domingo, 17 de junho de 2007

O DILÚVIO INVADE AS TELAS DO CINEMA

Um político recém-eleito para o Congresso americano leva um susto quando um homem negro e de aparência austera se apresenta a ele como o próprio Deus, dando-lhe uma missão inacreditável: construir uma arca e se preparar para um iminente dilúvio.
Esse é o enredo do novo filme do diretor Tom Shadyac (de Patch Adams), intitulado Evan Almighty. Na verdade, é uma continuação de seu sucesso cinematográfico Todo Poderoso (comédia com Jim Carrey).

Essa continuação (com Steve Carell) também é definida como uma "comédia blockbuster", ou seja, um daqueles filmes milionários feitos pensando na bilheteria.
No filme anterior, podemos destacar alguma reflecção se insinuando em meio às situações hilárias e desconcertantes, próprias ao genêro do filme. Bruce Nolan (Carrey) logo percebe, depois de Deus (Morgan Freeman, também na continuação) lhe dar seu "emprego", que não é fácil arcar com as responsabilidades divinas. Principalmente porque Nolan é um sujeito egoísta e irresponsável.
É claro que o filme também possui muitos pontos objetáveis, a começar pelo próprio tom: a hilariedade não é a melhor forma de refletir sobre o caráter divino; assim, o filme se torna claramente desrespeitoso para com Deus.
Fico pensando se esse segundo filme não denegrirá o relato bíblico do dilúvio, fazendo a massa rir de uma história que o próprio Senhor usou para tipificar Sua vinda. Se desrespeitamos o dilúvio, porque nos preocuparíamos com a próxima punição universal?

9 comentários:

Angela Lima disse...

Muito bom e relevante o comentário que você fez quanto a este filme. É triste que filmes que ridicularizam a Deus façam tanto sucesso. Um abraço, Angela.

Andre disse...

Pelo jeito quem faz comentários contra o filme talvez não o tenha assistido, até porque os produtores são cristãos e tinham um objetivo evangelístico com a série. Acima de tudo, o seu conteúdo é muito mais recomendável do que muitos filmes que são mostrados em reuniões sociais em igrejas mil por aí.

O mais importante do filme não é discutir o dilúvio e suas implicações passadas ou presents, e sim a imagem de Deus que ele expressa: um Deus de amor, de bom humor e bem perto de nós. Numa sociedade onde as pessoas se questionam se Deus sequer existe, o filme Evan Almighty, seqüência do Bruce Almighty, vem a possibilitar as pessoas visualizarem um Deus que se aproxima, se comunica e está no controle de tudo.

Posso concluir sem medo de errar que o resultado final dessa série de filmes foi extremamente positivo e fiel ao seu objetivo: fazer Deus relevante à sociedade moderna.

douglas reis disse...

André,

da forma como a Bíblia apresenta a pessoa Divina, os cristãos são responsáveis pela transmissão de conceitos corretos a respeito da divindade, ou, em caso contrário, incorrerão em idolatria (adorando uma imagem irreal acerca de Deus, em substituição a quem Ele é de fato).

A necessidade de tornar Deus relevante não pode nos fazer escolher as Suas características atrativas, ao passo que ignoramos aquelas que podem soar contrárias ao pensamento moderno - como a imagem bíblica de um Deus que traz a justiça e age como um guerreiro em favor de Seu povo e que traz destruição sobre os ímpios (Dn 12:2; Ap. 6; 18).

Não acredito que o humor divino seja despachado ou beirando ao ridículo, principalmente quando o assunto seja o juízo universal, envolvendo a salvação ou perdição eterna de almas pelas quais o Senhor morreu.

Ambos os filmes mostram a mensagem cristã diluída em situações cômicas de Hollywood, de forma bastante questionável quando se leva em conta o caráter de Deus. Não estou dizendo que tudo seja ruim em filmes como este; mas o que o cristianismo que retratam é muito superficial e fica a anos luz do que as Escrituras ensinam....

francini disse...

