domingo, 26 de setembro de 2010

O MAIOR SERVIÇO PRESTADO PELA FÉ CRISTÃ



No último debate dos presidenciáveis, que ainda estava ocorrendo no momento em que esta matéria foi escrita, o candidato José Serra, do PSDB, abordou o tema das drogas. A questão foi dirigida à presidenciável Marina da Silva, do partido Verde. Na sua réplica, Serra pontuou o papel da religião na recuperação de adictos: “Precisamos dos movimentos religiosos para este trabalho”, observou o ex-governador de São Paulo.

Na sociedade pós-moderna, a religião é mera prestadora de serviço. Num mundo avesso às instituições e, ao mesmo tempo, incentivador da espiritualidade guiada pelo raciocínio bricolagem, para que ir à igreja? Parece que a igreja, dispensável pelas razões apresentadas, se tornou mero abrigo de pessoas com necessidades especiais.

A observação do candidato tucano tipifica a forma como a religião é lembrada. Ela evoca uma razão para a resistência da igreja em tempos que lhe são hostis. É sua justificativa pragmática.

Entretanto, se a religião serve apenas para evitar, combater e recuperar adictos, ou para evitar a gravidez na adolescência, ela deixa de ser o que, em essência, nasceu para ser: um sistema completo, que pretende resolver as grandes questões existênciais.

Note que faço questão de frizar o “apenas”: não estou alegando que a religião não possa fazer essas coisas ou mesmo resolver tantos outros problemas sociais; vale lembrar, contudo, que a religião não tem como primeiro preocupação ser mais uma prestadora de serviço.

A cosmovisão cristã é um sistema completo em todas as áreas, que se pretende a única verdadeira proposta existencial. Ela pode recuperar um menor de idade da vida criminiosa, como também inspirar um jovem universitário a questionar o pensamento materialista do evolucionismo. Esse é o maior serviço da fé cristã: ser completa.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

FALANDO COM AS PAREDES (ESQUECEMOS DE QUE O MUNDO MUDOU)



Visitei um amigo, pastor jubilado, durante uma semana de oração que dirigi no litoral de Santa Catarina. Cordialmente, meu amigo deu-me um livro (não conheço melhor presente). Logo nas primeiras páginas do volume, algo despertou-me a atenção. Debatendo a busca pela verdade no contexto da variedade de religiões existentes, o autor oferece uma sugestão: “Ao invés de estudar cada religião singular sobre a Terra para descobrir qual a única que ensina a verdade, vá apenas à Bíblia e descubra lá os marcos que ela provê a fim de identificarmos a verdadeira igreja de Deus.” [1]
O arrazoado soa natural para quem compartilhe da mentalidade protestante. Entrementes, uma avaliação cuidadosa acusaria a parcialidade da proposta. Afinal, por que começar pela Bíblia e não pelo Corão? Estaria a verdade disponível em algum destes exemplares de literatura religiosa? Por que não começar a busca por algum tipo de experiência religiosa concreta? Ou por uma visita aos templos das grandes tradições, cada vez mais presentes nas grandes metrópoles?
Não nos parece óbvio que um autor cristão endosse a Bíblia, enquanto um hare-Krishna nos pediria para visitar o templo mais próximo? A parcialidade dos adeptos de cada fé conspira contra a objetividade de seus conselhos ao mesmo tempo em que municia com argumentos os advogados do relativismo. Como sair dessa encruzilhada?
Primeiramente, voltemos à proposta do livro mencionado. Se há um Deus Pessoal, e penso que haja boas razões para crer em Sua existência, não seria irrazoável supor que Ele se comunicasse. Não vejo como nós, cristãos, poderíamos compartilhar as verdades nas quais cremos sem recorrer à revelação divina; aliás, crer em uma revelação sobrenatural não vai contra a razão, uma vez que nada melhor do que a revelação para auxiliar a razão em seus “pontos-cegos”.
Porém, a dificuldade com a proposta está na falta de contextualização de sua abordagem. Ela simplesmente ignora o ambiente cultural do século XXI. Todos os questionamentos que levantei contra ela podem ser racionalmente respondidos. Todavia, encontro poucos cristãos que percebem a necessidade de saber respondê-los; isso pela simples razão de que eles também carecem, em sua maioria, de sensibilidade para com o tempo atual.
Recentemente, resolvi questionar outros cristãos, para saber até que ponto eles poderiam levar adiante uma conversa com um não-cristão a respeito do exclusivismo cristão. O termo em si parece pesado: afinal, um exclusivista é alguém visto como arrogante o suficiente para preterir as ideias de outrem em benefício das suas. Somente esta consideração basta para melindrar alguns.
Outra dificuldade: por décadas, os cristãos conviveram com vizinhos e amigos que compartilhavam de seus pressupostos básicos. Com a mudança de mentalidade que ocorre há algumas décadas, a influência cristã vem sido extirpada do cotidiano. Assim, muitos cristãos sentem-se desconcertados ao verem que não lhes adianta apelar para textos bíblicos ou à noção do julgamento final, considerando que ninguém mais se importa com essas coisas. Parece que, nestes casos, resta reclamar da “dureza dos corações” ou “orar por aqueles que não aceitam a Bíblia”.

