sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A FERA ESTÁ SOLTA!


Um turista que visitava uma área da Grande Muralha da China perto da capital, Pequim, foi morto por um tigre siberiano quando buscava um atalho em um parque para animais.

O visitante, um chinês identificado pela imprensa local como Guo, e seus dois acompanhantes, decidiram poupar tempo descendo da muralha sem saber que a área onde haviam entrado era parte do cercado de um tigre no Badaling Wildlife World.

Um funcionário do parque, identificado como Wang, disse ao jornal China Daily que o animal avançou sobre Guo, derrubando-o, e agarrou sua garganta.

O turista morreu na hora.

Segundo Wang, um outro funcionário que viu o ataque entrou em seu jipe e avançou em direção ao tigre para afugentar o animal, enquanto os dois acompanhantes de Guo fugiam escalando uma cerca.

"Os homens ignoraram todas as placas de alerta e pularam para dentro da cerca de proteção", disse Wang, de acordo com o China Daily.

Os acompanhantes do turista morto disseram à polícia que viram placas em volta do cercado alertando para animais selvagens, mas não acreditaram na advertência porque não viram bicho nenhum, informou o jornal chinês Beijing Times.

A notícia acima, publicada no site da BBC Brasil [1], nos leva a fazer sérias considerações no campo espiritual. Da mesma forma que estes imprudentes [loucos, mesmo!!!] turistas chineses, muitas pessoas estão, hoje, brincando com o pecado – sem levar em conta os riscos sempre presentes de destruição da saúde, declínio moral e espiritual, destruição e, finalmente, morte eterna.


Vivo e ativo, mais do que nunca!

Ao descrever a rebelião no Céu, origem do pecado, que culminou com a expulsão de Satanás e seus cúmplices amotinados (Apocalipse 12:7-9), a Bíblia, ao mesmo tempo que emite uma nota de louvor e alegria pela vitória das hostes celestes, apresenta-nos uma mensagem de pesar e alerta: “[...] Por isso, festejai, ó céus, e vós, os que neles habitais. Ai da terra e do mar, pois o Diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta” (Apocalipse 12:12).

Sim, a fera está solta! Sabendo que está com os dias contados (“... pouco tempo lhe resta...”), o inimigo das nossas almas está, mais do que nunca, trabalhando em tempo integral com vistas a causar a destruição final do maior número possível de pessoas.

Satanás está vivo e ativo no planeta Terra, como diz o título de um antigo livro de Hal Lindsey. Ele está por trás de todas as violências, ataques de ladrões e saqueadores e mortes em festas e grandes ajuntamentos de pessoas (Jó 1:13-15); está por trás dos tsunamis, das erupções vulcânicas e outras destruições causadas pela Natureza em seu descontrole (Jó 1:16), como, também, está por trás das guerras (Jó 1:17) e dos furacões, vendavais, enchentes e tornados (Jó 1:18-19) que têm causado tanto pânico, mortes e destruição.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

CURIOSIDADES SOBRE A GUARDA DO SÁBADO APÓS O PERÍODO APOSTÓLICO


Calvino: para ele, o sábado era um descanso espiritual


Correntemente, muitos cristãos protestantes e evangélicos são da opinião de que o sábado foi superado no período neo-testamentário. Os adventistas do sétimo dia recorrem a textos bíblicos para mostrar que (A) Jesus não veio abolir a lei moral (Mt 5:17-19; 19:16-19; 24:20), (B) os apóstolos mantiveram a observância aos mandamentos (Rm. 3:31; 7:7,12, 14; Tg. 1:25; 2:10-12) e (C) o sábado continuou como marco da verdadeira adoração, tanto de uma perspectiva histórica da comunidade do I século (Lc 23:53-56; At. 13:14, 42, 44; 16:13; 17:2; 18:4,11), quanto de uma perspectiva escatológica (Ap 1:10; 14:7 – cf.: Ex 20:11; Is 66:23). Ainda assim, alguns indagam: o que aconteceu com o sábado nos séculos subsequentes à era dos primeiros cristãos? Teria esta verdade ficado escondida até o surgimento da Igreja Adventista?
Devido à limitação de espaço, este pequeno artigo apresentará brevemente uma retrospectiva sobre a preservação do sábado até a época da Reforma. Para isso, retomaremos alguns dos dados coligidos por J.N. Andrews em seu trabalho clássico sobre o assunto, History of Sabbath and First Day of Week [1], originalmente publicado em 1873. Para tornar o trabalho mais compreensível, nos valeremos da seguinte abordagem: (I) O sábado nos escritos dos chamados pais da igreja; (II) O sábado durante a Idade Média; (III) Por último, focalizaremos posição dos reformadores sobre o quarto mandamento.