Douglas,

Vc me lembrou de um ditado: "Deus não precisa de advogados e sim de testemunhas."

É fácil simplesmente dogmatizar em vez de tentar dialogar com a cultura pósmoderna. Como eu havia dito, os filmes foram produzidos por cristãos que estão buscando novas formas de expressar o amor de Deus a culturas que estão atoladas no pensamento pósmoderno de relativismo, individualismo e cinismo quanto às instituições estabelecidas. O filme Evan Almighty vem justamente abordar essa faceta, tendo Deus como o ilustre ausente das atividades humanas.

Pense assim, milhões de pessoas que viram os filmes nunca haviam pensado em Deus como uma pessoa real, que ama, que conversa como uma pessoa normal e que inclusive criou o bom humor, segundo Salomão. Foi tanto o sucesso do Bruce que fizeram o Evan. Acaba sendo uma questão de perspectiva.

Quando abrimos o leque das possibilidades, veremos que Deus se utiliza de todos os meios possíveis para alcançar pessoas com a mensagem do Seu amor e isto é em suma, o Evangelho. Paulo disse se tornar tudo para todos para ganhar alguns poucos... Lembre-se que Deus está muito acima dos dogmas, da Igreja e não se limita a revelar-se apenas nos moldes em que se revelou nas Escrituras.

Enfim, eu continuo achando que esse filmes foram uma bênção para muitas pessoas, como o foram para mim pessoalmente. O ator Morgan Freeman como Deus foi a escolha perfeita e me tocou muito.

Como disse alguém, "Não há argumentos contra o sucesso."

Um abraço,
Andre
Blog: www.igrejaadventista.com

douglas reis disse...

André,

alguns pontos a serem pensados:

1)Testemunhar sobre Deus é estar sempre pronto a dar as razões da nossa fé (I Pe. 3:15). Esta é a alma da apologia, atividade que os cristãos têm realizado ao longo de sua existência, confrontando o que crêem com o que a sociedade ao seu redor acredita. Ser cristão, portanto, é ter uma postura crítica, não-conformista(Rm 12:2).

2)O diálogo com a cultura pós-moderna inclui estratégias para alcançar as pessoas com a mensagem cristã, sem rebaixar os nossos princípios. Aliás, foi isto que Paulo fez, em diversas ocasiões, seguindo a máxima que você tão acertadamente citou. No entanto, Paulo não transigia princípios.

Um exemplo disto é seu discurso no Aerópago (At. 17), totalmente adaptado a uma audiência pagã. Agora, mesmo ali, Paulo pregou sobre o modo de Deus agir na História, apresentando os tóppicos da Criação, Adoração, Redenção, Juízo e Ressurreição. É claro que o auditório que o ouviu mostrou-se dividido, e alguns chegaram a hostilizar o apóstolo. Por que?

Será que se Paulo não fosse tão incisivo poderia ter sido mais popular? Se ele concentrasse seu discurso na apresentação de um Deus que aceita as pessoas do jeito que elas são não teria sido convidado a falar outras vezes naquele ambiente pagão?

A verdade deve ser apresentada. De formas diferentes, é certo. Mas sem máscaras ou distorções. Se adicionarmnos algo a ela ou diluirmos sua mensagem, a Verdade deixa de ser o que é e perde o seu poder.

3)Você deu sua opinião sobre o filme. Mas baser-se em gostos pessoais e não na Revelação escriturística, a forma majoritária de Deus manifestar Sua vontade, é arriscado. Você pode ficar com as suas opiniões; eu prefiro avaliar filmes, livros, músicas, obras artísticas ou o que for não pela influência que exerçam (positiva ou negativa), mas pelo "Assim diz o Senhor".

4)O argumento do sucesso é o mais banal que pode existir, principalmente se analisarmos o tipo de músicas ou filmes que fazem sucesso hoje.

A revista Veja, numa reportagem sobre a biografia de Paulo Coelho (lançada em livro, da autoria de Fernando morais), insentou aquele escritor brasileiro de seus erros pregressos em virtude de seu sucesso no mercado literário. Você concorda com a Veja?

