sexta-feira, 22 de junho de 2007

Leonardo Gonçalves: As expectativas do novo CD e uma análise de sua influência musical


Leonardo Gonçalves estará lançando um novo CD em breve. A repercussão de seu primeiro trabalho, Poemas e Canções, foi estrondosa. O repertório logo se consagrou junto ao público jovem, especialmente no caso de canções como Volta e Getsêmani (sendo que esta última ganhou espaço entre os evangélicos por ter sido veiculada num comercial de televisão da Rede Super, canal de TV da Igreja Batista da Lagoinha).[1] Leonardo também trouxe um estilo diferente, baseado em influências musicais da MPB[2] e do estilo Black de cantar. Poderíamos arriscar dizer que, se há 15 ou 10 anos Fernando Iglesias era o cantor cujas músicas mais influenciavam os cantores das igrejas locais, hoje esse papel de modelo para os músicos é desempenhado por Leonardo Gonçalves.

Claro que tudo o que é novo causa estranheza e manifestações de desaprovação, principalmente por parte de membros mais antigos da igreja. Como serão as reações ao novo CD do cantor? Se Leonardo mantiver suas características, continuará dividindo opiniões. Mas teriam as pessoas o direito de questionar se uma forma de louvar a Deus é mais correta do que outra? Será que o Senhor aprova todo estilo musical? Que tipo de cuidados técnicos deveria ter um músico ao cantar na casa de Deus?

Primeiramente, qualquer questão envolvendo a música não pode ser vista apenas da perspectiva do antagonismo entre “estilo novo/estilo antigo”. Devemos procurar as orientações bíblicas e do Espírito de Profecia sobre o assunto. Parece que há um receio generalizado de consultar o claro “Assim diz o Senhor” quando o assunto é música. Alguns fazem crer que esse é um assunto no qual “vale tudo”, em que o mais importante é “ser sincero”. Parece que se formos honestos com as evidências da Inspiração, correremos o risco de desagradar à juventude ou ferir o gosto pessoal de alguém.


A MÚSICA SUPERIOR

Quero chamar a atenção para essas duas citações de Ellen White:

“O cântico é um ato de adoração. O coração deve sentir o espírito do cântico a fim de dar a este a expressão correta.” [3]

“Vi que todos devem cantar com o espírito e com entendimento também. Deus não Se agrada de barulho e desarmonia. O certo é-lhe sempre mais aprazível que o errado. E quanto mais perto puder chegar o povo de Deus do canto correto, hamonioso, tanto será Ele mais glorificado, a igreja beneficiada e os incrédulos impressionados favoravelmente.” [4]

O ponto mais claro afirmado nos dois textos é que existe uma forma correta de louvar a Deus. Em contrapartida, se há o correto, somos levados a crer que o que se afasta de seus princípios se torna incorreto.

Alguns poderiam afirmar “Música é questão de cultura”. É verdade que toda expressão artística (música, artesanato, artes plásticas, etc) parte de uma cultura. Mas os valores é que moldam a cultura. Se os princípios da Palavra de Deus moldam nosso coração, não nos afastaremos totalmente da nossa cultura de origem – no meu caso, e no da maioria dos leitores, a cultura brasileira – , mas ela será transformada, e seus aspectos contrários ao Evangelho serão sublimados. Isto é o que B.B. Beach quer dizer quando afirma que o culto é transcultural.[5]

Como cristãos, somos chamados a olhar para o modelo musical mais elevado, a música celestial. Em Testemenhos Seletos, volume I, a segunda citação vista acima, Ellen White fala que “[…] quanto mais puder chegar o povo de Deus do canto correto, harmonioso, tanto mais será Ele glorificado[…]”. Somos tomados por curiosidade a respeito do que seria exatamente este “canto correto”; felizmente, a autora se refere no parágrafo posterior à música executada nas cortes celestes, detalhando determinadas práticas dos músicos superiores:

“Foi-me mostrada a ordem, a perfeita ordem do Céu, e senti-me arrebatada ao escutar a música perfeita que ali há. Depois de sair da visão, o canto aqui me soou muito áspero e dissonante. Vi grupos de anjos que se achavam dispostos em quadrado, tendo cada um uma harpa de ouro. Na extremidade inferior dela havia um dispositivo para virar, fixar a harpa, ou mudar os tons. Seus dedos não corriam pelas cordas descuidosamente, mas faziam vibrar diferentes cordas para produzir diferentes acordes. Há um anjo que dirige sempre, o qual toca primeiro a harpa a fim de dar o tom, depois todos se ajuntam na majestosa e perfeita música do Céu. Ela é indescritível. É melodia celestial, divina, enquanto cada semblante reflete a imagem de Jesus, irradiando glória indizível.” [6]

Elementos como ordem, perícia técnica, harmonia e elevação podem ser claramente notados na descrição mencionada.[7] Na Bíblia, o cântico dos anjos é dirigido a Deus Pai, quando concluiu Sua Obra de Criação (Jó 38:7) e Deus Filho, quando concluiu a Sua Obra de Redenção (Apocalipse 5:12). Sempre uma obra divina serve de mote para que os anjos glorifiquem o Ser Superior, exaltando Seu poder criador, a beleza de Sua santidade, a inteireza de Sua justiça, enfim, aquilo que compõe a singularidade de Seu caráter. Adorar a Deus é reconhecer amorosamente aquilo que Ele é. A música cristã deve estar fundamentada neste princípio, não na exaltação performática das habilidades do músico.

DEVO OUVIR QUALQUER TIPO DE MÚSICA EM MINHA CASA?

É comum algumas pessoas argumentarem que a música cristã para ser ouvida dentro da igreja é de determinado tipo, enquanto há outra variedade de música cristã para ser ouvida fora da igreja. Penso que a música usada na devoção pessoal possa até ser distinta daquela que é executada num sábado de manhã, por exemplo, desde que ambas representem adequadamente o caráter de Deus.[8] A adoração não é apenas uma prática cúltica – é, antes de tudo, um estilo de vida. Eu adoro a Deus quando vivo de acordo com Sua vontade, porque a minha vida se torna um meio de exaltá-Lo pelo Seu caráter, reproduzido em mim.[9]

O apóstolo oferece esta norma para o viver cristão:

“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.” Filipenses 4:8

Se servimos a um Deus que é Santo, temos de oferecer-Lhe música compatível com o Seu caráter. A essência da santidade é ser separado (no caso de uma pessoa ou elemento cúltico, separado para uma finalidade; no caso de Deus, separado de tudo quanto existe, principalmente do mal e pecado). Uma música santa não pode ser identificada com ritmos populares (samba, rock, axé, hip hop, sertanejo, pop, entre outros), que transmitem sentimentos e ideais mundanos (como sensualidade, protesto, revolta, satisfação egoísta, etc.).

Sob este prisma, é lamentável quando músicos adventistas de grande talento, como José Barbalho, Novo Tom e Jader Santos, mencionando alguns exemplos, cantam, compõe e produzem Bossa Nova, uma linguagem musical fortemente influenciada pelo jazz americano![10]Como a santidade divina pode ser devidamente representada por um ritmo popular, também usado em canções seculares frívolas?

Mais triste é quando músicas seculares são regravadas em versões “cristianizadas”! O próprio Leonardo Gonçalves gravou Any Time (“Coração do Pai”, ainda quando estava no grupo Novo Tom) e I’m Your Angel (“Serei o seu anjo”, dueto com Tatiana Costa), canções pop românticas lançadas respectivamente por Bryan McNight e Celine Dion.