(I) O sábado nos escritos dos pais da igreja

Os líderes cristãos que vieram após o período apostólico são chamados pais da igreja. Eles deixaram diversos escritos, e, embora nenhum deles seja aceito como inspirado, são úteis, pois servem de registro do pensamento teológico de cada período, bem como das circunstâncias pelas quais passou a igreja ao longo dos séculos.
Mesmo nesta fase, foram muitas as controvérsias envolvendo o quarto mandamento. Em 135 d.C., o imperador Adriano legislou contra os judeus, proibindo suas práticas religiosas (o que incluía o sábado). Isso motivou alguns pais da igreja a escreverem apologias contra os judeus e a reconsiderarem o entendimento sobre o sábado. [2]
Ironicamente, muitos destes líderes cristãos defendiam com zelo os dez mandamentos. Irineu, por exemplo, argumentava que “no princípio, de fato, advertiu-os [aos judeus] por meio de preceitos naturais, os quais desde o princípio haviam sido postos em prática, isto é, por meio do decálogo (o qual, se alguém deixar de observar, não terá salvação) que então nada mais exigiria deles.”[3] Novacio, considerado pai dos puritanos, escrevendo em cerca de 250 a.C., fala do dez mandamentos como sendo dados para que Israel retornasse às virtudes, as quais os pais da nação receberam de Deus.[4]
Já na epístola de Barnabé, parece se fazer uma avaliação dúbia do sábado: por um lado, o autor afirma corretamente que o sábado vem desde a criação[5]; em contraparte, ele rejeita a guarda do quarto mandamento. [6]
Tudo indica que a oposição ao judaísmo norteou a perspectiva pela qual os cristãos da era pós-apostólica encaravam o sábado. Assim, lentamente se introduziu a guarda do domingo (de origem pagã), até que esse dia substituísse o sábado bíblico. Entretanto, por muitos séculos, o quarto mandamento continuou a ser observado. [7]

(II) O sábado durante a Idade Média

Uma vez estabelecida a guarda do domingo, a justificativa dada pelos teólogos medievais foi no sentido de separar aspectos morais (o princípio de reservar um dia em sete) dos aspectos cerimoniais (o sétimo dia em si); assim, a Igreja Católica mantinha os aspectos morais, mas os transferia para o primeiro dia da semana. Atribui-se a Tomás de Aquino tal argumento. [8]
Entre as igrejas sob a autoridade de Roma, o sábado foi completamente suprimido. Contudo, cristãos não católicos preservavam o sábado em Roma e na Inglaterra (cujo norte sofreu a influência dos cristãos Culdee, que eram sabatistas). [9] Os próprios Valdenses também eram descritos por seus opositores como Sabbati, Sabbatati, ou Insabbatati, devido ao seu respeito pelo quarto mandamento. [10] Sabe-se também que o sábado constituiu-se uma das razões para o cisma que separou até bem pouco tempo a Igreja Católica Romana dos cristãos ortodoxos (em 1054).[11]

(III) A posição dos reformadores sobre o quarto mandamento

Embora a Reforma significasse um retorno à Bíblia como regra de fé, nem todos os erros do Catolicismo foram abandonados prontamente pelos reformadores. Para Lutero, Cristo nos libertou do sábado, considerado por ele uma ordenança do Velho Testamento. [12] Lutero também viu frustrados os esforços de seus melhores teólogos, que não puderam convencer Oswald Glait e Andreas Fischer a deixar de guardar o sábado (em 1527). [13]
Quanto a Jean Calvino, ele aceitou uma compreensão espiritualizada do sábado, em que o aspecto do repouso em Cristo substitui a obrigação de guardar o sábado semanal. [14] Todavia, o reformador de Genebra não aceitava a ideia de que Jesus ou Seus apóstolos haviam mudado a observância do sábado.[15]

Conclusão

Da mesma forma como sempre houve guardadores do sábado, verifica-se a existência paralela de oposição a este dia. E embora nos primeiros séculos do Cristianismo tenha se desenvolvida uma tradição em favor da observância gradual do domingo, tal prática não acha nenhum fundamento na Palavra de Deus. O exemplo daqueles que se sacrificaram pela Verdade deve nos motivar hoje para continuarmos vivendo em obediência a Deus (Ap 14:12).

