quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
O ANO NÃO TERMINA, ELE SE DILUI
Ansiosas
pelo espetáculos dos fogos nos grandes centros, expectantes pelas guloseimas na
reunião de família ou se fazendo promessas remissivas – em todo caso, as
pessoas demonstram assaz expectantes quando se trata dos momentos finais de um
ano. A própria surpresa pelo fato de o ano estar nos deixando leva a
comentários do tipo “como o tempo passou” ou “parece que foi ontem que começávamos
esse ano”. Em tudo, testemunhamos ritos de passagem. De certa maneira, eles
surgiram como memória simbólica. A questão é que os símbolos estão nus na era
do consumo. É o mundo líquido, no dizer de Bauman, erodindo os memoriais do
ocidente – água mole em pedra dura…
O que quer tudo isso? Que a vida perdeu
significado em uma sociedade marcadamente relativista e de moral utilitária. Logo,
a ansiedade do fim de ano, que em algum tempo levava à reavaliação da conduta e
à formulação de propósitos específicos dali por diante (algo que se degenerou
para as fúteis promessas de fim de ano), parece cair em ouvidos moucos. Até bate
uma ansiedade, porém a reflexão que ela naturalmente despertaria é sufocada por
apelos de consumo e espetáculos que celebram o ano na forma de acontecimentos
únicos elegidos pela mídia. E o ano de todos se reduz a alguns eventos
marcantes, sem que se pare sequer para agradecer as pequenas realizações que
Deus proporcionou no campo pessoal ou na vida da comunidade. A ação glocal das
retrospectivas com ênfase no mundo das celebridades, esportes ou eventos anula
a percepção de Deus interagindo na vida de Seus filhos.
E
passada a ocasião do fim de ano, já surgem as primeiras festas saudando
hedonisticamente o novo ano, quando menos ainda se reflete sobre o papel no
mundo e os deveres e reponsabilidades cristãos. Somos arrastados em uma
enxurrada de sentimentos eufóricos celebrando o milagre da vida, uma expressão
que foi tão secularizada, que não se pode deixar de notar a ironia de haver
milagre sem a figura de quem os orquestra.
Assim
o ano segue, marcados por feriados e datas especiais, cada vez mais servindo
como interrupção despropositada do trabalho. Não no sentido de que o descanso
seja de todo inútil; apenas que o motivo inicial para a existência daquela data
específica perdeu-se na história e, para a população em geral, mais vale ter um
dia sem exigências trabalhistas, que tipicamente se degenera em razões para o
ócio. O calendário cristão, em grande parte marcado por festividades católicas,
é um exemplo típico de perda de propósito. Todavia, a questão se torna mais
sensível por ocasião da Páscoa e do Natal, ambas épocas em que supostamente
eventos espirituais estariam em pauta (mesmo que sem motivo bíblico para tais
celebrações, sendo a primeiro abolida no Novo Testamento e substituída pela
ceia do Senhor, enquanto a segunda jamais fora ordenada pelas Escrituras!): o
que se vê são símbolos duvidosos – o coelho e o Papai Noel –, embalados pela
cultura de consumo. Se são festas da fé, não seria injustos aclarar que tal fé
seja tudo, menos a fé cristã!
O
ano passa mais rápido, não por altercação do tempo: ele se liquefaz, porque a
própria vida na pós-modernidade é líquida, como os sentimentos e compromissos
que voam mais rápido do que as folhas do calendário. Para aqueles que servem a
Cristo segundo a Sua Palavra, vale lembrar da reflexão suprema feita pelo
próprio Mestre acerca das prioridades da vida (Mt 6:25-34) – sem dúvida, algo a
ser considerado em todo o tempo, esteja o ano no seu fim, começo ou em qualquer
outra época. Um discurso cujo essência não é apenas putativa ou do tipo que tenciona
criar uma relação simbólica que remeta a outra sentido, mas ele próprio gerador
de sentido e vida, porque essa era a intenção de Jesus ao proferi-lo. Quem
diria que frases tão contundentes e apropriadas para esse tempo foram ditas há
milênios? Mais uma demonstração de que, se tudo à volta passa, a Palavra de
Deus dura para sempre (1 Pe 1:24-25).
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
ORAÇÃO COM CORAÇÃO PESADO
Eu
subi a colina para ouvir o sacerdote,
Andei a procura dos escribas nos lugares altos.
E encontrei discursos povoados de elogios
Como se a visão encontrasse cumprimento inequívoco.
Porém o sonho se derreteu no oceano
O vento mandou a névoa para o horizonte.
Nada restou para mim das promessas da carne.
