quarta-feira, 2 de setembro de 2009

JOSÉ SARAMAGO, SENTIMENTAL E HORMONAUTA


O português José Saramago, o escriba das páginas sem ponto final, o escrevinhador de prosopopeias e fábulas premiadas, é um sentimental. Como é que é, indagará seu fã calouro de Sociologia, isso não é possível, dirá sua fã matriculada nas oficinas vespertinas de antroposofia no casarão histórico. Sim, e não é pelo seu choro desabrido ao final da projeção de Ensaio Sobre a Cegueira ao lado do cineasta Fernando Meirelles. A razão de ser sentimental tem a ver com sua incansável diatribe contra Deus.

Em seu livro mais recente (será lançado em outubro), Caim, Saramago encontra uma justificativa teologicamente incorreta para redimir o assassino de Abel. Posando de advogado de Caim, Saramago distorce o contexto da história bíblica e denuncia a Deus como o mentor intelectual do crime por ter desprezado o sacrifício de Caim.

Mas não é um sentimental, esse Saramago? Que escritor de bom coração! Ele diz também que a Bíblia é um livro forjado, que Deus é uma divindade inventada, que o bem e o mal são coisas da nossa cabeça, que os religiosos são gente escrava de suas invenções e necessidades espirituais. Continua sentimental! Veja como no meio desse povo que pesquisa as culturas, que observa os partidos políticos, que analisa a História, há gente que fragmenta seu objeto de estudo para não confundir as diferenças (ótimo), há gente que põe todo texto no seu devido contexto (maravilha), mas na hora de falar de Deus e religião perde as estribeiras e desanda a descontextualizar, a confundir, a generalizar, a dizer que Deus é invenção de César.

Há algum tempo, li um comentário que passava a régua na religião e afirmava que os cristãos são uns nazistas porque separam entre salvos e perdidos, justos e injustos. Na Bíblia, está escrito que esse julgamento quem fará é Deus, o Justo Juiz, e que há um mediador entre Ele e os seres humanos que viveu na pele a humanidade, Jesus. Felizmente, não serão nem os ateus nem os cristãos que julgarão o coração, o caráter e a fé do homem. Porém, a raiva sentimental obscurece a mente que deixa de interpretar corretamente a Bíblia e não vê que eram os nazistas que segregavam os judeus, os ciganos, os não-arianos, enfim. E não tinha essa de judeu bom ou judeu malvado. Bastava ser oposição e pronto, extermínio nele. Ressalto que o comentarista mais tarde reconheceu o exagero.

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MULHERADA, VEJA ESTA


Todo ano, a mesma conversa. Trabalho em uma instituição confessional e muitos alunos de nosso colégio não seguem os mesmos princípios de modéstia cristã nos quais acreditamos; na verdade, os alunos se conformam aos princípios em virtude do código de ética. Mas eles não se conformam com os princípios!

Tento argumentar, honestamente, que não usar brincos (nem homens, nem mulheres), joias, correntes, piercings, etc, é uma questão de seguir os padrões bíblicos (1 Tm. 2:9; 1 Pe. 3:3,4). Expor a barriga, usar roupa apertada e coisas do gênero também indicam excessiva preocupação com a aparência, além de um comportamento sensual, diferente do que se espera de um cristão. Os alunos ouvem, às vezes retrucam, fingem ficar pensativos ou simplesmente se calam. Mas a revolta continua.

Bem, é para isto que serve a Veja. Na seção "Estilo", a reportagem "Sabendo usar, o salário melhora", trata da importância do vestuário. Muitas das dicas do box da página 119 são bem próximas às normas de vestuário cristão. Vejamos:

  • "Nenhuma parte da roupa de baixo pode aparecer ou mesmo se insinuar, incluindo marca de calcinha ou, pior ainda, alça de sutiã transparente";
  • "Existem duas opções: a chefe,ou a cliente, pode prestar atenção no que você tem a dizer - ou nos brincos, colares e pulseiras enormes que está usando
  • "Barriga de fora, só se for no ramo do entretenimento noturno" (calma, calma, foi a Veja quem disse...);

