sexta-feira, 23 de outubro de 2015
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
BÊNÇÃO OUVIDA
Seu coração
domou medos, em ritmo
De início
apaixonante, som de vida
Em preparação,
força desprendida,
Equação
não expressa em algoritmo.
Seu coração
lhe ultrapassa em dimensão
E agrilhoa
meus olhos nessa espera;
Coração
que se faz própria atmosfera
– Se
respiro, respiro coração.
Os dias.
O futuro, névoa ainda,
Como todo
croqui, nasce mistério,
Até o
traço ter contorno sério,
Sendo possível
ver: que forma linda!
Seu coração
– presente do Deus Santo,
Para quem
suplicou por isso tanto!
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
TRÊS É (BOM) DEMAIS!
Um comercial de
chocolate perguntava: "e se as coisas boas da vida fossem três?". Às
vezes, são. Estamos com um promoção-relâmpago: 3 exemplares de Explosão Y
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domingo, 9 de agosto de 2015
SINCERIDADE E RESPOSTAS
Faz uma década que convivo com
adolescentes. Com o tempo, você acaba conquistando a confiança deles. Aprende
que eles são sinceros de forma crônica. Não poucos entre os adolescentes
enfrentam a religião dos pais como quem luta contra regras obsoletas. Claro
que, para um adolescente, as únicas regras não obsoletas estão no grupo daquelas que convém (os adultos, em geral, têm mais pudores para dissimular esse
comportamento).
Eles não são culpados, tomando um
exemplo, por não assimilarem a ideia de termos uma profetiza moderna. Nós,
adultos, somos mestres em evitar esse assunto, tratando algo digno de gratidão
como tema espinhoso!
Aliás, durante uma aula, um aluno
muito espontaneamente perguntou o quão "moderna" era a profetiza, que
viveu há... 100 anos! Convencê-los da atualidade dos conselhos inspirados é
quase como apelar para que comprem fichas e façam a ligação em algum telefone
público. Entretanto, não é apenas algo necessário, como imprescindível.
Se mesmo entre os melhores jovens permanecem tantas dúvidas sinceras, que dizer do quadro geral? Quando
olhamos para uma geração inteira que assiste o culto de cabeça baixa, mais
preocupada em responder as mensagens no WhatsApp
do que naquilo que acontece durante os momentos solenes, como não se preocupar?
Não se trata de alugar um ginásio,
convidar o cantor gospel do momento, entoar 10 músicas repetitivas e fazer um
discurso emocional. Os adolescentes precisam saber coisas concretas sobre a fé
adventista. Menos espetáculo e mais estudo da Verdade. Ensinar meninas e
rapazes a marcarem em suas Bíblias cadeias de textos (devidamente
contextualizados) para que entendam em que baseiam as doutrinas - isso ajudaria a vencer dúvidas e aumentaria o envolvimento com a missão. Afinal, eu
não compartilho algo se não conheço o suficiente para explicar. Treinamentos
missionários, simulando desafios reais, e projetos que ajudem a conhecer
melhor a história do movimento adventista seriam outras ações possíveis.
Pais, líderes e educadores precisam criar fóruns, pensando em como ajudar a nova geração a
retomar a base bíblica adventista. Necessitam igualmente dar o exemplo para os
jovens de que se acham pessoalmente envolvidos na salvação de almas e que seu
maior interesse é a vida eterna. Quando "culto de pôr do sol" e
"culto familiar" não soarem como alienígenas nos ouvidos de famílias
adventistas, significativa mudança surgirá entre os adolescentes.
Não basta pais piedosos orarem por
seus filhos; pais espirituais precisam orar com eles e lhes ensinar a amar a Verdade a ponto de encarná-la em sua própria vida. Afinal, a sinceridade
adolescente merece respostas, fruto de um cristianismo autêntico.
