quinta-feira, 26 de junho de 2008

ONTEM PROIBIDO, HOJE LÍCITO, AMANHÃ OBRIGATÓRIO


Um novo projeto de lei propõe estender as punições da Lei 7.716/99 (referente à discriminação, envolvendo racismo, xenofobia, preconceito contra raças, etc.) à homofobia. Hoje, um grupo de evangélicos protestou contra o projeto em frente ao Congresso.[1] Há muito a legislação pró-homossexuais tem colado os evangélicos na berlinda em nosso país.

Para Zenóbio Fonseca, Consultor Jurídico e professor Universitário,

“A postura pró-homossexualismo do governo do Brasil não é novidade, pois em 2003 diplomatas brasileiros introduziram resolução idêntica na Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidades (ONU). A resolução foi derrotada pela oposição dos países islâmicos.

"Além disso, o Brasil é autor de uma nova resolução, agora na Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), onde introduz a orientação sexual e os seus desdobramentos como princípio universal da dignidade da pessoa humana, tornando todos os países membros obrigados a aceitar tal valor, por causa dessa resolução, que ao ser aprovada terá força de lei interna nos países signatários.”[2]

Do ponto de vista da moralidade cristã, a prática homossexual é divergente das orientações de uma conduta natural. Em passagens bíblicas como Levítico 18:22-30 e 20:13, lê-se que Deus considera a homossexualidade uma “abominação”. A palavra hebriaca empregada nos textos citados é to‘eba, derivada da raiz ta‘ab (detestar, ser abominável); denota um “costume abominável”, que “pode ser de natureza física, ritual ou ética”, causando “repulsa em Deus no homem”; inclui-se também qualquer coisa que seja “estética e moralmente repugnante”. As passagens caracterizam que a pessoa que incorre em práticas homossexuais se coloca sob juízo divino.[3]

Mas a desaprovação à homossexualidade não se restringe aos textos do Velho Testamento. O apóstolo Paulo menciona a perversão sexual (desvio de uma sexualidade natural, planejada por Deus para ser desfrutada pelos seres humanos) como conseqüência do não reconhecimento da divindade, num primeiro momento, e a ação do Senhor em entregar tais homens aos seus próprios sentimentos distorcidos, que se segue como punição (Rm 1:22-27); daí que a idolatria (distorção do conceito de divindade) levaria à homossexualidade (distorção do conceito de sexualidade).

O Pr. Marcos Bonfim, Terapeuta Familiar e apresentador do programa “Novo Tempo em Família”, pondera oportunamente:

“Sobre este assunto, a VINACC (Visão Nacional para a Consciência Cristã) pondera que “ao afirmar que toda e qualquer manifestação contrária ao homossexualismo, incluindo aqui sermões e textos bíblicos que se posicionam contra as práticas homossexuais, como se constituíssem crime de homofobia – isto é, violência contra os homossexuais – o projeto está a estabelecer no Brasil o mais terrível tipo de legislação penal, típica de Estados totalitários, os crimes de mera opinião”.

“Isto, é lógico, contraria totalmente nossa Constituição Federal de 1988, que no seu artigo 5º, inciso VI, afirma: "É inviolável a liberdade de consciência e de crença". Se aprovados, estes projetos abririam um terrível precedente, que poderia no futuro ser utilizado inclusive contra aqueles que o propõem.”[4]

Numa sociedade que promove valores errados, os cristãos precisam divulgar princípios bíblicos, ainda que isso venha a ser ilegal ou, de alguma forma, restringido por uma lei secular. O paradigma que melhor pode definir a ação de cristãos em tempos em que o imoral se torna lícito foi transmitido pelo apóstolo Pedro: “Antes importa obedecer a Deus que aos homens.” Atos 5:29.

