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domingo, 18 de janeiro de 2015

TEM GENTE QUE RI DE COISA SÉRIA



Fábio Porchat é um humorista. Isso no Brasil representa alguma coisa, já que não temos tradição de reverenciar filósofos e escritores. Infelizmente, o que “celebridades” midiáticas dizem serve de guia para formar a opinião das pessoas. Ou, ao menos, causa barulho suficiente. E nossos humoristas adoram barulho. Confundem humor genuíno com irreverência. E confundem a liberdade de expressão com uma carta branca para insultar grosseiramente os outros. Se esse é o humor inteligente, fico pensando como seria o humor burro…
A última pérola de Porchat é um texto com seu estilo (?) corriqueiro, em tom coloquial e raso de ideias. Sob o título Tem gente que, o autor faz uma digressão sobre religião, no contexto plural do mundo contemporâneo. A moral da história nem precisa ser adivinhada, porque Porchat a expõe textualmente nas últimas linhas: “Eu não posso ser tolhido das minhas ações porque você acredita numa fábula que você chama de religião.” Claro que a declaração demanda reflexão (mesmo que isso não seja muito o forte de humoristas e de seu público alvo…).
Em primeiro lugar, o texto parte da ideia de que as religiões se equivalem. Caberia estabelecer que as religiões de fato se equivalem, dadas as suas diferenças gritantes. Esse é um motivo pobre para a tolerância, uma espécie de equiparação por baixo das crenças religiosas. Racionalmente se pode avaliar as religiões de forma objetiva, porque, no dizer da filósofa espanhola Adela Cortina, elas fazem afirmações resgatáveis. Quando se olha especificamente para o cristianismo, destaca-se seu constante apelo pela confrontação históricas. O que se afirma – seja os milagres, ressurreição de Cristo ou qualquer outra coisa, por mais incomum que seja – recebe dada, local, circunstância e referencial. Isso não soa como se alguém estivesse inventando uma história. Afinal, dar os detalhes e pedir que os outros confiram, exige algum tipo de certeza história sobre o que se crê.
Assim, afirmar que toda religião seja uma fábula não é apenas incorreto, mas parte de um preconceito sobre a natureza de uma religião. Aliás, a religião cristã não existe para tolher quem quer que seja de seus hábitos. Há espaço para respeito. Isso é tolerância: discordar, argumentar, convencer e, por fim, limitar-se a isso. Por isso os historiadores admitem que a expressão liberdade religiosa surgiu de Tertuliano, um cristão. Em seus dias, os cristão poderiam fazer duras críticas ao paganismo, sem, contudo, deixar a decisão do que fazer ao foro íntimo de cada pessoa. Sem a liberdade promovida pelo cristianismo (que agregou à democracia grega a noção do valor da expressão individual), ironicamente Porchat não encontraria espaço para o pensar diferente.

O texto de Porchat também ignora os efeitos diversos que religiões diferentes trazem. As ações elencadas por ele em uma cascata não são todas nocivas ou meras esquisitices; algumas até encontram boas razões para serem praticadas, mesmo fora do âmbito religioso. Hoje, por exemplo, poucos médicos duvidariam dos benefício de uma dieta vegetariana (estão aí as Blue Zones que não no deixam mentir!). No texto do humorista, o aspecto racional e prático da fé é totalmente passado por alto, apenas para que ele chegue às conclusões. Infelizmente, como é do feitio de Porchat, o resultado não poderia deixar de ser uma piada. De mal gosto.

Veja também: palestra sobre atentados muçulmanos e genocídio na Bíblia: aqui

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

UMA TERCEIRA VIA PARA O CRISTIANISMO


Parece que encontramos cristãos fazendo dois coros opostos: de um lado, nos deparamos com a bancada daqueles que promovem regras fixas, prezam “pelos bons costumes” e ojerizam mudanças. São a turma do “deixe tudo como está”. Não refletem em sua condição. Valorizam apenas o passado, inclusive os erros do passado!
Do outro lado, igualmente perfilados, salta à vista o grupo que luta contra as regras: são hippies de Jesus, gritando “paz e amor”, com a cruz invertida no pescoço. Dizem sim para Jesus, mas detestam a religião (fazendo curiosa e falsa oposição entre Jesus e a religião). Querem parecer normais, vivendo um cristianismo do coração (leia-se “emoção barata”).
Às vezes, parece que há apenas esses dois caminhos. Como se a vida cristã emulasse o antigo poema de Cecília Meirelles “Ou isso ou aquilo”. Nada mais falso. Não somos chamados a prestar continência a regras antigas, sem sentido no mundo moderno. Tampouco, Deus requer que o grito de liberdade de nossa garganta signifique desprezo a todas as exigências da vida cristã.
Eu sou um homem casado. Provavelmente os casados entenderão melhor o que quero dizer. Casamento não é uma comédia romântica. O relacionamento não vive de discursos românticos que param as filas nos aeroportos como nos filmes. O amor se revela por atos de companheirismo e abnegação. Experimente ler um poema para sua esposa e deixar a louça para ela lavar sozinha durante uma semana! Não durma ao lado dela para assistir o campeonato espanhol, o inglês e italiano toda noite e você terá uma prévia do juízo final!
Por outro lado, nenhum casamento se salva apenas com respeito, ordem e divisão de tarefas. É preciso calor, romantismo, tempo para ouvir e saber surpreender a pessoa amada. Em um relacionamento saudável entre dois adultos, as regras surgiram como consequência do relacionamento.
Amor não é uma abstração, mas algo tangível por meio de pequenos atos diários. Eu não preciso alugar um helicóptero e jogar flores do alto, formando um coração de rosas ao redor da minha residência, enquanto Kenny G em pessoa toca para minha esposa, que me vê pulando de paraquedas ao seu encontro (nem se eu quisesse poderia pagar essa homenagem romântica!). O amor tem mais que ver com um equilíbrio entre sentimento, tratamento adequado, companheirismo e demonstração de afeto do que com feitos mirabolantes!
No cristianismo, há uma semelhança com o que acabei de dizer. É preciso obedecer, mas por amor. Temos de seguir princípios celestiais, os quais têm o poder de transformar nosso coração, afetando nossas percepções e cultura. A religião do coração não fica no coração (sentimento, na acepção contemporânea); ela flui do coração (centro da vontade, na acepção bíblica), irradiando para toda a vida.
Não temos de promover cultos regados a guitarras e show de luzes para impressionar os descrentes. Eles não precisam assistir em 3D quarenta Lázaros ressuscitando para saber que Deus ainda faz milagres. Se os amarmos e orar por eles e com eles por assuntos de seu interesse, faremos tanta diferença, que eles se interessarão pelas verdades que defendemos. E quando estudarmos a Bíblia com oração, o Espírito nos dará discernimento para apresentar o que cremos poderosamente, atraindo o intelecto e as emoções das pessoas para Jesus, o Cordeiro e Sumo-Sacerdote. Se isso aconteceu nos últimos vinte séculos, penso que não será difícil acontecer agora…