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segunda-feira, 3 de agosto de 2015
segunda-feira, 27 de julho de 2015
MÁSCARA E SUB-MÁSCARA
Reconhecido
como um dos melhores poetas contemporâneos em Língua Portuguesa, Fernando
Pessoa demorou a se adaptar ao idioma materno, devido ao tempo passado na
Inglaterra durante os anos de formação. Os primeiros versos de Pessoa foram
ainda escritos em inglês. Aqui apresento uma tradução de um dos sonetos
escritos pelo luso, o de número 8, bastante conhecido. Aparece em versos
decassílabos e mesmo esquema de rimas.
How many masks wear we, and undermasks,
Upon our countenance of soul, and when,
If for self-sport the soul itself unmasks,
Knows it the last mask off and the face plain?
The true mask feels no inside to the mask
But looks out of the mask by co-masked eyes.
Whatever consciousness begins the task
The task's accepted use to sleepness ties.
Like a child frighted by its mirrored faces,
Our souls, that children are, being thought-losing,
Foist otherness upon their seen grimaces
And get a whole world on their forgot causing;
And, when a thought would unmask our soul's masking,
Itself goes not unmasked to the unmasking.
(trad. Douglas Reis)
Quanta
máscara e sub-máscara para
Sobre
o nosso semblante da alma, e quando
Por
jogo a alma a si mesma desmascara,
Reconhece
o disfarce e o rosto brando?
Nada
a máscara real sob outra sente,
Mas
vê por meio de olhos mascarados.
Assim
que a consciência à obra se apresente,
A
obra aceita traz sonos encadeados.
Qual
teme a criança as faces espelhadas,
Nossa
alma, que é criança e ideia ida,
Põe
diferença em caretas observadas,
Pondo
ao mundo todo em causa perdida.
Se
vem a ideia máscaras tirar
Não
sem máscaras vem desmascarar.
Leia também:
quarta-feira, 22 de julho de 2015
quinta-feira, 16 de julho de 2015
ORNITORRINCOS E PAPAGAIOS
Ávido
de obter quietude
Nesta
Babilônia de afetos
Tão inoportunos.
Corrompo
Pés sofisticados
na lama
– Minha
condição impensada.
Ranjo
os dentes. Eu, torturado,
Vulto
ciclotímico nas ruas,
Parte
do mosaico de ferro;
Nada se
parece com o antes
–
Minha infância sob o concreto
Perde
o colorido. O que resta?
Uma sensação
histriônica,
Digna
de maníacos, surge
Quando
me deparo com prazos.
Sempre
a trajetória das horas,
Vindo
ineludível contra a alma.
Penso.
Consternado. Penso alto.
Penso
em espiral. Logo esqueço.
Ouço ornitorrincos
em pânico,
Todos
afogados. E eu vendo
Ônibus
atrás de dezenas
De outros.
Irritado, desabo.
Quando
anoitecer, dormirei
Perto
da lareira, na praia
Ou na
cordilheira dos Andes.
Tenho
a sensação de que estou
Dentro
do viveiro, cercado
Pelos
papagaios do asfalto.
Com coloração
destacada,
Quais
tagarelices imitam?
Sem ineditismo
aparente,
Fazem
narrações repisadas,
Vasto
vozerio de cópias.
Há infiltração
nos pulmões
–
Pobre ornitorrinco esquecido
Longe
do cortejo de sósias
Presas
à aparência vivaz.
Acho que
domingo retorno
Para me
esquecer de mil caos.
Para me
irritar em parcelas
Menos
repetidas de tempo,
Ávido
de obter quietude
– Quando
anoitecer, dormirei.
Mas
se demorar a dormir,
Posso
ornitorrincos contar
(Contem
os demais seus carneiros!).
