Como quem pede sempre recebe, Serra ganhou uma ajuda de outro mundo: o Papa Bento XVI fez um pronunciamento aos bispos nordestinos do Brasil para que orientem politicamente os católicos (o que ele chamou sutilmente de “fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho”).
No documento, o pontífice reprovou com todas as letras a postura pró-aborto nas seguintes palavras: “[…] Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases”. Como a maioria do eleitorado cristão já identifica Dilma como partidária do aborto (embora a candidata retrocedesse em pronunciamentos recentes quanto à questão), a orientação compreende, por tabela, um apoio à candidatura de Serra.
Se Dilma tem como cabo eleitoral “o cara”, parece que o presidenciável do PSDB passa a ter apoio à altura. Há poucos dias da votação do segundo turno, entre trocas de acusações e tentativas de angariar o voto de milhões de cristãos, Dilma permanece imbatível nas pesquisas. O pronunciamento do Vaticano surtirá algum efeito no maior país católico do mundo? Só Deus sabe…
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