E a lista segue... Já que muitos discutem a autoridade da Bíblia, que, pelo menos, reflitam no bom senso dos conselhos de uma revista secular!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

MAKING-OF DA CIÊNCIA - TELAS

Ontem participei de uma mesa redonda na Univille (Joinville, SC), em comemoração ao dia do biólogo. Foi promovido um ciclo de debates que tratava da controvérsia entre Criacionismo e evolucionismo. Cada expositor teve 40 minutos para tratar de seu tema, e depois se seguiram perguntas do moderador e da plateia, com direito a respostas e réplicas O clima foi bem amistoso e os resultados bem positivos. Agradeço à universidade pela oportunidade de expor um lado da disputa que é pouco ouvido, infelizmente. A seguir, disponibilizo a palestra que dei, na esperança de multiplicar as informações e desfazer preconceitos que ainda rondam campos universitários, colégios e mesmo igrejas. Basta clicar em cada uma das telas e copiá-la.





























segunda-feira, 31 de agosto de 2009

NONDUM NATUS ERAM


Diziam advir uma Era de Aquário
Antes de minha ida à maternidade.

Luther King se opusera ao Vietnã
Num período ainda mais remoto.

Pela Guerra do Iraque e seus revezes
Pode o júri levar-me à forca um dia;

Mas Iroshima não foi minha culpa
E Stalin conheci só pelas fotos.

Como querem que eu dê conta de crimes
Cometidos por outras mãos mais velhas?

E eu é que sei do sangue no carpete?
Senhores, por favor, deixem-me em paz!

Deixem a sala, o oxigênio é pouco,
E os saguis liguem para mim depois.

Tenho de trabalhar, comprar jornais,
Mandar meu currículo por satélite.

Os problemas dos outros são dos outros;
Não os criei, por isso os não resolvo.

Como eu estou sem tempo! Ouçam: sem tempo!
No ano que vem far-me-ei uma visita.

Se ao planeta destrói a negligência,
Ou (sem tanto exagero teatral)

Se nada melhora sem minha ajuda,
Embora eu seja um (como os outros mais,

Que compartilham dessas opiniões),
Não me linchem nas praças ou na mídia:

Eu sou apenas passageiro aqui,
O piloto do avião que se preocupe!

A MAGIA DE LER (COISAS BOAS)


É duro ouvir professores que preferem que os alunos leiam Harry Porter a que não leiam coisa alguma! É como uma mãe que preferisse que seu filho comesse fast-food a vê-lo não se alimentar. Em contrapartida, mais duro ainda é notar quer nós cristãos tendemos a apenas criticar a Literatura secular (quer infantil ou qualquer outra), sem oferecer alternativas.

Por tudo que disse antes, fiquei satisfeito durante o último Encontrão (outro nome para a Trimestral, programa de treinamento eclesiástico e que promove literatura denominacional entre os adventistas, realizado por regiões). Entre tantos bons livros, encontrei um lançamento curioso: Além da Magia: a história do garoto que queria ser bruxo (CPB). Escrito pelo meu amigo Denis Cruz, autor de contos e talentoso colaborador do Outra Leitura, o livro dá um enfoque criativo para a responsabilidade do cristão de testemunhar por seus atos. E mais: trata-se de uma obra voltada para o público juvenil, o mesmo que sofre constante bombardeio da mídia secular, a qual vem divulgando magia, ateísmo, violência e espiritismo.

Espero que outras iniciativas como o Além da Magia despontem no horizonte. Somente desta forma estaremos combatendo as ideias anti-bíblicas de forma adequada, além de proporcionar entretenimento sadio para crianças e adolescentes.

domingo, 30 de agosto de 2009

YES, TEMOS NOSSOS PRÓPRIOS MITOS!


“Sentimo-nos superiores às superstições de antigas gerações e a supostas culturas primitivas, mas somos constantemente martelados pelo mesmo tipo de crenças supersticiosas que se apresentam como as últimas descobertas da ciência.”

Erich Fromm, Conforme citado em Philip Freund, Mitos da Criação: as origens do Universo nas religiões, na mitologia, na psicologia e na ciência (São Paulo, SP: 2008), p.227.