Claro que há muitos corações duros. É evidente que a oração é eficaz. Mas se soubéssemos argumentar com aqueles que possuem crenças diferentes das nossas, Deus nos usaria para quebrar as barreiras – e o Espírito Santo poderia ter acesso à mente das pessoas que agora estão alienadas dEle. [2] Ainda escrevemos e falamos, pregamos e evangelizamos como se nada tivesse ocorrido desde o início do século XX. Nosso atraso em relação às tendências atrapalha a eficácia de um testemunho necessário. Temos de aprender a lidar com as objeções sem atalhos. Ou isso, ou a obsolescência.


[1] Ken McFarland, The Called… The chosen: God has always had a people (printed by Review and Herald Graphics), xi.

[2] William Lane Craig, Fé, razão e a necessidade da apologética, in Ensaios Apologéticos: um estudo para uma cosmovisão cristã (São Paulo, SP: Hagnos, 2006), 22-25.


segunda-feira, 6 de setembro de 2010

COMO CIENTISTA, EU ESTOU CERTO DE QUE STEPHEN HAWKINS ESTÁ ERRADO. VOCÊ NÃO PODE EXPLICAR O UNIVERSO SEM DEUS



Por John Lennox (*)


Não restam dúvidas de que Stephen Hawking é intelectualmente destemido como um herói da Física. E em seu último livro, o notável físico propõe uma audaciosa mudança na crença religiosa tradicional na criação divina do universo.
Conforme Hawking, as leis da física, não a vontade de Deus, proveem a explicação real de como a vida na Terra veio a existir. O Big Bang, ele argumenta, foi a inevitável consequência daquelas leis ‘porque há uma lei como a gravidade, o universo pode e quis criar a si mesmo do nada.’
Desafortunadamente, enquanto o argumento de Hawking está sendo saudado como controverso e revolucionário, ele dificilmente seria novo.
Por anos, outros cientistas tem feito afirmações semelhantes, sustentando que o assombroso, a criatividade sofisticada do mundo ao nosso redor, pode ser interpretado somente com referência às leis físicas, assim como a gravidade.
Isto é uma abordagem simplista, ainda que em nosso época secularizada seja a única que aparenta ter ressonância com um ceticismo público.
Mas, como cientista e cristão simultaneamente, eu gostaria de dizer que a afirmação de Hawking é equivocada. Ele nos pede para escolher entre Deus e as leis físicas, como se eles estivessem necessariamente em conflito mútuo.
Porém, contrariamente ao que Hawking declara, leis físicas nunca podem prover uma completa explanação do universo. As próprias leis não criaram nada; elas meramente são uma descrição do que acontece sob certas condições.
O que parece que Hawking fez foi confundir leis com a agente. Seu chamado a nós para escolhermos entre Deus e as leis é quase como alguém nos exigir para optar entre o engenheiro aeronáutico Sir Frank Whittle e as leis da física para explicar o mecanismo do avião.
Esta é a confusão de categoria. As leis da física podem explicar como o mecanismo do avião funciona, mas alguém tem de construir, pôr em funcionamento e dar a partida. O avião não poderia ser criado sem as leis da física por si mesmas – todavia, para o desenvolvimento e criação, precisa-se do gênio de Whittle como seu agente.
De modo similar, as leis da física nunca poderiam ter constuído atualmente o universo. Algum agente deve ter se envolvido.
Para usar uma simples analogia: as leis de Isaac Newton de movimento em si mesmas nunca fizeram uma bola de sinuca atravessar o carpete verde, o que somente pode ser feito por pessoas usando o taco de sinuca e as ações de suas mãos.
O argumento de Hawking me parece até muito mais ilógico quando ele diz que a existência da gravidade torna a criação do universo foi inevitável. Mas como poderia a gravidade existir em primeiro lugar? Quem a pôs ali? E qual foi a força criativa por trás de seu início?
De forma análoga, quando Hawking argumenta, em apoio à sua teoria de geração espontânea, que isto era somente necessário para ‘o azul tocar o papel’ para ser iluminado para ‘deixar o universo vir’, a questão deve ser: de onde vem este azul que toca o papel? E quem o fez, se não Deus?
Muito da racionalidade que se segue ao argumento de Hawking engana-se com a ideia de que há um conflito aprofundado entre Ciência e Religião. Mas reconheço que não há um desacordo entre eles.
Para mim, como um religioso cristão, a beleza das leis científicas somente reforça minha fé em uma inteligência, força divina e criativa em operação. No mais, eu entendo Ciência, no mais, eu creio em Deus por causa da maravilha na abrangência, sofisticação e integridade de sua criação.
A verdadeira razão para a Ciência florescer tão vigorosamente no XVI e XVII séculos foi precisamente devido à crença de que as leis da natureza, as quais foram então descobertas e definidas, reflete a influência de uma divina legislação.