O que tem de mudar? A nossa forma insípida de encarar a fé. O relaxamento do cristianismo pop, que quer viver da herança do passado, sem construir novas estradas pela fé. O clamor por maturidade tem hora para se iniciar: hoje, agora mesmo. A começar por você e eu.

Veja também:



terça-feira, 18 de junho de 2013

A FÉ CRISTÃ ENTRE OUTRAS FÉS


Eu não imagina que meu comentário despertaria aquela reação. O pai da menina estava visivelmente exasperado. Enquanto eu o ouvia, ele gesticulava, bastante ofendido. Seu volume de voz era alto, o que me incomodava bastante. Principalmente por estarmos em um lugar público – a sala dos professores. Tudo porque, durante uma aula para o oitava ano, resolvi dar um exemplo concreto. Casualmente, falávamos sobre gnosticismo, uma heresia cristã do segundo século. Para explicar o dualismo gnóstico entre alma e corpo, citei uma música popular: “Estou fazendo amor/ com outra pessoa/ mas o que o corpo faz/ a alma perdoa.”

Isso foi suficiente para aquele homem vir à escola e reclamar comigo. Para ele, o exemplo não correspondia à sua crença. Ele era gnóstico, e não adiantava argumentar que o gnosticismo que ele seguia provavelmente não era exatamente igual ao do período pós-apostólico. Ele estava indignado por crer que representei mal sua crença (ou então, ele tinha algo contra Alexandre Pires!).

Mundo plural

Eu também passei por conflitos religiosos na escola. Nasci em um lar cristão, mas comecei a estudar a Bíblia e seguir outra denominação durante a adolescência. No Ensino Médio, os professores de áreas exatas adotavam o evolucionismo como modelo teórico. Em geral, tentavam separar as coisas. Uma jovem corpulenta e falante que lecionava Biologia, usou um tom conciliador na primeira aula: “Vamos separar o que diz a religião do que diz a ciência.”

O mundo em que vivemos é bastante plural. Isso implica na valorização da diversidade. A diversidade é notada em modelos familiares diferentes. Minha esposa possui uma amiga de infância que mora com sua namorada, por exemplo. A diversidade aparece no estilo de vida das pessoas. As chamadas tribos urbanas seguem tendências de comportamento peculiares, além de se vestirem fora do padrão social geralmente aceito.

A diversidade possui muitas vantagens. Seus aspectos positivos são bastante valorizados pela mídia. Porém, há um risco muito forte: acharmos que todas as escolhas possuam o mesmo valor. Anorexia, por exemplo, não é apenas “questão de escolha”. Embora seja a tendência dizer que “cada um faz com o corpo o que quiser”, é óbvio que se trata de uma doença altamente destrutiva. A pessoa anoréxica precisa contar com o auxílio de amigos e familiares para reconhecer sua condição e buscar tratamento. Outro exemplo: não teria cabimento afirmar que a pedofilia é somente uma “opção sexual”!

Administrar conflitos religiosos

No que diz respeito à diversidade religiosa, temos de refletir sobre as consequências dos diversos modelos existentes. Uma coisa é conviver com opções diferentes e respeitar as escolhas alheias – o que é dever de todos. Outra, bem diferente, é afirmar que, em matéria de fé, tanto faz.

Em geral, os conflitos religiosos surgem da falta de comunicação entre pessoas com crenças diferentes. Uma opção é o diálogo religioso aberto. Desde seus primórdios, o cristianismo manteve dinâmico equilíbrio entre a defesa do direito de crer individual e o proselitismo (transmitir sua fé aos outros pela persuasão). Assim, cada diálogo religioso é uma oportunidade para o cristão testemunhar, ao mesmo tempo em que conhece em que os outros creem. Saber sobre a crença dos outros pode ser um ponto de partida para a evangelização praticada com respeito. E respeito é fundamental.  

