Estudar a Palavra divina pela manhã, a cada manhã, abre a fome pelo entendimento dos planos que Ele revelará ao longo do dia. Estudar: não ler por compulsão, culpa ou sentimento de obrigatoriedade. Estudar como alguém que se enamora a cada linha de carta que lhe escreveu um amor distante. Estudar com a fé pequenina, como um grão de mostarda. Mas também estudar com cérebro e objetividade, com método e minuciosamente. Estudar sempre, anotando, resenhando, orando e praticando.
O estudo da Palavra divina é a ferramenta que, nas mãos do Espírito, transforma a percepção, a cultura, os hábitos e gostos. Estudar é viver de forma menos indiferente, arrogante e egoísta. É se abrir para Deus e o próximo. Ligar-se com o Céu na missão de salvar. É conhecer o Outro tal qual Ele afirma ser, sem espaço para especulação doentia e ínfima do homem. O Outro é sempre maior, maior até do que poderia ser dito, não por sua limitação em dizer, mas pela nossa em compreender.
A Palavra divina: alvo do estudo com fé, devoção, inteligência e amor. Sobretudo, amor.









A luz é um dos símbolos mais explorados por grupos religiosos – de Platão aos gnósticos, de cristãos a espíritas. O binômio luz/trevas correntemente ainda traduz a oposição entre Verdade e Mentira, Caminho Verdadeiro e Engano, Virtude e Vício. A ideia fica clara, principalmente para aqueles que chegaram a conhecer a forte iluminação produzida pelo lampião aceso com querosene usado à noite (para quem possui menos de dezoito anos e sempre viveu em cidades grandes, o lampião soará como algo advindo de um período arcaico, habitado por máquinas de escrever e LPs).








