segunda-feira, 2 de março de 2009

A BATALHA CÓSMICA PELA FORMA E A "DUPLA RESTAURAÇÃO"


Quando era criança (há mais de vinte anos), eu passeava com minha mãe em uma praça e lhe perguntei: "Mãe, o que Deus acha de o nome dEle ser usado em músicas?" Na ocasião, minha mente infantil pensava nas músicas populares que se referem a Deus (de fato, letristas da MPB citam "Deus", "Jesus" e demais elementos cristãos efusivamente).

A indagação que fiz na época lida, de certa forma, com uma questão cara ao Cristianismo contemporâneo: Como adoraremos a Deus? Todas as expressões musicais podem ser empregadas ou apenas determinadas formas estão autorizadas? Se a última pressuposição for correta, então que elementos abalizam um determinado gênero musical cristão?

Abordaremos esses questionamentos nos restringindo à percepção adventista de que se processa uma batalha entre o bem e o mal. Esse conceito fundamental não é de todo exclusivo dos adventistas, mas se encontra de tal modo desenvolvido, dentro de certas peculiaridades, que constitui a doutrina distintiva do Grande Conflito. A intenção deste artigo é oferecer alguns lampejos que se somem às discussões a respeito da adoração no cenário adventista do século 21.

8 comentários:

Anônimo disse...

desculpe chegar assim comentando uma coisa nada a ver... mas confesso que precisoo... MUITO!
"Sor", sou eu, a Sâmia do Colégio Adventista de Itajaí, pra quem o Sr.(hehe) deu aulas por 2 anos (graças a Deus), não pude evitar de passar aqui para dizer que TODOS aqui (sem excessoes), estão com muitaaaaassss sauddades de você, muitas mesmo... quando você vai vim visitar a gente sor?? ta tudo bem aí em Joinville??
Bom, fico por aqui...
Abraços!!

Ps: meu e-mail: samiavm21@hotmail.com

Deus abençõe muitooo

Sâmia - (2° EM, que chiquee, rsrsrs)

DDP disse...

Pastor,
Comentaram no meu blog, estou só trazendo para cá:

Pr. Douglas, obrigado pela perseverança, escrevendo matérias sobre a música e adoração! Esse é mais um que vou reproduzi-lo e colocar como encarte no boletim da igreja. Pr Douglas já assistiu o clipes do musical ELEF? A coisa é séria mesmo!
Que Deus continue iluminando sempre
https://www.blogger.com/comment.g?blogID=29051474&postID=5059343466107278958&isPopup=true

joêzer disse...

amigo, sou músico e por isso sempre seria suspeito para levantar a bandeira do ministro de música remunerado.
entretanto, nas palestras que já fiz em são luís ou curitiba, sempre afirmei a falta que faz um serviço musical conduzido por especialistas.
há pastores que não entendem de cultura musical e músicos que negligenciam a maior densidade teológica. não se pode exigir de ambos uma formação sólida em áreas distintas, entretanto, desvaloriza-se o âmbito de complementaridade entre elas na questão litúrgica.

costumo defender cursos de especialização semelhante aos dos famosos seminários da igreja batista, com aulas de regência, canto, história da música sacra, gestão ministerial e musicologia (pelo menos).
já sugeri (como se eu fosse alguém a ser ouvido) o fomento de atividades para os diretores de música, instrumentistas e cantores semelhante às trimestrais (escola sabatina, ancionato).
o problema, creio, é que ainda se crê no dom musical e não no estudo diligente do músico. Tudo é creditado ao ouvir e à experiência particular. Os efeitos dessa negligência histórica (bem apontada por você) estão diante de nós.
um abraço

André R. S. Gonçalves disse...