terça-feira, 13 de novembro de 2012

DEUS E O PROCURADOR

Volte e meia, tudo indica, o procurador Jefferson Aparecido Dias, do Ministério Público Federal, fica com síndrome de abstinência dos holofotes e decide, então, inventar uma causa para virar notícia. Aprendeu, com a experiência, que dar uns cascudos em Deus — nada menos — ou na fé de mais de 90% dos brasileiros, que são cristãos, rende-lhe bons dividendos. Eventualmente ele pode juntar o combate à religião a alguma outra causa politicamente correta (já chego lá), e aí tem barulho garantido. E, por óbvio, granjeia o apoio de amplos setores da imprensa, que podem até admirar o lulo-petismo, mas acham que religião é mesmo um atraso… Acham legítima a fé num demiurgo mixuruca, mas não em Deus. Entendo. É uma questão de padrão intelectual.
A mais nova e essencial decisão deste senhor, da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, de São Paulo, foi entrar com uma ação civil pública para retirar das notas do real a expressão “Deus seja louvado”. É o mesmo rapaz que de mobilizou para caçar e cassar todos os crucifixos de prédios públicos, lembram-se? Também foi ele que tentou, sem sucesso, levar o pastor Silas Malafaia às barras dos tribunais quando este protestou contra o uso de santos católicos em situações homoeróticas numa parada gay. Referindo-se a ações na Justiça, o pastor afirmou que a Igreja Católica deveria “baixar o porrete” e “entrar de pau” nos organizadores do evento. O contexto deixava claríssimo que se referia a ações na Justiça. O procurador, no entanto, decidiu acusar o religioso de incitamento à violência. Era tal o ridículo da assertiva que a ação foi simplesmente extinta. Eis Jefferson Aparecido Dias! Eu o imagino levando os recortes de jornal para as tias: “Este sou eu…”
Jefferson é um homem destemido. Não tem receio de demonstrar a sua brutal e profunda ignorância. É do tipo que diz bobagens de peito aberto. Depois de gastar dinheiro dos contribuintes com a questão do crucifixo e com a tentativa de ação contra Malafaia, ele agora se volta para as notas do real. E justifica a sua ação com esta boçalidade intelectual:“A manutenção da expressão ‘Deus seja louvado’ [...] configura uma predileção pelas religiões adoradoras de Deus como divindade suprema, fato que, sem dúvida, impede a coexistência em condições igualitárias de todas as religiões cultuadas em solo brasileiro (…). Imaginemos a cédula de real com as seguintes expressões: ‘Alá seja louvado’, ‘Buda seja louvado’, ‘Salve Oxóssi’, ‘Salve Lord Ganesha’, ‘Deus não existe’. Com certeza haveria agitação na sociedade brasileira em razão do constrangimento sofrido pelos cidadãos crentes em Deus”.
Como se nota, trata-se de uma ignorância cultivada com esmero, com dedicação, com afeto até. Jefferson é do tipo que ama as tolices que diz, o que é demonstrado pelo recurso da enumeração. Trata-se, assim, para ficar no clima destes dias, de uma espécie de continuidade delitiva do argumento.
Vamos ver.
O procurador é o tipo de temperamento que gosta de propor remédios para males que não existem, o que é próprio de certas mentalidades autoritárias. Em que a expressão “Deus seja louvado” impede “a coexistência em condições igualitárias” de todas as religiões? Cadê os confrontos? Onde estão os enfrentamentos? Apontem-me as situações em que as demais religiões, em razão dessa expressão, passaram por um processo de intimidação. Em tempo: Alá é Deus, doutor! Vá estudar!
Não sei que idade tem este senhor, mas sei, com certeza, que ele se formou na era em que o “princípio da igualdade” tem de se sobrepor a qualquer outro, mesmo ao princípio da realidade e da verdade. Ora, “Deus” — sim, o cristão! — tem, para as esmagadora maioria dos brasileiros, uma importância cultural, moral, ética e religiosa que aqueles outros símbolos religiosos não têm. Todos os brasileiros são iguais no direito de expressar a sua fé — e isso está assegurado pelo Inciso VI do Artigo 5º da Constituição, a saber:“VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;”
Ocorre, doutor Jefferson, que a mesma Constituição que garante essa liberdade — e que assegura a liberdade de expressão, aquela que o senhor tentou cassar do pastor Malafaia — também tem o seguinte preâmbulo:
“Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos,
sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.”
Como é que o doutor Jefferson tem o topete de evocar uma Constituição promulgada “sob a proteção de Deus” para banir das notas do real a expressão “Deus seja louvado”, sustentando que ela “impede a coexistência em condições igualitárias de todas as religiões”? Doutor Jefferson é macho o bastante (em sentido figurado, claro, como o emprega o povo) para dar início a um movimento para cassar Deus da Constituição? Ou, acovardado, ele se limita a perseguir crucifixos em repartições públicas e a expressão genérica da fé em cédulas de dinheiro?
A Constituição que tem “Deus” em seu preâmbulo persegue ou protege os crentes em Oxóssi?
A Constituição que tem “Deus” em seu preâmbulo persegue ou protege os crentes em Lord Ganesha?
A Constituição que tem “Deus” em seu preâmbulo persegue ou protege os ateus?
O nome disso é intolerância. Esse mesmo procurador já tentou processar um outro pastor evangélicos que atacou o ateísmo — ainda que o tenha feito em termos impróprios. Já me ocupei de doutor Jefferson neste blog algumas vezes no passado. Quase invariavelmente, ele comparece ao noticiário tratando de questões dessa natureza, o que, fica evidente, caracteriza uma militância. O que me pergunto é se este senhor, ele sim!, por ser eventualmente ateu (e é um direito seu), não tenta usar uma posição de autoridade que conquistou no estado brasileiro para impor a sua convicção.
Maiorias, minorais e respeitoNas democracias, prevalece a vontade da maioria na escolha dos mandatários e, frequentemente, no conteúdo das leis. Elas também se fazem presentes nos costumes e nos valores. Mas o regime só será democrático se os direitos das minorias forem garantidos. Haver na cédula do real a expressão “Deus seja louvado” significa, sim, que este é um país em que a esmagadora maioria acredita em Deus, mas não caracteriza, de modo nenhum, supressão dos direitos daqueles que não acreditam em Deus nenhum, que acreditam em vários deuses ou que simplesmente acham a religião uma perda de tempo. Em sociedade, a afirmação positiva de um valor não implica, necessariamente, a cassação da expressão de quem pensa de modo diferente.
Ora, seria mesmo um despropósito, meu senhor, que houvesse, no Brasil, com a história e com o povo que tem, algo como “Lord Ganescha seja louvado” ou “Oxóssi seja louvado” pela simples e óbvia razão de que essas, quando considerada a sociedade brasileira no seu conjunto, são crenças de exceção, que traduzem escolhas e convicções da minoria do povo. O Brasil é uma nação de maioria cristã, o que o doutor não conseguirá mudar. O que se exige é que essa nação resguarde os direitos de quem quer cultuar outras divindades e deuses ou deus nenhum. E isso está garantido pela Constituição Brasileira, promulgada “sob a proteção de Deus”.
Finalmente, o argumento de que o estado é laico — e, felizmente, é mesmo! — não deve servir de pretexto para que se persigam as religiões. Um estado laico não significa um estado ateu, que estivesse empenhado em combater as religiões. A sua laicidade é afirmativa, não negativa; ela assegura a livre expressão da religiosidade, em vez de reprimir a todos igualmente. Entendeu a diferença, doutor?
Sei que a questão parece menor, quase irrelevante. Mas não é, não! Essa é apenas uma das vezes em que supostos iluministas, falando em nome da razão, tentam impor uma espécie de censura da neutralidade ao conjunto da sociedade. Pretendem que escolhas com viés ideológico sejam apenas as alheias, a de seus adversários. Promovem permanentemente uma espécie de guerra cultural contra os valores da maioria para poder acusá-la de autoritária.
Como sabemos, a cada vez que os ingleses cantam “God save our gracious Queen” e se ouve o eco lá naquele “novo continente” — “And this be our motto: ‘In God is our trust’” —, o que se tem é a voz da ditadura cristã dominando o mundo, não é mesmo?
Deveria haver um limite para o ridículo, mas não há! Parece que o que falta ao procurador é serviço!


