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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

A RELIGIÃO É A MAIOR CAUSA DE GUERRAS?


Nas últimas semanas, o mundo foi palco de terríveis ataques terroristas realizados por extremistas islâmicos em países como a Nigéria (omassacre em Baga) e França (o atentado ao satírico Charlie Hebdo). Tais eventos trouxeram à tona questionamentos sobre o papel da religião nos conflitos armados que hoje devastam diferentes regiões do planeta.
Afinal de contas, a religião é a principal causa das brigas do mundo? A resposta é não, segundo um levantamento recente realizado pelo Institute for Economics and Peace (IEP), entidade internacional que se dedica aos estudos sobre a paz e uma das consultoras da Organização das Nações Unidas (ONU).
De acordo com o estudo, 30 dos 35 conflitos armados registrados no planeta em 2013 até contam com elementos religiosos como uma de suas causas. Contudo, eles não são o motivo principal: 86% dos confrontos estouraram pela influência de mais de uma razão como a oposição ao governo ou oposição ao sistema econômico, ideológico, político ou social daquele país.
De fato, explica a pesquisa, foi constatado que 15 casos tiveram como causa as tentativas de mudar o sistema vigente de governo para um sistema islâmico. Portanto, as motivações por trás destes casos são consideradas pelo IEP como de cunho religioso e também de caráter opositor.
“Curiosamente, a religião por si só não foi a única causa de sequer um conflito armado em 2013”, avaliou o IEP [grifos meus]. De acordo com a pesquisa, conflitos com elementos religiosos são aqueles nos quais uma das principais partes envolvidas alega filiação a uma religião específica ou nos quais é evidente a tensão entre grupos religiosos.
Segundo a entidade, o objetivo do estudo é o de responder as cinco perguntas consideradas as mais frequentes sobre a relação entre conflitos armados e religião. A ideia é a de desmistificar conceitos que invariavelmente ligam uma coisa a outra.
Para determinar quais seriam estas questões, o IEP analisou os tópicos de discussão e as opiniões mais comuns sobre o tema na imprensa internacional. Na visão da entidade, conflitos armados são eventos nos quais “o uso contínuo e organizado da força causa no mínimo cem fatalidades em um ano ou tem um sério impacto na segurança, infraestrutura ou recursos naturais e com objetivos”.
Confira abaixo as outras quatro perguntas respondidas pela análise da entidade.
A proporção de pessoas religiosas ou ateias determina a paz em um país?
Não há dados que comprovem a ligação entre a presença de religião, ou a falta dela, em um país e os conflitos armados, responde a entidade. “Entre os dez países mais pacíficos do mundo, três podem ser descritos como muito religiosos. E, entre os dez mais violentos, dois são pouco religiosos”.
Em países muçulmanos, a quantidade de sunitas ou xiitas determina a paz?
Segundo o estudo, apesar do aparente papel de sunitas e xiitas em instabilidades no Oriente Médio, no âmbito global, os países nos quais um ou outro é a maioria não são necessariamente violentos e conflituosos.
O IEP não nega que tensões entre sunitas e xiitas são algumas das razões para a violência na região, mas enfatiza que a paz entre eles não é inevitável. De acordo com os analistas, o que é ainda mais determinante para um clima de estabilidade são fatores como o baixo nível de corrupção, um governo bem estruturado e boas relações com os países vizinhos.
A religião é importante para entender o que leva um país a paz?
De acordo com o IEP, análises revelam que há uma consistente relação entre corrupção, desigualdades econômicas e instabilidades políticas com o grau de violência interna de um país. E são estes os fatores mais importantes a serem avaliados quando se investiga o que é que leva uma população para uma situação de conflito.
Contudo, explica a pesquisa, há duas características religiosas que também estão fortemente associadas aos níveis de paz: as restrições a uma prática religiosa ou possíveis hostilidades contra um grupo religioso.
A religião pode ter um papel positivo na construção da paz?

A pesquisa reconhece que existe um debate sobre os impactos negativos da religião na construção de um ambiente de estabilidade. Mas enfatiza que é preciso enxergar o potencial positivo que a religião pode ter na construção da paz. “A religião pode atuar como uma forma de coesão social e, com o envolvimento das comunidades, ajuda a fortalecer os laços entre os cidadãos”, considerou o IEP. 