A prática de converter músicas seculares em canções gospel não pode ser encarada como natural. Isso porque a escolha da música pode ou nos rebaixar ou nos elevar. Karlheinz Stockhausen, expoente da música eletrônica, afirma que

“Ao revolucionar nossa maneira de ouvir, a música eletrônica pode revolucionar nossa maneira de viver.”[11]

O mesmo pode ser dito da música de modo geral – ela tem o poder de influenciar nossa cultura, comportamento, ideologia e sentimentos. Como pode a música mundana cumprir a função de elevar nossa mente a entreter comunhão com o Céu? Vale a pena nos lembrar de que o cristão é orientado pela Palavra de Deus e isto afeta à sua vida como um todo – inclusive o seu gosto musical. Deveríamos, portanto, criar cultura sadia, nobre, e não consumir a cultura que recende a valores mundanos.

“O modo como expressamos a imagem de Deus pode ser demonstrado pelas nossa criatividade e maneira de construir cultura.…

Se trabalhamos com a cabeça ou com as mãos, se somos analíticos ou artísticos, se trabalhamos com pessoas ou com coisas, em cada vocação somos criadores de cultura, oferecendo nosso trabalho como serviço a Deus”[12]

DA ÁFRICA PARA O GOSPEL BRASILEIRO

O teor da polêmica envolvendo o trabalho de Leonardo Gonçalves está no uso constante da técnica do melisma.[13] Não que haja qualquer problema ou proibição específica deste recurso; porém, da forma como é empregado por Leonardo e seus “genéricos”, fica patente a influência da música negra americana, tanto do lado gospel (Take 6, para citar uma influência visível[14]) quanto do secular (Mariah Carey, Bryan McKnight , entre outros).

A Black Music nasceu dos antigos Nigro-spirituals, canções folclóricas de fundo religioso, cantadas pelos escravos africanos nos Estados Unidos. Os spirituals não apenas deram origem ao gospel, mas a uma gama de estilos negros[15]:

“As woksongs [spirituals cantados durante as horas de trabalho escravo] crescentemente tomaram a forma de chamadas solo ou ‘holler’ (gritos), os quais eram comparativamente livres na forma. Chamadas deste tipo têm sido gravadas nas regiões das savanas da África Ocidental, por exemplo no Senegal, onde o cultivo em campos abertos é mais comum do que nas florestas. …
Conforme Frederick Law Olmsted (1853) era [o ‘holler’] um ‘grito musical longo, altissonante, subindo e descendo e atingindo o falsete’ […] Outros combinam versos improvisados expressando os pensamentos do cantor com sílabas elaboradas e o uso de melisma […] Semelhante em sentimento e expressão, o ‘holler’ pode ter sido o antecessor do blues!”
[16]Seria legítimo empregar elementos claramente identificados com a música secular para louvar a Deus?

Tratamos antes de mostrar como a música que produzimos, ouvimos, tocamos ou consumimos está ligada à adoração, uma vez que adoração não é um programa de fim de semana, mas um estilo de vida. Dentro dessa perspectiva, devo escolher uma música que seja compatível com o plano de Deus para mim. Uma música em que o efeito causado pelo emprego de uma técnica se torna mais importante do que a própria mensagem não pode ser tida como adequada. Especialmente no contexto de um culto, a apresentação musical não pode valorizar o intérprete ou sua execução. Perceba o tom de repreensão da serva do Senhor a seguir:

“Pode-se fazer grande aperfeiçoamento no canto. Pensam alguns que, quanto mais alto cantarem, tanto mais música fazem; barulho, porém, não é música. O bom canto é como a música dos pássaros - dominado e melodioso.
Tenho ouvido em algumas de nossas igrejas solos que eram de todo inadequados ao culto da casa do Senhor. As notas longamente puxadas e os sons peculiares, comuns no canto de óperas, não agradam aos anjos. Eles se deleitam em ouvir os simples cânticos de louvor entoados em tom natural. Os cânticos em que cada palavra é pronunciada claramente, em tom harmonioso, eles se unem a nós no cântico. Eles combinam o coro, entoado de coração, com o espírito e o entendimento.”
[17]

Tenho sincera dificuldade em harmonizar a descrição do ideal divino, conforme traçada no texto acima, com as apresentações musicais contemporâneas. Ao contrário: acredito que a música é barulhenta, alta (em tonalidade e volume), pouca dominada ou mesmo natural (afinal, os cantores tem se preocupado em “atingir” os limites de sua extensão vocal, muitas vezes gritando, literalmente) e tem freqüentemente abusado de modulações e “notas longamente puxadas”. [18]


MUDANÇA PARADIGMÁTICA A ESTE BORDO

Não conheço pessoalmente Leonardo Gonçalves e não tenho razões para criticar sua pessoa. O presente artigo tem a intenção de pensar as tendências da música gospel adventista, da qual Leonardo tem se destacado como um dos principais expoentes. Apesar de sua contribuição criativa em termos de letras bem pensadas, o estilo do cantor vem contribuindo para a tendência de relativizar a música cristã, minimizando o perigo de seu casamento com elementos da música secular (especialmente MPB e Black Music).

Tudo se torna ainda mais preocupante ao nos conscientizarmos de que estamos inseridos em um contexto profético; assim sendo, é capital que a música seja encarada com maior responsabilidade. Em visão, Ellen White disse o que aconteceria com a música nos tempos finais da história da igreja:

“As coisas que descrevestes como ocorrendo em Indiana, o Senhor revelou-me que haviam de ocorrer imediatamente antes da terminação da graça. Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo.”[19]

Parece incrível, mas veremos em nossas igrejas uma operação maligna, desvirtuando o propósito do próprio culto, tornando-o em uma experiência emocionalmente histérica, bastante parecida com a que encontramos em alguns cultos pentecostais. Fico me indagando se a influência da Black Music, originária das tradições pagãs da África, aonde a experiência de transe faz parte do culto, não pode estar envolvida com a mudança de paradigma musical que já vem ocorrendo, e que levará à confusão dos “sentidos dos seres racionais”.

O USO RESPONSÁVEL DE NOSSOS TALENTOS

Penso que um ministério de música bem-sucedido deve se basear nas orientações divinas. Deus graciosamente deu aos adventistas princípios claros para orientar nossa música. Não basta alcançar qualidade técnica e produzir com competência. Se não somos pautados pelo que o Senhor diz, estamos fadados ao fracasso. Louvar é o contrário de dar um “show”, porque a ênfase não recai no artista, senão na adoração que o ministro/cantor oferece a Deus. Penso que devemos de ter critérios muito mais substanciosos para analisar o trabalho de qualquer artista cristão do que simplesmente dizer “tudo o que é novo, não presta!” O outro extremo, é sucumbirmos a modismos, descuidando da vigilância necessária no contexto profético em que vivemos.

Acredito que deve haver maior debate sobre esses assuntos, de forma sadia e equilibrada. Não devemos ter medo de falar sobre música – ou qualquer outro assunto –, mas buscar um sólido embasamento bíblico e do Espírito de Profecia. O apóstolo Paulo recomenda aos cristãos:

“E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós em salmos, hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração […]” Efésios 5:18 e 19.

Tendo em mente tudo o que foi discutido anteriormente, resta esperar para descobrir que tipo de tendência se refletirá no novo CD do cantor Leonardo Gonçalves e como isso afetará nossos jovens e os músicos locais.

