem gerado polarização entre os adventistas e
não união ou avanço missionário (como as pesquisas mostram).[17]
Remar com a Verdade contra a cultura
secular
Embora
muitos líderes cristãos se regozijem da abertura da pós-modernidade às crenças,
é notável que o tipo de espiritualidade atual seja destituída de conteúdo
cognitivo e incompatível com o que a revelação apresenta. A Bíblia assume que a
verdade seja objetiva e passível de ser conhecida. Embora o conhecimento humano
não seja absoluto, no sentido de ser exaustivo e onisciente (1 Co 13:9-10), é
possível o conhecimento suficiente da Verdade (Dt 29:29). E isso mediante a
revelação feita por Deus, principalmente por meio de Jesus, a própria Verdade
(Jo 14:6; Jo 17:3, 17). [18]
A
solução para avançarmos é partir da perspectiva do pensamento bíblico.[19]
O que foi revelado na Bíblia e nos testemunhos de Ellen G. White deve nortear
não só crenças religiosas, mas comportamento, princípios e estilo de vida. O
conhecimento acadêmico deve empregar a revelação como referencial; as
vestimenta e músicas que escolhemos têm de se conformar aos padrões
estabelecidos por Deus. Quando isso for real, cada um de nós contará com o
favor do Céu, experimentando a unidade. Na mesma oração em que Jesus menciona
que não somos do mundo, apesar de vivermos nele, também se mostra que o caminho
para a unidade (Jo 17:11) é sermos santificados na Verdade (v.19), o que fará o
mundo crer que Deus nos enviou (v.21).
Nesse
sentido, compensa recorrer à seguinte citação dos testemunhos: “Deus queria que
Seu povo fosse disciplinado e levado à harmonia de ação, de maneira a terem o
mesmo ponto de vista, e serem de um mesmo espírito, julgando da mesma forma. A
fim de produzir este estado de coisas, muito há a fazer. O coração natural deve
ser submetido e transformado. É desígnio de Deus que haja sempre um vivo
testemunho na igreja. Será necessário reprovar e exortar, e alguns precisarão
de ser incisivamente repreendidos, segundo o caso o exigir.”[20]
Quando
vivermos a Verdade em uma cultura que a rejeitou e valorizarmos a obediência a
toda a palavra de Deus, como Paulo e Jesus (Mt 4:4; At 20:27, 30), isso causará
profunda impacto nas pessoas à nossa volta. Santificados na Verdade,
venceremos!
[1] Para
uma discussão da evolução do conceito a partir de sua etimologia, ver Terry Eagleton, A ideia de cultura (São Paulo, SP: Editora Unesp, 2011), 10.
[2] David J. Hesselgrave, A
comunicação transcultural do Evangelho (São Paulo, SP: Vida Nova, 1995),
217.
[3] Hilton Japiassú e Danilo Marcondes, Dicionário
básico de filosofia (Rio de Janeiro, RJ: Jorge Zahar Editor, 2008), 5a
ed., 238, verbete “relativismo”.
[4] D. A. Carson, Becoming conversanting with emerging church
understand a movement and its
implications (Grand Rapids, MI: Zondervan, 2005), 112.
[5] Arno Anzenbacher, Introdução à
filosofia ocidental (Petrópolis, RJ: Vozes, 2009), 187.
[6] Paul Copan, “True
for you but not for me”: deflating the slogans that leave Christians speechless
(Bloomington, Minnesota: Bethany House Publishers, 2009), 11-12.
[7] Richard Rorty, Filosofia Como Política Cultural (São
Paulo, SP: Martins fontes, 2009), 24, 25, 28, 61.
[8] D. A. Carson, The intolerance of
tolerance (Grand Rapids, MI: Eerdmans Publishing, 2012), 1. Estrutura de
plausibilidade se refere a pressupostos assumidos que legitimam processos
sociais.
[9] Richard P. Lehmann, “O Remanescente No Apocalipse,” in Ángel
Manuel Rodriguez, Teologia Do Remanescente: Uma Perspectiva Eclesiológica
Adventista (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2012), 109.
[10] Fernando Canale, “Completando La Teología Adventista: El
Proyecto Teológico Adventista Y Su Impacto En La Iglesia – Parte II,” DavarLogos
(Libertador San Martín, 2007), vol. 6, no 2, 135.
[11] Ronald D. Bisell, “Reflections on the SDA Church as the Eschatological Remnant
Church,” Asia Adventist Seminary Studies (Filipinas, 2001), vol. 4, 74.
[12] Norman R Gulley, Systematic Theology (Berrien
Springs, Mich.: Andrews University Press, 2003), 433.
[13] Norman R Gulley, “The Cosmic Controversy: World View for
Theology and Life,” Journal of Adventista Theological Society (Berrien
Springs, MI, 1996), ano 7, vol. 2, 90.
[14] Alberto R. Timm,
“Scripture and Experience,” Adventist Biblical Research (Silver Spring, MD,
Abril de 2009), 1, https://adventistbiblicalresearch.org/sites/default/files/pdf/Scripture%20and%20Experience.pdf.
Acesso: 3 de Fev. de 2014.
[15] Fernando Canale, ¿Adventismo Secular? Cómo Entender La
Relación Entre Estilo de Vida Y Salvación (Lima, Peru: Universidad
Adventista Unión, 2012), 25.