Leia também:


[1] “Evangélicos tentam impedir lei que criminaliza a homofobia”, diponível em http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid195747,0.htm.
[2] Zenóbio Fonseca, “A criminalização da homofobia no Brasil e as igrejas cristãs”, disponível em http://www.conscienciacrista.org.br/abaixo-assinado/artigo1.shtml.
[3]R. Laird Harris, Gleason L. Archer, Jr e Bruce K. Waltike, “Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento” (São Paulo, SP: Vida Nova, 2005), 4ª reimpressão, pp. 1652-1653.
[4] Marcos Bonfim, em e-mail.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

O ATEU É MAIS INTELIGENTE - SERÁ?





Uma pesquisa escrita por dois professores universitários, Richard Lynn, (Universidade do Ulster, na Irlanda do Norte) e Helmuth Nyborg (Universidade de Aarhus, na Dinamarca), em conjunto com John Harvey, chega à conclusão de que pessoas de QI elevado tendem a ser irreligiosas. O trabalho, que será publicado na revista Intelligence (publicação de feitio acadêmico), foi divulgado pela BBC Brasil. As excessões à relação QI alto/irreligiosidade estariam em Cuba e Vietnã (onde a média do QI da população é considerada baixa, e a herança comunista minou as tradições religiosas) e os USA (onde a alta média de QI da população não impede a alta influência religiosa).
Duas considerações são pertinentes: em primeira estância, há muito o QI deixou de ser um medidor confiável de inteligências (principalmente depois da teoria de Gardner sobre as Inteligências Múltiplas). E, finalmente, até que ponto uma pesquisa dirigida por acadêmicos seculares pode ser livre de motivações irreligiosas? É de se pensar...

" O moço que obedece à lei de Deus é inteligente [...]" Provérbios 28:7, NTLH.

terça-feira, 24 de junho de 2008

A QUAL ESPERANÇA DAR OUVIDOS?


O site católico Zenit anunciou o lançamento uma versão em áudio da encíclica "Spe Salvi". Além da versão em Português, gravada pelo locutor da Rádio Vaticano, Silvonei José, a nova versão ainda se encontra em Espanhol, Inglês, Francês, Italiano e Alemão. Já se publicou um artigo neste blog criticando a perspectiva oferecida na encíclica, que versa justamente sobre a esperança cristã (pelo menos, na forma como entendida pelo Papa Bento XVI).

Ao mesmo tempo, a América do Sul conhecerá neste ano a mensagem bíblica de esperança: ao invés de intercessão dos santos e uma vida eterna limitada (deixo ao papa que explique o que quis dizer...), a verdadeira esperança cristã, baseada na volta de Jesus, será divulgada através de panfletos, outdoors, impressos e diversas outras mídias. Este é o "Impacto Esperança". Prepare-se para ele!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

VEJA O QUE JÁ FOI VISTO: NOVA/VELHA PROMOÇÃO EVOLUCIONISTA


Não é novidade a falta de critério de algumas publicações quando o assunto é a controvérsia entre o Cristianismo e a Ciência Naturalista.[1] O que avulta é o destaque que as reportagens sobre essa controvérsia (que, mormente, são tendenciosas a favor de uma concepção evolucionista de origem da vida) vêm ganhando. A revista Veja, que já teve diversas reportagens contestadas por criacionistas e proponentes do design inteligente, abre mão da objetividade e do dever de informar para aumentar os preconceitos existentes em relação aos postulados tanto do Criacionismo (de viés filosófico) como do Design Inteligente (de caráter científico)[2], quando dedicou em sua última edição, diversas páginas a promover deliberadamente o avanço da ciência como estando próximo de prover uma explicação definitiva da origem da vida.