terça-feira, 5 de abril de 2011

ELOGIOS DE ALÉM-MAR

Clique na imagem para vê-la ampliada.

Foi com agradável surpresa que recebi esta resenha do amigo Filipe Reis (cujo sobrenome em comum com o meu se trata de uma coincidência). Agradeço à revista adventista portuguesa pela gentileza e aproveito para saudar meus irmãos adventistas de além-mar. Oro para que a mensagem do Paixão Cega fortaleça a fé dos meus irmãos portugueses, assim como alguns conterrâneos reconhecem, via e-mails ou comentários, que se sentem abençoados.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

SÍRIA: UM CASO SÉRIO!

O site Opinião e Notícia destacou o recrudescimento da perseguição a protestantes na Síria. Curiosamente, as medidas que as autoridades tomaram contra esses cristãos se deveu a denúncias feitas por católicos e ortodoxos. Como as leis do país não permitem a conversão de muçulmanos ao Cristianismo, as campanhas evangélicas investiram em arrebanhar cristãos católicos (tanto romanos, quanto ortodoxos).

É claro – tudo isso constitui flagrante infração à liberdade religiosa. Nenhum país tem direito de restringir as opções religiosas à população, sequer a uma parcela dela. Na Alemanha do século XVI, havia cantões católicos e protestantes, de acordo com a fé dos príncipes desses cantões. Na prática, quem quisesse seguir o luteranismo e morasse em terras católicas, teria de se mudar de endereço!

Deve haver esforços para que a evangelização não fique tolhida, porque, por natureza, ela é um esforço todo-abrangente de conquistar a todos para o Salvador Jesus (Mt 28:18-20). Infelizmente, a resistência oferecida principalmente por países muçulmanos tem crescido. Mas os corajosos servos de Deus avançarão, mesmo que isso significa desobediência civil – afinal, “antes importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 4:19).

terça-feira, 2 de novembro de 2010

FALTA ESPERANÇA AOS CRISTÃOS ÁRABES

Hoje, o jornal alemão Taz publicou matéria na qual analisa o drama vivido por cristãos no mundo árabe. Em 1900, 22,7% da população era cristã, taxa que caiu para 5, 77% na atualidade. Na região, que compreende países como Iraque, Síria, a área de ocupação palestina, Egito e Líbano, somente este último ainda mantém a população cristã em mesma proporção em relação ao passado.
Ainda assim, segundo o Pr. Marcelo Viana, capelão da Middle East University, instituição adventista de Ensino Superior no Líbano, o crescimento da igreja no país é pífio: não há programa de evangelismo público e praticamente só os filhos de adventistas são batizados (crescimento apenas interno).

Alguns fatores para a redução da população cristã na região segundo o Taz são: taxa de nascimento pequena (em relação às famílias muçulmanas), a perspectiva econômica, conflitos políticos, guerras, discriminação, entre outros.
Estima-se que desde a ocupação do Iraque, 730 cristãos no Iraq foram mortos. A reportagem informa que "um membro do município cristão em Bagdad disse [sic] 'Os cristãos no Iraque perderam a esperança. A melhor maneira sobreviver é procurar um outro país.'"