Veja também: "Raiz Coral: Atração no casamento de vanessa camargo"

[1] http://www.supergospel.com.br/analises/analise.php?review=79
[2] Leonardo Gonçalves reconheceu a influência da MPB em seu CD “Poemas e Canções”, em recente entrevista ao site Super gospel. Veja o trecho:
“[Supergopel] A canção ‘Coração’ é uma regravação do clássico de João Alexandre. Percebo que suas músicas em alguns aspectos se assemelham às influências de MPB e bossa nova que estão presentes nas canções do João. Fale um pouco sobre isso.
[Leonardo Gonçalves]Nossa...! Que elogio! Com certeza quero seguir a linha dele... Ele em muitos sentidos é meu exemplo. Ele não canta apenas o que o seu público quer ouvir, mas o que todos nós precisamos ouvir, e infelizmente pagou e paga muito caro por isso. Ele é o músico evangélico mais completo que a gente tem, compõe, escreve, toca e canta em perfeita harmonia. Segundo os teólogos profeta é quem traz um recado de Deus para Seu povo. Profeta não é vidente que prevê o futuro. Moisés não falou nada do futuro e foi um dos maiores profetas que o mundo já viu. Segundo esta definição, João Alexandre é profeta, e, como muitos dos profetas bíblicos o foram, é um "outsider"; muitos não querem ouvir o recado que Deus quer nos dar através dele... Chega a ser engraçado, mas queria ver ele ganhar um troféu talento. O prêmio de melhor cd independente deveria ser dele toda vez em que lança um. No mínimo este!”
Lamentavelmente, Leonardo confunde-se ao definir o profeta bíblico, reduzindo seu papel; além de que, Moisés também se referiu ao futuro, sendo dois exemplos o proto-evangelho (Gênesis 3:15) e a sua previsão de um profeta que viria (Deuteronômio 15:18), ambos os textos messiânicos em sua essência. Para se ter acesso à entrevista completa: http://www.supergospel.com.br/entrevistas/entrevista.php?ent=52
[3]Ellen G. White, Edução, p. 167, grifos acrescentados
[4] Ellen G. White, Testemunhos Seletos,vol. I, p. 45, grifos acrescentados
[5] http://dialogue.adventist.org/articles/14_1_beach_p.htm . Beach fala de cinco aspectos do culto; para ele, o culto adventista é transcultural, contextual, contracultural, intercultural e multicultural.
[6] Ellen G. White, Testemunhos Seletos, vol. I, idem.
[7] Cf. Isaías 6
[8] Ellen White repreende uma classe de jovens adventistas de Battle Creek, cidade de maior concentração adventista em sua época, por promoverem encontros e festas mundanas em seus lares, nos quais haviam músicas capazes de fazerem “os anjos observadores chorarem”. Leia Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 82 e 83. Podemos inferir que aonde o cristão esteja, a música tem de ser condizente com seus valores, o que não exclui a variedade musical de acordo com a ocasião.
[9]Cf.: Marvin L. Robertson, “A Escolha da Música é Realmente Importante?”, em
http://www.musicaeadoracao.com.br/artigos/meio/escolha_musica.htm
[10]“Assim como o jazz, que a influenciou, a Bossa Nova pode ser considerada uma linguagem, uma maneira de pensar e fazer música. Por ser uma concepção musical não redutível a um determinado gênero, comporta manifestações variadas: sambas (Tem dó, de Baden Powell e Vinícius de Moraes), marchas (Marcha da quarta-feira de cinzas, de Carlos Lyra e Vinícius de Moraes), valsas (Luiza, de Tom Jobim), serestas (O que tinha que ser, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes), beguines (Oba-lá-lá, de João Gilberto) etc.” “Bossa Nova: uma batida diferente” em http://www.dianagoulart.pro.br/english/artigos/bossa.htm
[11]Entrevista publicada em Veja, ano 34, n° 24, 20 de Junho de 2001.
[12] Nancy Pearcy, Verdade Absoluta – libertando o Cristianismo de seu cativeiro cultural, p. 52 e 63.
[13] “Melisma em música é a técnica de alterar a nota (sensação de freqüência) de uma sílaba de um texto enquanto ela está sendo cantada. A música cantada neste estilo é dita melismática, ao contrário de silábica, em que cada sílaba de texto é casada com uma única nota. A música das culturas antigas usavam técnicas melismáticas para atingir um estado hipnótico no ouvinte, útil para ritos místicos de iniciação (Mistérios Eleusinianos) e cultos religiosos. Esta qualidade ainda é encontrada na música contemporânea indu e muçulmana. Na música ocidental, o termo refere-se mais comumente ao Canto gregoriano, mas pode ser usado para descrever a música de qualquer gênero, incluindo o canto barroco e mais tarde o gospel. Geralmente, Aretha Franklin é considerada uma das melhores empregadoras modernas desta técnica.” http://www.babylon.com/definition/melisma/Portuguese
[14] Leonardo fez uma versão de uma das músicas do grupo em Poemas e Canções.
[15] Ver a interessante matéria da National Geographic sobre o Hip Hop e os variados gêneros da música negra, mês de Maio.
[16] Paul Oliver, Gospel Blues e Jazz, p. 44 e 45.
[17] Ellen G. White, Evangelismo, p. 510.
[18] Carlos A. Steger, no artigo “A Música no Grande Conflito entre Cristo e Satanás” (http://www.musicaeadoracao.com.br/artigos/meio/musica_grande_conflito.htm), apresenta esta interessante tabela comparativa:
[19] Idem, Mensagens Escolhidas, Vol. II, p. 36 para entender melhor a situação em Indiana, ler o capítulo “A doutrina da carne Santa” e http://www.musicaeadoracao.com.br/egw/campal_indiana.htm

38 comentários:

Pr Vicente Pessoa disse...

Gostei muito deste artigo. Acredito que esta questão “a música na igreja” deve ser tratada com muita atenção; estamos percebendo o cumprimento das advertências que Ellen White fez. Precisamos manter o equilíbrio e não permitir que o mundanismo invada as nossas igrejas. Para tanto, precisamos recorrer à Bíblia e ao Espírito de Profecia em busca de orientação. Parabéns! Continue firme na defesa dos princípios sagrados da adoração. Nunca devemos esquecer que a adoração está no centro do grande conflito.

Pr Vicente Pessoa

Raphael Oliveira disse...

gostei muito deste post, bem completo e com citações de Ellen White e textos bíblicos!!!
Só gostaria que ja que citou alguns exemplos de músicos(dentre ele o Leonardo Gonçalves) em que estão introduzindo estes estilos que não são do agrado de Deus, gostaria que citasse alguns que fazem o contrário e estão louvando a Deus como deve ser louvado!

douglas reis disse...

Bem, Rafael, infelizmente, as coisas estão mescladas - dificilmente haverá músicos ou cantores que cantem só coisa nociva ou só apresentem matéria sacra. O importante é entendermos os princípios para sabermos selecionar.

Mas, para atender o seu pedido, vou citar algumas das músicas atuais que, pelo que entendo, foram as mais inspiradoras e coerentes com a visão cristã que devemos ter. Não quero rotular nem ser exclusivista, apenas exemplificar:

The Gold City Quartet - um legítimo southern gospel (música country), que gravou há uns anos a belíssima canção "All that I am".

Steve Green - apesar das baladas pop rocks, gravou, em 1998 a inspiradora "My soul found rest", quase um resumo do Evangelho numa música.

The King's Heralds - apesar de se "bandearem" para o sounther, os arautos americanos ainda são um dos grupos mais tradicionais. Gravaram a belíssima "One Think I ask" e um cd com seus hinos mais conhecidos "Encore".(2006)

Entre as produções nacionais, quero destacar "Feridas" de Jader Santos, uma exploração criativa de uma passagem bíblica com aplicação espiritual - coisa fina!

Também faço menção às músicas "Sempre de Jesus" (Cd JA 2005) e "Deus não se cansa de amar", canções de destaque entre as mesmices que são os corinhos!

Volto a dizer: a lista não é extensiva, dei apenas os exemplos de que me recordei. Se você procurar, achará muita coisa boa na produção moderna, entre o montante de coisas, triste dizer isto, descartáveis...