Um dos temas fundamentais do Cristianismo é que o universo foi feito de acordo com um Planejador racional e inteligente. A fé cristã atualmente proporciona perfeito senso científico.
Alguns anos atrás, o cientista Joseph Needham fez um estudo épico do desenvolvimento tecnológico na China. Ele queria descobrir por que a China, por todos os seus precoces dons de inovação, tinha falhado por estar tão atrás da Europa em seu desenvolvimento da Ciência.
Ele relutantemente chegou à conclusão de que a Ciência europeia tinha sido estimulada pela disseminada crença na racional força criativa, conhecida como Deus, a qual fez todas as leis científicas compreensíveis.
Não obstante, Hawking, como muitos outros críticos da Religião, quer que creiamos que não somos nada, mas uma aleatória coleção de moléculas, o produto final de um processo não-intencional.
Se verdadeiro, isto poderia indeterminar quanta racionalidade nós precisamos para estudar a Ciência. Se o cérebro fosse realmente o resultado de um processo não-dirigido, então não há razão para crer em sua capacidade para nos dizer a verdade.
Nós vivemos em uma época de informação. Quando nós vemos algumas letras do alfabeto escrevendo nosso nome na areia, imediatamente nos sentimos responsáveis em reconhecer o trabalho de um agente inteligente. Como muito mais, provavelmente, então, estaria um criador inteligente por trás do DNA humano, o colossal banco de dados biológico que contém não mais que 3,5 bilhões de ‘letras’?
É fascinante que Hawking, em ataque à religião, sente-se compelido a colocar tanta ênfase na teoria do Big Bang. Porque, por mais que os não-crentes não gostem disto, o Big Bang combina exatamente com a narrativa da criação cristã.
Isto porque, antes do Big Bang se tornar usual, vários cientistas foram forçados a admitir isto, apesar disto parecer se alinhar à história da Bíblia. Alguns aderiram à visão aristotélica do ‘universo eterno’ sem início ou fim; mas esta teoria, e recentes variantes dela, estão agora profundamente desacreditadas.
Mas apoio à existência de Deus está muito além da realidade da ciência. Dentro da fé cristã, há também a poderosa evidência de que Deus Se revelou à Humanidade através de Jesus, há dois milênios. Isto é tão documentado não apenas nas Escrituras e em outros testemunhos, mas igualmente na fortuna das descobertas arqueológicas.
Sendo assim, as experiências religiosas de milhões de crentes não podem claramente estar enganadas. Eu mesmo e minha própria família podemos testemunhar sobre a influência que a fé tem em nossas vidas, algo que desafia a ideia de que não somos nada mais do que uma coleção aleatória de moléculas.
É tão forte quanto óbvia a realidade de que nós somos seres morais, capazes de entender a diferença entre certo e errado. Não há rota científica para tais conceituações éticas.
A física não pode inspirar nosso discernimento dos outros, ou do espírito de altruísmo que existe na sociedade humana desde a aurora do tempo.
A existência de um conjunto comum de valores morais aponta para a existência de uma força transcendente além das meras leis físicas. Assim, a mensagem do Ateísmo tem sempre sido curiosamente a única depressiva, retratando-nos como criaturas egoístas inclinadas a nada mais do que sobrevivência e autogratificação.
Hawking também pensa que a existência potencial de outras formas de vida no universo mina a tradicional convicção religiosa que nós somos o único motivo para Deus criar o planeta. Mas não há prova de que outras formas de vida existam fora, e Hawking certamente não presenciou nenhuma.
Sempre me diverte que o Ateísmo geralmente argumente pela existência de inteligência extraterrestre além da Terra. Assim, eles também estão somente ansiosos para denunciar a possibilidade, a qual nós já aceitamos, de um vasto e inteligente Ser externo ao mundo: Deus.

O novo fuzilamento de Hawking não pode abalar os fundamentos da fé que está baseada em evidência.

(*) John Lennox, apologista cristão, é professor de Matemática em Oxford. Ficou conhecido principalmente por debater com Richard Dawkins, em Outubro de 2007, em um evento patrocinado pela entidade cristã Fixed Point Foundation. O artigo original de Lennox foi publicado no Dailymail . A despeito da qualidade de sua argumentação, a única ressalva seria sobre o Big Bang: embora seja uma explicação teleológica, a teoria contraria alguns dos dados bíblicos.


terça-feira, 31 de agosto de 2010

JESUS NÃO FOI UMA PESSOA REAL? ISTO É TOLICE!