O sucesso justifica qualquer abordagem, perspectiva ou opinião? Se a sua resposta for positiva, temo não estar dialogando com um teísta, mas com um pragmático. Eu ainda prefiro ouvir as Escrituras.....

Andre disse...

Olá Douglas,

1. Seu argumento sobre ser testemunha ainda defende o ser advogado. Argumentação, críticas e força intelectual são elementos puramente jurídicos. Ser testemunha é falar do que você viu, só isso, do que Deus fez por você pessoalmente. Nenhum juiz chama um advogado para servir de testemunha, certo?

Talvez esteja aí o maior problema com o Adventismo atual. Somos ótimos para argumentar e fracos para falar no que Deus tem feito por nós.

2. Concordo com você, princípios são eternos. Porém a expressão desses princípios deve ser sempre relevante à cultura imediata, no momento, senão tais princípios se tornam inócuos. Jesus foi o maior exemplo desse diálogo.

A verdade tem que ser pregada, mas Jesus usou de métodos variados para levar essa verdade as pessoas, inclusive usando elementos que poderiam ser interpretados como puramente "mágicos" ou supersticiosos, como o episódio do barro para curar o olho. Lembre-se que estou vendo isso da perspectiva ateística, filosófica.

Deus ama e tenta dialogar com a mente pósmoderna, e filmes são um elemento. O problema é que em vez de engajar, cristãos conservadores atacam e dogmatizam contra a cultura, o que é desinteressante para ambas as partes.

3. Minha opinião em favor do filme é tão pessoal quanto o é a sua ao falar contra o filme, afinal não temos um assim diz o Senhor claro que não devemos assistir a esse filme especificamente. Se o filme me levou para mais perto de Deus, então você não pode negar isso ou chamá-lo de "arriscado".

Lembre-se que o Santuário terrestre baseava-se na força de símbolos visuais e sonoros para influenciar os adoradores, além de seus efeitos intangíveis. Hoje ainda usamos esses elementos na adoração.

Convenhamos que descartar a influência positiva de um filme porque ela não se encaixa com minha opinião pessoal é voltar ao dogmatismo, com matizes de Santa Inquisição.

4. Quando falei do sucesso, me referi ao sucesso do filme em levar as pessoas mais perto de Deus e expressar um Deus de amor. Não me referi ao sucesso de bilheteria, embora isso também seja o caso.

Pense assim, se você prega um sermão sobre o sábado em uma conferência evangelística e ninguém muda de opinião e abandona sua série, seu sermão foi um fracasso, embora você tenha pregado uma axioma inegável da fé judaico-cristã. Porém, o seu objetivo não foi alcançado.

Nesse sentido, o filme alcançou o objetivo evangelístico dos produtores que era fazer com que algumas pessoas, não todas, se interessassem em conhecer a Deus. E contra esse sucesso continua não havendo argumentos, embora muitas pessoas não tenham sido influenciadas por ele.

Outro exemplo são as músicas que levam pessoas ao conhecimento de Deus hoje: seriam escandalizantes para adventistas conservadores mas não há como negarmos sua eficácia, porque trata-se de experiências pessoais com Deus.

Mas música é assunto para outros artigos...

Você disse:
"Mas baser-se em gostos pessoais e não na Revelação escriturística, a forma majoritária de Deus manifestar Sua vontade, é arriscado."

Se você se apega só à Bíblia para escolher filmes, não vai achar quase nada porque filmes não existiam naquela época. A rejeição adventista brasileira de filmes baseia-se fortemente em Ellen White e ela não é Escriturística, como vc diz. Para isso, eu tenho que aceitar revelações divinas não-escriturísticas como seus sonhos e visões. Basicamente, Deus não se limita às Escrituras para revelar-Se, certo?

A IASD americana procura engajar a cultura através de filmes. Participo de uma igreja que fez uma série de sermões sobre filmes de Hollywood e ouvi alguns dos melhores sermões.