Devemos orar por nossos irmãos que convivem com a perseguição apostólica cotidianamente e pelos diversos missionários da região, a fim de que não desanimem. Uma recompença imensurável os aguarda; esta deve ser a razão maior da esperança deles - e da nossa! Também devemos nos preparar para os tempos nos quais perseguição ao povo de Deus será uma realidade mesmo no Ocidente "civilizado".

terça-feira, 24 de agosto de 2010

BRASILEIRO É PRESO COM BÍBLIAS NO EGITO



A lenda sobre as pirâmides admitia que elas desafiavam os viajantes com enigmas, sob o mote: “decifra-me ou te devoro”. Pois não é que surgiu um novo mistério na terra dos antigos faraós?

Desde o dia 17 de Agosto, um guia turístico maranhense (que não teve a sua identidade revelada) está preso no Egito. O motivo? Na bagagem do brasileiro foram encontradas Bíblias e material evangelístico.

Curiosamente, o Egito é um país de maioria islâmica, mas moderado no que diz respeito a manifestações religiosas diversificadas. O caso revela novos pontos de tensão entre Cristianismo e o Islâ? Ainda é cedo para dizer.

Espera-se que não haja um recrudescimento anti-cristão em países e áreas em que a presença de grupos evangélicos já é marcante; do contrário, o cumprimento da pregação poderá se atrasar. Resta esperar na certeza de que o Senhor continua à frente desta obra, que é Dele.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

KAKÁ, OS ATEUS E A PROPAGANDA RELIGIOSA

E Kaká voltou mais cedo do campo...



As polêmicas da Era Dunga estão muito longe de terminar. E uma das mais recentes envolve o jogador Kaká. Conhecido por seu bom-mocismo, o meia ficou visivelmente irritado com o excesso de vontade dos jogadores da Costa do Marfim, último adversário da Seleção canarinho. Num lance polêmico, Kaká recebeu o segundo cartão amarelo e deixou mais cedo o gramado.

Comentando o episódio, o jogador explicou que, apesar de não ter se irritado, não possuía “sangue de barata”. “– Não aconteceu nada demais. […] Se eu tivesse tido uma atitude irresponsável, eu chegaria aqui e pediria desculpas para vocês (jornalistas) e para o grupo. Joguei uma partida normal e que acabou com a minha expulsão”, completou Kaká [1].

O músico e escritor Tony Belloto, ateu declarado, disse em seu blog que, apesar de implicar com o que chamou de “fervor religioso” de Kaká, aprovou a virilidade agressiva do craque. “Quem estava ali, no campo, não era um símbolo, um modelo, um heroi ou um garoto propaganda. Era um homem lutando por uma vitória. Valeu, Kaká, parabéns pela sua expulsão, ela também foi um exemplo para todos nós.” [2]

Mas a maior polêmica veio à tona quando Kaká aproveitou um momento da entrevista para contra-atacar a um comentário do jornalista Juca Kfouri. Kfouri declarara, na semana anterior, sobre as fortes dores que Kaká sente na região do púbis, e como isso o estaria atrapalhando em campo. Ao responder à pergunta do repórter André Kfouri, filho de Juca, o jogador deu o troco: “- Há algum tempo os canhões do teu pai têm me atingido, não para me criticar por motivos profissionais, mas por causa da minha fé em Jesus Cristo. Do mesmo jeito que eu respeito o Juca Kfouri como ateu, eu queria que ele me respeitasse por acreditar em Jesus Cristo. Milhões de pessoas acreditam em Jesus e ele precisa respeitar isso.” [3]

Juca Kfouri, através de seu blog, rebateu a declaração do ex-são paulino, alegando que não é contra a religião, mas desfavorável ao “merchandising religioso que ele e outros jogadores da Seleção costumam fazer, tentando nos enfiar suas crenças goela abaixo”. Kfouri citou que a própria Fifa proibiu quaisquer manifestações religiosas durante a Copa (mas não mencionou que a entidade procura evitar, dessa forma, atitudes públicas de grupos radicais muçulmanos). O jornalista ainda mostrou que Kaká caiu em contradição, admitindo na mesma entrevista, que os médicos discutiam se ele seria operado da pulbagia após da Copa. “Mas, para quem não tem nada no púbis, como alegou, por que cogitar de tal hipótese? Talvez só Deus saiba. Como não acredito nele…”, ironizou Kfouri, que, no fim, elogiou Kaká por confrontá-lo diretamente. [4]

Kaká, membro da Igreja Renascer em Cristo, denominação neopentecostal fundada pelo apóstolo Estevam Hernandes e a bispa Sônia, encarna hoje o ideal dos atletas de Cristo de forma bem-sucedida. Isso não legitima as contravenções do casal Henandes (que já teve problemas com a Justiça norteamericana e com a brasileira), tampouco faz dele alguém absolutamente acima de qualquer crítica.

Por outro lado, se ele faz propaganda de sua fé, não seria esse um direito dele? Afinal, todo cidadão não é livre para praticar sua fé? E, se algumas crenças são categoriazas como de expansão (como por exemplo, o Judaísmo, o Islamismo e o Cristianismo), o proselitismo é parte do exercício da crença a que o cidadão possui por direito. Obviamente, ninguém é obrigado a nada; ateus e cristão são livres para conviver e expor suas ideias, e até para debater abertamente, de forma respeitosa. Assim, como em uma boa partida de futebol, que cada qual faça seu jogo e alcance o melhor resultado.

[1] Leandro Canônico, Márcio Iannacca e Thiago Lavinas, Kaká lamenta expulsão e avisa: 'Ninguém tem sangue de barata', disponível em http://globoesporte.globo.com/futebol/selecao-brasileira/noticia/2010/06/kaka-lamenta-expulsao-e-avisa-ninguem-tem-sangue-de-barata.html .
[2] Tony Belloto, Viva Kaká!, disponível em http://veja.abril.com.br/blog/cenas-urbanas/cenas/viva-kaka/ .
[3] Kaká acusa jornalista de perseguição religiosa e nega dores no púbis, disponível em http://globoesporte.globo.com/futebol/selecao-brasileira/noticia/2010/06/kaka-acusa-jornalista-de-perseguicao-religiosa-e-nega-dores-no-pubis.html .
[4] Juca Kfouri, O engano e a contradição de Kaká, disponível em http://blogdojuca.uol.com.br/2010/06/o-engano-e-a-contradicao-de-kaka/ .