Por Clay Jones (*)

Primeiramente, e eu não posso enfatizar este pensamento, a noção de que Jesus não foi uma personagem histórica, mas apenas uma reciclagem de antigos mitos, constitui a falácia post hoc ergo propter hoc (depois disto, então por causa disto). Apenas porque algo segue de forma cronológica outra coisa, isto não implica que necessariamente aquilo que o precedeu é sua causa. Por exemplo, se alguém disser “toda vez que levamos Maria ao parque chove; então não levaremos mais Maria ao parque”, ele estaria cometendo a falácia post hoc. Semelhantemente, mesmo que houver cenas paralelas que antecedam a vida de Jesus (as quais não existem), isto não significa necessariamente que aqueles outros mitos foram a causa da crença a respeito de Jesus. Ao contrário, a evidência para a vida de Jesus deve ser examinada em seus próprios méritos.

Segundo, esta ideia está historicamente errada desde o começo. Tryggve N. D. Mettinger em The Riddle of the Resurrection: “Dying and Rising Gods” in the Ancient Near East [O enigma da Ressurreição: “Morte e ressurreição dos deuses” no Antigo Oriente Próximo] escreveu: “Não há, pelo menos que eu saiba , nenhuma evidencia prima facie [à primeira vista] de que a morte e a ressurreição de Jesus seja uma construção mitológica, calcada nos mitos e ritos de morte e ressurreição de deuses ao redor do mundo.” [1]

Eu então menciono especificamente dois deuses que ela [a repórter que consultou Clay Jones] tinha apresentado em um artigo prévio – Krishna e Mithras. Sobre a suposta ressurreição de Krishna, o apologista Mike Licona escreveu o seguinte:

O que Ms. Murdock’s [AKA, Acharya S], afirma sobre Krishna é tão similar a Jesus que o Cristianismo deveria ter copiado do Hinduísmo? Dr. Edwin Bryant, Professor de Hinduismo na Rutgers University é um estudioso em Hinduismo.

Por ocasião da escrita deste paper, ele tinha justamente traduzido o Bagavata-Purana (vida de Krishna) para Penguin World Classics e está atualmente escrevendo um livro que será intitulado A busca pelo Krishna histórico.

Quando eu o informei que Ms. Murdock escreveu um artigo afirmando que Krishna fora crucificado, ele respondeu “que isto é um absoluto e completo non-sense. Não há absolutamente nenhuma menção em qualquer parte que aluda à cruxifixão.” Ele também acrescentou que Krishna foi morto por uma flecha de um caçador, que acidentalmente o acertou no calcanhar. Ele morreu e ascendeu. Isto não é uma ressurreição. Os sábios que foram lá até ele não puderam realmente vê-lo. [2]

Observando Mithras morrendo e sendo levantado, Günter Wagner escreveu: “Mithras não pertence aos deuses mortos e ressurretos, e nenhuma morte e ressurreição ritual têm sido associadas com seu culto em algum tempo. Além disso, levando em conta seu desenvolvimento tardio, não há dúvidas de que o culto a Mithras não influenciou o Cristianismo primitivo.” [3]

Terceiro, há expressivo testemunho extra-bíblico da vida de Jesus. Por exemplo, os romanos suspeitaram que o Imperador Nero teria causado o incêndio que destruiu Roma em 64 d.C. No ano 109 Tacitus escreveu sobre isto:


Consequentemente, para se livrar do falatório, Nero imaginou os culpados e infligiu as mais intensas torturas em uma classe odiada por suas abominações, chamados cristãos pela plebe. Christus, de cujo nome se originaram, sofreu a extrema penalidade durante o reinado de Tiberius sob as mãos de um de nossos procuradores, Pôncio Pilatos. Esta superstição assaz maligna, ainda que suprimida momentaneamente, de novo insurgiu, não somente na Judeia, local de origem do mal, mas em toda Roma, onde todas as coisas repugnantes e vergonhosas de cada parte do mundo encontram seu centro e se tornam populares. Consequentemente, uma sentença foi primeiro ordenada a todos que se revelavam culpáveis; então, por meio de denúncia deles, uma imensa multidão foi aprisionada, não tanto pelo crime de incendiar a cidade, como por serem abomináveis à Humanidade. Zombava-se de cada destino dos que se somavam aos mortos. Cobertos com peles de animais, eles eram despedaçados por cães e morriam, ou eram pregados em cruzes, ou eram queimavam em tochas, servindo como luminárias noturnas, quando a luz solar expirava.” [4]

Aqui Tácito substancia que os cristãos tomaram seu nome de uma personagem histórica chamada Christus que “sofreu a extrema penalidade” durante o reinado de Tiberius, sendo sentenciado por Pôncio Pilatos. E o que a referência à “superstição assaz maligna” poderia ser? Que Jesus ressuscitou dos mortos! Era este testemunho dos primeiros cristãos da ressurreição de Jesus que levou-os a terem seus corpos queimados em sacrifício no coliseu romano.