Iremos discutir, de forma sucinta, algumas das declarações feitas no primeiro dos artigos públicos pela Veja, intitulado “No início era…”[3]. O próprio título evoca a expressão que abre o livro bíblico de Gênesis. Adiante, complementando a frase, o articulista segue de forma presunsosa:“…um ponto minúsculo que concentrava toda energia do cosmo. Tentar entender como daí nasceu o Universo levou a humanidade à sua mais extraordinária aventura intelectual, que chega ao ápice neste mês.”[4]

A forma de apresentar os pressupostos científicos sem qualquer questionamento, como se fossem uma verdade comprovada e inquestionável desconsidera o que o físico brasileiro Marcelo Gleiser já fez notar, quando afirmou: “Um dos meus objetivos é aproximar da nossa vida a ciência, mostrando como ela é produto do ambiente cultural e emocional em que é criada.”[5] Em outros termos: assim como demais ramos do conhecimento humano, a ciência também é afetada pelos pressupostos dos que estão envolvidos com suas atividades. No caso da prática científica atual, qual seria então a visão que lhe alicerça? O próprio Gleiser então responde: “Sendo uma fiel herdeira do monismo grego, a ciência também almeja atingir um estado de perfeição racional, embora seja claro para os seus praticantes que a verdadeira perfeição é uma abstração impossível de ser atingida.”[6]

Conforme o exposto por Gleiser, cai por terra a idéia de que a Ciência lida com conhecimento objetivo – ela é afetada por pressupostos e preconceitos humanos. Se fossem adotados outros pressupostos, a direção das pesquisas feitas e os próprios resultados seriam drasticamente outros. O polêmico Michael Behe sentencia: “[…] O compromisso filosófico de alguns indivíduos com o princípio de que nada existe além da natureza não deve ter permissão de interferir em uma teoria que flui naturalmente de dados científicos observáveis. Os direitos dessas pessoas de evitar uma conclusão sobrenatural devem ser escrupulosamente respeitados, mas tampouco se deve admitir que sua aversão ao transcendente tenha o caráter de decisão final.”[7]

De forma contrassensual, a reportagem de Veja vai introduzindo questionamentos que lembram os que DI costuma levantar: “Que forças calibram o ritmo de expansão do Big Bang para que a terra se acomodasse justamente na terceira órbita desse sol generoso e estável? Ninguém sabe ao certo.”[8] É pura e simplesmente uma questão de cegueira voluntária deixar de reconhecer que dificilmente nosso planeta teria vindo se estabelecer em sua localização atual por força de um acaso bem sucedido! Tal idéia é um desafio a qualquer lógica.

Na verdade, a reportagem não apresenta nada de novo, apenas repisa velhos preconceitos em nome de uma ótica tendenciosa, talvez porque polemizar ainda seja mais vendável do que apresentar responsável e imparcialmente os dois lados de um dos debates mais atuais que testemunhamos.

[1] Queremos deixar claro que não cremos em uma controvérsia natural entre Ciência e Religião, embora a mídia secular fomente a questão, alimentando uma chama fictícia. Há vários tipos de concepções religiosas, assim como várias acepções de ciência, o que a própria história do desenvolvimento e prática científica demonstra fartamente. O embate está entre as visões propostas pelo naturalismo científico e o Cristianismo bíblico.
[2] Claro que entre o Criacionismo e o DI há divergências; grosso modo, podem ser conciliados, como de fato alguns apologetas, cientistas e filósofos cristãos têm feito há décadas.
[3] Rafael Corrêa, “No início era…”, publicado na Revista Veja, edição 2066, ano 41, nº 25, 25 de Junho de 2008.
[4]Idem, p. 77.
[5]Marcelo Gleiser, “O fim da Terra e do Céu: o apocalipse na ciência e na religião” (São Paulo, SP: Companhia das Letras, 2001), p. 11.
[6] Idem, p.33. O filósofo Francis Bacon, séculos antes, fizera declaração muito próxima a de Gleiser: “As ciências que possuímos provieram em sua maior parte dos gregos. O que os escritores romanos, árabes ou os mais recentes acrescentaram não é de monta nem de muita importância; de qualquer modo está fundado sobre a base do que foi alimentado pelos gregos.” Coleção “Os pensadores - Francis Bacons: Novum Organum ou verdadeiras indicações acerca da interpretação da natureza”(São Paulo, SP: Abril S.A. Cultural e Industrial, 1974), 2ª edição, p.40, axioma LXXI.
[7] Michael Behe, “A caixa preta de Darwin” (Rio de Janeiro, RJ: Jorge Zahar editora1997), p.253.
[8] Corrêa, p. 79.