[1] J.N. Andrews, History of Sabbath and First Day of Week, disponível em . Doravante, HS.
[2] Samuele Bacchiocchi, “Sob fogo cruzado”, in Ministério, Março/Abril de 1999, 21. Nas referências posteriores, mencionado como SFC.
[3] Irineu, Contra as Heresias, livro IV, capítulo XV, seção 1, conforme citado em HS,  174.
[4] Novatios on the Jewish Meats, capítulo 3, citado em idem, 175.
[5] Epístola de Barnabé, capítulo XV, citado em idem, 176.
[6] SFC, 21.
[7] Para uma consulta sobre a opinião de diversas autoridades que confirmam isso, ver Carlyle B. Haynes, Do sábado para o domingo (Tatuí, SP:Casa publicadora Brasileira, 2004), 2 ª reimpressão da 10 ª edição, 37-42-ss.
[8] SFC, 22
[9] HS, 229-230. O movimento Culdee surgiu quando alguns clérigos e monges passaram a advogavar uma reforma espiritual e ascética, em face da mundanidade nos círculos cristãos, o que influenciou a igreja Irlandesa até o séc. XI. Ver Henry Loyn, Dicionário da Idade Média, 481. disponível em .
[10] HS, 234.
[11] C. Mervyn Maxwell, Uma nova era segundo as profecias de Daniel (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2006), 3ª reimpressão da 2 ª ed., 140.
[12] SFC, 22.
[13] C. Mervyn Maxwell, Uma nova era, 141-142.
[14] SFC, p. 23.
[15] HS, p. 252.



segunda-feira, 12 de outubro de 2009

COMPENSA ACEITAR ESTE PRESENTE


A pouca luz se esquivava de mim durante a viagem de ônibus. Ainda assim, eu lutava para seguir com a leitura do ano bíblico. Confesso que, na ocasião, o ministério me parecia uma ocupação ingrata. Frustrado daquele jeito, como realizaria a visita que marcara para aquela noite?

Foi justamente em meio ao desânimo quando o Senhor falou comigo, pelos seguintes versos: “‘Mas somente você e seus filhos poderão servir como sacerdotes em tudo o que se refere ao altar e ao que se encontra além do véu. Dou a vocês o sacerdócio como um presente. […] Você não terá herança na terra deles, nem terá porção entre eles; eu sou a sua porção e a sua herança entre os israelitas.’” (Nm. 18:7, 20, NVI).

Fantástico! Pude relembrar que o sacerdócio é um presente, e Deus é a maior recompensa para os pastores. Confessei perante Deus a minha falha em julgar o ministério um fardo, e não ver o que ele realmente é – um alto privilégio. Você já se viu tentado a avaliar seu ministério da perspectiva de resultados tangíveis? O que é ter um pastorado de sucesso? Acredito que manter-se incondicionavelmente fiel ao chamado é a única segurança de cumprir os propósitos divinos.

Por que manter a fidelidade ao chamado? Apenas com essa atitude um pastor irá salvaguardar-se dos dissabores; suas considerações sobre as dificuldades serão realistas, ainda que imiscuídas em esperança: “Alguns estão sempre a ver antecipadamente o mal, ou a aumentar as dificuldades que realmente existem, de modo que seus olhos ficam cegos às muitas bênçãos que lhes reclamam gratidão.” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 293). Nunca se esqueça: nenhuma dificuldade trazida pelo ministério é maior do que as bênçãos com as quais o Senhor nos presenteia através dele.

Mas continua tentador abrir mão da convocação feita pelo Mestre! Enfrentamos oposições, críticas e suspeitas, por parte de uma geração que vê com desconfiança toda liderança religiosa instituída. Afinal, a resistência à Verdade faz com que alguns não hesitem em “prevaricar, e mesmo fazer circular as mais evidentes falsidades a fim de destruir a influência e obstruir o caminho daqueles que Deus enviou com uma mensagem de advertência ao mundo. […]” (Ellen G. White, Vida de Paulo, p. 60). Tais obstáculos, muitas vezes, encobrem a visão do que se oferece ao fiel pastor.

Entretanto, os revezes não impedirão o triunfo final da Verdade. Participamos desta vitória, quando encaramos seriamente o chamado. Longe de ser um “presente de grego”, o ministério é uma dádiva, porque resulta em salvação, para nós e para outros!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

OBAMA E O NOBEL

Barack Obama: qual será o legado de seu governo?

A dança na rua, os fogos-de-artifício e o clima de euforia: assim começou a Era Obama, saudada pelos quatro lados do globo como uma vitória da Democracia. Quem poderia imaginar que um homem negro, de origem humilde e descendência muçulmana assumiria a presidência dos Estados Unidos após o fatídico 11 de Setembro? Em contrapartida, analistas tinham dúvidas quanto a capacidade de o jovem estadista conseguir realizar as promessas de campanha. We can, dizia o slogan da campanha de Barack Obama; mas, questionavam muitos, realmente does he can?