fonte: Exame.com

Veja também: palestra sobre atentados muçulmanos e genocídio na Bíblia: aqui

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

ORAÇÃO COM CORAÇÃO PESADO


Eu subi a colina para ouvir o sacerdote, 
Andei a procura dos escribas nos lugares altos.
E encontrei discursos povoados de elogios
Como se a visão encontrasse cumprimento inequívoco.
Porém o sonho se derreteu no oceano
O vento mandou a névoa para o horizonte.
Nada restou para mim das promessas da carne.
Saí feito mosca atrás do que apodrecia,
Nada se aproveitou.
Volto meus olhos para o Senhor, esperança de Israel.
Aquele que recorre à mão do Altíssimo ficará em pé 
Seja por onde a planta de seu pé passar.
No Senhor meus olhos se fixam para achar repouso
Sua companhia é regato para o justo.
Por que se lamuriar, alma minha? 
Confia nAquele que organizou o Céu por Sua Palavra
Dando vida à matéria inanimada.
Toquem, trombetas de Israel, toquem.
Aclamem o Senhor que conduz Seu povo
E ao Ungido que deixou o pó.
A Verdade não será abatida,
Ainda que alguns dentre o povo fiquem esquecidos
E padeçam nas mãos dos poderosos.
O Senhor conduz aquele que confia em Sua Palavra.
Aleluia.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

IV SIMPÓSIO DO IAP TRATA SOBRE A REVELAÇÃO NA PÓS-MODERNIDADE


O livro foi escrito pelos palestrantes, a maior parte doutores em teologia e professores de seminários.

Diante das opiniões em relação à idoneidade de seus súditos cristãos, o imperador romano Trajano infiltrou naquela comunidade um de seus conselheiros, para que trouxesse um relatório sobre quem eram os seguidores de Cristo e que tipo de prejuízo poderiam trazer ao seu governo. Passado o tempo determinado, o enviado, Plínio, apresentou-se ao imperador com a seguinte conclusão: os cristãos são os melhores cidadãos do seu reino, justos, honestos, pagam seus impostos… No entanto, vivem aqui, como se fossem estrangeiros.
 “Em minha opinião essa é a melhor definição do que é ser um cristão, em qualquer época e contexto. Precisamos impactar positivamente o meio em que vivemos com as nossas práticas, sem nos influenciarmos, a ponto de perdemos nossa identidade”, contextualiza o Pr. Jean Zukowski, PhD em História do Cristianismo pela Andrews University, durante o debate teológico promovido no IV Simpósio Universitário do Instituto Adventista Paranaense (IAP). “Para que os cristãos sejam relevantes no contexto pós-moderno precisam viver as mensagens que pregam. Saber aplicar princípios, sem se aculturar”, complementa.
Durante os três dias do evento, 19 a 21 de setembro, cerca de 200 inscritos assistiram as palestras, participaram dos workshops e debates relacionados ao tema central do programa. O resgate do papel da Revelação cristã no contexto pós-moderno foi a base para todos os temas apresentados.
Evangelismo – O Pr. Natal Gardino, um dos palestrantes, coordena em Curitiba-PR, o Espaço Novo Tempo, uma célula evangelística da Igreja Adventista do Sétimo Dia que visa ensinar doutrinas bíblicas a pessoas com características pós-modernas. Gardino explica que os pós-modernos são críticos, porém cultos; autocentrados, mas espiritualizados. Estão abertos a novas ideias, no entanto, não admitem incoerência entre o pregador e a mensagem. “Há uma grande diferença entre tradições e princípios. Precisamos compreender e estudar cada um desses conceitos na Bíblia e na história do movimento adventista. É preciso também se aprofundar nas doutrinas bíblicas e compreender o objetivo da igreja adventista para não perdermos o foco. Para alcançar essas pessoas é necessário modificar nossa abordagem, mas nunca, nossos valores e princípios”, enfatiza o pastor ao apresentar uma proposta adventista para evangelismo em grandes cidades, tema do doutorado que desenvolve na Andrews University, Estados Unidos.


O Pr. Valdecir Lima, Unasp-EC, foi capelão no IV Simpósio do IAP

De acordo com o doutor em Teologia Histórica, Fábio Augusto Darius, professor de filosofia no Centro Tecnológico da Universidade de Caxias do Sul, as pessoas estão abertas para compreender os princípios adventistas.  Não apenas o que diz respeito ao estilo de vida, mas, também, às doutrinas bíblicas.  Por lecionar em uma instituição pública de ensino, Darius percebe que a principal inquietude ainda é o sentimento de que falta algo. “As pessoas se percebem vazias e estão buscando de alguma forma preencher essa lacuna, sem saber por onde começar. Estão perdidas nessa busca. E o principal problema é que as soluções propostas ainda estão muito autocentradas, pois as pessoas se colocam no centro das decisões”, explica.
Princípios – Ensinamentos teológicos no atual contexto social é a ênfase dos temas aplicados no Seminário Adventista Latino Americano de Teologia, no Paraná. Durante quatro anos os alunos de teologia do IAP serão preparados para atuarem nas mais diversas áreas da igreja Adventista, levando em conta os desafios dos grandes centros urbanos.
O professor Zukowski explica que um dos papeis da academia é levar pessoas a perceberem onde estão as bases filosóficas que motivam suas ações e decisões.  “Não existe prática sem teoria. Nossas práticas estão sempre pautadas em teorias, mesmo que você as desconheça. Se você não sabe qual é a base filosófica da sua prática, não faça. Por que é possível errar, mesmo bem intencionado”, aconselha.


