É a primeira vez que alguma iniciativa é levada avante, que eu saiba, para alcançar diretamente a população em relação à cultura. É boa na sua concepção, mas resta saber se vai ocorrer de maneira prática. No Brasil, geralmente, leis que oferecem algo que estimule a população a pensar de maneira um pouco mais crítica e consciente não costumam avançar com força. Vamos ver se será uma lei para vigorar mesmo ou mais um item fictício a ser divulgado, depois, no próximo ano, nas campanhas eleitorais. É esperar e acreditar, mais uma vez, que alguma intenção favorável esteja por trás disso.
Outro aspecto importante a ser verificado, com a promulgação dessa lei do vale-cultura, é a necessidade de a população entender o que é cultura e o que é lixo. Hoje, não é somente a televisão convencional que oferta porcaria para adultos, crianças e jovens. No cinema, no teatro, nos livros, nos CDs e DVDs há muitíssima mensagem que deteriora os valores familiares, religiosos e de uma vida simples. Mais importante do que possuir condições de usar um vale-cultura é saber utilizar o benefício com inteligência e prudência. Bom é poder ir a um museu, por exemplo, e ver a história de um estado, de uma etnia, de uma parte do que foi o Brasil do passado, outra coisa é ver filmes e peças teatrais que desmoralizam o ser humano em sua essência e não transmitem princípios dignificantes para as futuras gerações.
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