A FINA FLOR DA IMITAÇÃO



Uma quadrilha vinha falsificando ingressos para jogos de futebol. Uma operação da polícia, oportunamente denominada “Operação Casa Cheia”, prendeu os principais envolvidos no esquema, que atuavam no Rio de Janeiro e Paraná. O dirigente do Coritiba, que percebeu o número excessivo de ingressos em alguns jogos do clube, e que foi quem primeiro acionou a polícia, assim se referiu à grupo de falsários: “Trata-se certamente de uma quadrilha que é a fina flor da competência delinqüencial”, frase que deixaria o próprio Rui Barbosa admirado, tal a elegância da construção.[1]

Sem dúvida, falsificações são (em tese) abomináveis em um mundo que diz prezar pela autenticidade. Ocorre que, ao contrário do que se poderia supor, esse é um mundo onde os jovens seguem se perto os cortes de cabelo de artistas e as passarelas já anunciam as tendências da moda que todo mundo usará. O que, de fato, é original neste mundo?

Mas Jesus, em sua remota época, sofria igualmente com a retórica dissimulada e a espiritualidade falseada. Ele declarou aos Seus discípulos que os frutos em nível pessoal seriam resultado de íntima comunhão com Ele (Jo 15:5); para estarmos ligados a ele em amor, devemos obedecer aos Seus mandamentos, sob a motivação que só o amor pode prover (João 15:10).

A mesma receita para uma vida frutífera e realizada – comunhão e obediência – continua se impondo, ao longo dos séculos, desmascarando cada nova farsa que os tempo inventam.

[1] Extraído de “Escândalo no futebol: fraude de venda de ingressos”, matéria exibida no programa “Fantástico”, edição de 22 de Junho de 2008, também disponível em http://fantastico.globo.com/Jornalismo/Fantastico/0,,AA1683687-4005,00.html.

sábado, 21 de junho de 2008

NOVA TRAGÉDIA INTERNACIONAL

MANILA - Pelo menos 17 pessoas morreram e cinco estão desaparecidas por causa das inundações e deslizamentos de terra causados pela passagem do tufão "Fengshen", que atingiu o sul das Filipinas com ventos de até 140 km/h.

Dez pessoas morreram afogadas numa enchente na província de Maguindanao, onde ainda são buscadas outras cinco vítimas, e um homem de 50 anos e seu filho de 10 perderam a vida quando sua casa foi arrasada pela cheia de outro rio em Cotabato, também na ilha de Mindanao (800 km ao sul da capital Manila). Cinco outras estão desaparecidas.

Nas regiões leste e central do país, 200 mil pessoas foram tiradas de suas casas e todos os vôos domésticos foram suspensos, assim como o transporte por barco entre as ilhas.

A tempestade arrancou árvores e tetos das casas na cidade de Roxas, que na manhã deste sábado, 21, foi atingida por ventos de até 140 km/h. Durante o fim de semana, o tufão provocará chuvas torrenciais nas regiões centrais de Bicol e Visayas, assim como em Luzon, a ilha onde se encontra a capital, segundo a Administração de Serviços Atmosféricos, Geofísicos e Astronômicos (Pagasa).

Quase 800 passageiros e dezenas de veículos permanecem presos nos portos de Bicol, depois que a Guarda Litorânea impediu a saída de barcos, por causa dos vendavais e das fortes ondas.

Os residentes de zonas montanhosas e próximas à costa foram advertidos do risco de inundações e deslizamentos de terra, enquanto os habitantes de regiões litorâneas deverão proteger-se de possíveis ondas gigantes.

Caso a situação piore, não está descartada a intervenção das Forças Armadas. Já se iniciou o armazenamento de arroz e material de emergência, e os hospitais se encontram em estado de alerta máximo.