Em primeiro plano, Jean Zukowski, Fábio Dárius, Natal Gardino, Douglas Reis e Jônatas Leal

E quando o tema é evangelismo, o Pr. Valdecir Lima, mestre em Educação e orador do Simpósio, alerta: “Seja coerente. Para exercer influência sob outras pessoas precisamos estar aos pés de Jesus. E como podemos fazer isso? Passando tempo com Ele. Ao ler a Bíblia e permanecendo em oração. Jesus é a essência do evangelho. Não alcançamos as pessoas com planos próprios, mas com os planos de Deus. Testemunho pessoal: Essa é a melhor maneira de pregar o evangelho”, finaliza.
Cada participante levou para casa um exemplar do Livro A Restauração do papel da revelação cristã na pós-modernidade: uma perspectiva adventista, produzido especificamente para o evento.  O material não será comercializado, no entanto, algumas cópias foram doadas para instituições como a biblioteca da Escola Superior de Teologia, em São Leopoldo, Rio Grande do Sul, Faculdade Adventista da Bahia, Centro Universitário Adventista de São Paulo, Engenheiro Coelho, entre outras sedes administrativas da igreja adventista.

 “Acredito que os objetivos traçados foram atingidos, uma vez que a Revelação recebeu tratamento adequado e foi destacado seu papel fundamental para a construção da identidade adventista”, conclui o Pr. Douglas Reis, organizador do IV Simpósio Universitário em parceria com o grêmio Universitário da Faculdade IAP.

Fonte: IAP


quarta-feira, 9 de abril de 2014

O PRIMEIRO TIGRE BRANCO COM SÍNDROME DE DOWN


Kenny é um tigre branco que foi combinado geneticamente com genes puros de sua espécie, em um cativeiro nos Estados Unidos.
Como os zoológicos e lojas de animais exóticos têm aumentado a demanda por tigres brancos, os criadores tentaram recriar o tigre branco “ideal”: focinho grande, olhos azuis, pelagem branca, baseando-se em um conjunto limitado de animais com essas características que existem em reservas e zoológicos pelo mundo.
O resultado? Com esse conjunto de genes limitado, os tigres brancos nascem com uma taxa surpreendentemente alta de deformidades e problemas de saúde.
No caso de Kenny, esse cruzamento foi ainda mais perigoso, pois foi feito com genes de irmãos, o que já gera problemas graves para o filhote que nasce e se desenvolve.

Kenny tem retardo mental, possui limitações físicas importantes, e é considerado o primeiro tigre com síndrome de Down. Mesmo que o objetivo tenha sido uma espécie mais “pura” e perfeita, Kenny nasceu com o focinho achatado e curto, os olhos afastados, a cabeça mais larga que o normal e a dentição deformada. As fotos, de muitas maneiras, falam por si mesmas sobre as tentativas do Homem em manipular a Natureza.