A despeito de problemas iniciais com a nomeação de sua equipe, e das recentes críticas à sua reforma do sistema de saúde, Obama tem provado não ser um meteoro; ele está mais para uma estrela sólida, vinda para deixar sua marca. Como prova disso, temos a divulgação feita hoje de que o presidente americano foi laureado com o Nobel da Paz.

Para o comitê que definiu o ganhador do Nobel, Barack Obama se notabilizou pelos esforços em prol do desarmamento nuclear e por iniciativas em prol da paz no Oriente Médio. Levou-se em conta que abandonou-se a maioria das medidas anti-terrorismo, criadas no governo Bush - embora o Iraque ainda aguarde pela desocupação das tropas americanas de seu território. Os Estados Unidos voltaram a ter esperança em um futuro melhor, e, em consequência, voltaram a ser um referencial positivo para o restante da comunidade internacional.

Será que os nove meses de governo mereceram o Nobel? Foi justa a premiação de Obama? Talvez prematura, mas não de todo injustificada. Por seu carisma, gestão empreendedora e habilidade em negociação, o mundo vê o presidente norteamericano como a perfeita união da retórica empolgante com eficiência. Por tais características, ele já é um dos mais influentes líderes desta geração.

Tomando uma macrovisão bíblico-profética como ponto de partida, pergunto-me sobre qual será, a longo prazo, o legado do governo de Barack Obama, em um mundo onde tanto se fala de conciliação e ações conjuntas em nível global. Vale refletirmos no verso bíblico: "pois quando estiverem dizendo: Paz e segurança! então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão." (1 Ts. 5:3).

O DEUS QUE ME AMA



Pudesse eu te abraçar, ó meu Jesus, pudesse
As lágrimas tornar em pérolas imensas,
Não pagaria com nada as belas sentenças
Que confortaram minha alma na hora da prece.

Se entre os caninos do pecado a fé decresce,
Basta solicitar para que a fera venças,
Dilatando-lhe a boca enquanto fujo à expensas
De Tua diligência, alheio a todo estresse;

E do pântano ao lar, um salto pela graça!
Povoa o tilintar das taças o caminho,
Junto às flautas da orquestra e à seda que se esvoaça.

Fizeste a festa em minha homenagem! Tu, que és
O mais digno, o mais puro e santo, alças o vinho,
Saldando a quem regressa com lama nos pés.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

TUDO PARA CRISTO


“Cristo diz: ‘Quero tudo o que é seu. Não quero uma parte de seu tempo uma parte do seu dinheiro e uma parte do seu trabalho: quero você. Não vim para atormentar o seu ser natural, vim para matá-lo. As meias medidas não me bastam. Não quero cortar um ramo aqui e outro ali; quero abater a árvore inteira. Não quero raspar, revestir ou obturar o dente; quero arrancá-lo. Entregue-me todo o ser natural, não só os desejos que lhe parecem maus, mas também os que se afiguram inocentes – o aparato inteiro. Em lugar dele, dar-lhe-ei um ser novo. Na verdade, dar-lhe-ei a mim mesmo: o que é meu se tornará seu.”[1]

[1] C.S.Lewis, Cristianismo puro e simples (São Paulo, SP: Martins Fontes, 2008), 2 ed., p. 259.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O CASAMENTO

Dedicado à Noribel Reis, minha esposa

O que pode ter de mais simples do que um altar, dois noivos e a bênção? Quem precisa de flashs, recepções, dia da noiva, contratos com floriculturas e decoradores? Nós complicamos as coisas, ao tentar fazê-las especiais; amar já é especial. E esse verbo doce não se conjulga em um dia, mas se declina competentemente em um tipo de dedicação que abraça a vida em sua expressão mais completa. Duas pessoas, que se reservam, se ouvem, se satisfazem, passeiam, pensam juntas e se surpreendem - isso é amor. E ele existe, apesar de desencontro e desentendimentos, a despeito de choros e mancadas. O amor é poderoso quando as pessoas se comprometem a elevá-lo. Mais ainda: a bênção divina sustenta a união e revigora o amor. Até que a morte separe os noivos, sem privá-los das lembranças de uma vida conjunta, em família, em comunhão.

Colaboração: Mariele Arend (fotógrafa criativa).

terça-feira, 6 de outubro de 2009

ESPIRITISMO + SENSUALIDADE + VIOLÊNCIA = HQs de Todd McFarlane

McFarlane: o de sempre, na mesma quantidade
Conheci o trabalho do artista canadense Todd McFarlane quando eu ainda era um garoto apaixonado por HQs. Na época, fez-se muita propaganda de seu trabalho com o Homem Aranha, a ser lançado no país. Quando saíram as primeiras edições, o formato não contribuiu para uma apreciação justa do trabalho do desenhista. Posteriormente, títulos como Homem-Aranha Anual 1, a minissérie Tormento, entre outros, dentre os quais alguns saíram em formato americano, mostraram o rebuscamento de McFarlane.

