
Historicamnete, a moral católica se revelou desastrosa em seus julgamentos. O exemplo típico se encontra na declaração de Gregório VII (papa de 1073 a 1085) sobre o celibato (tornado obrigatório por ele): “É preferível padres adúlteros, sodomitas e efeminados a aqueles que se casam”.
Com essa nova lei, o Vaticano dá brechas para um potencial aprofundamento na crise moral que vive a igreja. Isso por duas razões: primeiro, porque se discrimina a figura femina, considerando que a menor tentativa de integrá-la ao sacerdócio católico já é crime. Mesmo que outros cristãos discordem de que a mulher seja ordenada ao ministério (assunto para o qual a Bíblia não dá muita atenção), ainda assim considerar qualquer iniciativa nesse sentido como um crime, uma falta passível de punição, é, no mínimo, descabido exagero.
Em segundo lugar, cotejar a participação da mulher no ministério com casos de pedofilia relativiza a gravidade do crime sexual. Passa a impressão que um padre que abusou de um menino de oito anos é tão culpado quanto aquele que fez careta para um bispo desafeto! Não punir o crime, é passividade. Punir sem o devido rigor, vilania.
2 comentários:
O papa do decreto sobre o celibato é Gregório VII e ele nunca disse tal coisa: http://www.fordham.edu/halsall/source/g7-reform1.html
Um abraço fraterno.
Anônimo,
Você apenas repetiu a mesma informação do texto, a saber que Gregório VII foi responsável sobre o celibato. Quanto à declaração que citei, se acha em um volume antigo chamado história dos papas. Aliás, o link que você enviou não contradiz isso...
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