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

APLICATIVOS AVALIAM EX-PARCEIROS


Acho tudo isso uma pobreza, mas é como a banda toca hoje em dia. O grau de exposição de si próprio em redes sociais já me incomoda. Casais se formam e se desmancham via Facebook. Separações de longos casamentos são comemoradas por um “enfim solteiro(a)!” compartilhado com uma multidão de “amigos”, sem a menor consideração pelos sentimentos do outro ou da outra, que pode estar sofrendo muito. Falta elegância – discrição então nem se fala...Mas, se alguém resolve se exibir, é menos cruel do que constranger um conhecido, um ficante, um namorado, dando notas e conceitos sobre sua personalidade amorosa ou sexual.
A loira jamaicana Alexandra Chong, de 32 anos, criou o aplicativo para celular Lulu em fevereiro deste ano. O objetivo era mais inofensivo, engraçadinho e inocente do que aparentemente se tornou nas mãos de moças venenosas. Era para ajudar as meninas a compartilhar informações sobre pretendentes e ex-namorados – tipo “ajudar a evitar uma roubada” ou estimular o namoro (Será que as ex recomendam? Não sei não). As opiniões se cruzam e se chega a uma nota média do rapaz (#medo).
Hoje, o Lulu tem mais de 1 milhão de usuárias mulheres nos Estados Unidos. E, no Brasil, já é um dos aplicativos mais baixados e controversos, embora tenha sido lançado oficialmente apenas hoje em São Paulo. Já existem homens querendo processar. Olhe aqui a história do estudante de Direito Felippo Scolari, de uma família de advogados, revoltado com o que chama de constrangimento pessoal e invasão de sua privacidade (privacidade ainda existe?).
Alexandra veio ao Brasil e disse à repórter Roberta Salomone, do jornal O Globo, que o Brasil foi uma escolha fácil para o primeiro lançamento fora dos Estados Unidos por ser “um dos paises mais sociáveis do mundo”, com "uma conhecida cena de festas e encontros".
As usuárias são sempre anônimas, explica Alexandra. Ou seja, qualquer uma pode se vingar de qualquer um. A criadora do Lulu não acha nada antiético. Diz que o aplicativo “é um reflexo do mundo real” porque as garotas discutem relacionamentos e garotos. Desculpe, mas não dá para engolir. Uma coisa é falar dos meninos e dos homens no banheiro ou no bar, numa roda de amigas, assumindo suas opiniões, normalmente em tom de lamúria. Outra é, protegida pelo anonimato, fazer a caveira de um ex. Alexandra diz que bolou o Lulu para ser “um ambiente seguro e divertido para todos”... porque “os homens só podem ser vistos e avaliados por suas amigas do Facebook”. Hummm. Isso ajuda? Muy amigas.
Quem vai rir por último serão os homens. Está em desenvolvimento o Tubby App, que avalia publicamente as meninas, moças, mulheres. É baixaria, do mesmo jeito – ou talvez pior. No Tubby, homens poderão fazer análises sobre as mulheres que conhecem usando hashtags para falar sobre seus pontos positivos e negativos, do mesmo jeito que acontece com o Lulu. Tudo anonimamente. O aplicativo deverá ser restrito ao público masculino e o download deve ser liberado na semana que vem, tanto para Android quanto iOS. E, claro, como não poderia deixar de ser em se tratando de homens, o aplicativo mostra o quanto a mulher em questão é “rodada”. Machista? Muito. Mas o que as moças do Lulu esperavam?
Não entrei em nenhum dos apps para ver como funcionam. Para mim, esse mundo não funciona, não me excita. Na verdade, me deprime. Eu pediria para sair.
Fico imaginando se a Alexandra Chong achará divertido e seguro quando namoradinhos sacanas e ex-ficantes anônimos a avaliarem no Tubby.
Ruth de Aquino, disponível em sua coluna.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

EMPRESA DE CAIXÕES LANÇA CALENDÁRIO SENSUAL



Calendários com fotos picantes de mulheres seminuas têm sido uma jogada de marketing de muitas empresas, inclusive uma empresa que fabrica caixões. Isso mesmo – um calendário com modelos posando sensualmente ao lado de caixões. Isso é o que podemos chamar de morrer na luxúria.
A ideia é da marca polonesa Lindner, que segundo informações do Daily Mail, é a maior fabricante de caixões do seu país, produzindo 11 mil peças por mês, número que pode vir da estratégia de marketing ousada. A empresa cria os calendários sensuais há cinco anos – em 2012, a Igreja Católica criticou a publicação afirmando que a morte deve ser respeitada e não associada com sexo, mas isso não impediu a tradição. “O meu filho teve a ideia de criar o calendário com as modelos para que tivéssemos algo que fosse tanto sério quanto bonito, e que representasse a beleza das mulheres polonesas”, disse Zbigniew Lindner, dono da firma.
[…]
 “Investimos muito em nossos caixões, e eles são vistos por alguns momentos durante o velório. Um caixão não é um objeto sagrado, é um produto – um móvel, a última cama em que você vai dormir”, finaliza o proprietário da empresa.
[…]

Sabonetes, xampus, roupas e agora… caixões! É longa a lista de produtos cujos comerciais apelam à nudez para se promoverem. Infelizmente, a sociedade hiper-estimulada aceita consumir essas imagens sem se questionar. Um absurdo que alguns ainda vejam um toque de humor respeitável ou uma justificativa estética para essas iniciativas. Polônia, quem diria? A futilidade está mesmo em toda parte! 