Leia também
Passos noturnosUm ato de risco
Delido
quarta-feira, 8 de julho de 2015
O QUE APRENDER COM AS DECISÕES DA IGREJA
A
cada cinco anos, a Igreja Adventista do Sétimo Dia reúne delegados
representando todos os campos, em uma assembleia mundial, conhecida como
Conferência Geral. Ali são tratados todos os assuntos envolvendo doutrinas e regulamentos, práticas e procedimentos, escolha de líderes e apresentação de relatórios. Nos últimos anos, um
dos temas mais delicados tratado nessas reuniões é a questão de ordenação de
mulheres ao ministério pastoral.
Comissões do mundo inteiro se reuniram para estudar o assunto. O debate passou do âmbito administrativo para o do estudo teológico e chegou finalmente à grande parte da membresia adventista, especialmente nos países mais desenvolvidos. Finalmente, nessa 60ª edição da Conferência Geral houve a votação sobre o assunto: dentre o total de 2363 votos, 977 foram a favor, 1381 contra e ocorreram 5 abstenções. A maioria, portanto, entendeu que não há evidência na Revelação divina (Escrituras Sagradas e testemunhos de Ellen G. White) que apoie a ordenação de mulheres.
Comissões do mundo inteiro se reuniram para estudar o assunto. O debate passou do âmbito administrativo para o do estudo teológico e chegou finalmente à grande parte da membresia adventista, especialmente nos países mais desenvolvidos. Finalmente, nessa 60ª edição da Conferência Geral houve a votação sobre o assunto: dentre o total de 2363 votos, 977 foram a favor, 1381 contra e ocorreram 5 abstenções. A maioria, portanto, entendeu que não há evidência na Revelação divina (Escrituras Sagradas e testemunhos de Ellen G. White) que apoie a ordenação de mulheres.
O
que se pode aprender com isso? Primeiro, que a igreja de Deus, sendo mundial,
age sabiamente em uma democracia, procurando consenso entre pessoas de
opiniões, formação, cultura e experiências distintas. Na multidão de conselhos
há sabedoria. Crescemos ao ouvir pessoas que, embora tão diferentes, vivem a
mesma esperança que nós. Obviamente, a base de nossa fé é a Revelação e devemos
submeter todas as outras coisas a ela. Ainda assim, devemos ser humildes em
nossa maneira de entender as Escrituras, orando para que em nossa hermenêutica
mantenhamos o sólido princípio de interpretar a Bíblia por meio da própria
Bíblia.
Por outro lado, como
um povo espalhado pelo mundo inteiro, é natural que divergências em assuntos
menores apareçam. Isso não deve nos deixar perplexos ou temerosos. A fé que nos
une será sempre desafiada por questões culturais. E elas merecem ser tratadas, em sua dimensão apropriada. Cabe a nós buscar consenso e
nos fixar no que realmente possui importância: o cumprimento de nossa missão
profética! Isso não implica em fuga de assuntos relevantes ou simples postura anti-intelectual: os adventistas entendem que Deus lhe conferiu uma prioridade (Ap 14:6-12).
A lição mais importante que se deve extrair: não há, como alguns líderes assinalaram, perdedores e vencedores na questão
particular da ordenação das mulheres – ou em qualquer outra que se levante. Todo o povo de Deus sai vencedor quando debate assuntos delicados sem perder o
espírito cristão e quando busca manter a unidade na verdade eterna da Palavra. Preservar a identidade adventista frente a questões contemporâneas requer humildade e espírito de oração. Não há respostas prontas, nem estradas planas. Porém, confiando na direção de Deus e palmilhando por onde a palavra profética indica, seremos vencedores em todas as disputas.
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segunda-feira, 6 de julho de 2015
2 A MENOS NO BRASIL
Eles são meus amigos e gostaria de tê-los mais perto - de preferência, no Brasil! Mas é por uma boa causa. E já que as boas causas merecem apoio, aproveito para divulgar a aventura desse casal. Vocês se divertirão, tenho certeza. Sucesso, Dieter e Deyse. Continuem somando.
sexta-feira, 26 de junho de 2015
quinta-feira, 25 de junho de 2015
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