ÉTICA CRISTÃ: ENTRE O LEGALISMO E O RELATIVISMO


Dois extremos

Uma das áreas mais difíceis para muitos cristãos no espectro da ética é viver a vida cristã sem sucumbir às armadilhas polares da ética cristã – legalismo e antinomismo[1].

O legalismo vê a Bíblia do mesmo modo como os fariseus a viam nos dias de Cristo. O legalista olha para a Bíblia como um livro de regras éticas que oferece uma máxima para todo caso que surge. A partir da perspectiva do legalismo, as regras são extremamente importantes e as pessoas devem se postar sob a sua jurisdição em uma condição inflexível (“O que é certo, é certo; não tente explicar suas atitudes com base em situações atenuantes.”).

O extremo oposto é o antinomismo, que rejeita toda a lei moral e não tem lugar para princípios universais.

Absolutismo ou Relativismo Sem Limites

Arthur Holmes notou que o legalismo deve ser definido como “absolutismo ilimitado”, enquanto o antinomismo é o “relativismo ilimitado”.[2] Jesus rejeitou o absolutismo ilimitado e sua vida foi uma contínua condenação dos fariseus, que seguiram milhares de leis mas não amaram a Deus ou ao homem.

Um exemplo desta rejeição pode ser encontrado em sua relação com o sábado. Fora dos eventos de Marcos 2 e 3, Jesus enunciou os princípios de que “o sábado foi feito para o homem” e “não o homem para o sábado”, e que é fidedigno trabalhar no sábado se alguém está fazendo o bem por outras pessoas (Mr 2:23-3:6). Na realidade, Jesus está dizendo que as pessoas são mais importantes que as regras e que certas situações tornam permissível quebrar a letra da lei. De maneira alguma Jesus pode ser visto como um absolutista ou um legalista ilimitado.

Por outro lado, Jesus não pode ser classificado como um relativista ilimitado ou como um antinomista. Ele afirmou no Sermão da Montanha que Ele não viera para destruir a Lei, próximo ao fim de Sua carreira terrestre afirmou ter guardado as leis de Seu Pai e que Seus seguidores devem fazer o mesmo (Mt 5:17; Jo 15:10).

Relativismo Limitado

Holmes desenvolveu uma tentativa de equilibrar os extremos polares do “absolutismo ilimitado” e do “relativismo ilimitado” com o “relativismo limitado”.[3] Uma expressão moderna dessa posição é encontrada na escola de pensamento relativa à ética de situação (ética situacional). A essência da ética de situação, afirma Joseph Fletcher, um de seus maiores expoentes, é “qualquer coisa e tudo está certo ou errado, dependendo da situação”. A boa ação, contínua, seria o ato mais amoroso e preocupado.[4]

A ética de situação é correta em repudiar o legalismo e em sua admissão de relatividade ética limitada. Seu maior problema é que ela rejeita os princípios morais e as regras e, em conseqüência, alarga o relativismo a cada questão moral específica.[5] Portanto, a ética de situação desvirtua o amor cristão. Como visto acima[6], a Bíblia nunca separa amor da lei moral. Ao contrário, repetidamente une os dois. O amor, na perspectiva de Cristo, estava completando e resumindo os Dez Mandamentos. A posição bíblica é uma rejeição do relativismo limitado ou da ética de situação, com sua inabilidade de estabelecer limites morais.

Absolutismo Limitado

Se não forem absolutos todos os valores e regras do comportamento, então o que as pessoas precisam são absolutos limitados em vez de absolutismo ilimitado legalista. Uma quarta posição ética, que se concentra mais na perspectiva bíblica, pode ser chamada de “absolutismo limitado”. Esta posição permite ao amor reter seu conteúdo cognitivo como expresso nas ações e atitudes de Deus e nos Dez Mandamentos. Ela retém os princípios universais para a aplicação da lei a situações diferentes, enquanto proporciona ao cristianismo liberdade onde a lei silencia.