Concluindo, é humanamente impossível eu me atrair a algo de que eu NÃO GOSTE. O alcoólatra gosta de bebida, embora isso o destrua, por exemplo. Pessoas só vêm para a igreja porque GOSTARAM de alguma coisa, seja da música, da mensagem ou de um amigo etc. Duvido que haja algum evangelista hoje tentando converter pessoas sem fazê-las gostar da mensagem.

A escolha pessoal de ser salvo tem tudo a ver com o gosto.

Abraço,
André www.igrejaadventista.com

douglas reis disse...

André,

Se sua "birra" contra o que você chama de "ser advogado" fosse levada a sério pelo apóstolo Paulo, ele jamais escreveria suas cartas, onde há longas sessões de polêmica contra os chamados "falsos apóstolos" (cf.: I Co. 4 e 9, por exe.)!

É claro que agir de forma apologética intencional não substitui o viver para Cristo - e vice-versa. Jesus também gastou muito de seu tempo corrigindo as visões distocidas dos líderes de sua época (Mt. 23, por exemplo).

Defender a verdade com argumentos racionais faz parte de nossa comissão - é a maneira cristã de avaliar abordagens e perspectivas seculares e, ao mesmo tempo, oferecer algo melhor.

Os pioneiros adventistas, infelizmente, focalizaram seu ministério apenas em apologia. E houve considerável demora para que se buscasse um equilíbrio entre a defesa da Verdade e sua apresentação mais positiva. Penso que hoje temos invertido a problemática: tentamos ser simpáticos, assimilando aspectos culturais na tentativa de soar "palatáveis", mas deixamos de pensar de forma cristã sobre os valores de uma sociedade que se corrompe a cada instante.

Não sou contra filmes na evangelização. Pelo contrário, aqui no Brasil tenho procurado enfatizar (e você pode conferir postagens sobre artes e música, em geral) que, como cristãos, temos que ser culturalmente participativos.

Pessoalmente, admiro os empreendimentos da Carmel films, que produziu os longas "A virada" e "Desafiando Gigantes". Se nós adventistas enveredássemos pela cinematografia, ao invés de incursões ocasionais nesta área, poderíamos, sem dúvida, impactar mais gente com a nossa mensagem.

Ocorre que, no que diz respeito à maioria das produções atuais, não creio que o Cristianismo apresentado seja muito profundo ou suficiente, ou forneça material próprio para a evangelização (no máximo, temos um material para classes de estudo e discussões de temas específicos, como faço com meus alunos).

Para avaliarmos isto, dispomos das Escrituras - termo que uso de forma a abranger todo o material escrito inspirado, incluindo os escritos de Ellen White. Como adventista, não creio em graus de Inspiração (o mesmo Deus inspirou o profeta Amós, o apóstolo Lucas e Ellen White).

Outro ponto: a Revelação não é exaustiva, mas suficiente. Não engloba todos os aspectos multiculturais, mas transmite princípios aplicáveis.

A Bíblia não proíbe filmes pela mesma razão que não trata do consumo de maconha ou do uso de piercing. Porém, em cada caso, podemos avaliar se um determinado costume ou produto cultural é coerente com o que Deus ensina em Suan Palavra.

Outro detalhe: se o sucesso evangelístico justifica o método empregado na evangelização, temos que justificar as práticas de Rick Waren, que costuma se referir a sua igreja como o "rebanho do rock" (referência ao gênero musical da congregação, escolhido justamente para atrair as pessoas de sua geografia).

Ao mesmo tempo, teríamos que questionar o trabalho do próprio Jesus, que, segundo o Pr. Amin Rodor, em sermão pregado durante um concílio em que estive, não obteve muitas conversões em 3 anos de ministério.

Atrair por atrair, sem transformar, não é indicativo de que a igreja esteja pregando ao mundo, mas que o mundo esteja pregando à igreja - e, em muitos casos, até de forma bem-sucedida...

Andre disse...