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A BÍBLIA PROÍBE DOAÇÃO DE SANGUE?

O direito à recusa de transfusão de sangue por paciente da religião Testemunha de Jeová foi reconhecido pela Procuradoria Geral do Estado. O órgão concordou com o parecer jurídico do advogado Luís Roberto Barroso, que considera legítima a recusa. A decisão deve servir de parâmetro a toda a rede estadual.

A ressalva é de que o paciente seja maior de idade e esteja plenamente consciente. O parecer do advogado foi reconhecido pela procuradora-geral Lúcia Léa Guimarães.

O assunto foi encaminhado há quatro meses à Justiça pela Uerj, a fim de que fosse estabelecida norma sobre como proceder nos casos em que pacientes testesmunhas de Jeová se recusassem a receber sangue. O último caso registrado foi de uma paciente de 22 anos, que estava internada no hospital Pedro Ernesto.

O parecer pode ser levado ao Supremo Tribunal Federal pela Casa Civil, que deve propor uma ação direta de inconstitucionalidade. “Como o parecer não é lei, mas uma interpretação de lei, o médico não fica isento do risco de processo, já que a resolução do Cremerj (contrária ao parecer) continua valendo. O Supremo diria se ele é constitucional ou não”, afirmou o subprocurador Rodrigo Marcarenhas.
"A doutrina de que Deus veda e abomina uma medida eficassíma de salvar vidas humanas, a transfusão de sangue humano, é relativamente nova na sistemática jeovista. Russell [fundador da denominação] jamais pensou nela. Rutherford [o segundo dirigente], idem. Mas logo após a morte do "Juiz" [Rutherford], ocorrida em 1942, já nos corredores da Sociedade Torre de Vigia se cochivava alguma coisa a respeito da transfusão de sangue. Era ainda uma coisa vaga, que só três anos mais tarde assumiria definitivamente foros de doutrina a ser finalmente incorporada ba dogmática da seita. Sob a direção de Nathan Knorr, os 'doutores da lei' do neo-russelismo, a princípio timidamente, começaram a propalar a grande 'descoberta': a transfusão de sangue é proibida pela Bíblia. E sem levar em conta o fato indisputável de que a Bíblia nem toca neste assunto, totalmente desconhecido dos tempos bíblicos, a revista The watchtower (A torre de Vigia), em sua edição (em inglês) de 1o. de Julho de 1945, PELA PRIMEIRA VEZ anunciou, num artigo intitulado 'A santidade do Sangue', que 'a transfusão do sangue humano constitui violação do concerto de Jeová, ainda que esteja em jogo a vida do paciente'."[...]

"O pensamento jeovista sobre este assunto baseia-se unicamente numa interpretação errônea, livre, extra-contextual e inteiramente descabida das regras do sacerdócio levítico pertinente ao sangue sacrifical DOS ANIMAIS [bem como das leis diéticas da Bíblia]. Citam livremente versículos, sempre isolados do contexto, sempre separados do assunto a que se prendem."

Arnaldo B. Christianini, Radiografia do Jeovismo (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1991), pp. 175-177. Grifos e ênfases do original.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

OBAMA E A PERDA DE MOTE DOS RADICAIS ISLÂMICOS


O G1 publicou relatos do crescimento da liberdade religiosa no Egito, país de maioria muçulmana. Entre os fatores elencados para o crescimento de opiniões divergentes, para ficar com dois, estão o crescimento de mídias alternativas, como a internet, por exemplo, e a imagem de Barack Obama no Oriente.

Com ascendentes muçulmanos, habilidade de diálogo, pragmatismo e muito carisma, Obama diminuiu o rancor que o mundo árabe nutria contra os E.U.A, sobretudo durante a era Bush. Além disso, ele ajuda a enfraquecer o argumento dos radicais fundamentalistas, a saber, de que os Estados Unidos seriam inimigos naturais do Islã. Ao que parece, a influência americana sobre outras nações tende a se ampliar. E tudo caminha na direção da profecia de Apocalipse 13, na parte que trata da ascenção da "segunda besta" (o poder político americano).

Colaboração: Daniel Alves

terça-feira, 4 de agosto de 2009

PERSEGUIÇÃO A CRISTÃOS NO PAQUISTÃO


Cerca de 200 pessoas foram presas em um surto de violência anti-cristã na cidade de Gojra.

Sete pessoas foram mortas e 20 ficaram feridas no sábado, 1°, quando manifestantes muçulmanos puseram fogo em uma comunidade cristã, dando início aos conflitos. Segundo a polícia paquistanesa, os muçulmanos protestavam contra uma suposta profanação do Corão em um casamento cristão.

De acordo com o ministro paquistanês das Minorias, cerca de 50 casas foram queimadas e mais de 100 foram saqueadas pelos manifestantes. No Paquistão, existe uma lei que prevê pena de prisão perpétua para a profanação do Corão e até pena de morte para quem manchar o nome do profeta Maomé.


Segundo o Pakistan Christian Post, houve um protesto contra os ataques a cristãos, com o fechamento de 62 escolas desde domingo. Com isto, 50 mil alunos ficaram sem aulas.