O "Fengshen" tocou terra na sexta-feira, 20, na ilha de Samar (180 km ao leste de Manila), antes de virar em direção ao Oceano Pacífico, onde no domingo passará próximo à cidade japonesa de Okinawa, segundo o último boletim meteorológico.



"Ao ouvir das terríveis calamidades que semana a semana estão ocorrendo, pergunto-me a mim mesma: Que significam estas coisas? As mais terríveis catástrofes seguem-se umas às outras em rápida sucessão. Com que freqüência ouvimos de terremotos e furacões, de destruição por fogo e inundações, com grandes perdas de vida e propriedade! Aparentemente essas calamidades são caprichosas irrupções de forças desordenadas, irregulares, mas nelas se pode ler o propósito de Deus. São um dos meios pelos quais Ele procura despertar homens e mulheres, levando-os a reconhecer o seu perigo." Ellen G. White, "E recebereis poder - meditação Matinal", p. 287, grifos supridos.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

VOO DE UMA VIDA




Fui pássaro de asas curtas,
Diâmetro afetado em voo.
Hoje todo-asas me alcei
Qual besouro aerodinâmico;
Somente à atmosfera doo
Corpo emplumado, balsâmico,
E as nuvens desfiam asas…
Mas na rarefação do ar,
Ruflam da fênix as brasas.

Sou pássaro novamente,
Não por apenas querer
– Que é a vontade isolada,
Fluxo finito de um homem
Finito? Rasga o meu ser
A graça, pondo no abdômen
Um duto de sangue e luta.
Meu voo moral se ampara
No Céu, com forma absoluta.

Serei pássaro passando:
Asas com fluído de ouro
Em ininterrupto voo,
Longe do cume dos montes,
Olvidando o sorvedouro.
E ao planar sem horizontes,
Cantarei o fim do exílio
Como corpo imune à morte,
Da Águia eterna sendo filho.




Leia também

FIM DOS TEMPOS? JÁ VIMOS ESTE FILME ANTES


Tudo começa sem um aviso claro. Parece surgir do nada. Em questão de minutos, irrompem nas principais cidades americanas episódios de mortes arrepiantes e estranhas que desafiam a razão e surpreendem a mente por sua chocante capacidade de destruição. O que estará causando esse repentino e total colapso do comportamento humano? Será um novo tipo de ataque terrorista, uma experiência mal-sucedida, uma arma diabolicamente tóxica, um vírus fora de controle? Propaga-se pelo ar, pela água...

Mas como?

Para Elliot Moore (MARK WAHLBERG, indicado ao Oscar) professor de Ciências de um colégio da Filadélfia, o que mais importa é encontrar uma forma de escapar ao fenômeno misterioso e mortal. Embora ele e sua mulher Alma (ZOOEY DESCHANEL) estejam no auge de uma crise conjugal, eles pegam a estrada, primeiramente de trem, depois de carro, junto com um amigo de Elliot, o professor de Matemática Jullian (JOHN LEGUIZAMO, vencedor do Emmy) e sua filha de 8 anos Jess (ASHLYN SANCHEZ), e seguem em direção às fazendas da Pennsylvania, onde esperam estar fora do alcance dos apavorantes e crescentes ataques. No entanto, logo fica claro que ninguém - e nenhum lugar - está a salvo. Esse fenômeno aterrorizante e invisível não pode ser vencido. Somente quando Elliot começa a descobrir a verdadeira natureza daquilo que os espreita lá fora - e o que desencadeou essa força que ameaça o futuro da humanidade - é que vislumbra uma ponta de esperança de que sua família possa escapar do que está acontecendo.

Fonte: Cine pop

Não é de hoje que Holliwood faz especulações ou se aventura a "prever" o destino da Humanidade. Mas, sem dúvida, quem quiser conhecer sobre os eventos finais do planeta e como Deus intervirá, deverá recorrer à Bíblia. E, acredite: este é um caso em que a realidade supera em muito à ficção...