[16] Douglas Jacobs et al., “Twenty-First Century Seventh-Day
Adventist Connection Study Research Report” (Robert H. Pierson Institute of
Evangelism and World Missions, 2013), 30, disponível em
http://www.cye.org/assets/resources/icm/Research%20Data/Adventist%20Connection%20Survey%20Research%20Report.pdf. Acesso: 17 de Nov. de 2013.
[17] Ángel Manuel Rodriguez, “Polarización Teológica: Causas Y
Tendencias,” Ministerio Adventista 59, no 350 (Outubro de
2011): 13.
[18]
Ver Douglas Reis, Explosão Y: Adventismo, pós-modernidade e
gerações emergentes (Ivatuba, PR: IAP, 2013).
[19]
Fernando Canale, “Absolute theological truth in postmodern
times”, Andrews University Seminar Studies (Berrien Springs, MI: 2007),
Vol. 45, no 1, 93.
[20] Ellen G. White, Testemunhos Seletos (Tatuí, SP: Casa
Publicadora Brasileira, 1996), vol. 1, 343.
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sábado, 14 de junho de 2014
sexta-feira, 30 de maio de 2014
A PROMOÇÃO CONTINUA!
Você já possui esses dois trabalhos que vêm marcando as novas gerações? Adquira agora (clique aqui).
Veja também:
segunda-feira, 26 de maio de 2014
ALHEIO A OUTRO CUIDADO
Para Rubens Lessa
Alheio
a outro cuidado, envolto em prova,
Contemplo
o santuário que há acima;
Graça
e auxílio acha ali quem se aproxima,
E
o Espírito à alma sem foco renova.
Como
Jesus, eu me ergo e deixo a cova:
Liberto
do mal, sem mais quem me oprima,
A
graça me constrói como obra-prima,
Porquanto
o poder dela em mim desova.
Sendo
Jesus o meu representante,
Eu
tomo assento nas regiões celestes,
Além
de ter mudadas minhas vestes.
Posso
ser tentado e, em outro instante,
Sorrir
com um punhado de luz forte,
Pois
meu intercessor venceu a morte.
Leia também:
domingo, 25 de maio de 2014
sexta-feira, 23 de maio de 2014
quinta-feira, 22 de maio de 2014
DIA DAS MÃES É SUBSTITUÍDO PELO "DIA DE QUEM CUIDA DE MIM"
Pois
é, pois é… Recebi na Jovem Pan a informação de um pai indignado, morador de São
Mateus, na Zona Leste de São Paulo. Na semana passada, as instituições públicas
de ensino em que seus filhos estudam deixaram de comemorar o tradicional “Dia
das Mães” para celebrar o inovador “Dia de quem cuida mim”.
O
jovem pai, de 27 anos, tem dois filhos matriculados na rede municipal de
ensino. O mais velho, de 5 anos, é aluno da EMEI Cecília Meireles, e o mais
novo, de 3 anos, do CEI Monteiro Lobato, de administração indireta.
Ele
afirma que conversou com a coordenadora pedagógica da EMEI e sugeriu que fossem
mantidas as datas do “Dia dos Pais” e do “Dia das Mães”, além de incorporar ao
calendário esse tal “Dia de quem cuida de mim”. Ele acha que essa, sim, seria
uma medida inclusiva e não preconceituosa. A resposta que recebeu dessa
coordenadora pedagógica foi a seguinte: “A família tradicional não existe
mais”.
Isso
quer dizer que, segundo a moça, família com pai, mãe e filhos acabou. É coisa
do passado.
O
produtor Bob Furya foi apurar. Tudo confirmado. A assistente de direção da
Escola Municipal de Ensino Infantil Cecília Meireles afirmou que a iniciativa
de criar “o dia de quem cuida de mim” partiu de reuniões do Conselho Escolar,
do qual participam pais e professores e de reuniões pedagógicas entre os
docentes.
O
pai garante que não participou de consulta nenhuma. Ele assegura, ainda, ser um
pai presente. E parece ser mesmo verdade. Para a escola, o fato de se criar “o
dia de quem cuida de mim” permite a crianças órfãs, criadas por parentes ou por
casais homossexuais que não se sintam excluídas em datas como o “Dia das Mães”
ou o “Dia dos Pais”. Para esse pai, no entanto, trata-se do desrespeito à
“instituição da família”.
Em
nota, afirma a Secretaria de Educação: “Hoje em dia, a família é composta por
diferentes núcleos de convívio e, por isso, algumas escolas da Rede Municipal
de Ensino decidiram transformar o tradicional Dia dos Pais e das Mães no Dia de
quem cuida de mim.”
Não
dá! Você que me lê. Pegue o registro de nascimento do seu filho. Ele tem pai?
Ele tem mãe? Ou ele tem, agora, cuidadores?
Qual
é a função da escola? É aproximar os pais, não afastá-los. O que é? A escola
pública vai agora decretar a extinção do pai? A extinção da mãe? A democracia
prevê o respeito às minorias. Querem integrar os pais homossexuais? Muito bem!
Os avôs? Muito bem! Extinguir, no entanto, a figura do pai e da mãe,
transformando-os em cuidadores é uma ideia moralmente criminosa.
Nessas
horas, sei bem o que dizem: “Ah, lá estão os conservadores…”. Não se trata de
conservadorismo ou de progressismo. Todo mundo sabe que boa parte das tragédias
sociais e individuais tem origem em famílias desestruturadas.
Uma
pergunta: declarar o fim da família tradicional é o novo objetivo da gestão de
Fernando Haddad?
fonte: Reinaldo Azevedo
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