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

ALDEIA INDÍGENA RECEBE MISSIONÁRIOS DO IAP

Estudantes do IAP realizam o primeiro contato adventista com os javaés
Por Paloma Lopes
Colaboradora

A Escola de Missões do Instituto Adventista Paranaense (IAP) iniciou no último dia 5 projeto “Missão Javaés”,com ações sociais na área da saúde, pedagógica e, acima de tudo,levando a mensagem de salvação à comunidade indígena Boto Velho localizada na Ilha do Bananal, Tocantins. O projeto, que reuniu um grupo de 12 voluntários, foi idealizado pelo capelão do IAP, Pr. Douglas Reis, em parceria com o Ministério Nativo do Tocantins, liderado pelo Pr. Miraldo Fág Tanh.
Tratou-se do primeiro contato de um grupo adventista com a aldeia dos Javaés. Houve atividades para crianças, tais como teatro, pintura, brincadeiras e contação de histórias bíblicas, coordenadas pela pedagoga Marta Balbé, doutora em Educação e Coordenadora de novos cursos na Faculdade Adventista Paranaense (FAP), vinculada ao IAP. Além disso, ocorreu orientação odontológica, aferimento de pressão e ações preventivas na área da saúde sob supervisão do enfermeiro Davisson Gonçalves, professor da FAP.
O IAP, que receberá em breve o curso de Teologia,oportuniza por meio da Escola de Missões que os jovens ingressem no campo missionário. O trabalho do grupo gerou resultados como a confiança do povo nativo,bastante acanhado a princípio. Despertou-se o interesse dos adolescentes da aldeia sobre a Educação Adventista.
As atividades do grupo se estenderam no local até domingo dia 20 de Janeiro. Sem dúvida, esse foi o primeiro de muitos outros projetos missionários realizados pelo IAP.

Veja outras fotos da Missão Javaés:

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O PREÇO DA VIRGINDADE



Li há pouco a notícia de meninas indígenas cujas virgindades são leiloadas em São Gabriel da Cachoeira, município lonquinquo do Amazonas (Folha de São Paulo, 4/11, C1). Comerciantes, políticos e militares estariam entre os envolvidos. Por R$ 20 é possível conseguir passar a noite com uma menor, com idade entre doze e quatorze anos. Algumas vítimas relatam terem ganho celulares, chocolates e até roupas dos aliciadores. 

Muitas famílias recebem dinheiro para sustentar a prática de vender suas filhas. Outras são ameaçadas para não denunciarem o caso. A polícia Federal segue com as investigações, sem ter havido a prisão de qualquer um dos suspeitos. As denúncias seriam decorrentes desde 2008 (Idem, p. C4).

Por mais bizarra e asquerosa que seja a notícia, parece haver pouca tristeza quando se pensa em jovens, mulheres e homens, os quais têm vendido a pureza sexual por menos ainda. E pior: de forma voluntária. Refiro-me àqueles que por impulso resolvem “curtir” o momento. Eles banalizam o sexo, como se intimidade fosse algo para ser compartilhado com qualquer pessoa, em qualquer lugar e momento.

Entre cristãos, é grande o número daqueles que não resistem às tentações sexuais, seja na forma de namoros mal conduzidos, ou quando se apresentam nas imagens de alguns sites. Estão vendendo algo valioso por uma quantia ínfima.

Virgindade é algo valorizado por Deus, mas quando se trata de pureza, o preço é mais alto. Muitos que temem perder a virgindade descuidam com o que veem, ouvem ou tocam. Relacionam a virgindade com algo físico e até sacrificam a pureza para mantê-la hipocritamente – seus contatos íntimos e sexuais, embora calculadamente evitem a penetração, numa pretensa manutenção da virgindade, constituem uma deturpação grosseira do relacionamento sexual saudável. 

Quem se consagra à obediência dos mandamentos de Deus, estrutura sua conduta sexual de maneira a não ser dominada pelos impulsos, sabendo expressar sua sexualidade no tipo de relacionamento apropriado – a associação monogâmica e heteressexual, exclusiva e partilhada entre duas pessoas, após terem preenchido requisitos sociais e recebido a bênção divina (algo que as pessoas conhecem como “casamento”).

Quem sabe esperar, é recompensado com um tesouro incalculável. Compensa chegar virgem ao casamento – e, principalmente, ser puro antes, durante e depois dele.