Quarto, a noção de que Jesus nunca existiu é pregada apenas por extremistas insanos. Eu aponto, a la Gary Habermas, que a devastadora maioria dos estiosos céticos do NT, mesmo aqueles que não se consideram cristãos no todo, consideram Jesus como sendo uma pessoa histórica. Qualquer crente contrário a isto é tolo.

Considere 1 Coríntios 15:3-8:

Pois o que primeiramente lhes transmiti foi o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, Segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou no terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Pedro e depois aos doze. Depois disso apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, a maioria dos quais vive, embora alguns já tenham adormecido. Depois apareceu a Tiago e, então, a todos os apóstolos; depois destes apareceu também a mim, como a um que nasceu fora de tempo.

Sobre isso, mesmo o liberal co-fundador do Jesus Seminar, John Dominic Crossan disse que 1 Coríntios foi “escrito em Éfeso no inverno de 53-54 C.E.…” [5] e o estudioso não-cristão do Novo Testamento Gerd Gerd Ludemann escreveu que “nós podemos admitir que todos os elementos na tradição [de 1 Co. 15:3-8] são datados como sendo dos primeiros dois anos após a crucifixão de Jesus.” [6]

Aqui estão mais algumas citações de estudiosos céticos:

John Dominic Crossan: “Que ele foi crucificado é claro como qualquer outro fato histórico poderia ser.” [7]

Crossan: “Eu tomo isto absolutamente para garantir que Jesus foi crucificado sob Pôncio Pilatos. Seguramente sobre o fato da Crucificação derivar não somente de inverossimilhança que os cristãos poderiam ter inventado, mas também de dois primitivos e independentes testemunhos não-cristãos disto, um judeu de 93-94 C.E. e um romano de 110 ou 120 C.E.” [8]

Gerd Ludemann: “É certo que Jesus foi crucificado em torno do ano 30.” [9]

Ludemann: “O fato de Jesus morrer como consequência da crucificação é indisputável.” [10].

Eu enfatizo que estas pessoas seriam os primeiros estudiosos do rank a poderem descrer de que Jesus ressuscitou dos mortos, mas eles certamente não têm dúvidas de que Jesus viveu de novo!

Ela então me perguntou sobre a ressurreição de Cristo (a qual parecia um pouco fora do assunto) e eu apontei que os primeiros cristãos imediatamente começaram a pregar que Jesus foi ressuscitado logo após Sua crucifixão. Assim, o ateu Michael Martin, em The Case Against Christianity [O caso contra o Cristianismo], escreveu que “é correto que a ressurreição foi proclamada pelos primeiros cristãos.” [11] Além disso, considere as palavras de Gerd Ludemann:

Pode ser tomado como historicamente certo que Pedro e os discípulos tiveram experiências depois da morte de Jesus, nas quais Jesus aparece a eles como o Cristo ressurreto… A única coisa que nós certamente podemos afirmar como sendo histórica é que houve aparições da ressurreição na Galileia (e em Jerusalém) logo após a morte de Jesus. [12]

Desta forma, Bart Ehrman, não-cristão e estudioso do Novo Testamento, escreveu:


Historiadores, evidentemente, não têm dificuldades quaisquer para falar sobre a crença na ressurreição de Jesus, desde que isto seja significativo para um registro público. Por ser um fato histórico que alguns dos seguidores de Jesus vieram a crer que ele tenha ressuscitado da morte logo após sua execução. [13]

Lucas 1:1-4: “Visto que muitos têm empreendido fazer uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram, segundo no-los transmitiram os que desde o princípio foram testemunhas oculares e ministros da palavra, também a mim, depois de haver investido tudo cuidadosamente desde o começo, pareceu-me bem, ó excelentíssimo Teófilo, escrever-te uma narração em ordem. para que conheças plenamente a verdade das coisas em que foste instruído.”

Amém.


(*) Clay Jones, D.Min., Professor Assistente de Apologética cristã na Biola University. Este artigo é uma adaptação do texto postado originalmente em no blog do autor.