O DREAM TEAM DOS DEMOCRATAS

E se o presidenciável americano mais carismático desde Kennedy escolhesse para seu vice o ativista ambiental de maior influência da atualidade? Pois o Jornal Nacional noticiou ontem a possibilidade de Baraka Obama escolher Al Gore como seu vice, o que resultaria numa chapa imbatível, dado o carisma do primeiro e a experiência em mobilização sociopolítica de Gore, conhecido a partir do documentário "Uma verdade Incoveniente".

Para quem estuda as profecias, seria uma possibilidade, caso a chapa se concretize e venha a ocupar a Casa Branca, de uma união mais rápida entre Estado e Igreja, formando a "imagem da Besta" (Ap. 13:14). Explico: Gore vem realizando o que em alguns círculos tem se denominado "ECOmenismo", uma espécie de "colisão" devido a preocupações ambientais, que tem envolvido políticos, ativistas, ONGs e o meio artístico. O Vaticano tem se integrado oportunamente na agenda deste pessoal.

Mas, independendente de haver ou não uma tal chapa (Gore se diz desiludido com a política e teria de ser convencido a estar ao lado de Obama na campanha), a profecia se cumprirá. Ainda ontem, eu comentava num dos post do blog "Minuto Profético" (que leio constantemente e recomendo):

"É curioso com os acontecimentos se 'afunilam', de modo que tudo que lemos no Grande Conflito sobre as decisões sociopolíticas em âmbito Mundial (e que por décadas deram a impressão de servirem apenas para um bom roteiro de ficção)pareça o caminho mais natural, humanitário e razoável para salvaguardar a humanidade, que estará atolada em sua pior crise."

quinta-feira, 12 de junho de 2008

A BIOGRAFIA DO VASO

O desespero faz a nuvem de poeira ascender acidamente Concebida pelo seu zelo como a fumaça de um incenso cúltico E o galope prossegue vário Com prismas rudes Próprios a uma alma decididamente fanática Mal são capazes de lhe acompanhar os cavaleiros Incendidos como ele de ódio contra os hereges Incendidos como ele Não Talvez sintam o mesmo Mas não da mesma forma Não com a entrega a que se submete Por amor àquilo que seu sabor criterioso esculpiu em sua fé benjamita

É uma invasão de substância maduramente espiritual Desafiando o provável limístrofe O irreal de uma solidez antagônica ao concebível

Meus olhos observam os recôncavos da Terra
E meus ouvidos abraçam as fronteiras dos povos
Por toda parte A espinha de Meu povo se inclina
O nome dele assombra Minhas assembléias
Que pensa ele estar fazendo por mim
Ou qual favor me presta com sua soberba sanguinária
Chegou o dia Dia que me pertence
A hora de visitar este fariseu de ferro
E ele saberá pela minha boca
Pois me ouvirá dizer sem meios-tons
Quanto importa sofrer pela Glória de Meu nome
E experimentar em sua carne o poder de Minha ressurreição

Um pesadelo sustentado por três dias de trevas que atravessou através da recapitulação dos antigos rolos Aflito Queria afinal entender E entendeu Entendeu que o Messias não veio assumir um trono Veio saborear a cruz Não esperava comer figos Apenas sentir o gosto de Seu próprio sangue E Da mesma forma como o maltrataram Ele Em sua insanidade cerimonial perseguia a semente de Seu reino Ele mirava seus coices na ponta da lança divina Resistindo às evidências opressoras da Verdade tornada Homem

Não temas Ananias
Não te ressintas
O homem esqueceu as ordens de prisão em algum momento de sua escuridão
Hoje ele beijará a luz das Escrituras
Ele não está vociferando pragas
Ele Ele está orando
Ele Ananias Quer saber um segredo
Ah Este Saulo não percebeu
Que Eu o escolhi
E ele será o meu vaso
Vaso de bênçãos para os gentios
Meu propagador aos povos
Levanta-te Saulo E lava os teus pecados Invocando

quarta-feira, 11 de junho de 2008

EXCOMUNHÃO: GOL CONTRA


Os dois gols na vitória da Alemanha sobre a Polônia, no domingo, pela primeira rodada do Grupo B da Eurocopa, ainda rendem problemas para o atacante Podolski. Desta vez, o jogador, que nasceu na Polônia, foi "excomungado" pelo partido ultracatólico LPR.