Tanto ele quanto o sul-coreano Jim Lee (famoso por desenhar X-men) possuem uma peculiaridade: "carregam" as cenas quantos aos detalhes, o que mormente chega a ofuscar o próprio desenho. Não raro, as expressões faciais se mostram envelhecidas no trabalho desses dois grandes artistas da década de 90.

Juntamente com outros desenhistas de comics (sobretudo, oriundos da Marvel), McFarlane e Lee fundaram a Image Comics, que, na prática, funcionava como uma clonagem em massa de heróis clássicos (como Hulk, X-men, Wolverine, Motoqueiro Fantasma, etc). Não apenas a aparência, mas até enredos eram emulados de outros quadrinhos descaradamente. Nesta fase, dono de seu próprio nariz, Todd McFarlane resolveu criar sua própria personagem: Spawn, a cria do inferno, perseguido pela "anja" sensual Ângela.

Depois de algum tempo usufruindo dos lucros de suas criações, agora McFarlane volta à ativa: o site HQ Maniacs informou que, em parceria com o escritor Robert Kirkman e o desenhista Greg Capullo (que o substituiu na arte de Spawn), Todd McFarlane lançará Haunt. Um preview divulgado pela Image mostra que a velha fórmula "Espiritismo, sensualidade e violência" será seguido religiosamente: Haunt, atormentado pela alma de seu irmão, procura desvendar sua morte e, de quebra, se vingar! Bem original, não?

NOVO TEXTO NO OI



O Observatório da Imprensa republicou o texto O Evolucionismo de cada Marcelo, sob o título: O evolucionismo de cada redator. Clique aqui e leia o texto, bem como as reações a ele.

NOVA APARIAÇÃO DE FÁTIMA - NOS CINEMAS


O "milagre do sol" e as aparições de Fátima em 1917 são recriados com efeitos especiais digitais no filme britânico "O 13º Dia", que vai estrear no dia 13 de outubro em Portugal e nos EUA.

A recriação destas sequências foi o maior desafio na produção do filme, contaram à Agência Lusa os diretores Ian e Dominic Higgins.

No dia 13 de outubro de 1917, milhares de pessoas deslocaram-se à Cova da Iria, em Fátima, em Portugal, para assistir à aparição de Maria anunciada pelos três pastorinhos (Lúcia, Jacinta e Francisco) e muitos garantiram ter visto o sol se mexer.

"É uma questão bastante polêmica, porque há discussão sobre o que representa a aparição, o que significa e o que viram as crianças", disse Dominic.

Outro desafio foi criar a imagem da Nossa Senhora, que muitos artistas optaram por não representar ou cobrir a cara com uma luz e que vários amigos aconselharam a não mostrar.

"Nós queríamos mostrar Maria porque Lúcia a descreve e pensamos que isso seria um desafio", acrescentou Ian Higgins.

O filme usa predominantemente imagens em preto e branco, que os diretores usaram porque a história se passa no passado, mas também porque é descrita uma "realidade desagradável". A cor é usada apenas durante as cenas das aparições e do episódio do sol.

"Pensamos que tínhamos de filmar em preto e branco e tratar a cor como um dom quase precioso", justificou o diretor, que dividiu a direção e o roteiro do filme com o irmão Ian.

O resultado final de um trabalho que se prolongou por cinco anos, um filme religioso, mas que poderá apelar a um público não crente.

"Mesmo quem não seja religioso poderá retirar algo, porque a mensagem é universal", garante Ian, que confessou estar ansioso por assistir à reação do público português.

Apesar de ser uma ficção, encomendada por Leo Hughes, um antigo quadro da área dos seguros e fervoroso católico, teve sempre como objetivo divulgar a aparição de Fátima.

Contudo, em vez da pretendida curta-metragem de 10 minutos, os diretores propuseram-lhe um longa-metragem de ficção.

"Muitos anos depois, estou satisfeito por ter continuado a apoiar, o resultado é fantástico e estou ansioso que pessoas de todo o mundo tenham conhecimento de Fátima e deste milagre", afirmou à Lusa.

O elenco é britânico, mas os três pastorinhos são crianças portuguesas, recrutadas em escolas na zona de Lemington Spa.

"Fizemos castings em Portugal e na Inglaterra e procurávamos crianças com aspecto latino, mas não tinham de ser necessariamente portuguesas", contou Howes.