[1] Tryggve N. D. Mettinger, The Riddle of the Resurrection: “Dying and Rising Gods” in the Ancient Near East (Stockholm: Almqvist &Wiksell, 2001), 221. Veja também Jonathan. Z. Smith: “A história da iniciativa comparativa, revisada nestes capítulos, tem sido a história de uma jornada reponsabilizada como má fé. O interesse [dos céticos] tem raramente sido cognitivo, mas de preferência quase sempre apologético. Deste modo, nenhum outro propósito de comparação tem sido entretecido além da genealogia.” Jonathan. Z. Smith, Drudgery Divine: On the Comparison of Early Christianities and the Religions of Late Antiquity, (Chicago: University of Chicago, 1990), 143.
[2] Mike Licona documentou uma conversa pessoal com Edwin Bryant em “A Refutation of Acharya S’s book, The Christ Conspiracy”, http://www.risenjesus.com/index.php?option=com_content&task=view&id=22&Itemid=109 [Accessed 8-12-2010]. Este é um fabuloso recurso para os que argumentam a respeito de comparações entre Jesus, Krishna e Buda. [3]Günter Wagner, Pauline Baptism and The Pagan Mysteries: The Problem of the Pauline Doctrine of Baptism in Romans VI. 1-11, in the Light of its Religio-Historical “Parallels”, trans. J. P. Smith (Edinburgh: Oliver & Boyd, 1967), 67-68.
[4] http://classics.mit.edu/Tacitus/annals.11.xv.html.
[5] John Dominic Crossan, The Historical Jesus: The life of a Mediterranean Jewish Peasant (New York: HarperCollins, 1991), 427.
[6] Gerd Ludemann, Resurrection of Jesus: History, Experience, Theology (Philadelphia: Fortress Press, 1995), 38.
[7] John Dominic Crossan, Jesus: A Revolutionary Biography (San Francisco: HarperCollins, 1987), 179.
[8] Crossan, The Historical Jesus, 372.
[9] Gerd Ludemann, What Really Happened to Jesus?, trans. John Bowden (Louisville: Westminster John Knox, 1995), 8.
[10] Ludemann, Resurrection of Jesus, 39.
[11] Michael Martin, The Case Against Christianity (Philadelphia: Temple University, 1991), 90.
[12] Ludemann, What Really Happened to Jesus?, 80, 81.
[13] Bart D. Ehrman, Jesus: Apocalyptic Prophet of the New Millennium (Oxford: OUP, 2001), 231.

O herói que não vencia

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

CIGARRO: 4 SALÁRIOS MÍNIMOS POR ANO


Dados da Pesquisa Especial de Tabagismo (PETab) revelam que uma família composta por um casal de fumantes, entre 45 e 64 anos, residente em uma cidade da Região Sudeste gasta, por mês, somente com a compra de cigarros, R$ 128,60. Por ano, a despesa chega a R$ 1.543,20.

O gasto com cigarro para um casal de fumantes de qualquer região do País chega a R$ 1.495,20 por ano. Todos os valores foram calculados com base em 2008. Naquele ano, o valor do salário mínimo era de R$ 415, o que levaria esse gasto com cigarro a quase quatro salários mínimos por ano.

O valor gasto pelo casal do Sudeste com cigarro seria suficiente para comprar hoje, agosto de 2010, uma TV de LCD de 32 polegadas (R$ 1.469, preço médio), um computador (R$ 1.300) ou uma geladeira duplex (R$ 1.400).

A PETab revelou ainda que o gasto médio mensal com cigarros industrializados de fumantes acima dos 15 anos no Brasil foi de R$ 55,50. Considerando o preço médio do cigarro no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o salário mínimo de setembro de 2008, era possível para um fumante de baixa renda comprar 150 maços ao mês, contra os 83 maços, em 1996, e 112 maços, em janeiro de 2003.

Ou seja, com o passar do tempo, ficou mais fácil para pessoas de baixa renda comprarem mais maços de cigarros.

Estadão

Além de gastos financeiros desnecessários, o cigarro traz malefícios para a saúde, os quais são igualmente desnecessários. Deixar este vício é, portanto, uma questão de escolher o melhor para si, em todos os aspectos.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

BRASILEIRO É PRESO COM BÍBLIAS NO EGITO



A lenda sobre as pirâmides admitia que elas desafiavam os viajantes com enigmas, sob o mote: “decifra-me ou te devoro”. Pois não é que surgiu um novo mistério na terra dos antigos faraós?

Desde o dia 17 de Agosto, um guia turístico maranhense (que não teve a sua identidade revelada) está preso no Egito. O motivo? Na bagagem do brasileiro foram encontradas Bíblias e material evangelístico.

Curiosamente, o Egito é um país de maioria islâmica, mas moderado no que diz respeito a manifestações religiosas diversificadas. O caso revela novos pontos de tensão entre Cristianismo e o Islâ? Ainda é cedo para dizer.

Espera-se que não haja um recrudescimento anti-cristão em países e áreas em que a presença de grupos evangélicos já é marcante; do contrário, o cumprimento da pregação poderá se atrasar. Resta esperar na certeza de que o Senhor continua à frente desta obra, que é Dele.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

(LES TROPHÉES)

Do deleite em delito ao exílio subsequente:
Nus de alma, para o externo estertor pendem quedos...
Sofre o Servo de Iavé, pés com pó entre os dedos,
Sem revelar beleza ou porte nobre à gente

– “Eis o meu Filho Amado”: a áclase da Raiz frente
Aos olhos da aridez, que a julgam grão dos medos;
Justo a quem sofre no lugar de homens azedos
(Corações de aclastia ímpar), Servo Paciente.