Saí feito mosca atrás do que apodrecia,
Nada se aproveitou.
Volto meus olhos para o Senhor, esperança de Israel.
Aquele que recorre à mão do Altíssimo ficará em pé
Seja por onde a planta de seu pé passar.
No Senhor meus olhos se fixam para achar repouso
Sua companhia é regato para o justo.
Por que se lamuriar, alma minha?
Confia nAquele que organizou o Céu por Sua Palavra
Dando vida à matéria inanimada.
Toquem, trombetas de Israel, toquem.
Aclamem o Senhor que conduz Seu povo
E ao Ungido que deixou o pó.
A Verdade não será abatida,
Ainda que alguns dentre o povo fiquem esquecidos
E padeçam nas mãos dos poderosos.
O Senhor conduz aquele que confia em Sua Palavra.
Aleluia.
Andei a procura dos escribas nos lugares altos.
E encontrei discursos povoados de elogios
Como se a visão encontrasse cumprimento inequívoco.
Porém o sonho se derreteu no oceano
O vento mandou a névoa para o horizonte.
Nada restou para mim das promessas da carne.
Saí feito mosca atrás do que apodrecia,
Nada se aproveitou.
Volto meus olhos para o Senhor, esperança de Israel.
Aquele que recorre à mão do Altíssimo ficará em pé
Seja por onde a planta de seu pé passar.
No Senhor meus olhos se fixam para achar repouso
Sua companhia é regato para o justo.
Por que se lamuriar, alma minha?
Confia nAquele que organizou o Céu por Sua Palavra
Dando vida à matéria inanimada.
Toquem, trombetas de Israel, toquem.
Aclamem o Senhor que conduz Seu povo
E ao Ungido que deixou o pó.
A Verdade não será abatida,
Ainda que alguns dentre o povo fiquem esquecidos
E padeçam nas mãos dos poderosos.
O Senhor conduz aquele que confia em Sua Palavra.
Aleluia.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
50 APENAS
Quando
soube de ti, subiu o chão
Para perto
do Céu. Súbito e doce
Foi dizer
que virias, ainda fosse
Demorar
para ver nosso grão.
E havia
tanto amor à tua espera!
Dois pares
de olhos com aquela pressa
De quem
ama e na ação amor expressa…
O que
mais belo foi, já não mais o era,
Que o
belo em ti brilhou na luz de um sonho:
Eras maior
do que outra bênção do ano
Ou da
vida. Foi quando o nosso plano,
Não se
sabe por que, ficou medonho:
Perdemos
nosso grão. Em desalento,
As lágrimas
nos cobrem. Rastro rubro
Te recolhe
dos pais. Em dor descubro
Que sempre
amarei quem foi um momento!
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
REPORTAGEM DO G1 EXALTA PRINCÍPIOS DE SAÚDE DOS AVENTISTAS
Em
meio a uma paisagem urbana cercada por fast
foods e lojas de conveniência, uma cidade na Califórnia conseguiu manter
bons hábitos alimentares e alcançar uma expectativa de vida dez anos mais alta
que a média dos Estados Unidos.
Estudos
mostraram que os habitantes de Loma Linda vivem até dez anos a mais do que a
média dos americanos (79 anos) e chegam à idade avançada com uma saúde melhor.
É
um fenômeno notável em um mundo onde o custo da crise de obesidade é
reconhecido como sendo tão prejudicial quanto o de fumar ou dos conflitos
armados.
A
longevidade tem ligação com a religião da comunidade. Os adeptos da Igreja
Adventista do Sétimo Dia compõem cerca de metade dos 24 mil habitantes do
local. É uma comunidade cristã evangélica que segue diretrizes rigorosas sobre
alimentação, exercício e descanso.
"Os
dados são claros. Foram publicados e revisados", diz Wayne Dysinger,
presidente do Departamento de Medicina Preventiva da Escola de Medicina da
Universidade de Loma Linda.
"Não
há muita dúvida de que as pessoas que seguem este estilo de vida vivem mais
tempo."
'Templo' do corpo
Loma
Linda - em espanhol, "colina linda"- fica 100 km a leste de Los
Angeles. É conhecida como a meca da vida saudável há décadas.
A
cidade foi adotada pelos fundadores da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que na
virada do século 20 compraram uma propriedade na área.
Ellen
White, uma das líderes e pioneiras da Igreja, afirmou que se encantou com o
charme do lugar.
Branca
[em realidade, Ellen White era negra!], pequena e com uma personalidade forte,
ela inspirou os ensinamentos da Igreja sobre questões de dieta, exercício e
estilo de vida. White alega que suas crenças são baseadas em experiências
visionárias – sonhos e conversas com Deus.