Absolutismo limitado, portanto, busca colocar-se entre os perigos do legalismo e do relativismo, e propõe uma solução “na qual o relativismo é limitado pelas leis”. De acordo com Holmes, o absolutismo limitado permite vários tipos de relatividade:

1) relatividade em aplicar princípios universais a situações distintas (i.e., Cristo ilustrou que há vezes em que o trabalho poderia e deveria ser feito no sábado);
2) relatividade em nosso entendimento a respeito dos princípios éticos e como estes princípios foram aplicados de maneira diferente em diferentes períodos históricos (i.e., a posição bíblica em relação à escravidão e à poligamia); e
3) relatividade na moral devido a diferenças culturais em vez de diferenças de princípio (i.e., práticas de solicitação bíblicas e rituais de casamento comparados às nossas).

Ao mesmo tempo, a ética bíblica do absolutismo limitado também afirma absolutos:

1) o caráter imutável de Deus, que articula a lei não como um código arbitrário, mas como um sábio guia para a vida humana;
2) a lei moral como dada na Lei do Amor e os Dez Mandamentos, interpretados no Sermão da Montanha, e aplicado a situações históricas nos escritos proféticos e apostólicos.[7]

Fonte: Filosofia e Educação: uma introdução da perspectiva cristã, George Knight, Imprensa Universitária Adventista, p. 188-190.

*George R. Knight é doutor em educação, historiador, teólogo e escritor.

Postado originalmente em: Resumo da Ópera
_____________________________________________
[1] Antinomismo é a total aversão a qualquer regra, norma ou lei ética.
[2] Arthur F. Holmes, Faith Seeks Understanding: A Christian Aproach to Knowledge ( Grand Rapids , MI : Wm. B. Eerdmans Publishig Co., 1971), p.93
[3] Ibid.
[4] Joseph Fletcher, Situation Ehics: A Nova Moralidade (Philadelphia: The Westminster Press, 1966), p.124.
[5] Holmes, Faith Seeks Understanding, p. 94.
[6] Knight se refere aqui a uma seção de seu livro, anterior a esse texto, onde trata de questões axiológicas. Essa seção está nas páginas 184-188.
[7] Holmes, Faith Seeks Understanding, p. 97-98.

sábado, 29 de agosto de 2009

ELES MERECEM NOSSA CARIDADE


Segundo o site Zenit, 56 influentes evangélicos norteamericanos mostraram sua anuência à última encíclica da lavra do papa Bento XVI, a Caritas in Veritate (leia a nossa crítica aqui e aqui). Uma declaração conjunta foi produzida por estes líderes cristãos - Doing the Truth in Love (Fazendo a Verdade no Amor). Neste documento, vários pontos da mensagem do papa foram endossados, como a visão de globalização mais humana e de uma economia norteada por valores. Resta saber a opinião deste segmento evangélico acerca daquilo que Bento sugere sobre "a presença de uma verdadeira autoridade política mundial".

Como podem os protestantes americanos, que fugiram da Europa perseguidos pelo papado, demosntrarem tão inebriante cegueira diante das pretensões de Roma? Eles merecem nossa profunda caridade, por estarem cavando uma profunda sepultura para si próprios! De fato, nada há mais que se comentar, exceto o que o apóstolo João escreveu há 1900 anos: "Também vi uma de suas cabeças como se fora ferida de morte, mas a ferida mortal foi curada. Toda a Terra se maravilhou seguindo a besta." Apocalipse 13:3 (para entender melhor a profecia, clique aqui).

Leia também:
DESENVOLVIMENTO HUMANO INTEGRAL: A PROPOSTA DE ROMA

LIÇÕES DE UMA ANTIGA HISTÓRIA DE AMOR


Por estes dias, uma aluna me procurou com uma dúvida. Sendo horário de aula, deixamos para conversar no intervalo. Ao ouvi-la depois, conectei-me a algumas preocupações típicas dos adolescentes. Ela me perguntava sobre namoro, fazer a vontade de Deus, escolher a pessoa certa. Senti que a conversa foi útil para a menina.

