segunda-feira, 18 de agosto de 2008

EVANGÉLICOS: A FATIA DECISIVA


Os analistas têm dito que, na acirrada disputa pelo eleitorado americano, Baraka Obama e John McCain terão de conquistar o eleitorado evangélico. Este fato explica porque, no sábado último (16 de Agosto), ambos foram vistos no horário nobre americano, confessando suas falhas morais diante do Pr. Rick Waren.

A sessão de mea culpa por si só diz muito, não apenas sobre o poder político dos cristãos norte-americanos; o fato revela a ascensão de Waren, líder da Saddleback Church, uma pequena congregação com 30 mil membros! Waren escreveu livros que o elevaram ao patamar de "guru das mega-igrejas". Muitas das estratégias dele são válidas, enquanto outras não passam de markenting aplicado à fé. A saddleback cresceu seguindo
uma política de atrair gente "a todo custo". Até sua liturgia foi moldada pensando naqueles que não frequentam regularmente uma igreja (alguns paralelos podem ser feitos entre a abordagem de Waren e a da "Nova semente", comunidade adventista que visa alcançar pessoas secularizadas).

Pelas atuais conjunturas, é bem provável que o presidenciável americano que souber agradar os evangélicos do país irá de mala e cuia para a Casa Branca. E, provavelmente o presidente eleito, ou Obama ou McCain, terá de prestar contas com os cristãos, comprometendo-se a rezar (literalmente) pela sua cartilha.

2 comentários:

CONVICTOS OU ALIENADOS? disse...

Os religiosos têm sido preponderantes nas decisões eleitorais em muitos países. É certo que hoje a religião massificada é vista como parte do bolo da economia.

Atrair prosélitos tem sido, antes de tudo, meta econômico-financeira e, quem sabe e num segundo plano, meta de fé...

Uma pena.

Andre disse...

A verdade é que os Evangélicos estão perdendo sua força na América. Chegaram ao seu auge no fim da década dos anos 80 com a candidatura de Pat Robertson a Casa Branca. Conseguiram colocar 2 Bushes lá dentro e deu no que deu.

Hoje, após os despaltérios do Bush II, os Evangélicos estão desmoralizados e muitos estão trocando de fileiras vertiginosamente para votar para Obama em Novembro, segundo as pesquisas.

Esse fenômeno é simplesmente parte do pósmodernismo que varre a Europa em ondes gigantes e já faz estragos por aqui. O Brasil que se prepare...

O McCain não tem a menor chance em Novembro. Eu, pessoalmente, devo votar para Obama.

Um abraço