Segundo o jornal português Record, Podolski e Klose, que também tem nacionalidade polonesa, revoltaram os membros do partido por defenderem a seleção alemã e tiveram os direitos católicos retirados.

Antes, o jovem atacante havia sido criticado pelo ex-vice-ministro polonês Miroslaw Orzechowski, que pediu a retirada da cidadania das pessoas que defendem outros países.

Fonte: Terra
Colaboração: Profº Marcos André

Um absurdo esta confusão entre esporte e religião; além disto, qual valor da excomunhão, prática medieval para a qual não se pode encontrar apoio bíblico? Infelizmente, ainda se usa a religião para manipular a conduta das pessoas, infundindo-lhe medos irreais. Sem dúvida, um péssimo exemplo em um mundo que precisa da Verdade do Evangelho e que está cada vez menos tolerantes às caricaturas do Cristianismo autêntico.

A ORAÇÃO


Não existem fórmulas para se orar, porque o amor é espontâneo e falar com Deus nasce de uma atitude amorosa. Estando em Sua presença, abrimos nosso coração com palavras não ensaiadas, mas surpreendentemente grandes, porque sinceras; o coração se abre e ficamos vulneráveis, ao mesmo tempo em que o sentimento de estarmos seguros aumenta paradoxalmente. A oração não possui um apego místico tampouco; o homem não procura encontrar-se com Deus ou sentir-se divinizado; apenas responde ao Senhor que o alcançou e que sempre esteve ali, cuidando paternalmente de sua alma caída.

Orar é o alívio, mesmo quando não estamos propriamente aflitos, ou sob um risco de sofrer determinado mal – orar é uma elevação que conduz a um comportamento mais lúcido. A prece nos torna imunes à alienação.

Os pensamentos mais sublimes são sucitados durante a comunhão, porque a mente se agiganta em contato com a Mente do Ser que gerencia o Cosmo; crescemos em contado com a fonte de vida, o suprimento de nossa existência. Orar, enfim, equivale a viver. E da melhor forma de quantas existam.

terça-feira, 10 de junho de 2008

UMA COISA EU PEÇO

Uma coisa eu peço, uma coisa eu busco
Que eu possa habitar em sua casa, Ó Senhor
Por todos os meus dias, por toda a minha vida
Que eu possa Te ver, Senhor.

Uma coisa eu peço,
Uma coisa eu desejo
É te ver
É te ver
É te ver

Ouça me, Ó Senhor, ouça-me quando eu clamar
Senhor, não esconda Teu rosto de mim
Tu tens sido meu auxílio, Tu tens sido meu escudo
E Tu irás me levantar

A RELIGIÃO DE SHAKESPEARE


Por Robert Miola[1]

Em 1613, ao fim da sua carreira, Shakespeare convidou John Fletcher para dramatizar o reino de Henrique VIII – o rei que rompeu com Roma e começou a revolução Protestante na Inglaterra. A peça terminou com o canto rapsódico de Thomas Cranmer à única e futura rainha, Elizabeth, que consolidaria o segmento Anglicano:

Eis régia infanta – os céus pairam sobre ela! –
Mesmo em seu berço, desde já promete
Bênçãos mil e mais mil sobre esta terra,
As quais o tempo fará férteis. Será –
Vive há pouco e se pode ver bondade –
Padrão para as princesas com quem vive,
E às que a sucederão.[2]

Os adversários de Elizabeth, Cranmer prediz, serão chacolhados como um campo de milho debulhado; e, entre aqueles inimigos incluíam-se os Católicos, os quais Elizabeth perseguiu cruelmente, aprisionando, e executando; os leitores tem tradicionalmente visto a peça como propaganda protestante.