Ana Sofia, de 13 anos, que fez o papel de Jacinta, confessou à Lusa ter gostado da experiência, embora durante as filmagens tivesse tido dificuldade em conter o riso.

Do filme, disse que "ficou legal" e elegeu uma cena preferida.

"Gostei mais da parte quando morri, isso foi engraçado", admitiu.



Infelizmente, uma superstição popular ganha status de "mensagem universal". Biblicamente, Maria não ocupa nenhuma função de intercessora ou padroeira; O único canal de salvação - nosso acesso direto a Deus - é o Senhor Jesus (At. 4:12, Hb. 4:14-16).

SANTO SUDÁRIO: UMA FARSA?


Mais lenha na fogueira - novidades no longo caso de pesquisa sobre o Santo Sudário: para o cientista Luigi Garlaschelli, professor de química orgânica da Universidade de Pavia, a relíquia é falsa. O estudioso reproduziu uma figura similar e exibirá a comparação entre o suposto sudário e sua réplica, em uma conferência no norte da Itália, durante o próximo final de semana. As informações foram divulgadas pelo site Folha On line.

Relíquias e vestígios de objetos supostamente ligados a Jesus ou a apóstolos eram fartamente expostos durante a Idade Média. Sabidamente, boa parte do material era falsa. Não vejo porque o sudário pudesse ser considerado de forma diferente. Há, em verdade, um forte interesse da Igreja Católica nesse assunto, uma vez que Roma sempre alimentou sua fé com superstições de toda ordem. Vamos aguardar pelo parecer dos especialistas.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A ESCOLHA


Livres para saber decidir, não como entidades de feitio maquinal, obedecendo sabe a quê programação, fosse da natureza ou de alguma criatura sombria - não!, somos livres por completo. Temos a liberdade de ferir ou curar, de matar ou abraçar, de ignorar ou cortejar, de prender ou aliviar, de limpar ou encardir.

Deus nos deu pés soltos, os quais obedecem nossas decisões. Somos livres para escolher, mas não livres das consequências das escolhas realizadas. Por isso, cada escolha deve ser pensada e repensada, com prudência e buscando-se muita sabedoria do Alto. Essa atitude, em si, já é a melhor das escolhas que nos esperam a cada dia.

domingo, 4 de outubro de 2009

DETERMINISMO GENÉTICO E CAPITALISMO

Gregory Clark: saída pela tangente

A tese é polêmica: Gregory Clark, professor da Universidade da Califórnia, advoga que o sucesso econômico das nações depende de herança genética de grupos e indivívuos. Entrevistado pela revista Veja [1], Clark não teve pudor de admitir que a "convivência com um sistema de mercado por um longo período moldou a cultura e a genética dos indivíduos." Quando confrontado com a consequência de que suas ideias favoreceria o racismo, o professor universitário saiu pela tangente: "Outros pesquisadores vão ter de pensar nas implicações sociais [um tanto óbvias que dispensam estudos mais complexos!] das minhas conclusões." Clark ainda acrescentou que o "fato de uma pessoa pertencer a um grupo populacional que fracassou não significa que ela vai pelo mesmo caminho"[2], num tipo de escapada que o pensador cristão Francis Schaeffer definiu em seus escritos como "salto" (fuga das implicações lógicas de sua filosofia, o que é próprio do pós-modernismo).

Há anos, pensadores influenciados pelo evolucionismo advogam teses deterministas. Desde os genes egoístas de Dawkins (no famosos livro de 1977), aos mais recentes estudos neurológicos, a tendência é enfraquecer o poder da vontade humana, em detrimento das "leis da natureza", as quais se responsabilizariam pelo nosso comportamento e decisões. Partindo de uma perspectiva naturalista, o homem fica reduzido, perdendo a sua humanidade, acabando por se ver na condição de máquina. Não é preciso lembrar-se de que conceitos como o da eugenia surgiram desta mesma base. Simultaneamente, não custa lembrar mais uma vez que, se todo o comportamento é resultado de um determinismo biológico, por que punir coisas como estupro, assassinato, agressão e adultério? Ninguém que as cometesse seria responsável - a Genética paga a conta!

[1] Diogo Schelp, Um gene capitalista? Veja, edição 2133, ano 42, n° 40, 7 de Outubro de 2009, pp. 94-97.
[2] Schelp, idem, pp. 94-95.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

NÃO, ELE VIVE PARA SEMPRE!


Sam Harris: por que ele não começa a desafiar sua própria crença com o devido rigor?