 Leia também: 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

II SIMPÓSIO UNIVERSITÁRIO - IAP


Inscrições: iap.simposio2012@yahoo.com.br

quarta-feira, 21 de março de 2012

FRANGO DE MENTIRA, PREOCUPAÇÃO VERDADEIRA

<a href="http://video.br.msn.com/?mkt=pt-br&amp;vid=12fbcf32-b8c8-5c8d-860b-a850cc9135f9&amp;from=pt-br&amp;src=v5:embed::" target="_new" title="O Verdadeiro Frango Falso">Vídeo: O Verdadeiro Frango Falso</a>

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

RATINHO X VALDEMIRO: A IGNORÂCIA DO DENUNCISMO CONTRA A APOLOGIA DA RAPINAGEM


Ratinho veiculou em seu programa (?) um vídeo contendo o testemunho dado em uma congregação da Igreja Mundial do Poder de Deus. No vídeo, um homem afirma que, ao passar a toalha milagrosa na frente do caixa do banco, à noite (quando a agência estava vazia), suas dívidas teriam sido perdoadas.

Quando o pastor perguntou a ele quem pagou a dívida, ele respondeu sem titubeio: “Jesus, Jesus pagou minha dívida!” A frase, que geralmente tem um sentido soteriológico, tornou-se cômica com sua aplicação ao mundo do crédito. Diante disso, Ratinho sentenciou:

“A gente ri, mas deixa eu falar uma coisa séria pra vocês: que absurdo faz alguns pastores de igreja. É… aí é chamar a população de idiota. Aí é chamar… sei lá. Acho que fazer milagre, cura uma doença, vai lá, tudo bem, é uma questão de fé. Agora, pastor, o senhor ir na televisão […] pastor, tenha paciência, né. Aí é apelação. […] quem é o idiota que vai acreditar numa mentira?… Senhor pastor, o senhor é mentiroso. Pastor, o senhor não deveria… eu duvido que o senhor conheça a Bíblia, duvido que o senhor conheça a palavra de Deus. Sabe, isto é enganação, pastor. Isso que o senhor está fazendo é estelionato. […] O senhor devia estar na cadeia. Isto é roubar, isto é enganar. […] Isto é tomar o dinheiro de pobre, de ignorante, o senhor devia estar na cadeia.”

O bispo Valdemiro Santiago, fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus, não ficou calado. Usou um espaço de seu programa (??) para responder a Ratinho. “Eu fico triste com isso, porque eu gosto dele, eu gosto do Ratinho. Eu abençoo você Ratinho, eu perdoo você”, é o que vemos dizer o líder da denominação que mais cresce no Brasil.

Em sua apologia da rapinagem, Valdemiro valeu-se também do argumento da autoridade, citando personalidades que teriam testemunhado os milagres nos cultos da Mundial, entre as quais “o governador Alckmin.” Infelizmente, todos políticos, cujo testemunho estaria seriamente comprometido com a intenção de ser popular.

“Eu queria que levasse para ele a imagem da criança leprosa”, argumenta o apóstolo, citando outros milagres que seriam recorrentes. “Você quer usar o nome dos outros para fazer dinheiro”, acusa Valdemiro, para quem Ratinho estaria enveredando por “um caminho errado”, principalmente porque Ratinho seguiria um “Deus morto”, o “deus” de sua igreja. Quanto ao homem da toalha, “ele, com a fé dele, fez esse propósito e Deus o honrou.”

Nesta troca de farpas entre um dos apresentadores mais criticados pelo baixo nível de seus programas e um líder religioso interesseiro, quem ganha? Todos perdem! É tão insosso e falto de conteúdo o debate que caímos na tentação de achar que deveríamos continuar assistindo apenas para rir mais.

Sobre o tema em pauta: Deus faz milagres? Sim. Mas precisa para isso de objetos sagrados místicos? Certamente que não. É verdade que profetas como Elias e Eliseu, ou mesmo Moisés, fizeram uso de instrumentos simbólicos ao efetuarem milagres, dentro de um propósito. Mas e a toalha milagrosa, seria símbolo de quê, então?

O fato de Deus estar vivo não implica em todas as soluções para nossos problemas imediatos (e de maneira imediata), como querem os defensores da chamada “confissão positiva”. No fundo, o neo-pentecostalismo é perigoso não porque queira manipular o povo. Não, eles são mais ousados do que isso (e, portanto, daí serem perigosos): eles querem manipular o próprio Deus!


Veja também: Histórias do pescador Valdemiro, Como um marajá, Mais simples do que isso (palestra com download gratuito)

sábado, 10 de setembro de 2011

ITAJAÍ: ESQUECIDA PELA MÍDIA, LEMBRADA POR DEUS

A história retrocedeu quando ouvimos falar da situação de várias cidades do litoral catarinense. Automaticamente, eu e minha esposa revivemos os momentos de isolamento vividos na enchente de 2008. Na época, morávamos em Itajaí, cidade que comporta o maior porto de Santa Catarina. Como na ocasião, o excesso de chuvas atingiu diversos municípios, como de Blumenau (foto ao lado), antes de descer para Itajaí, localizada na bacia do vale que leva o mesmo nome.