Raphael Oliveira disse...

muito obrigado por responder a minha pergunta era isso mesmo que esperava da resposta, acho difícil encontrar um músico, em que em todo repertório encontre apenas músicas boas de se ouvir e louvar a Deus, lembro-me que quando comecei a ouvir cantores do estilo black não gostei, mas acontece que a coisa pegou de tal forma que hoje eu acho normal, nós nunca paramos para analisar o certo e o errado apenas aceitamos, digo isso por mim mesmo pois sei que estou errado em muitos pontos desses com relação a música!

Muito obrigado mais uma vez!

Um abraço e fique com Deus!

Daniel Cordeiro disse...

Michelson,
concordo com você quando você indiretamente condena o relativismo geral que vem se espalhando por aí.
Mas sinto que você talvez tenha subestimado um pouco a complexidade deste assunto da música.
Gostaria de estabelecer apenas dois conceitos, na esperança de dar continuidade a um debate sadio e bem intencionado.
1) Música Sacra tem objetivos diversos.
Existe, de maneira geral, uma diversidade de sentimentos e pensamentos que um ser humano pode expressar. Me parece que a abordagem do Michelson tem uma característica "adventista" típica de analisar as coisas, sem, as vezes, levar em conta a praxis.
Se o sentimento e expressão são ligados a Deus, por mais diversos que sejam, eles podem ser expressos pela arte, e assim, pela música também. Por isso, deixo claro que música sacra não tem como objetivo único a adoração direta, mas também a indireta - é Deus em todos os momentos, não apenas no sábado de manhã. E, convenhamos, no sábado de manhã o nosso estado do espírito é diferente daquele durante a semana, devido às cricunstâncias. O elo que deve unir tudo isso é o estar ligado a Deus e a entrega, a Ele, de tudo.
Resumindo: a música sacra pode e deve expressar alegria, tristeza, serenidade, euforia, até amor romântico - mas tudo ligado e compartilhado com o mesmo Deus.

2) Música sacra não tem estilo musical "certo"
Sei que esta afirmação é mais polêmica, mas vamos fazer uma breve análise histórica. O que os israelitas faziam, de música, era sacro (considerando agora os bons momentos com Deus, as festas, as comemorações, os ritos)? Sim! E era tudo do mesmo estilo? Tudo leva a crer que não. É que a cultura judaíca tinha a sua música, que se tornava sacra por causa da sua utilização. O mesmo estilo de música não seria sacro que não tivesse fundo espiritual. Não era o estilo musical que a tornava sacra, e sim o contexto.
Ao mesmo tempo, uma música que alguém possa considerar "sacra" hoje em dia pode ter sido, poucos anos ou décadas atrás, uma melodia ou música "do mundo". Será que antes tudo era melhor, inclusive a música secular? Não, porque, na verdade, não se pode definir um estilo musical de música sacra. Música sempre terá uma base cultural, e poderá ou não ser usada com um contexto espiritual.
O perigo de considerar uma música mais espiritual do que a outra é o fato de envolver julgamento. Por um lado, como julgar que alguém que ouve ou adora com o Raíz Coral não está produzindo música sacra, sendo que sabemos que é a sinceridade, sim, da música que move o coração de Deus e dos homens, quando se trata se música sacra. E, mais ainda, como pode-se julgar a vida espiritual do Leonardo Gonçalves ao declarar que a sua música, no fundo, não é sacra.
Creio que ela é sacra sim, e defino música sacra como sendo a música que o Espírito Santo usa para falar aos corações das pessoas e levar eles ao arrependimento, à reflexão e à dependência de Deus. E, por incrível ou mais polêmica que pareça, isso acontece com estilos de música que nunca imaginaríamos.
A não ser qe julguemos também os testemunhos das pessoas que entraram em contato com estas músicas.
Paulo disse que se fez o que fosse preciso em nome do evangelho, e creio que a música se encaixa nesta filosofia: se for honesta, sincera e ligada a Deus, tenho convicção e testemunhas de que os mais variados estilos podem mudar vidas, ou ajudar no dia-a-dia de um jovem cristão, ou criança, ou adulto.
Creio, sim, na diversidade da música. E na divisão de música secular x música sacra no âmbito de mensagem e filosofia, mas não no estilo.
Mas vamos debater e discutir!

douglas reis disse...

Primeiro, eu não sou o Michelson! Sou o Pr. Douglas Reis, administrador do blog e autor do artigo. O Michelson apenas divulgou a matéria no blog dele - o que foi uma cortesia muito especial.

Para mim é lisongeiro que você diga que analiso como um "adventista", porque se sou um pastor adventista, estou sendo coerente!

Concordo plenamente com sua colocação sobre "adoração indireta"; acho que as artes refletem nossos valores - aliás, tudo quanto fazemos, transpira valores.

Nesse sentido, qualquer música produzida pelo cristã deveria ser sacra. Na postagem mesmo, eu comento sobre isto, abrangendo o conceito de uma vida de adoração.

(Se você quiser conferir a minha perspectiva como escritor, dentro desse prisma, é ler meus outror trabalhos em http://whatgodfews.rediffiland.com/iland/whatgodfews_diary.html)

Agora, a "expressão correta" a que Ellen White se refere tem que ver com o objetivo que a música quer atingir: a música realmente não tem que ser a mesma, mas expressar, no contexto de adoração pública/culto, o mesmo: reverência, gratidão, pureza, santidade, temor, regozijo, etc.

Há várias formas de se expressar esses sentimentos, mas é impossível que uma música secular, como o rap ou a bossa-nova, transmitam conceitos corretos sobre o Deus bíblico, pois

A música sacra pode evoluir, sem deixar de transmitir uma idéia correta sobre Deus. E a verdadeira música sacra não se perde. Bach não é menos sacro e sublime hoje. É claro que a música sacra ruim, essa se perde e com o tempo soa como "música antiga".

Ronaldo Rodrigues disse...

pastor, eu sou diretor de música de uma igrja Adventista em Petrolina-PE e gostaria de saber qual a melhor forma de trazer para a minha igreja esses princípios, uma vez que os jovens apreciam muito alguns cantores( tanto os mencionados como os outros) que fojem a esses pincípios. a princípo eles ficarão chocados, apesar de ser o correto, e também não terão uma variedade de músicas razoavel para escutar. já que eles estão perdendo é necessário repor. o senhor não poderia fazer uma lista de músicas recomendáveis e em quantidade suficiente para que o louvor continue frequente na vida deses jovens.

Geiciane disse...

Nossa!!! Isso era o q eu estava precisando ouvir. Realmente concordo com este artigo em gênero, número e grau. Faz tempo que estão adentrando em nossas igrejas a forte influência de músicas com "tons mundanos". Gosto das músicas do cantor Leonardo Gonçalves, Rafaela Pinho e etc... mas realmente não fazem mais músicas como antigamente, não se ouvem mais músicas de tons solenes nas igrejas. Partindo desse princípio eu pergunto: -Será que realmente louvamos a Deus quando nos são apresentadas músicas em momentos de louvor que vão contra a nossa filosofia cristã?! Por isso estou passando para dizer q isso eh realmente o q todos precisa, ouvir, principalmente os diretores de músicas de nossas igrejas q são os mais responsáveis por musicas q são tocadas lá. Quanto à questão das musicas tocadas em casa, penso que devem sim ser motrar que Louvamos ao Senhor em Espírito e verdade.

Ricardo disse...