Pensando bem, todos os cristãos se preocupam com seus relacionamentos amorosos. Talvez, nas décadas passadas, o divórcio fosse algo que atingisse mais aos descrentes. Dificilmente casais cristãos se separavam. Hoje, embora faltem estatísticas seguras, muito provavelmente os índices de divórcios entre cristãos e não-cristãos deixem de apresentar grandes discrepâncias.

Desta forma, as questões formuladas pela aluna são pertinentes a outros adolescentes, mas também a adultos. Os cristãos solteiros desejam saber como honrar a Deus, escolhendo a pessoa certa com a qual possam construir um lar estruturado. E mais ainda: todos queremos ser felizes no matrimônio.

Não tenho dúvidas de que Deus Se preocupe com o assunto. Em Sua Palavra, o Espírito Santo deixou preciosas verdades para alicerçar a vida a dois. Peço que você me acompanhe na leitura de uma linda história de amor. Não é o único romance bem-sucedido na Bíblia. Mas nós o consideraremos, verificando os conselhos divinos que dele se pode extrair.

EM BUSCA DO AMOR PROMETIDO
Abraçado à lanugem do camelo, ele cerrava os olhos, tão intenso o sol se fazia. Os poucos servos que o acompanhavam pareciam exaustos, assim como ele mesmo. Enquanto punha as últimas gotas do cantil na garganta seca, já era possível enxergar as casas da vila mais próxima. Foram poucos passos até chegarem. E o que aconteceria depois?

Tocado pela missão que recebera, Eliézer alçou esta petição: “‘Senhor, Deus do meu senhor Abraão, dá-me neste dia bom êxito e seja bondoso com o meu senhor Abraão. Como vês, estou aqui ao lado desta fonte, e as jovens do povo desta cidade estão vindo para tirar água. Concede que a jovem a quem eu disser: Por favor, incline o seu cântaro e dê-me de beber, e ela me responder: ‘Bebe. Também darei água aos teus camelos’, seja essa a que escolheste para teu servo Isaque. Saberei assim que foste bondoso com meu senhor’.” (Gn. 24:12-14, NVI).

Sentindo o peso da velhice, o patriarca Abraão preocupou-se em preparar Isaque para lhe suceder. Para tanto, o jovem precisava de uma companheira, a qual não podia ser qualquer mulher. Como sucessor de seu pai, Isaque seria o herdeiro das promessas do Senhor. A liderança espiritual lhe estava reservada. Logo, para tornar-se esposa de Isaque, uma mulher deveria viver dentro da mesma perspectiva que ele; isto incluía aceitar a vocação espiritual que Isaque abraçara.

Voltemos a Eliézer. De fato, o servo que Abraão incumbiu de providenciar uma esposa para Isaque teve êxito em sua missão. Através das atitudes de Rebeca e das circunstâncias, podemos aprender alguns fatores que ajudarão a escolher um bom cônjuge. Destaco os seis pontos a seguir:

1. O futuro companheiro deve ser alguém do meio (Gn. 24:2-4). Alguém que tenha relação com sua família, que seja amigo, pertença à mesma cultura, partilhe dos mesmos valores religiosos. Por isto, Eliézer deveria recorrer à parentela de Abraão. A religião pode contribuir para manter o casamento. Uma recente pesquisa, divulgada pela revista Isto é, destacou que quando os cônjuges são religiosos, o percentual de separão cai para 8,1% (contra 13,6% no caso de ninguém no casal professar uma religião).

2. O futuro companheiro deve ser alguém apontado por Deus (Gn. 24:7). Era o cumprimento da promessa feita a Abraão - a continuidade de sua descendência. Quando estamos em comunhão com o Céu, Deus dirige toda a vida. Mal o servo fez a oração (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas), e Rebeca apareceu!

3. O futuro companheiro deve ser puro. Puro de intenções, de vida, com nobres aspirações. A Bíblia destaca o fata de Rebeca ser virgem, intocada. Mais importante do que a própria virgindade é a pureza - afinal, mesmo alguém que nunca tenha tido uma relação sexual pode ter uma mente completamente pervertida. Atualmente, ve-se com frequência que muitos casais cristãos tem intimidade indevida, permitindo que o parceiro acaricie as chamadas zonas erógenas, ou recorrendo à masturbação ou sexo oral. Os que assim procedem podem se dizer virgens, entretanto se acham distantes do valor de pureza ensinado na Bíblia.