Como temos muitos amigos que moram na cidade, ficamos preocupados com a iminência de uma nova enchente. De fato, muitos irmãos adventistas de São Francisco do Sul, cidade onde atualmente residimos, comentaram nesse sábado sobre as primeiras notícias relativas à enchente deste ano. As duas cidades são unidas pela cultura (ambas de colonização açoriana) e pela economia que depende da atividade portuária. Assim, é comum que muitas pessoas de São Francisco tenham familiares ou conhecidos em Itajaí.






Ao que tudo indica, a enchente atual quase se equipara em estragos e vítimas a que ocorreu há três anos. Pelo menos essa informação apareceu quando minha esposa checou o site da Defesa Civil. Entretanto, para nossa surpresa, os telenoticiários não dedicaram muito tempo ao assunto. Um deles gastou cerca de dois minutos comentando o assunto. Isso nos surpreendeu. Afinal, a enchente de 2008 foi capa de revistas semanais, foi bem divulgada em diversos noticiários por algo equivalente a mais de uma semana e causou comoção nacional. Por que uma catástrofe de proporções similares passou despercebida?

É difícil explicar. Talvez por uma série de fatores. A começar pela proximidade com o aniversário do atentado ocorrido em 11 de Setembro, que monopolizou os principais veículos de informação. Ou isso se explique em decorrência do número de outras catástrofes ocorridas em território nacional (como a que ocorreu recentemente no Rio de Janeiro).

De minha parte, eu registro minha preocupação com tantas pessoas queridas. Lembrei-me daqueles que tiveram de reconstruir a vida, por terem perdido tudo em 2008. Boa parte desses queridos só conseguiu se reerguer pela liberação do fundo de garantia, autorizada pelo governo federal. E agora? Que fundo de emergência virá em socorro dessas pessoas? Oro, e peço que outros se unam a mim em oração, pela segurança de tantas famílias, desabrigadas, isoladas e sem perspectivas. Que Deus, que não se esquece dos desamparados, esteja presente ao lado daqueles que mais precisarem dEle; embora esquecidos pela mídia, os Céus os conhecem.


sexta-feira, 3 de junho de 2011

A MARCHA (IMPERCEPTÍVEL) DOS PINGUINS


Uma equipe internacional de cientistas desvendou o mistério de como os pinguins aguentam o frio quando estão em grandes grupos.

Um vídeo gravado durante o inverno na Antártida capturou durante várias horas a movimentação em ondas no grupo de pinguins.

Ao acelerar as imagens, os cientistas descobriram que as aves se movem de forma quase imperceptível pelo grupo, para que aqueles da ponta, possam se esquentar também. O estudo foi publicado na revista especializada Plos One.

Revezamento

Os pinguins imperadores conseguem sobreviver ao inverno formando grandes grupos e os cientistas sempre se perguntaram como os pinguins nas pontas do grupo se mantinham quente como os do centro.

"Os pinguins precisam se agrupar ou então perderão energia. Se o grupo for muito solto, os pinguins congelam. Mas, se o grupo for muito apertado, eles não conseguem se mover", disse o líder da pesquisa Daniel Zitterbart, da Universidade de Erlangen-Nuremberg, na Alemanha, à repórter da BBC Rebecca Morelle.

O grupo de pinguins foi filmado em Dronning Maud Land, na Antártida, onde as temperaturas podem cair a menos 45 graus e os ventos chegam a 180 quilômetros por hora.

Durante este período, os pinguins imperadores machos ficam em grupos não apenas para manter o calor, mas também para incubar os ovos, já que as fêmeas vão para o mar nesta época.

As câmeras fizeram imagens da colônica a cada 1.3 segundo durante horas para capturar o movimento do grupo.

"A colônia fica parada a maior parte do tempo, mas, a cada 30 ou 60 segundos, um pinguim ou um grupo deles começa a se mover aos poucos", disse Zitterbart.

"Isto faz com que os pinguins que cercam o grupo se movam e, de repente, este movimento atravessa a colônia como uma onda."

O movimento coordenado do grupo é tão sutil, que é imperceptível a olho nu, mas, em imagens gravadas durante um período mais longo, é possível ver o impacto destes movimentos na estrutura da colônia.

As imagens também revelaram que, enquanto a onda atravessa a frente do grupo, alguns pinguins que estão na área saem da colônia e vão para a parte de trás do agrupamento.

Isto significa que, durante várias horas, os pinguins usam as ondas para viajar pela colônia e ter a chance de dividir um pouco de calor.