Caro Douglas,
já faz algum tempo, não é?
Cheguei ao seu blog através do post do Joêzer.
Li seu artigo e, a meu ver, enxergo uma evolução no embasamento dos seus argumentos (falo isso sinceramente sem tom de superioridade, mas sim como elogio).
Acredito, no entanto, que algumas coisas no seu artigo ainda estão trocadas, apesar de acreditar que existam várias colocações positivas, como, por exemplo a contextualização da adoração dentro do Grande Conflito que foi bem colocada. Também concordo com a visão de que os músicos da Igreja devam ser assalariados como obreiros. Isso evitaria muito estresse e não seria favor, e sim realmente uma visão bíblica.
Todavia queria fazer alguns comentários a respeito dos argumentos que você usou para chegar a algumas conclusões. Mesmo concordando com o resultado (remuneração) discordo profundamente dos dois pontos que você colocou no penúltimo parágrafo.
O primeiro ponto se fundamenta na noção biblicamente equivocada de que o pastor é o equivalente ao sacerdote do templo. Isso contraria a visão nova-testamentária que afirma claramente que o sacerdócio é de todos os santos. Portanto, nós, pastores, não somos mais ou menos sacerdotes do que todos os nossos irmãos em Cristo. Este erro foi um dos primeiros que a Igreja Católica cometeu levando invariavelmente às consequencias que nós já conhecemos.
O seu segundo ponto foi uma afirmação sem argumentação. Afinal, qual é o papel do pastor se não for sacerdotal? Quem constroi essa base?
Acredito que o Joêzer esteja no caminho certo afirmando que é um tipo diferenciado de pessoa que tenha tanto visão musical técnica e filosófica (envolvendo história, estética, etc.) como uma visão ministerial. Essas pessoas existem, mas precisariam ser colocadas nas devidas funções de forma oficial.
forte abraço
shalom

douglas reis disse...

André, seja bem-vindo! Sua ligação foi muito importante para mim naquele domingo e me sinto honrado com a sua participação.

Concordo com a ideia do sacerdócio de todos os crentes. Temos que nos lembrar de que quando Pedro trata do assunto, ele reflete o conceito de santidade já presente no Levíticos. Ou seja, afirmar o sacerdócio de todos os crentes não anula o ofício sacerdotal, que é um dom como os demais dentro da comunidade. Infelizmente, na história da igreja uma coisa acabou ficando em oposição à outra, causando distorções que você bem conhece.

Se compreendi adequadamente a sua segunda observação se reporta ao papel da construção basilar da fé, assim como os antigos sacerdotes de Israel, mas dentro da realidade pós-cruz. E essa função inclui orientações litúrgicas.

Em todo caso, acho importante que esses temas sejam melhor compreendidos por nós, adventistas.

Shalom.

André R. S. Gonçalves disse...

Douglas,
valeu pelas boas vindas
quanto ao sacerdócio de todos os santos e Pedro: a função principal do sacerdócio não era de ordem litúrgica e sim de intercessão... neste aspecto o sacerdócio é de todos os santos...
nas outras área o sacerdote tinha basicamente as mesmas funções dos levitas, um grupo com o qual vejo muito mais equivalência com o de ministros (não somente pastores) em nossa época. Não podemos esquecer que a função diferenciada do sacerdote era a intercessão. O dom da liderança, do ministério e do pastorado não deve ser confundido com o ofício sacerdotal.
Acredito que liturgia seja algo muito, mas muito pouco estudado e conhecido em nosso meio e muita coisa é afirmada baseado em intuição e gosto pessoal. De fato precisamos de líderes usados por Deus e com conhecimento de causa para apontar a direção correta.
forte abraço
shalom

douglas reis disse...

André,

sem dúvida o sacerdote realiza a intercessão, mas alguns dos levitas eram responsáveis pela música do templo, recebendo do dízimo para o seu sustento. As demais funções estão relacionadas no artigo, apesar de eu ter citado, sem a intenção de ser exaustivo.

Shalom

André R. S. Gonçalves disse...

concordo com que vc acabou de colocar...
e vejo ambos pastores e músicos, entre várias outras funções, como levitas no contexto bíblico que deveriam receber do dízimo para o seu sustento e de suas famílias, trabalhando exclusivamente para as funções físicas, espirituais e litúrgicas do povo de Deus