4. O futuro companheiro deve ter disposição de servir (Gn. 24:14, 17-20). Disposição de servir, abnegação, humildade. Mas com iniciativa, vontade própria, com ambições sadias. No casamento, marido e mulher são sevos, não serviçais um do outro. Rebeca mostrou humildade que se requeria para trilhar a difícil jornada de fé ao lado do descendente da promessa. Deveria alguém esperar menos de um futuro marido ou esposa em nosso tempo?

5. O futuro companheiro deve estar disposto a cumprir a vontade de Deus ( Gn. 24:58). Não deveríamos escolher lguém para o casamento por sua profissão, mas pela profissão de fé. Requer-se de todo jovem cristão que contrai núpcias com quem tenha a mesma crença; digo mais ainda: busque alguém com bom nível de espiritualidade, o que se pode testar no dia a dia. No caso de Rebeca, o tipo de prova dado quando aceitou partir o quanto antes da casa de seus pais revelou seu caráter. Mais atual do que nunca é a advertência inspirada: “Pessoa alguma que tema a Deus pode, sem perigo, ligar-se a outra que não o tema.” (Patriarcas e Profetas, p. 174).

6. O futuro companheiro precisa reservar-se para o compromisso a dois (Gn. 24:64-65). O véu tinha a função de dar um caráter reservado à mulher. A modéstia cristã nos leva não a nos escondermos, mas a evitarmos a exposição excessiva. Isto nos leva a considerar que não é prudente namorar por tempo excessivo, porque tende-se com o tempo a adquirir maior intimidade física. Um namoro que se alonge por anos, sem um plano definido de casamento, geralmente leva à antecipação de relações sexuais; estas, por sua vez, acabam se tornando o centro da relação, destruindo o diálogo, a amizade e o respeito.
Se seguirmos a orientação bíblica, desenvolveremos relações saudáveis e duradouras, como aconteceu na união e Isaque e Rebeca. Basta confiarmos nAquele que está interessado em todos os detalhes de nossa vida - inclusive, em nossos relacionamentos.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

INRI CRISTO VERSÃO INVERNO


Não falta mais nada! A Sibéria tem sua própria versão de Inri Cristo, o cidadão que se auto-proclama a reencarnação de Cristo (só não disseram para ele que nem sequer a ideia de reencarnação tem endosso bíblico). O guarda de trânsito Sergei Totop também aderiu à moda e vem se apresentando como "O Jesus da Sibéria" ou "O Professor Vissarion". E, para variar, quando um maluco destes aparece, uma turba se junta para se curvar diante do novo Messias...

É claro que é preciso ter muito mais do que cabelos compridos e barba para se apresentar como Salvador. Jesus é o único que possui todas as credenciais necessárias para ser o Salvador. Confira somente 3 razões:

1) Ele cumpriu as profecias vetero-testamentárias (cf.: Is. 53; Sl. 22; Mq. 5; Zc. 9);
2) Ele apenas viveu uma vida de completa vitória sobre o pecado, o que o habilitou para nos resgatar (Hb. 4:14-16; 1 Pe. 18-19);
3) Ele confirmou Sua missão através de sinais irrefutáveis. Nas poucas alusões que faz a Cristo, o Talmude menciona que Ele realizava milagres pelo poder de Belzebu, uma acusação similar ao que os Evangelhos relatam (Mt. 12:24). Sobretudo, note que a acusão busca uma explicação alternativa para o fato de Jesus realizar milagres, mas não nega que o Mestre efetivamente os realizasse.

Jesus é único. E o único que pode nos salvar (At. 4:12).
colaboração: Fernado Machado

DISCURSOS DE KHUN ANUP


Há muitas fábulas do antigo Oriente próximo enfatizando o dever ético-social de pessoas ou nações. Os poemas a seguir fazem parte de uma série, livremente adaptada da fábula egípcia "O camponês eloquente". Desejamos que as reflexões contidas nestes textos nos motivem, como cristãos, a desempenhar um papel mais humano e condizente com nossa moral.