Cada vez mais autores procuram desacreditar o Cristianismo. Obviamente, não se trata de um fenômeno da pós-modernidade; entretanto, parece haver um esforço consciente para varrer a religião de Jesus, de uma vez por todas, o que ganha força com a maciça promoção da mídia. Quem está à frente de uma nova investida nesse sentido é o filósofo Sam Harris, autor de alguns trabalhos anti-cristãos. Propomos efetuar uma leitura crítica das opiniões desse autor, conforme divulgadas na edição de Outubro da revista Galileu. [1] Ao mesmo tempo, apresentamos alguns argumentos, visando validar a racionalidade do Teísmo Cristão.
Sem fugir à regra de reportagens desta estirpe, DM levanta um questionamento sugestivo, a respeito da sobrevivência da religião, sem oferecer contraponto algum para que o leitor analise as coisas por si mesmo. Não deixa de ser curioso que Sam Harris ganhe destaque, enquanto por aqui ninguém ouve falar de Alvin Platinga ou William Lane Craig, para ficarmos com dois exemplos. Ambos são influentes filósofos, bastante respeitados nos círculos acadêmicos. Também são cristãos militantes, que escrevem artigos e participam de debates sobre temas ligados à Religião. Por que eles sequer são citados? Talvez a pergunta, posta de modo impertinente, fosse: reproduzir, com isenção, os argumentos pró-Cristianismo ajudaria a vender revista na mesma proporção que divulgar ideias contrárias a essa religião? É muito fácil marcar gols na ausência do time adversário.
Vale lembrar que Harris é estupendamente credenciado pela revista ("[...] o ensaísta norteamericano Sam Harris, estudou filosofia em Standford e concluiu doutorado em neurociência sobre como o cérebro lida com a crença. Isso deu a ele base necessária..."); ora, se o número de PhDs é credenciamento, valeria exaltar William Dembski, preponente do Desing Inteligente: Dembski possui títulos em Matemática, Filosofia e Teologia!
Observada a parcialidade do articulista, vamos nos ater à análise de algumas críticas reproduzidas na matéria. A própria reportagem parece "cantar vitória" previamente no trecho a seguir: "[...] essas obras têm em comum a oferta de bem-nutridos argumentos para demolir de vez o mais resistente dos mitos: Deus." Para tornar mais acessível nossa crítica, passamos a elencar os argumentos contra Deus, pela ordem que aparecem.

