segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

NO FUNDO, EU QUERO REINAR - parte 2



Não perca esta seqüência por nada no mundo:

"os israelitas pediram a Gideão: ‘Reine sobre nós, você, seu filho e seu neto, pois você nos libertou das mãos de Midiã. ’
“‘Não reinarei sobre vocês’, respondeu Gideão, ‘Nem meu filho reinará sobre vocês. O Senhor reinará sobre vocês.’"Juízes 8:22 e 23.

Esse diálogo entre Gideão e líderes de tribos vizinhas pode dar a falsa impressão de que o filho de Joás era humilde demais para querer aceitar a proposta de estabelecer uma dinastia. Ou que, por outro lado, Gideão reconhecia o direito divino ao trono. Afinal, no dicionário israelita o termo “monarquia” não constava como um verbete; o que se conhecia era a Teocracia.

Se a Bíblia fosse um filme e a história de Gideão terminasse nesta cena, ele seria o mesmo herói dos flanelógrafos que mostramos às crianças na igreja. Gideão, o corajoso iconoclasta. Gideão, o líder seletivo. Gideão, o estrategista criativo. Gideão, o vitorioso abnegado. Contudo, a Bíblia é uma narrativa sem tapetes que escondam a sujeira varrida. A mensagem de Deus é objetivamente verdadeira. Gideão surge, no final da narrativa, com um espectro novo, como se nota nessas palavras:

“[…]‘Só lhes faço um pedido: que cada um de vocês me dê um brinco da sua parte dos despojos’ (Os ismaelitas costumam usar brincos de ouro.)"Juízes 8:22 e 23.

Em decorrência da vitória militar alcançada, Gideão tinha um bom moral. De fato, astribos aliadas a ele responderam ao seu pedido em uma generosa doação de ouro, que em nossas medidas atuais seria algo entre 16 a 30 kg.

O que Gideão faria com tanta riqueza?

“Gideão usou o ouro para fazer um manto sacerdotal, que ele colocou em sua cidade, em Ofra. Todo Israel prostituiu-se, fazendo dele objeto de adoração; e veio a ser uma armadilha para Gideão e sua família." Juízes 8:22 e 23.

O manto sacerdotal ou éfode, era um objeto sagrado do culto israelita. Além de um peitoral formado por doze pedras, representando as doze tribos que constituíam Israel, o éfode continha o Umim e o Tumim, duas pedras usadas para consultar a Deus – uma vez feita a pergunta pelo sumo-sacerdote, ou uma delas brilhava, indicando resposta positiva, ou a outra acendia, sinalizando resposta negativa.

O único divinamente autorizado a utilizar essa forma de consulta era o sumo-sacerdote. Quando um líder ou rei requeria uma resposta do Senhor, recorria ao sumo-sacerdote, para que este, através do Umim e Tumim descobrisse a vontade de Deus.

Provavelmente Gideão estivesse bem intencionado ao construir seu éfode particular. Ocorre que, como em nossa própria esperiência, quando rejeitamos a soberania de Deus, começamos fazendo coisas que Deus não pediu, para terminarmos executando o que Ele proíbe.

Você pode até argumentar. Olhando para os lados, com um certo nervosismo no olhar. “Mas a Bíblia não diz claramente que…”. Sua mente começa a bombardear escusas. Desculpas. Justificativas. Para você, aquilo não passa de uma questão de opinião. Algo tão particular que a igreja, a família e os amigos não deveriam se intrometer. Há um certo impulso natural que deságua em palavras arrogantes e defensivas. A razão lhe parece óbvia: você está defendendo sua individualidade.

É fato que Deus o vê e respeita como indivíduo. Ele está aberto a ouvir seus argumentos, embora nossa humanidade soe ridícula aos nossos próprios ouvidos. Somos tacanhamente apegados àquilo que desperdiça o pouco tempo de nossa vida.

Ainda assim, Deus Se enche de amor quando expressamos nossos anseios diante de Sua presença. Nossa raiva não lhe desperta ojeriza. Nossa mágoa não precisa ficar retida até que o coração se apodreça. Podemos levar tudo o que nos fere, enferruja, mofa e destroça para o colo do Altíssimo.

Quando temos a experiência de estar na presença de Deus, nossa sinceridade se torna eloqüente, ao mesmo tempo que percebemos contemplativamente aquilo que nos impede de desfrutar ainda mais de uma comunhão constante com Ele. Aquilo que defendíamos com unhas e dentes tem, então, gosto de pó. Tudo se empalidece, porque o importante é agradá-Lo e nos deleitarmos em Seu convívio.