E assim Henrique VIII é também a história de outra rainha: Katherine de Aragão, descartada por Henrique, dedicada esposa católica. Katherine corajosamente suporta o julgamento, permanece por sua “honra”, seu “laço de núpcias”, e seu “amor e compromisso”. Ela atacou Wolsey por sua “arrogância, ressentimento e orgulho” e desejou fazer um apelo “ao Papa”, para levar seu caso diante de “Sua Santidade”. No palco ela teve uma visão de espíritos angélicos dançando e dando-lhe boas-vindas no céu depois que ela morresse. Shakespeare e Fletcher retratam Katerine como uma injustiçada, heróica, e santa rainha.

Henrique VIII, em outras palavras, é acetato de sódio[3] e impressionante falsa neve, como Theseus disse em “Sonhos de uma noite de verão”. A peça exalta a Reforma Protestante ou a deformação protestante? Como nós encontraríamos um acordo deste desacordo? Diferente de Alguns poetas como Dante, Spencer e Milton, Shakespeare nos dá uma janela através da qual vemos sem clareza sua alma por dentro. Ambos, Protestantes e Católicos – como qualquer outro também – pode encontrar ampla evidência para reivindicar como seu o que é próprio deles. Mas desde então Shakespeare foi canonizado como poeta Protestante nacional por muito tempo; notícias de suas simpatias pelo catolicismo e perspectivas tem gerado agitação popular e acadêmica em anos recentes.

Então, por exemplo, o “Mundo Bibliográfico de Shakespeare”, um banco de dados eletrônico de estudos shakesperianos de 1962 em diante, registrou 228 acessos para “Catolicismo”, bem acima de cem deles desde a última década. Parte deste trabalho recente é tendenciosa e não-convincente. Mas parte dele mostra padrões evocativos de como Shakespeare extraía das ricas tradições do Catolicismo para criar seu drama.


Católico ou Protestante, o fato é que Shakespeare é um dos maiores autores cristãos de todas as épocas, e não só em Língua Inglesa. Sem dúvida, a influência do Cristianismo sobre a Literatura em particular, e sobre as Artes em geral, é marcante; somente uma Religião que crê no poder de um Deus com poder de criar a partir do nada poderia incentivar de tal modo a criatividade humana!

[1]Publicado no periódico católico “First Things”, Maio de 2008, disponível em http://www.firstthings.com/article.php3?id_article=6202.
[2] A tradução segue a tendência tradicional de verter a poesia shakesperiana em decassílabos heróicos e heróicos quebrados (seis sílabas, como no último verso).
[3] Em Inglês “hot ice”. O acetato de sódio é um cristal que tem a aparência de gelo. O uso da expressão indica que a peça de Shakespeare parece uma coisa, sendo, em realidade, outra.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

ROSA: A COR DA MODA


Ontem, 5 de Junho de 2008, foi uma data história para os homossexuais de nosso país: ocorreu a 1ª Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuiais, Travestis (GLBT), com a participação do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; Lula, em seu discurso, confessou não ser fácil participar de um evento desta natureza “que envolve um segmento tão grande, heterogêneo e com pessoas que sofrem preconceitos”. Apesar disso, ainda segundo o presidente brasileiro, "o mundo seria mais alegre se fôssemos menos rígidos com os tabus colocados no caminho ao longo da história."[1]

Hoje pela manhã, foi noticiado que o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou o que, segundo ele consiste em uma medida “pioneira”, por atender a “uma demanda social”: o SUS (Sistema Único de Saúde) irá pagar a cirurgia de troca de sexo.[2]

É claro que os políticos se voltam a esse grupo numa época propícia: ano eleitoral. Embora haja muito de política em uma conferência como a de ontem, há, de fato uma demanda social, favorecida por campanhas e movimentos. Mas temos de nos perguntar: é moral apoiar o que o próprio Deus condenou?


[1] “Lula participa de Conferência GLBT em Brasília”, disponível em http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac184739,0.htm.
[2] “SUS vai pagar troca de sexo”, publicado no jornal “A Notícia”, nº 24.526, 6 de Junho de 2008, caderno geral, p.17.