Em tempo: Há focos de perseguição a cristãos, sobretudo em países muçulmanos e na China. Entretanto, chegará ao tempo em que a perseguição será a regra e não a exceção. Jesus mesmo asseverou que "[...] de fato, vem a hora em que qualquer pessoa que vos matar pensará estar oferecendo culto a Deus." Jo. 16:2. Ao mesmo tempo, felizes são aqueles que sofrerem perseguição por causa de sua fé - o Reino pertence a eles (Mt. 5:10)!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

GUARDA DO SÁBADO SERÁ PRESERVADA NO ENEM 2009

Brasília, DF... [ASN] Na manhã desta quarta-feira, 20 de maio, o líder de Comunicação e Liberdade Religiosa da Igreja Adventista para a América do Sul, pastor Edson Rosa, e o advogado da Igreja para a mesma região, doutor Luigi Braga, estiveram em reunião com o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP, doutor Reynaldo Fernandes. Este é o órgão responsável pela aplicação do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). O motivo do encontro foi encontrar uma alternativa para os adventistas que irão participar do ENEM, nos dias 03 e 04 de outubro deste ano, já que a data envolve um sábado. Também participaram do encontro o chefe de gabinete João Marcos Martins, e o deputado Charles Lucena.


Durante a audiência foi feita uma solicitação no sentido de que na normativa para aplicação do ENEM conste a necessidade de existência de uma sala onde os guardadores do sábado possam ficar reservados até o horário do por do sol do sábado, dia 03, quando então, farão a prova.

O presidente do INEP aprovou o pedido que será incluído na normatização do ENEM. Para o pastor Edson Rosa, “trata-se de uma conquista junto ao Ministério da Educação que permite a liberdade de consciência. Nossos alunos terão o direito de guarda do sábado preservado e poderão participar tranquilamente desta seleção”. O pastor ainda acrescenta que “assim que tivermos a normativa em mãos vamos divulgá-la”.

Já está agendada uma segunda audiência com o doutor Reynaldo Fernandes, quando, em entrevista, ele dará maiores esclarecimentos sobre o a importância do ENEM e o direito de consciência que deve ser preservado.
O ENEM é um exame individual, de caráter voluntário que, a partir deste ano, deixará de ser apenas um instrumento para avaliação, e passará a ser adotado como válido para ingresso na universidade. [Equipe ASN – Márcia Ebinger e Edson Rosa]

Nota: Apesar de não ser definitiva, a situação aponta um resultado favorável para aqueles que entendem ser o sábado um dos mandamentos de Deus (Ex. 20:8-10). Contudo, é necessário que continuemos orando. O processo de ingresso no Ensino Superior passa por uma transição, prevendo a substituição do Vestibular tradicional pelo exame do ENEM. É de capital importância que sejam dadas oportunidades aos guardadores do sábado de se submeterem ao exame, a fim de que possam chegar à faculdade. Tenho muitos alunos adventistas no "terceirão" e venho orando por eles. Deus ilumine os líderes de nossa nação para não prejudicar aqueles que, por amor a Deus, decidiram obedecer Seus mandamentos.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

BAIRROS CRISTÃOS NO IRAQUE SÃO ALVO DE TERRORISMO

Um cristão, homem de negócios, foi vítima de disparos efetuados por um atirador em um carro em Mosul, a 420 km de Bagdá (Iraque). Os bairros nos quais há uma maior concentração de cristãos têm sofrido ataques de extremistas islâmicos, e estima-se que cerca de 900 famílias cristãs foram afetadas pelos atentados, segundo reportagem da CNN. Em um mundo em que se prega a tolerância, o fundamentalismo é tido como uma anomalia, ainda que nem todo fundamentalista esteja associado ao terrorismo. No caso da situação vivenciada pelos cristãos iraquianos, o ministro da Defesa do Iraque, Abdul Qader al-Obaidi, garantiu maior segurança para as áreas em que vivem os seguidores de Jesus, conforme apurou a CNN.

Na realidade, as mortes acontecem pela recusa dos cristãos em se converterem ao Islamismo. O próprio Jesus asseverou que seus seguidores enfrentariam perseguição e que isto apenas aumentaria em decorrência do fim dos tempos (Mt. 5:10 e 11; 10:17, 18, 21-23,24 e 25; 24:9 e 10). Por enquanto, verificamos a existência de perseguições locais, mas podemos prever o advento de uma hostilidade global contra os cristãos que se recusarem em deixar os princípios bíblicos.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

ONTEM PROIBIDO, HOJE LÍCITO, AMANHÃ OBRIGATÓRIO


Um novo projeto de lei propõe estender as punições da Lei 7.716/99 (referente à discriminação, envolvendo racismo, xenofobia, preconceito contra raças, etc.) à homofobia. Hoje, um grupo de evangélicos protestou contra o projeto em frente ao Congresso.[1] Há muito a legislação pró-homossexuais tem colado os evangélicos na berlinda em nosso país.

Para Zenóbio Fonseca, Consultor Jurídico e professor Universitário,

“A postura pró-homossexualismo do governo do Brasil não é novidade, pois em 2003 diplomatas brasileiros introduziram resolução idêntica na Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidades (ONU). A resolução foi derrotada pela oposição dos países islâmicos.