Palavras de Rensi

Ó filho de Rá: fala-vos, ó Rei,
O pó que ante a presença tua expira.
Faraó: o camponês de quem tratei,
Cuja fala escrivães põe no papiro,
Cuja eloqüência aos sábios tanto admira,
Muito trouxe, e ao porvir eu me refiro:
O que nos disse com tanta beleza,
Quem sabe sirva para, no futuro,
Relembrar a justiça a um povo duro…
E no Nilo haverá sempre a realeza.

I – Discurso de Khun-Anup

Trago-vos, Rensi, vinho de mélea uva,
Posto que frutifica vossa mente:
Sois para a mão do fraco a única luva,
E para o camponês sois a semente;

Pai dos órfãos, marido da viúva,
Útero ao que possui a mãe ausente;
Quando vindes, justiça cai em chuva,
Que aniquilais quem fala falsamente;

A repudiada tem em vós o irmão,
Ó sol que abris as pálpebras da lei,
Estendendo ao mendigo a mesma mão;

Ouvi, ouvi, que agora falarei,
Não para gastar tão nobre atenção;
Peço-vos: trazei ma’at, filho do Rei.

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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

IMPRESSÕES...


Podem ser vagas, singelas, detalhadas, positivas ou negativas, confusas ou dissimuladas. Às vezes se coadunam com a realidade, mas, na maioria dos casos, são desfeitas quando se conhece mais a respeito.

Quais são as nossas impressões de Deus no mundo moderno, farto de desigualdades? Um mundo que mescla beleza e violência, conhecimento multifacetado e ignorância das massas?

Se olharmos para Deus e O avaliarmos sob prismas humanos, certamente ficaremos confusos, pois as opiniões são divergentes. Qual a "opinião" certa sobre Deus? A única "opinião coerente é aquela fornecida por Ele mesmo, revelada na Bíblia.

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Este é o primeiro texto da Professora Rejane Godinho para o site Outra Leitura . Tive o privilégio de tê-la como colega no mesmo campo (a Associação Catarinense), no qual ela atuava como professora de Ensino Religioso. Novamente, será um prazer ser colega da Rejane no OL.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

QUE TAL SE MICHAEL JACKSON DESCANSASSE EM PAZ?



Em se tratando de luto, as famílias costumam ir a extremos, ou comedimento beirando à impassibilidade, ou comoção à la mexicana. Ou se compram coroas de flores deslumbrantes ou a homenagem se dá através de crisântemos pálidos. A morte, quer dizer, a vida tem destes contrastes que nos fazem pensar na diversidade das reações humanas.

Mas nem mesmo o conhecimento disto preparará o leitor para a notícia a seguir: o portal UOL informou que canal A&E pretende transformar o funeral do cantor Michae Jackson em um Reality Show (!). De fato, é mais provável que Michael morto apresente um raciocínio menos lento do que Ozzy Osbourne, cuja família também participou de um (medonho) reality show.

Infelizmente, o reality show se tornou uma fórmula que invadiu os programas de TV - e as inserções deste tipo de proposta em programas tradicionais como o Fantástico revelam que não há limites para desgastar algo que já nasceu absurdo.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

CONTRA O CÂNCER, MANTENHA-SE CASADO

Já aconselhei pessoas que enfrentavam crises conjugais. Geralmente o estresse decorrente do fim de um relacionamento é extremamente prejudicial à pessoa, em diversas áreas. Uma pesquisa recente vem corroborar com isto.

A Indiana University empreendeu um estudo que analisou casos de diagnósticos de câncer, ocorridos entre 1973 e 2004. Os resultados, divulgados pelo Estadão, constatou que os casados têm 63% de possibilidade de viver 5 anos após receber o diagnóstico; recém separados possuem apenas 45% de possibilidade de resistitem pelo mesmo tempo.

Os pesquisadores chegaram a conclusão de que o estresse de uma separação baixa a imunidade, deixando o organismo mais vulnerável. Mais uma boa razão para manter os votos matrimoniais!