"Ela
classificou o tabaco como um veneno maligno e lento em 1864", diz Richard
Schaefer, historiador da biblioteca da universidade. Isso foi cem anos antes de
a autoridade de saúde pública americana abordar o tema.
White,
que tinha pouca educação formal, disse que o álcool danifica o cérebro. Ela
também escreveu sobre os perigos de consumir muito sal.
"Os
motivos disso eu não sei, mas repasso a vocês as instruções que me foram
dadas", disse a pioneira, parafraseada por Schaefer.
Os
adventistas creem que sua longevidade esteja ligada ao respeito pelo corpo
humano como um templo do Espírito Santo.
"Vocês
têm o dever de reservar esse templo para o serviço de Deus, porque Ele nos
fez", explica o pastor aposentado Belgrove Josiah.
"Por
causa desse princípio, estamos muito preocupados com o que colocamos em nossos
corpos."
"Não
descartamos a ciência médica no geral, porque ela está muito relacionada com
nos guiar sobre como tratamos nosso corpo", acrescenta Josiah.
Descanso
O
modo de vida adventista envolve uma dieta principalmente à base de vegetais,
exercício regular e um compromisso com a celebração do sábado como o dia de
descanso.
Um
estudo de longo prazo que começou em 1976, envolvendo 34 mil membros da igreja,
concluiu que seu estilo de vida acrescentava um número significativo de anos
para a média de vida. Os pesquisadores identificaram "surpreendentes"
efeitos protetores de uma dieta vegetariana.
"Quando
olhamos apenas para a mortalidade, os adventistas parecem morrer das mesmas
doenças, mas eles morrem muito mais velhos" diz Larry Beeson, professor de
epidemiologia da Universidade de Loma Linda.
Beeson
participa de pesquisas sobre adventistas por mais de 50 anos.
Ele
argumenta que a boa saúde não se deve apenas à dieta. Para ele, o que ocorre é
uma mistura complexa de religiosidade, espiritualidade e compreensão de uma
pessoa de sua crença em Deus, combinado com outros componentes do estilo de
vida, como exercícios e apoio social.
Betty
Streifling, por exemplo, tem 101 anos e ainda levanta pesos na academia de sua
casa de repouso. Streifling vive em seu próprio apartamento, uma casa
aconchegante, cheia de recordações familiares e móveis feitos por seu falecido
marido. Ela frequenta uma aula de exercícios cinco dias por semana e faz um
passeio matinal na rua.
Ela
atribui sua longevidade a "viver uma vida pura, sem álcool, sem tabaco, ir
para a cama cedo, louvando a Deus por sua bondade e pela bênção da vida".
Fast foods
É
possível comprar um hambúrguer e batatas fritas em Loma Linda, mas no ano
passado a prefeitura proibiu o funcionamento de novos "restaurantes de fast food com drive-through". O movimento foi pensado para "proteger a
saúde pública, segurança e bem-estar" de seus moradores.
Existem
mercados de agricultores e lojas de alimentos saudáveis fazendo sucesso com
nozes e vegetais.
O
estilo de vida de Loma Linda parece dar uma receita promissora para o
bem-estar. Não é para todos, e a maioria dos adventistas reconhece que há
diferentes graus de observância às diretrizes alimentares e sociais definidas
pela igreja.
Mas
há pouca dúvida de que esta comunidade pode esperar viver muito mais tempo do
que a maioria das outras pessoas.
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sexta-feira, 28 de novembro de 2014
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
DEPUTADO QUER ENSINO DO CRIACIONISMO NAS ESCOLAS
Projeto
do deputado Artagão Júnior (PMDB) propõe que seja incluído no currículo da rede
estadual de ensino “conteúdos sobre criacionismo”, a teoria religiosa que nega
a evolução das espécies e defende que Deus criou os animais e plantas da forma
como é descrito na Bíblia. A proposta estava na pauta de ontem da Comissão de
Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Paraná. Mas a votação foi
adiada porque os parlamentares aguardam um parecer da Secretaria Estadual de
Educação sobre a proposta, que deve voltar à pauta da CCJ na terça-feira que
vem.
Na
defesa da proposta, o parlamentar afirma que os estudantes ficam confusos ao
aprender na escola o evolucionismo (a teoria científica oficial) e na igreja o
criacionismo. “Ensinar apenas o evolucionismo nas escolas é ir contra a
liberdade de crença de nosso povo”, justifica Artagão no texto do projeto.