"Além disso, o Brasil é autor de uma nova resolução, agora na Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), onde introduz a orientação sexual e os seus desdobramentos como princípio universal da dignidade da pessoa humana, tornando todos os países membros obrigados a aceitar tal valor, por causa dessa resolução, que ao ser aprovada terá força de lei interna nos países signatários.”[2]

Do ponto de vista da moralidade cristã, a prática homossexual é divergente das orientações de uma conduta natural. Em passagens bíblicas como Levítico 18:22-30 e 20:13, lê-se que Deus considera a homossexualidade uma “abominação”. A palavra hebriaca empregada nos textos citados é to‘eba, derivada da raiz ta‘ab (detestar, ser abominável); denota um “costume abominável”, que “pode ser de natureza física, ritual ou ética”, causando “repulsa em Deus no homem”; inclui-se também qualquer coisa que seja “estética e moralmente repugnante”. As passagens caracterizam que a pessoa que incorre em práticas homossexuais se coloca sob juízo divino.[3]

Mas a desaprovação à homossexualidade não se restringe aos textos do Velho Testamento. O apóstolo Paulo menciona a perversão sexual (desvio de uma sexualidade natural, planejada por Deus para ser desfrutada pelos seres humanos) como conseqüência do não reconhecimento da divindade, num primeiro momento, e a ação do Senhor em entregar tais homens aos seus próprios sentimentos distorcidos, que se segue como punição (Rm 1:22-27); daí que a idolatria (distorção do conceito de divindade) levaria à homossexualidade (distorção do conceito de sexualidade).

O Pr. Marcos Bonfim, Terapeuta Familiar e apresentador do programa “Novo Tempo em Família”, pondera oportunamente:

“Sobre este assunto, a VINACC (Visão Nacional para a Consciência Cristã) pondera que “ao afirmar que toda e qualquer manifestação contrária ao homossexualismo, incluindo aqui sermões e textos bíblicos que se posicionam contra as práticas homossexuais, como se constituíssem crime de homofobia – isto é, violência contra os homossexuais – o projeto está a estabelecer no Brasil o mais terrível tipo de legislação penal, típica de Estados totalitários, os crimes de mera opinião”.

“Isto, é lógico, contraria totalmente nossa Constituição Federal de 1988, que no seu artigo 5º, inciso VI, afirma: "É inviolável a liberdade de consciência e de crença". Se aprovados, estes projetos abririam um terrível precedente, que poderia no futuro ser utilizado inclusive contra aqueles que o propõem.”[4]

Numa sociedade que promove valores errados, os cristãos precisam divulgar princípios bíblicos, ainda que isso venha a ser ilegal ou, de alguma forma, restringido por uma lei secular. O paradigma que melhor pode definir a ação de cristãos em tempos em que o imoral se torna lícito foi transmitido pelo apóstolo Pedro: “Antes importa obedecer a Deus que aos homens.” Atos 5:29.

Leia também:


[1] “Evangélicos tentam impedir lei que criminaliza a homofobia”, diponível em http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid195747,0.htm.
[2] Zenóbio Fonseca, “A criminalização da homofobia no Brasil e as igrejas cristãs”, disponível em http://www.conscienciacrista.org.br/abaixo-assinado/artigo1.shtml.
[3]R. Laird Harris, Gleason L. Archer, Jr e Bruce K. Waltike, “Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento” (São Paulo, SP: Vida Nova, 2005), 4ª reimpressão, pp. 1652-1653.
[4] Marcos Bonfim, em e-mail.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

EXCOMUNHÃO: GOL CONTRA


Os dois gols na vitória da Alemanha sobre a Polônia, no domingo, pela primeira rodada do Grupo B da Eurocopa, ainda rendem problemas para o atacante Podolski. Desta vez, o jogador, que nasceu na Polônia, foi "excomungado" pelo partido ultracatólico LPR.

Segundo o jornal português Record, Podolski e Klose, que também tem nacionalidade polonesa, revoltaram os membros do partido por defenderem a seleção alemã e tiveram os direitos católicos retirados.

Antes, o jovem atacante havia sido criticado pelo ex-vice-ministro polonês Miroslaw Orzechowski, que pediu a retirada da cidadania das pessoas que defendem outros países.

Fonte: Terra
Colaboração: Profº Marcos André

Um absurdo esta confusão entre esporte e religião; além disto, qual valor da excomunhão, prática medieval para a qual não se pode encontrar apoio bíblico? Infelizmente, ainda se usa a religião para manipular a conduta das pessoas, infundindo-lhe medos irreais. Sem dúvida, um péssimo exemplo em um mundo que precisa da Verdade do Evangelho e que está cada vez menos tolerantes às caricaturas do Cristianismo autêntico.

domingo, 10 de junho de 2007

LOUVE PELA LIBERDADE


No editorial "Riscos do pensamento único" (Zero Hora, Domingo, 10 de Junho de 2007), sobre a ação de Hugo Chávez, presidente venezuelano, que não renovou a concessão a uma emissora de TV contrária ao seu governo, encontrei algo que me chamou a atenção: "[...] A condição democrática de um governo é medida pela tolerância e respeito à oposição, pois, como se sabe, o respeito à opinião alheia só é testada quando essa opinião é contrária à nossa." (p.20)


Acredito que o princípio tão claramente enunciado não se restringe à relação de determinado governo com seus opositores, mas a muitas situações cotidianas. Podemos discordar de outras opiniões - e em alguns casos, até devemos -, o que não nos dá o direito de discriminar, rebaixar ou lutar pelo silêncio de quem pensa diferente.


Uma das maiores alegrias que temos em nossa país, pela qual ainda devemos agradecer a Deus a cada nova brilhante manhã, é o desfrute da liberdade religiosa. Não sou pluralista - creio que há dezenas, centenas, milhares de pensamentos religiosos distorcidos. Sei que boa parte da população de nosso país não possui instrução religiosa adequada e, em virtude disso, acaba enganada por charlatães. Ao mesmo tempo, somos livres para pregar, combatendo dessa forma o erro com a única arma que o faz sucumbir: a verdade.


Usemos sabiamente essa liberdade que, não sabemos até quando, ainda temos em mãos.