Daniel Cordeiro,
Você opinou que não crê na divisão música sacra x música secular no âmbito do estilo, correto?
Nos tempos do Antigo Testamento, a música usada na adoração, no Templo, era diferente, com restrição de instrumentos, tudo orientado por Deus, correto?
A idéia relativista de que tanto um estilo quanto outro são bons, sendo uma questão de gosto pessoal não coaduna com a orientação de Deus, pois as orientações para a música do Templo foram claras no A.T.. Sendo assim, há estilo apropriado para o Templo e inapropriado, ou seja, corretos e incorretos para esse fim. Gravações de diferentes estilos, transformações em playbacks têm introduzido estilos em nossa adoração, com certeza muito mais para inapropriados do que para apropriados, dentro desse prisma.
Não esqueçamos que na adoração à estátua no capítulo 3 de Daniel, o meio utilizado para levar os adoradores a se curvarem perante a estátua foi a música e, como diz a NVI, "toda espécie de música".

Anônimo disse...

Se notarmos, a cada dia Satanás tem trabalhado mais para tirar o nosso foco do louvor e adoração a Deus. Esses estilos musicais que estão há algum tempo surgindo em nosso meio por intermédio de muitos cantores adventistas são atraentes e bonitos de se ouvir, porém devemos lembrar que Satanás tem como maior estratégia misturar o sagrado com o profano.Pra mim é momento de orar mais e estudar mais a palavra de Deus e não deixar que pessoas imponham a nós o que devemos ouvir .Devemos nesses dias buscar mais a direção de Deus e ter discernimento na hora de ouvir as melodias e mensagens que nossas músicas tem apresentado. Este tipo de matéria nos leva a refletir sobre o que estamos ouvindo.É dificil reconhecer que nossa vontade natural é pecaminosa, temos que lutar com Deus para desenvolvermos o gosto pela música celestial, pois é essa que ouviremos por toda eternidade.

Daniel Cordeiro disse...

Ricardo,
concordo 100% que existe, sim, uma forma correta e adequada de louvar no templo de Deus, embora essa forma também não seja única.
Concordo que nem todo estilo de música tem lugar na adoração à Deus.
Mas eu entendo que música de adoração é parte da música sacra, mas não a música sacra inteira.
Defino música sacra como aquela que nos aproxima de Deus.
Dentro da música sacra, podem existir estilos os mais diversos para os objetivos mais diversos. O objetivo é que define o estilo.
Se o objetivo é louvar, tem alguns estilos para isso.
Mas se o objetivo for diferente, pode haver estilos diferentes, mas fora da adoração no culto divino.

De forma geral, alguém viu ultimamente algum programa do Novo Tom ou do Leonardo Gonçalves?
Eu diria que a grande maioria dos jovens, e dos adultos, percebem a seriedade e a espiritualidade dos programas, e aqueles de coração aberto são ricamente abençoados por este programa.

Gilvan Almeida disse...

Daniel,
Você tem razão em afirmar que há varios estilos de música de louvor.
Afinal Deus nos concede a criatividade e inventividade para que o Seu nome seja glorificado. Devemos lembrar que há músicas adequadas para cada situação. No entanto os principios para as composições das músicas de louvor devem ser os mesmos. Pois os princípios não mudam. E um desses princípios é que não devemos misturar o santo com o profano. Por isso o Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia, revisado em 2005, ensina que é inadequado para o Cristão(em casa ou na igreja), ouvir rock, jazz e similares. E este é apenas um dos princípios da música para o cristão. Um forte abraço!

Daniel disse...

Gilvan,
feliz sábado primeiro!

Então, esta que é a questão, na minha opinião. Misturar o profano com o sacro, sou 100% contra. Mas quem diz que tal música é sacra e tal música é profana... realmente é a música em si que faz a diferença? É isto que questiono!

Vou dar um exemplo - você conhece a música "Estou em Paz", do Novo Tom? Não sei quanto a você, mas para mim ela é inspiradora, é uma música sacra com o objetivo de inspirar e dar forças, que transmite uma mensagem forte.

Em que estilo musical ela está?

Tecnicamente falando, soft rock.

Entende o que quero dizer? A música em si não é profana, é o que fazemos com ela que a torna sacra ou profana.

Abração!

Daniel Cordeiro disse...

Pastor,
perdoe-me invadir mais uma vez este espaço. Faço-o para postar uma referência.
http://notanapauta.blogspot.com/2007/06/poemas-e-canes-da-modernidade-crist.html
neste blog há um texto sobre o CD "Poemas e Canções", que sinto que pode servir para este debate.
Não conheço o autor, mas concordo com a grande maioria dos seus pontos de vista.
Se quiserem, confiram!
Abraço e bom sábado a todos!

Douglas disse...

Pra mim vc é um Pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia que prefere Ouvir Gather Vocal Band a Take 6. Canticos Vocal(que fazem verões do Gather) a Leonardo Gonçalves(Que faz versões do Take 6). Prefere country, que é também é pop, a ouvir Black Music. Me prove o contrário. Me diz os CDs de sua estante.

Raphael Oliveira disse...

gostei do que o Ronaldo disse se fôssemos ver por este lado precisaríamos de uma lista de músicas que ainda podemos ouvir e cantar em nossa igreja para apresentar um louvor perfeito.

Mas no meu modo de ver o lugar de onde essa reforma na música deveria começar é da gravadora novo tempo e da voz da profecia, o próprio arautos do rei da última formação mudou muito seu estilo o que não me agradou tanto que não conheço muitas músicas dos últimos trabalhos deles pois não pareciam nem com um quarteto no seu estilo de cantar, e por ser este um quarteto de onde vem inspiração para muitos outros, o modelo ja não foi muito bom para ser usado para os outros como exemplo. E muitos outros cantores da voz da profecia que trazem os estilos que os jovens da igreja acabam adotando.

José Pereira disse...

O comentário mais impressionante até agora foi do Ronaldo Rodrigues, que pediu para o pastor blogueiro fazer uma lista das músicas que podem ser tocadas na igreja. Só faltava essa: criar um index das músicas permitidas... Conseqüentemente, o resto seria suspeito, supostamente profano.

Prezado irmão Ronaldo, você é livre em Cristo. Você não depende do clero para saber o que é certo ou errado. Você tem a Bíblia e o Espírito Santo. Isso é o bastante.

claryssa disse...

dani(será que posso te chamar assim?)
concordo plenamente contigo,rapaz...
acho que existem tantas questões tão mais importantes pra se tratar na igreja...pra quê ficar perdendo tempo avaliando o estilo musical dos outros????
que benção seria pro mundo se toda música profana fosse igual à do Leonardo Gonçalves...
Concordo quea música feita pra Deus deve ser santa,mas quem somos nós pra julgar se o cantor tal ou a cantora fulana é santo ou profano?????
Acho que a única pessoa quem deveria dizer isso é DEUS!E se DEUs nos deu criatividade,porque não usá-la?porque não aproveitar a criatividade dos outros também?

Qnto ao melisma,ele normalmente é usado durante o culto todo!!!!!
Os tambores idem!Ou será que vcs nunca tiveram a curiosidade de assistir?
é só ver numa dessas igrejas "petencostais"!

Só pra constar tbm,pode-se fazer rituais de bruxaria usando Bach,Beethoven...

bjin

Anônimo disse...

Pr. Douglas
No final de semana que passou, participei do Acampadentro dos Aventureiros e advinhe que tipo de música foi tocada para as crianças pularem e dançarem e baterem palmas, vamos dizer assim: Um rock com batidas exotéricas. eu percebo que uma nova ordem ecumênica está em curso na nossa igreja baseados na filosofia de Rick Warren e Bill Hybels, autores de "Uma igreja com propósitos" , uma igreja de entretenimentos...e assim vai...

douglas reis disse...