Apenas por teimosia resistimos à essa influência regeneradora. O pecado cria uma couraça sobre a consciência, impedindo o acesso do Espírito a coração, o que nos liberaria dos pecados que carregamos sobre a forma de “minhas opiniões pessoais”.

E isso está longe de ser tudo. Continue sentado, ouvindo: quando rejeitamos a soberania de Deus, a conseqüência recai sobre nós e nossa família. Note agora o que o texto continua narrando:

“[Gideão] teve setenta filhos, todos gerados por ele, pois tinha muitas mulheres. Sua concubina, que morava em Siquém, também lhe deu um filho, a quem ele deu o nome de Abimeleque." Juízes 8:22 e 23.

Como um desvio conduz a outro, encontramos Gideão perdido pela estrada, com uma família supra-desustruturada. Imagine: setenta filhos! Gideão não fundou um orfanato, recolhendo crianças carentes (todos os seus filhos eram “gerados por ele”); este estilo de vida, que o mais bem-sucedido guerreiro da tribo de Manassés adotou no fim de seus anos, guarda semelhanças com o dos chefes tribais da época, bem como dos reis pagãos. Haréns. Muitos filhos.

Um detalhe curioso: Gideão recusou ser rei, contudo, o filho de sua concubina (que não morava na mesma cidade e apenas “se encontrava” periodicamente com ele) era Abimeleque – que significa “meu pai é rei”. A mensagem presente no nome é bem clara: no fundo, Gideão queria mesmo era reinar.

19 comentários:

Duhh disse...

massa massa
texto fala sobre os israelitas muito massa
abraço

Bruna disse...

Gideão foi muito egoísta, pois ele fez tudo aquilo que conta no texto, afim de ser o REI.
Eu acho que no final da história, onde ele recusou a proposta de ser REI, ele se arrependeu de ter se aproveitado a oportunidade de ter criado o manto sacerdotal ou éfode, onde quis que o povo confiasse nele, já com a idéia que o povo tem que confiar no REI.
Mas o nome de seu filho (Abimeleque - “MEU PAI É REI”), foi o que revelou o verdadeiro objetivo de ter criado o manto sacerdotal.



BRUNA DE ALMEIDA

thainara disse...

Gideão quis se aproveitar da situação criando o manto sacerdotal (ou éfode) recusando a proposta de ser rei para provar que o verdadeiro rei fosse Deus, mais se aproveitando da oportunidade para que todos acreditassem que ele era uma boa pessoa. Mais se ele não quis ser rei, e deixou a fama para o verdadeiro Rei (Deus) porque botou o nome do filho de Abimeleque (“meu pai é Rei”) ??

By: Thainara da Silva !

Joyce Fernanda disse...

Gideão fez tudo o que fala no texto com segundas intenções, e só negou a proposta de ser rei para mostrar que ele acreditava que o verdadeiro rei era Deus.
Mas então por que ele teria colocado o nome de seu filho
(Abimeleque) que quer dizer "MEU PAI É REI"?

YoHaN XD disse...

Gideão fez errado em fazer o manto sacerdotal pois ele quereria fazer o papel de Deus, reinando e fazendo com que o povo adorasse um objeto que pudessem ver, e não confiando na soberania de Deus.

amanda disse...

Gidão queria ser o rei e so não aceitou por quis parecer bonzinho dai depois ele pediu ouro para costruir o manto sacerdotal,ele tinha um filho chamado(Abimeleque - “MEU PAI É REI”)
sinal de que ele se arrependeu de não ter sido rei,ai que revelou o objetivo de ter criado o manto sacerdotal

Amanda d

Lucas Pinheiro disse...

Depois de ter rejeitado o pedido de ser rei, Gideão arrependeu-se da sua decisão. Então ele pediu os brincos de ouro para fazer seu manto sacerdotal. Gideão fez isso pois se achava melhor do que os outros, tanto que ele deu o nome de Abimeleque (meu pai é rei) para seu filho.

Lucas Preischadt Pinheiro

Anônimo disse...

Na verdade o que eu entendi do texto foi que Gideão não aceitou ser rei, mas ele fez isso com segundas intenções. Para criar o manto sacerdotal e sair ganhando, Gideão quis se aproveitar do manto ganhando mais ouro, e fez com que Israel todinha se protitui-se atráves do manto! Minha opinião sobre o texto é que Gideão queria ser melhor do que Deus, quis atender o pedido das pessoas atraves do seu éfode, e no fundo no fundo ele queria é ser rei, como já diz a tradução do nome de seu filho Abimeleque.
Isabella Pinheiro Servi, 9ºB

Osmair ;$ disse...