BBC Brasil

Ao ver esta notícia, dei-me conta de quantos mistérios espetaculares a natureza ainda nos reserva! Sem dúvida, uma inteligência superior coordena esses acontecimentos, atuando nos bastidores da chamada "luta pela sobreviência". Há aproximados 3500 anos, o livro de Jó relatava em seu clímax o impressionante diálogo entre Deus e Jó. As perguntas que o Criador dirigiu ao sofredor são terríveis e desafiadoras: "Onde você estava quando lancei os alicerses da terra? [sic] E os seus fundamentos, sobre o que foram postos?" (Jó 38:5-6, NVI). Todos os detalhes do mundo natural foram arquitetados por Deus e, mesmo com a entrada do pecado, que desfigurou a obra original, ainda é possível ver beleza na imensidão da natureza. Mas o melhor é que o Deus que cuida dos pinguins afirma que se importa muito mais conosco, seres humanos tão egoístas e preocupados! Afinal, nos diz o Senhor, "Não têm vocês muito mais valor do que [eles]?" (parafraseado de Mt 6:26, NVI).

segunda-feira, 30 de maio de 2011

EVANGELISMO PELA WEB MOTIVA PASTORES ADVENTISTAS


Brasília, DF ... [ASN] Durante o ano de 2010, o volume de dados móveis enviado foi cerca de 2,6 vezes maior que no ano anterior, segundo dados da Previsão do Tráfego Global Móvel da Cisco, divulgados no começo deste ano. Até 2015, vídeos para dispositivos móveis representarão 66% de todo o tráfego e os dados originados por tablets (como iPad, entre outros dispositivos) devem crescer 205 vezes. Até 2015, o volume de tráfego de dados na internet deve crescer 26 vezes. E é de olho neste “rebanho” totalmente envolvido na web e conectado diariamente aos dispositivos tradicionais ou mais avançados que estão alguns pastores adventistas na América do Sul. A Agência Sul-Americana de Notícias (ASN) conversou com alguns deles durante o Concílio Ministerial, ocorrido em Foz do Iguaçu, Paraná.


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quinta-feira, 14 de abril de 2011

A OPORTUNIDADE DE WELLINGTON: AUTOR DO MASSACRE EM REALENGO TEVE CONTATO COM A MENSAGEM ADVENTISTA




Havia pelo menos três textos de caráter religioso na casa de Wellington --leia todos eles aqui. Os temas dos textos do pastor eram inferno, alma e espírito, e morte e ressurreição. Nenhum deles induz a ataques homicidas nem faz apologia à violência.

Além desses impressos, a polícia também recolheu textos escritos de próprio punho pelo atirador, nos quais ele tece considerações sobre religião e conceitos de bem e mal.

Um trecho diz: "[...] faço todos os dias minha oração do meio-dia que é a de reconhecimento a Deus e as outras cinco que são de dedicação a Deus e umas 4 horas do dia passo lendo o Alcorão [...] e algumas vezes medito no 11/09".

Em outro trecho, o atirador registra: "meu tempo livre entrego a Deus ao invés de entregar aos prazeres passageiros do mundo... e sei que Deus olhará para meu sacrifício e minhas ações neste mundo com muito favor e satisfação e sei que serei muito bem recompensado."

Procurado pela Folha, o pastor Demóstenes Neves da Silva, 53, confirmou a autoria do texto sobre o inferno e afirmou ser "muito provável" que os demais também sejam dele. Silva contou que até 2003 respondia perguntas de internautas sobre religião em um site adventista.

"Escrevi tanta coisa naquela época que não lembro de tudo, mas são temas correlatos e creio que todos sejam meus."

O site ainda existe, mas o pastor não participa mais dele. Atualmente não é possível acessar nenhum de seus textos --segundo o pastor, por questão técnica. Mas outros sites copiaram e mantêm os textos no ar.

O pastor não faz pregações regulares porque se dedica exclusivamente à atividade docente nas Faculdades Adventistas da Bahia, na cidade baiana de Cachoeira (105 km de Salvador).

"Uma atitude dessa [o ataque do atirador] só pode ter sido cometida por alguém com um desvio muito sério", avalia Silva.
Folha.com


Pelo Visto, oportunidade Wellington teve para conhecer a mensagem de salvação. Quem sabe as coisas não seriam diferentes para aquelas crianças se o assassino delas houvesse aceito a Jesus! Para além das conjecturas, temos que nos preocupar conosco, individualmente, e sondar o que temos feito com as oportunidades que Deus nos dá...


Colaborou: Matheus Cardoso