Temos de fazer diferença entre enlevar (causar êxtase, arrebatamento) e elevar (inspirar, aproximar de Deus). Há músicas que tocam nossos sentidos, até nos emocionam, sem representarem dignamente a Deus (por não transmitirem uma noção coerente de santidade, pureza, etc). Particularmente, a ópera me marca muito, mas quando leio Evangelismo p. 512, sei que este meu gosto carnal não deve servir de parâmetro para a música religiosa!!

douglas reis disse...

Ao anônimo: você errou e muito! Explico: não sou contra Gaither/Cânticos ou Take Six/Leonardo; acredito que essas "dobradinhas" até tem muitas contribuições positivas, mas partem de uma proposta incoerente, misturando ritmos seculares (quer Black Music ou southern, dependendo do caso) com letra religiosa.

Para alívio daqueles que temem a versão adventista do "Index": É claro que nossa proposta não é essa!

Muitas estão tão (mal-)acostumados a uma visão relativista da música que temem encarar os limites - não os meus (quem sou eu!?), mas dos quais a própria Inspiração trata. Por isso, mais vale entender esses princípios para analisar e escolher as músicas mais adequadas (por isso, em termos de música cristã eu tento ouvir de "tudo" e "reter o que é bom").

Daniel Cordeiro disse...

Pastor, dois comentários em relação ao seu penúltimo post.
Uso de Ellen White e Ópera.

1) O seu gosto pela ópera pode até ser condenável, no ponto de vista da Sra White e até de Deus. Porém, e é disso que eu venho falando, o problema da Ópera não está na MÚSICA, e sim no que esta música CAUSA. Quer dizer, se o objetivo da maioria das óperas e mostrar e às vezes glorificar a humanidade, o humanismo, e um mundo escuro, sem Deus, então a música (excelente, por sinal) tem o PAPEL de dar mais poder a esta mensagem.
Porém, este mesmo estilo de música poderia servir para glorificar o nome de Deus, e faria o mesmo que na Ópera - daria mais poder a esta mensagem.
Repito, então: a música não é o problema, e sim, o que ela causa - ou qual é o seu objetivo!

2) Quero primeiro ressaltar que eu entendi que não era isso que você (pastor douglas) estava fazendo, e sei que estou abrindo outro assunto, mas acho que é pertinente mencionar.
Citar Ellen G. White fora do contexto é extremamente perigoso. Infelizmente, muitos irmãos tem feito isso para defender a) as suas opiniões pessoas, b) os seus gostos pessoais ou c) a tradição, simplesmente porque ela fornece segurança. Citar Ellen White fora de contexto pode, sem querer, manchar nome e credibilidade dela. É como citar a Bíblia fora do contexto (de maneira alguma estou querendo equiparar a Bíblia aos escritos de Ellen G. White). Se quisesse, poderia falar cada absurdo e "provar" com um texto bíblico.
Já sabemos que a Bíblia explica ela mesma, e portanto, o contexto histórico é importante, mas o contexto bíblico também nos ajuda a entender trechos complicados, e em outros, ficamos até sem resposta convincente.
Mas os escritos de Ellen White não tem esta mesma coerência inspirada que a Bíblia, portanto precisamos prestar atenção à Bíblia e à história como referência.
Repito, não acho que o pastor douglas tenha feito isso com o texto sobre a ópera, porém queria esclarecer isto aqui porque há muitos irmãos até bem-intencinados que lêem um texto da Sra. White, e simplesmente por estar em um texto, aceitam aquilo como fato e o contrário (no caso, gostar de ópera), como pecado. E não é tão simples assim!

douglas reis disse...

Daniel,

Na prática, o que você coloca é virtualmente impossível, porque, geralmente, em qualquer expressão artística, se busca uma coerência entre conteúdo e forma.

A ópera é grandiloquente e teatral porque ressalta as realizações e emoções humanas - é fruto da cultura humanista, que emergiu para superar o teísmo medieval.

Outro exemplo, saindo um pouco da música: os românticos mudaram os paradigmas da poética na segunda metade do século XIX, porque não queriam os padrões neoclássicos, buscavam transmitir liberdade (por isso, não valorizaram a métrica e as formas clássicas tradicionais, como o soneto).

Hoje, a poética pós-moderna é ainda mais irracional, fruto da mentalidade da época. A cosmovisão molda a arte, em termos de conteúdo e de forma. Ou como disse Wolfgang H. M. Stefani, "Aquilo que governa o coração, forma a arte."

Como cristãos, temos que buscar representar nossos ideais por uma forma de música compatível - não serve qualquer música.

Imagine um hip-hop, ritmo que, por excelência serve para discursos violentos contra o sistema (vide conflito gerado pelos Racionais durante uma apresentação em São Paulo)ou protestos, com uma letra sobre a paz que há em Cristo -incoerência pura!

Temos de criar uma cultura; lembra-se da citação de Nancy Percey?

"Se trabalhamos com a cabeça ou com as mãos, se somos analíticos ou artísticos, se trabalhamos com pessoas ou com coisas, em cada vocação somos criadores de cultura, oferecendo nosso trabalho como serviço a Deus".

Temos de criar nova cultura, com coerência, oferecendo a Deus o que Ele pede.

Outra coisa: para os adventistas, Ellen White é tão inspirada quanto qualquer escritor bíblico, porque o Deus que lhes inspirou é o mesmo e não existem graus de inspiração (menos ou mais inspirados).

E, ao contrário do que você colocou, há coerência de inspiração sim e o contexto ajuda na interpretação, igual a quando interpretamos a Bíblia - os critérios de interpretação são praticamente os mesmos.

Apenas que o escopo, o campo de atuação, de Ellen White é menor: seus escritos são uma luz tão somente para os tempos finais da História (luz menor), enquanto a Bíblia alcança toda a História (luz maior). Assim acreditamos os adventistas.

Simon disse...

O tempo passa, mas alguns paradigmas infelizmente nunca são quebrados. Preconceito e freses feitas repetidas centenas de milhares de vezes são tidas como corretas, ainda que absurdas. Quem somos nós, adventistas do sétimo dia, proclamadores da tríplice mensagem angélica, do advento de Cristo, ou, como infelizmente insistem e insistem alguns, juízes dos nossos próprios irmãos? Quem pensamos que somos? Não temos capacidade moral nem espiritual de sermos nossos próprios julgadores, quem dirá a promover caça às bruxas contra os que pensam diferentemente de nós.
Graças à Deus, a música evolui com o tempo, senão estaríamos ainda vivendo na idade da pedra, ouvindo SOMENTE coisas chatíssimas do tipo Arautos do Rei do início de sua formação (nada contra, apenas não faz meu estilo), com músicas a capella sem nenhum instrumento musical, que faziam as pessoas dormirem na igreja.
No tempo de Ellen White, o piano era um instrumento utilizado em bares, portanto algum irmão mais radical da sua época deve ter dito certa vez e pregado inclusive que piano era instrumento musical do diabo. Por favor, parem com essa perseguição. NÃO SOMOS NINGUÉM para julgar a música da igreja, meu gosto pode (e deve) ser diferente do gosto da pessoa que senta-se ao meu lado na igreja. Até pro Jader Santos sobrou... Ah, e o Novo Tom, que é tão demonizado por alguns, já teve diversas músicas colocadas em CDs JA`s, como O Melhor Lugar do Mundo, Brilhar por Ti, Pode Cair o Mundo e tantas outras. Graças à Deus temos diversidade musical na igreja, que agrada tanto aos senhores conservadores sisudos quanto aos jovens. E que continue evoluindo, para glória de Deus!

douglas reis disse...

Simon,

você está correto quando diz que a música evolui, acredito que isso deva ocorrer; o problema é como...

Outra coisa: o problema da música é o valor que ela transmite; na reprtagem da National Geografic sobre o Hip Hop, apresentou-se a identificação desse estilo com os jovens de todo o mundo - porque se identificam com o setimento de revolta que ele transmite.

