Somente há alguns anos, percebeu-se a necessidade de ter dois perfis de Orkut, um pessoal e outro profissional (estava ficando difícil conseguir emprego se apresentando naquele site como bonekinh@dark☠, por exemplo). Com o advento do Twitter, a vigilância sobre as pessoas públicas aumentou. Semanalmente políticos são malhados por órgãos da imprensa porque resolvem uivar à luz da lua (espera-se que fosse apenas força de expressão) ou por seu desamor à Gramática.
Quando alguém se acha na internet também está afirmando sua identidade, por meio de preferências e da forma como se apresenta. Recentemente, vi-me obrigado a deixar de seguir um cantor adventista pelo baixo nível de suas mensagens no twiter (até palavrões e expressões chulas o cidadão empregava). Cristãos não deveriam abrir mão de oportunidades para o testemunho mesmo quando conectados; pelo contrário: ao aproveitar o leque de possibilidades virtuais, estariam dizendo que é possível gozar momentos de lazer sadio e expressar opiniões coerentes com os valores que professam.
No oceano de futilidade que nos cerca, podemos acrescentar alguns caracteres diferentes em nossas mensagens. Não fotos de quem se pretenda modelo profissional ou links para vídeos de humor vulgar; mas o suave perfume do evangelho em todas as mídias, como uma declaração conciente de que pertencemos não a esse mundo. Use a novidade das tecnologias para falar da novidade que a esperança em Jesus oferece.
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