Laicidade
A
proposta já havia sido apresentada pelo deputado em 2007, mas acabou arquivada.
“Não estou impondo nada nem dizendo o que é certo ou errado. Mas é importante a
discussão de um tema em que a grande maioria da população acredita”, afirma
Artagão. Para ele, o projeto não fere a laicidade do Estado. Segundo o
deputado, não há nada que garanta que a teoria da evolução realmente ocorreu (a
ciência, porém, assegura que a teoria já foi corroborada). Por isso não haveria
motivos para que o criacionismo não seja discutido pela comunidade escolar.
Outros
deputados têm visão semelhante. “Desde que a escola inclua também visões não
teístas, não vejo problema”, diz o deputado Péricles de Mello (PT),
ex-presidente da Comissão de Educação da Assembleia. “Justamente pelo fato de o
Estado ser laico, ele pode contribuir com o diálogo religioso.” Péricles,
porém, é contra a obrigatoriedade do ensino religioso e defende que os temas
escolhidos para discussão com os alunos sejam definidos por um conselho.
Papa
A
Igreja Católica tem posição favorável ao ensino do evolucionismo. Em uma
declaração no fim do mês passado, o Papa Francisco afirmou que a teoria da
evolução está correta e não é incompatível com a crença religiosa. O papa disse
o mesmo sobre a teoria do Big Bang da criação do universo.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
AUTOR ADVENTISTA LANÇA E-BOOK SOBRE FÉ NO CONTEXTO DIGITAL
O
autor do livro Explosão Y, Pr.
Douglas Reis, lançou esta semana o e-book
Adventismo para uma nova geração – Como viver a fé em um contexto digital.
A
obra discute o impacto das ferramentas digitais na formação cultural e
espiritual do indivíduo cristão que professa a fé Adventista. O autor aponta que uma das consequências
desse contexto é a superficialidade, uma armadilha para quem deseja viver
integralmente o cristianismo. Reis associa o tema à identidade adventista,
atrelada à profecias bíblicas, também encontradas nos livros de Daniel e
Apocalipse.
Ele
explica que sentiu a necessidade de construir uma obra que abordasse, de forma
clara e acessível, temas relevantes para a Igreja no início do século XXI.
“Havia abordado parte do tema no livro
anterior [Explosão Y], que segue uma
linha mais acadêmica e atinge o público universitário. Agora desenvolvi a
discussão da forma mais acessível, tanto quanto os temas permitem”, pontua.
A
escolha por este formato, também foi intencional. Reis justifica que existem
poucos materiais em português exclusivamente digitais produzidos por
adventistas. “Além disso há possibilidade de oferecer um conteúdo importante
por um valor acessível. Neste caso, quatro vezes menos do que se fosse
impresso”, acrescenta.
O
E-book pode ser adquirido por apenas
R$7,60 no link http://dlvr.it/7NLMRG. Ou pelo Amazon: http://bit.ly/1yYfJjk.
O
Pr. Douglas Reis é capelão e professor no Instituto adventista Paranaense
(IAP). Entre livros e materiais de conteúdo cristão publicados, Reis finaliza
sua sexta obra.
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sexta-feira, 7 de novembro de 2014
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
PARA DEFENDER A VERDADE
Que
as vossas palavras sejam de molde a exaltar a Palavra de Deus. Vivei e ensinai
os princípios da reforma de saúde. Realçai vossa crença nas grandes verdades
sobre as quais as pessoas cristãs em geral concordarão convosco. Ao defenderdes
a verdade de Deus, deveis ser em todos os sentidos o exemplo dos fiéis. Ellen
G. White, Conselho sobre Regime Alimentar,
p. 547.
sábado, 1 de novembro de 2014
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
LANÇAMENTO - ADVENTISMO PARA UMA NOVA GERAÇÃO (EBOOK)
Em uma era em que grupos de oração se formam pelo whatsapp e as pessoas leem a Bíblia em seus tablets e smartphones, a velocidade das informações pode
sobrecarregar enquanto entretém. Sem contar que a influência das mídias,
sobretudo das digitais, cria um senso de conexão, formatando a cultura. Prova
disso: a espiritualidade do momento, a qual é bastante superficial. Uma
verdadeira mescla de humor soft com apelos sentimentaloides. Todavia, os
adventistas não podem deixar de lado o chamado profético feito por Deus. Sua
identidade e sucesso estão atrelados à mensagem comunicada pela profecia
bíblica, especialmente Daniel e Apocalipse. Os adventistas devem se recordar de
quem são e a Quem servem.
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
sábado, 4 de outubro de 2014
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