Música reflete valores. Podemos ter música diferente, atual, mas que transmita nossos valores - não os do mundo.

Somos responsáveis por apresentar a Deus o melhor, não julgando as pessoas, as orientando dentro de nossos pricípios. Pensar o contrário é admitir o relativismo cultural.

rofcosta disse...

Sinceramente, acho ridícula a idéia de que devemos escutar só música sacra. Na igreja, é óbvio que é somente o que deve ser tocado, porém, em minha casa, no meu carro, desde que as músicas que escuto não afrontem os princípios bíblicos, que mal há?
Existem muitos tipos de música por aí e, em sua grande maioria não são apropriadas para um Cristão, mas de onde tiraram a idéia de que não posso escutar música romântica com minha esposa, por exemplo?
Na igreja a música deve ser sacra, mas na minha casa, desde que não atinja os princípios bíblicos, não há princípio bíblico que diga que não pode ser escutada ou executada.
Um abraço!

Breno disse...

Prezado Pastor Douglas.

Sou advogado da União Centro Oeste Brasileira da Igreja Adventista do 7 Dia. Recebi o link de seu post através de um e-mail de um amigo e gostaria de lhe dizer que de todos os e-mails que já recebi este ano, este foi o mais precioso. Não entendo de música e minha referencia como música adventista é o Arautos do Rei da formação do Pr. Fernando Iglesias, que para muitos são músicas consideradas "ultrapassadas e chatas", mas foram estas músicas que ajudaram a converter a família de meu pai em 1987 e minha mãe 10 (dez) anos depois em 1997. Digo que a música "Breve Virá" com toda certeza vez diferença na vida de muitos cristãos, inclusive de outras denominações. Lembro-me que sempre que o Arautos do Rei cantavam em nossas igrejas, muitos visitantes pediam estudos bíblicos e se convertiam. De lá pra cá não acompanhei as últimas formações do Arautos do Rei. Gostaria de dizer também que "Feridas" é uma das minhas músicas favoritas, bem como "Busquem a Jesus" "Deus somente Deus" "Nunca te Deixarei", sendo estas e outras como as que sinto Cristo perto de mim. Gosto também de Glad Acapella Vocal Band (Tem vários clipes deles no You Tube, com imagens de artistas adventistas) Não sou profundo conhecedor do "espírito de profecia", mas tenho me esforçado em estuda-lo, ainda que de uma forma precária, como o "Lar Adventista", "Eventos Finais" e "Mensagens aos Jovens". Tais livros atrelados ao estudo da bíblia tem me ajudado a compreender cada vez mais do amor de Deus por nós. Não gostaria de criticar Leonardo Gonçalves e outros grupos musicais e sim orar por todos que utilizam a música na igreja para que possamos adorar a nosso Deus de forma adequada e para que muitos ouvindo sejam convertidos, assim como faziam o Arautos do Rei. Parabéns pelo texto e que Deus continue te iluminando cada vez mais no seu ministério e que muitas almas sejam convertidas, pois o tempo se aproxima.

Grande abraço.

douglas reis disse...

rofcosta,

Não disse que só deveríamos ouvir música sacra; disse que deveríamos ter a noção de que adoração não se restringe à igreja, mas compreende tudo o que fazemos, inclusive as músicas que ouvimos, mesmo fora da igreja.

Não sou contra a música secular - caso contrário, até o "parabéns a você" estaria vetado!! Mas mesmo as músicas seculares que ouvirmos devem ser coerentes com nossa visão cristã - Fil. 4:19.

Agora, para aqueles que quiserem um excelente material sobre como deve ser a música própria para a adoração cúltica (na igreja), vejam a postagem "Música aceitável" de 8 de Julho

Dionísio disse...

Como seria bom se todos pudessem se respeitar. Sugiro aos opositores da idéia de evolução musical na igreja que guardem seus gostos para si, sem no entanto atrapalhar aos demais. Concordo com quem disse que na hora de se fazer uma coletânea para um CD Jovem da igreja as músicas do Novo Tom valem, mas depois são inadequadas. Graças à Deus temos um Novo Tom, um Leonardo Gonçalves e tantos outros. Quem não gosta, que não escute. Pra que polemizar tanto?

douglas reis disse...

Para alguns, música é apenas questão de opinião; mas esses não conseguirão justificar essa postura usando a Bíblia ou os textos de Ellen White (pois a Inspiração não considera nosso gosto musical como uma preferência neutra ou sem consequências sobre a vida cristã), mas gostaria até de vê-los tentar se apoiarem em alguma citação inspirada, caso encontrem alguma...

Se, como cristãos, estamos dispostos a fazer o que achamos certo, sem consultar os escritos inspirados, ainda precisamos crescer em nossa compreensão do que é ser um cristão.

Pr. André disse...

Respostas ao Artigo ‘Leonardo Gonçalves: As expectativas do novo CD e uma análise de sua influência musical’