Douglas,

Rick Warren é um evangelista aos pós-modernos muito bem sucedido. Se ele está levando uma geração que ama o rock ao Evangelho, não há nada de errado com isso e eu eu você não podemos julgar que tipo de experiência essas pessoas estão tendo com Deus. Só Deus pode julgar.

Cabe lembrar que o órgão de tubo quando foi introduzido foi escandalizante e banido de muitas igrejas enquanto hoje ele é considerado antiquado. Como músico, pessoalmente adoro um órgão de tubo bem tocado mas também aprecio a música cristã contemporânea que tem elementos de todos os estilos de música, inclusive o rock.

Jesus repreendeu qualquer julgamento a métodos que sejam bem sucedidos em levar pessoas a Deus, como lemos em Lucas 9:49-50. A IASD também aceita o fato de que muitos missionários não-adventistas estão fazendo a obra de Deus em países por aí afora. Não há como fugir dessa realidade.

Sobre os filmes em questão, é claro que a abordagem é diferente, quase nada doutrinária e mais implícita, menos Bíblica por assim dizer. Mas o objetivo ainda é levar as pessoas a considerarem a Deus e o Espírito Santo pode usá-los também.

É interessante que muitos preferem assistir a filmes violentos que nem remotamente falam de Deus ou o usam em xingamentos enquanto se escandalizam com um que se refere a assuntos espirituais, embora de maneira peculiar ao cinema. Acho que falta muita coerência nessa parte...

Também acho que precisamos parar de usar tabelinhas para entender como o Espírito Santo trabalha. Nós Adventistas somos experts em colocar Deus dentro de uma caixinha com a qual estamos confortáveis.

A transformação das pessoas é outro trabalho ao qual Deus não incumbiu a IASD de realizar. Quem transforma é Deus, nós precisamos sim ser testemunhas desse Deus e pelo trabalho, tentar influenciar alguns. Isso inclui usar todos os métodos possíveis para esse fim, como Jesus permitiu na passagem de Lucas. Já ouviu falar do Louvor Rural?

A Igreja vive sob a tensão de ser o sal do mundo e não ser cozinhada com ele.

Discussão interessante, parabéns pela iniciativa.

André

douglas reis disse...

André,

Eu estou sempre disposto a participar de um diálogo. Ninguém precisa pensar da mesma forma - e aí está a beleza da coisa!

Antes de continuar, que fique bem claro: podemos não ver as coisas da mesma perspectiva, mas você ainda é meu irmão e valorizo os seus pensamentos - por isso, eu os estou publicando!

Sobre Rick Waren, temos que admitir que existe alguma reserva a ele, mesmo no meio evangélico em geral.

Eu tenho um artigo meio extenso em que discuto alguns princípios adventista sobre música e, neste processo, uso alguns conceitos de Waren, confrontando-os com a visão adventista. Se você se interessar, a primeira parte está disponível em http://questaodeconfianca.blogspot.com/2007/09/msica-sacra-dentro-da-cosmoviso.html

Mais recentemente voltei a falar de Waren, de forma mais casual. O texto está em http://questaodeconfianca.blogspot.com/2008/08/evanglicos-fatia-decisiva.html (eu tenho a impressão de que você já o leu).

Entendo quando você diz que nossa tendência é limitar a Deus. Por outro lado, embora nem sempre seja fácil para nós, seres humanos, compreender as abordagens divinas, podemos estar certos de estar servindo um Deus coerente; Deus age em consonância com o Seu caráter.

É claro que isto é muito complexo e envolve a luz que a pessoa possui, as circunstâncias, etc. Mas quanto mais seguimos os métodos apropriados a caráter de Deus, mais próximos estaremos do verdadeiro êxito - tanto no evangelismo, como em qualquer outra área.

Sobre julgamento, postei um texto muito interessante (não é de minha autoria, antes que você me julgue convencido rsrsrs); está em http://questaodeconfianca.blogspot.com/2007/07/jesus-disse-no-julgueis-para-que-no.html