Abriu a tetramina à eleição de destino,
Resgate validado ao ressurgir da tumba...
Adão, em meio a heróis, a ouvir propalar-se o hino

“Ao Cordeiro a honra, a força, o louvor, a realeza”,
Depõe sua coroa enquanto o hino retumba,
E Jesus vê aos quais comprou com sangue à mesa.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O AMOR ESTÁ ON LINE

As mudanças da internet vieram para reconfigurar o mundo em definitivo. Em grande medida, tais mudanças focam os relacionamentos, haja visto o boom das redes sociais e constante experimentos para substituir o e-mail (que os visionários gostam de ressaltar como tendo os dias contados). A internet passou da informação, à comunicação e, enfim, para a interação. O leque se abriu de forma quase ilimitada, uma vez que, em tempo real, qualquer pessoa goza da possibilidade de interagir com quem quer que seja em qualquer parte do mundo.

Um estudo, divulgado na segunda-feira no encontro anual da Sociedade norteamericana de Sociologia, destacou a vocação casamenteira da internet: 82,2% das pessoas com acesso à rede tinham um cônjuge ou parceiro; 61% dos casais pesquisados eram homossexuais e 21,5%, heterossexuais. Especialmente beneficiados são os grupos com maior dificuldade de encontrar parceiros – caso de homossexuais e pessoas de meia idade em geral. Os pesquisadores apontam que logo a internet substituirá o fator “amigos”, que, desde a década de quarenta, era até então o maior contribuinte para a união de casais.

Todavia, muitos dos relacionamentos on line são superficiais e se desenvolvem numa convivência simulada, diferente de situações reais, do convívio diário. Além disso, viver conectado parece desplugar as pessoas da relação com as pessoas próximas, invertendo a prioridade dos relacionamentos reais para os virtuais. Também é de se questionar a liberalidade dos relacionamentos via web do ponto de vista cristão. Enfim, a potencialidade da internet apresenta alguns riscos e aspectos duvidosos. Requer-se sabedoria para fazer uso da rede sem fazer o coração navegar numa canoa furada.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

AERONÁUTICA RESOLVE CATALOGAR OVNIS

A Aeronáutica brasileira terá procedimento unificado para registro de OVNIS. As ocorrências serão relatas pelo Comando da Aeronáutica (Comaer) e encaminhadas ao Arquivo Nacional. O documento com as novas orientações foi publicado no Diário Oficial; o site Opinião e Notícia divulgou o assunto.

Há uma tendência de governos ao redor do mundo de estudar o assunto. A ênfase na comunicação com extraterrestres e documentação de supostos casos de OVNIS atrai estudiosos sérios, e também grupos melhor definidos como místicos.

Uma vez que o assunto é animado por especulações constantes, conforma-se com o ethos da Modernidade Tardia, empolgado com a possibilidade de verdades ocultas (“A verdade está lá fora”, diria Fox Mulder, da extinta série Arquivo X) e inspirado pelo reencantamento do mundo.

Infelizmente, parece-me que tanto barulho tem abafado a religião bíblica, em pelo menos dois aspectos: ao mesmo que o tema absorve e redireciona a dimensão religiosa, como apêndice do fenômeno ufológico (vale mencionar o clássico Eram os deuses astronautas?, de Erich von Däniken), o interesse pelos OVNIS promove a possibilidade de entrar em contato com uma civilização supostamente superior, que, para muitos significa a melhor alternativa para a crise na sociedade humana do início de século, deixando pouco (ou nenhum) espaço para a esperança da parusia bíblica

Como cristão, não descarto a possibilidade de eventos dessa natureza envolverem manifestações sobrenaturais autênticas, tendo em vista o que a matéria revelada identifica como sendo a natureza da operação satânica (2 Co. 11:14). Pelos fatores mencionados, advogo que todo cristão deveria ficar atento ao crescente interesse pela Ufologia.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

NOVA COLUNA NO PORTAL DA NT

Agradeço às bênçãos que recebi recentemente. Amigos próximos entenderão quando lerem que minha luta dos últimos quatro anos se resolveu como em um passe de mágicas, posto o Senhor ter resolvido a questão, fazendo-me livre para servi-Lo.

Menciono outra graça: o livro que escrevi há algum tempo deixou de ser um “projeto” (como eu me refiria a ele) e está chegando às mãos de centenas de pessoas. Paixão Cega começou a cumprir seu propósito, e que ele seja útil para os jovens adultos do século XXI. Hoje, em especial, também louvo a Deus por participar do canal de notícias da Novo Tempo, sendo um dos colunistas do portal. Ali abordo notícias do cotidiano da perspectiva crítica de um cristão, interessado em interagir com o mundo e avaliá-lo, em busca da melhor alternativa ética. Visite a coluna clicando aqui.

O PODER DA EDUCAÇÃO CRISTÃ

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

DESCRENÇA E FÉ NA FLIP: DOIS LADOS DA MESMA MOEDA

Um dia do ateu, outro dos defensores da religião. Talvez classificar Terry Eagleton como um escritor que defende o Cristianismo seja precipitado. Convidado pela Feira Literária de Parati (FLIP) deste ano, Eagleton parece mais disposto a argumentar sobre a necessidade da religião em termo de contribuições humanitárias. Entrementes, o escritor, que é professor de Literatura Inglesa em University of Lancaster, não crê que Jesus tenha nascido de uma virgem ou mesmo que Ele andou sobre as águas.