Gidão fez mal em criar o manto, parecia que ele queria tomar o papel de Deus mesmo, como se fosse um objeto em que todos tivessem que adorar aquilo.

Lucas André Pereira disse...

Gideão fez um manto sacerdotal não com a intenção que as pessoas adoracem essa imagem, mas que adoracem a Deus, de uma certa forma ele errou, pois não pedio a permição de Deus e ele tambem se aproveito um pouco disso para que todos pensasem que ele fosse uma boa pessoa.
Visto ele que errou não aceitou ser rei, pra que todos vissem que o verdadeiro rei é Deus, mas no fundo sua real intenção era ser rei, não foi a toa que ele colocou o nome do seu filho de Abimeleque - “MEU PAI É REI”.

By André ;D

Bianca disse...

Gideão fez um manto sacerdotal e acabou influenciando o povo que acreditasse que um objeto poderia ser maior que Deus que acabou prejudicando toda a sua família, pois achava que poderia fazer o papel de Deus.Mesmo não aceitando ser, no fundo o que Gideão queria era ser o rei. Na minha opinião Gideão botou o nome de Abimeleque que quer dizer “meu pai é rei” é porque ele amava muito a Deus.

Bianca Luliana Mafra

Larissa disse...

Todos nós temos a tendencia de fazer as coisas conforme a nossa vontade e foi isso que aonteceu com Gideão,se ele tiivesse pensado na vontade de Deus tudo teria sido melhor.

Julia grando disse...

Júlia Grando:

Eu acho que Gideão, no começo foi egoísta pois fez de tudo para ganhar o poder, e quando conseguiu disperdiçou a chance, pois ele se arrependeu de todos os "maus" que ele fez para todas as pessoas.

"É fato que Deus o vê e respeita como indivíduo. Ele está aberto a ouvir seus argumentos, embora nossa humanidade soe ridícula aos nossos próprios ouvidos. Somos tacanhamente apegados àquilo que desperdiça o pouco tempo de nossa vida."

com isso eu concordo plenamente, pois Deus é o Nosso salvador, Aquele que deu a vida para nos salvar, eu amo Ele acima de tudo!


Adoooorei toodo seu blog prof. Douglas, vc é 10!


Juuuuh

thuany disse...

Conferme o texto de Gideão,as vezes em nossa propria vida achamos que estamos certo,e não escutamos a opinião dos outros e erramos.Devemos sempre tentar entender a vontade de Deus,mesmos que as vezes seje o caminho mais dificil.

By Thuany Cristina ♥

thuany disse...

Eu acho que as vezes não escutamos o caminho certo como o caso de Gideão,e erramos feio,mais sempre temos que procurar o caminho certo mesmo que as vezes seje mais complicado.

By Thuany Cristina ♥

Beatriz da Silva - 9B disse...

O que eu achei interessante foi:_O Manto sacerdotal feito de ouro, ganho em vitórias militares, que era um objeto sagrado do culto israelita.
_As doze pedras representando as doze tribos que constituiam Israel. Continha o Umim e o Tumim, duas pedras para consultar a Deus. Só aos sumo-sacerdotes eram permitidos usarem o Oráculo para consultas à Deus.
Gedeão teve 07 filhos com suas muitas mulheres e filhos criados para serem guerreiros. Gideão recusou-se ser rei, mas o nome de seu filho bastardo mostrava exatamente o contrário. Suas atitudes não condiziam com suas palavras.
Beatriz da Silva - 9B

Anônimo disse...

Professor,vo comentar denovo que meu comentario eu mandei tres veses e não tinha ido lembra?
Bom eu acho qe gideão foi um pouco egoísta ele queria ser rei no lugar de DEUS,todos nos temos direitos de fazer escolhas,mais escolhas certas para não nos prejudicarmos,e ele logo depois se prejudicou botando o nome do filho dele de abimeleque!

By:Isabelly Amanda da Luz 9B

Anônimo disse...

Saudações...
Abimeleque,significa:Meu pai é rei.Poderia ser uma expressão formalizada pela sua mãe por ser uma concubina.Dizendo:tive um filho
com um rei.
Os filhos das concubinas assumiam tronos?
Já que estamos falando de suposições.
Gideão não quis carregar o fardo chamado:povo.
Gostou do conforto, mas não da responsabilidade de assumir seu chamamento e passar seu legado para os filhos ? Queria ser lembrado,progetou uma lembrança ,com os objetos da sua conquista.
Mas não da sua função ligítima.
Ele não era sacerdote....

Raianne Florên disse...

Meu Deus! Que texto é esse?! Um dos melhores que já li. Surpreendente como cada palavra se encaixa perfeitamente a explicação e a minha vida. Perfeito! Obrigada!