1. A impossibilidade dos milagres: Em seu livro A Morte da Fé - Religião, Terror e o Futuro da Razão (a ser lançado), Harris dirige seus ataques contra os milagres. Ele desafia os cristãos a orarem por um amputado, para que ele seja restaurado [2]. Ele parte do pressuposto de que, em mundo natural (leia-se naturalista) tais eventos são impossíveis. Primeiro, temos que definir milagre: para os cristãos, tratam-se de eventos sobrenaturais, os quais desafiam a ordem física corrente no mundo como o conhecemos. Ficam excluídas as explicações fantasiosas para eventos ordinários ou fenômenos naturais, como, e.g., soem explicar o panteísmo e o misticismo oriental. Segundo, temos que notar que os milagres costumam ser eventos únicos, sob circunstâncias especiais, não-induzidas. Em terceiro lugar: embora os milagres fossem forma eficaz de validar o ministério de Jesus e dos apóstolos, não constituem a prova final, mas apenas um meio de conduzir à mensagem do Evangelho - mesmo Jesus Se recusou a realizar milagres para provar Sua messianidade (Lc. 23:8). A melhor forma de avaliar os milagres é averiguar a historicidade de seus registros [3].
2. A obsolescência da Bíblia: Para Harris, tanto a Bíblia como o Alcorão representam "[...] 'o trabalho de homens e mulheres que viviam no deserto, achavam que a terra era plana, e para os quais um carrinho de mão teria sido um espantoso exemplo de tecnologia." [4] Essa argumentação falha em dois aspectos: primeiro, por nivelar todas as manifestações religiosas de um ponto de vista puramente naturalista. Se tornamos o Naturalismo filosófico o juiz das demais cosmovisões, já estamos admitindo sua superioridade. Mas quem julga o naturalismo? estaria ele acima das análise crítica que impõe a outras visões de mundo? Deveríamos analisar cada proposta pela sua coerência e sua correspondência com o mundo ao redor. A segunda falha ocorre por desconsiderar que a Bíblia foi capaz de transmitir conceitos reais sobre o mundo físico, a despeito de não fazer uso de linguagem rigorosamente científica. Um exemplo: as Escrituras já afirmavam, em uma época tão remota quanto 700 a.C., que a Terra era redonda (Is. 40:22). O termo "redonda" (do heb.: חוג , chuwg, círculo, compasso) se refere à palavra que é melhor traduzida por Terra (o termo hebraico ארץ, 'erets, tem, como primeira acepção, o sentido de toda a Terra, em oposição a uma parte dela, ou em contraste com o céu.) [5]. Costumo exemplificar da seguinte forma: imagine que um aluno se esqueceu de trazer um trabalho. Eu lhe dou a oportunidade de ligar para casa e pedir à mãe que envie a atividade por e-mail. Quando ele faz a ligação, quem atende é a empregada, que não entende nada sobre computadores. Para garantir que o trabalho seja enviado, ele simplifica a mensagem, evitando termos específicos, a fim de que sua mãe receba o recado correto. Deus fez mais ou menos assim: enviou o recado certo numa linguagem simplificada, através de um povo cuja mentalidade era outra. Mas o recado é verdadeiro, em qualquer linguagem.
3. A religião como fomentadora de intolerância e guerras: Sam Harris derrapa profundamente, quando enxerga na religião um viés de intolerância nata. Para ele, a fé, para estar certa, exclui crenças diferentes, o que constitui o matiz da intolerância. É o caso de perguntarmos ao escritor se sua atitude de descarte das propostas religiosas não fica em mesmo nível, agindo com certeza absoluta, ao mesmo tempo que busca destruir outras crenças! [6] Tolerância não pressupõe admitir que opiniões antagônicas estejam igualmente certas, porque isso não é lógico. Por outro lado, quando pensamos nos abusos cometidos em nome do Cristianismo, não podemos olvidar que, historicamente, ateus também se mostraram intolerantes e totalitários. Em contrapartida, os benefícios morais da religião, como fraternidade, ajuda ao próximo, incentivo à vida moralidade, etc., não podem ser negados.
4. A religião como uma certeza não verificável: "[...] Segundo ele [Harris], diante de alguma pequena evidência, eles [os fiéis] se mostram tão atentos a ela [qualquer prova a favor de sua crença] quanto os condenados. Isso demonstra que a fé não é nada mais que a disposição para aguardar provas." Faltaria, assim, que "os religiosos desafiassem a própria crença com o devido rigor." Pronto! Chegamos a um denominador comum. Pena que Sam Harris e seus partidários se mostrem tão eficientes em agir dessa maneira em relação às crenças alheias. Por que eles não começam questionando sua própria base filosófica? Vamos ajudá-los nesse mister: onde está o ancestral comum? Que evidência factual temos do surgimento da vida através da não-vida? Gostaria que os naturalistas procurassem responder a essas e outras lacunas, se puderem. Penso que o Cristianismo fornece melhores respostas. As evidências estão aí, confira quem quiser. Além disso, a argumentação dos neoateus é muito fraca - gente melhor já tentou "matar" Deus e não conseguiu.

Leia também:
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[1] Cássio Starling, “Deus está morto?”, in Galileu, n° 2191, Outubro de 2009, 72-79. Daqui para frente, referidso como DM
[2] DM, 74.
[3] Veja, por exemplo, evidências para o Êxodo em Douglas Reis,O esquecimento de Hatshepsut: evidências de uma conversão? http://questaodeconfianca.blogspot.com/2009/03/o-esquecimento-de-hatshepsut-evidencias.html. "A datação próxima do evento é uma confirmação de sua veracidade – inclusive no que diz respeito aos milagres. Jesus não poderia ser quem afirma ser (João 14:6) caso não pudesse realizar o que os evangelhos Lhe atribuem. Em última estância, aceitar ou não seus milagres é uma questão de perspectiva com a qual se inicia o estudo." Douglas Reis, Novas pérolas de Crossan na Superinteressante, disponível em http://questaodeconfianca.blogspot.com/2008/02/novas-prolas-de-crossan-na.html.
[4] DM, 75.
[5] Consultei um léxico, disponível em http://www.searchgodsword.org/isb/view.cgi?number=02329, http://www.searchgodsword.org/isb/view.cgi?number=0776.
[6] DM, 76.


quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O PROBLEMA MAIS FREQUENTE


Barack Obama e a tentação: é preciso vigiar para vencer

"O problema espiritual mais frequente enfrentado pela média dos homens cristãos diz respeito aos pensamentos. O impulso sexual masculino é tão forte, que muitas vezes o sexo parece ser o pensamento predominante em sua mente. […] Embora a natureza agressiva dos homens os leve a empenhar-se em atividades as mais diversas, muitas delas emocionais – conhecemos esquiadores, motociclistas, pilotos de jato, paraquedistas e jogadores de futebol profissionais – todos concordam em que o sexo é a mais emocionante."

Tim e Beverly LaHaye, O Ato Conjugal, 8ª ed. (Belo Horizonte: Betânia:), 1984, p. 36, 34.