Logo, não me parece que seus pressupostos difiram muito dos de Richard Dawkins, o biólogo ateu convidado pela FLIP do ano passado. Em entrevistas, Dawkins exaltou a Bíblia como literatur e admitiu sua contribuição para as grandes obras de arte (e ele próprio admira Bach e alguns poetas). Evidentemente, Dawkins não vê que algo bonito ou inspirador seja necessariamente verdadeiro, e nesse ponto sua lógica é exímia.

Entretanto, o autor de Deus: um delírio derrapa quando atribui a motivação religiosa da música de Bach ao mecenato – o compositor era luterano e, como muitos artistas de sua época, foi fortemente impressionado pela ideologia da Reforma. Isso apenas ilustra como Dawkins minimiza as contribuições cristãs.

Como se vê, a intersecção entre Eagleton e Dawkins está no paradigma de que o melhor da religião está em cabedal moral, em seu consolo, em sua beleza mísitica e numiosa. Ambos ignoram, porém, as evidências em favor da fé cristã, que se fez dependende de acontecimentos historicamente verificáveis para se estabelecer.

Penso que a culpa nem seja dos convidados da FLIP: a responsabilidade cabe aos cristãos, que permitiram que o Cristianismo fosse “civilizado” e embalado para consumo. A fé tornou-se um artigo menor, reduzida a alguns de seus benefícios, enquanto seus alicerces foram erradicados. Falta quem a ponha em seu lugar: uma visão poderosa para explicar o mundo e seus dilemas.

terça-feira, 27 de julho de 2010

A ÚLTIMA PARADA

O local da tragédia: torre de babel hodierna

O que seria uma festa tornou-se tragédia. Durante a Love Parade, a maior festa de música eletrônica do mundo, um tumulto coletivo causou a morte de pelo menos 20 pessoas e feriu mais de 500 outras. O festival aconteceu na cidade alemã de Duisburg, no último sábado.

O portal R7 informou ter ocorrido um “surto coletivo” próximo ao palco principal, em um túnel. [1] Numa versão hodierna da torre de babel, pessoas desesperadas pediam socorro em diversos idiomas, enquanto se pisoteavam no túnel. O jornal El país, ao comentar um vídeo feito por vítimas a partir de um celular, apurou que “o aborrecimento com as autoridades, as quais descartaram que a falta de saídas, de espaço e ar causaram um ambiente de terror, constituiu o tom geral dos comentários feitos em redes sociais e dos testemunhos recolhidos” pelo próprio jornal. [2]

De fato, cresce a pressão sobre autoridades e organizadores do evento, de tal maneira que já se decidiu: a fatalidade se tornou a última edição da festa começada em 1989. Não haverá mais a Love Parade. [3]

A forma como se divulgaram as notícias foi outro fator que desagradou a população alemã. Especialmente a veiculação de fotos das vítimas, feitas pelo jornal Bild. [4] Parece que o impacto dos fatos e a comoção causada já foram suficientemente dolorosos, sem a necessidade do sensacionalismo peculiar à mídia.

Festas gigantescas que atraem pessoas de diversos lugares têm se tornado prática comum em centros urbanos ou locais abertos de fácil acesso. Em muitos casos, não há preocupação com a estrutura do evento, especialmente no quesito segurança. Ao mesmo tempo, fica a dúvida sobre o que teria causado o pânico em Duisburg: teria a própria música contribuído para o clima de histeria? Resta que as autoridades alemãs apurem o ocorrido, e novas informações venham à tona.

Num mundo que se entrega sofregamente ao prazer inconsequente, tragédias semelhantes à vista na Love Parade revelam a fragilidade tanto da vida humana quanto dos objetivos de uma geração intoxicada com diversão, orgia e escapismo. Infelizmente, para muitos daqueles que afluiram para Duisburg no último sábado, aquela foi sua última parada.


[1] Número de mortos em festival alemão sobe para 20, disponível em http://noticias.r7.com/internacional/noticias/numero-de-mortos-em-festival-alemao-sobe-para-20-20100726.html .
[2] Anna-Maria Holain, Gritar socorro en varios idiomas, disponível em http://www.elpais.com/articulo/internacional/Gritar/socorro/varios/idiomas/elpepuint/20100726elpepuint_1/Tes .
[3] Sobe para 20 número de mortos no Love Parade da Alemanha, disponível em http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,sobe-para-20-numero-de-mortos-no-love-parade-da-alemanha,586290,0.htm .
[4] Abordagem da imprensa na tragédia de Duisburg gera críticas, diposnível em http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/07/abordagem-da-imprensa-na-tragedia-de-duisburg-gera-criticas.html .