quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O AMOR ESTÁ ON LINE

As mudanças da internet vieram para reconfigurar o mundo em definitivo. Em grande medida, tais mudanças focam os relacionamentos, haja visto o boom das redes sociais e constante experimentos para substituir o e-mail (que os visionários gostam de ressaltar como tendo os dias contados). A internet passou da informação, à comunicação e, enfim, para a interação. O leque se abriu de forma quase ilimitada, uma vez que, em tempo real, qualquer pessoa goza da possibilidade de interagir com quem quer que seja em qualquer parte do mundo.

Um estudo, divulgado na segunda-feira no encontro anual da Sociedade norteamericana de Sociologia, destacou a vocação casamenteira da internet: 82,2% das pessoas com acesso à rede tinham um cônjuge ou parceiro; 61% dos casais pesquisados eram homossexuais e 21,5%, heterossexuais. Especialmente beneficiados são os grupos com maior dificuldade de encontrar parceiros – caso de homossexuais e pessoas de meia idade em geral. Os pesquisadores apontam que logo a internet substituirá o fator “amigos”, que, desde a década de quarenta, era até então o maior contribuinte para a união de casais.

Todavia, muitos dos relacionamentos on line são superficiais e se desenvolvem numa convivência simulada, diferente de situações reais, do convívio diário. Além disso, viver conectado parece desplugar as pessoas da relação com as pessoas próximas, invertendo a prioridade dos relacionamentos reais para os virtuais. Também é de se questionar a liberalidade dos relacionamentos via web do ponto de vista cristão. Enfim, a potencialidade da internet apresenta alguns riscos e aspectos duvidosos. Requer-se sabedoria para fazer uso da rede sem fazer o coração navegar numa canoa furada.

Um comentário:

Iranise Fialho disse...

Muito boa a observação, e isso acontece também com amizades, muitas vezes estamos trocando nossos amigos reais pelos virtuais, o contato pessoal, trocado por um teclado e horas intermináveis diante do computador,tiram horas preciosas que poderiam ser empregadas em outras coisas também!