Após ler, refletir e orar sobre as idéias do artigo “Leonardo Gonçalves: As expectativas do novo CD e uma análise de sua influência musical”, percebo a importância da apresentação de algumas observações, principalmente quanto à metodologia de argumentação e interpretação do autor.
É inestimável a importância dos conselhos inspirados da irmã Ellen G. White, inclusive no campo da música. Como serva do Senhor ela teve o privilégio de vivenciar o Céu e ao contar a visão percebeu que as cores, os odores e os sons (inclusive a música) eram muito apagados e insípidos aqui neste nosso mundo. Com clareza ela se refere a tudo que os sentidos dela lhe passavam. Absolutamente tudo era inferior aqui neste nosso planeta manchado de pecado. O Céu é incomparavelmente superior a qualquer coisa que podemos imaginar. O texto citado pelo autor mostra isso, mas mostra somente isso. Não havia no passado, nem em sua época e nem haverá de existir no futuro deste mundo de pecado algo que possa chegar próximo da realidade celestial, e isso inclui obviamente todo o campo artístico.
Este fato não deve ser usado como argumento de que qualquer coisa vale do ponto de vista de estética mas deve, pelo menos, nos tornar cientes de que Deus não se agrada da estética humana independente do uso. Se a irmã Ellen, como ser humano, nascida com a natureza do pecado, como todos nós que carecemos da Glória de Deus, não sentia prazer algum aqui nesta terra depois destes arrebatamentos, muito, mas muito menos Deus, o grande EU SOU, o onipotente Criador, o artista no verdadeiro sentido da palavra. Deus se agrada do nosso louvor não porque é esteticamente aceitável, mas porque é sincero e de coração. É isso que vale para Deus quando o louvor é individual, sem a presença de outras pessoas. A partir do momento em que outras pessoas estão envolvidas como ouvintes e participantes, Ele se agrada da música que eleva, que testemunha das maravilhas que Ele fez e faz, que toca, que motiva e que, acima de tudo, exalta e engrandece o nome dEle. Utilizar as palavras que a irmã White usou após uma experiência de arrebatamento para o Céu para nortear a música em termos específicos e técnicos é descontextualizar completamente o que ela escreveu.
Afinal de contas não vi o autor do artigo citar em momento algum o contexto musical de Ellen White. O que estava acontecendo musicalmente ao redor dela na época de sua juventude, quais as músicas eram consideradas seculares quando ela vivia, com que tipo de música ela teve contato depois que ela teve oportunidade de viajar para fora dos Estados Unidos?
Usar as palavras dela, como “harmonia”, “dissonância”, “acordes perfeitos”, entre outras, todas, de fato, plenas de significado e intenção por parte da autora, e supor que o significado destas mesmas palavras seja equivalente ao uso das mesmas palavras hoje em dia é, no mínimo, ingênuo e provavelmente reflete uma ausência profunda de conhecimento das regras mais fundamentais de exegese.
Alguns ao contextualizarem textos da Bíblia ou da irmã White destituem esses mesmo textos de relevância para os nossos dias. Isso se torna tão perigoso quanto o uso completamente descontextualizado. O equilíbrio entre os dois é o ideal e não quero que isso soe como chavão simplório e, portanto, vou tentar explicar.
Entender o que um texto quer dizer para a sua própria época nos ajuda a entender se o texto trata de uma aplicação de um princípio, cujo princípio pode ser encontrado através de dedução e, neste caso, oração, ou se ele trata de uma idéia imutável, portanto, um princípio. Não consigo resistir à tentação de utilizar um chavão neste momento: Todo texto fora do contexto advém de um pretexto. Este tipo de contextualização evita cometermos erros como utilizar palavras usadas séculos atrás supondo que elas têm a mesma significância hoje. Isso vale tanto para textos comuns como para textos inspirados por Deus.
Quero citar como exemplo bíblico a ordem de silêncio do apóstolo Paulo para as mulheres na época da Igreja Primitiva em ITm 2. Sem contextualização e compreensão do princípio por trás destas palavras inspiradas estamos, como povo de Deus, longe do que o grande apóstolo ordenou.
Como exemplo dos escritos de Ellen G. White cito o uso da expressão ‘auto-estima’ (self-esteem). Para ela esta palavra carregava consigo a idéia de auto-suficiência, orgulho e arrogância. Dizer que esta mesma expressão é equivalente à usada por vários psicólogos (inclusive cristãos) hoje em dia é cometer erro grosseiro ignorando completamente a constante mudança da língua que reage às influências do seu contexto histórico, social, filosófico e científico (se esta mudança é evolução ou involução deixo para os lingüistas discutirem, se é que esta discussão vale a pena).
Neste mesmo erro incorre o autor no final do seu artigo ao citar o texto do livro Evangelismo, p. 510 que é a nota de rodapé nº. 17.
“Pode-se fazer grande aperfeiçoamento no canto. Pensam alguns que, quanto mais alto cantarem, tanto mais música fazem; barulho, porém, não é música. O bom canto é como a música dos pássaros - dominado e melodioso.
Tenho ouvido em algumas de nossas igrejas solos que eram de todo inadequados ao culto da casa do Senhor. As notas longamente puxadas e os sons peculiares, comuns no canto de óperas, não agradam aos anjos. Eles se deleitam em ouvir os simples cânticos de louvor entoados em tom natural. Os cânticos em que cada palavra é pronunciada claramente, em tom harmonioso, eles se unem a nós no cântico. Eles combinam o coro, entoado de coração, com o espírito e o entendimento.”
Confesso que não verifiquei se a citação realmente se encontra lá, mas incentivo verificar todas as citações feitas já que algumas referências bíblicas colocadas não se encontram no local indicado (c.f. Fp 4:19) ou não se encontram de maneira alguma (c.f. Dt 15:18; como pequeno adendo sugiro ao autor que estude a respeito de profecia clássica e profecia messiânica e/ou futurista. Apesar do Leonardo não ter utilizado os termos técnicos para a classificação a definição dele está bastante acertada). Creio, no entanto, que estes erros não foram propositais e, portanto, me sinto confortável a continuar, sendo que estou familiarizado com o texto citado.
Quero relembrar que toda boa exegese se preocupa com a origem e com o contexto de um texto e a própria utilização do livro Evangelismo deixa em aberto se o autor procurou a origem da citação, já que se trata de uma compilação de textos da irmã Ellen G. White. Tenho convicção absoluta da inspiração do texto, mas fico pouco à vontade em aceitar que a compilação dos textos inspirados também tenha sido inspirada. Vale, portanto, saber de que escrito veio este texto e assim obter o contexto direto.
Não podemos esquecer também do contexto histórico em que este texto foi escrito. Na época da irmã White o canto que estava encantando as platéias dos teatros dos quais ela tanto fala, era o ‘Bel Canto’, técnica vocal que é caracterizada pela dificuldade de entender as palavras que são cantadas, pois o foco é a sonoridade. O ‘Bel Canto’ é estilo vocal utilizado nas grandes óperas românticas, principalmente italianas que, que foram compostas principalmente na primeira metade do séc. XIX. A sonoridade reinava majestosamente sobre o texto, sendo que este segundo era tido como secundário. Neste contexto Ellen G. White escreve o texto citado pelo autor.
Se quisermos tirar uma conclusão técnica musical desta citação fica evidente que a técnica do ‘Bel Canto’ não deve ser utilizada em nossas congregações como música no momento do Culto de Adoração (contudo imagino que o autor não estava se referindo a isto no seu artigo).
Todavia não creio que este seja o único conselho encontrado neste texto referente ao cântico. Existe um grande princípio que permeia as palavras da irmã White: Toda música cantada deve focar em primeiro lugar a clareza da mensagem. Todos os ouvintes devem ser capazes de escutar a mensagem da música especialmente através da letra e que o arranjo, a instrumentação, a produção e a voz se esmerem em passar não somente a letra, mas o significado da mesma. Se o cantor Leonardo Gonçalves ou qualquer outro cantor ou cantora incorrer no erro de negligenciar este princípio deve ser admoestado com sabedoria e amor cristão para que o Ministério da Música seja de fato eficiente e conforme a vontade de Deus.

Algumas outras observações pontuais seriam, em primeiro lugar, relacionadas a citações como:
1. “Uma música santa não pode ser identificada com ritmos populares (samba, rock, axé, hip hop, sertanejo, pop, entre outros), que transmitem sentimentos e ideais mundanos (como sensualidade, protesto, revolta, satisfação egoísta, etc.).”
Essa afirmação é apresentada sem comprovação. O uso do tal do ‘senso-comum’ é um meio medíocre de argumentar.

2. A nota de rodapé nº. 10, com a qual eu concordo, que diz que “Assim como o jazz, que a influenciou, a Bossa Nova pode ser considerada uma linguagem, uma maneira de pensar e fazer música. Por ser uma concepção musical não redutível a um determinado gênero, comporta manifestações variadas: sambas (Tem dó, de Baden Powell e Vinícius de Moraes), marchas (Marcha da quarta-feira de cinzas, de Carlos Lyra e Vinícius de Moraes), valsas (Luiza, de Tom Jobim), serestas (O que tinha que ser, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes), beguines (Oba-lá-lá, de João Gilberto) etc.” “Bossa Nova: uma batida diferente” em http://www.dianagoulart.pro.br/english/artigos/bossa.htm), mas percebo um uso de poucas citações para comprovar uma idéia. Qualquer estudo mais sério mostraria com clareza as várias origens da Bossa Nova que inclui o Jazz, mas que vai bem além disso, já que a própria Bossa Nova influenciou o Jazz também. A Bossa Nova está para o Jazz como o Jazz está para a Bossa Nova. Isso significa que são linguagens musicais equivalentes e não ramificações uma da outra. Esse tipo de embasamento permeia todo o artigo. É uma forma superficial de argumentação e característica de um estudo apologético em vez de um estudo pela busca da verdade.

3. “Como a santidade divina pode ser devidamente representada por um ritmo popular, também usado em canções seculares frívolas?” Perguntas retóricas aliada a adjetivos que demonstram opiniões pessoais sempre serão tentativas simplórias de manipular o dito ‘senso comum’, senso que pelo fato de ser utilizado pode ser atestado como mediocridade, já que carece imparcialidade e argumentos fundamentados. Nunca esqueçamos que este ‘senso comum’ já foi utilizado muitas vezes para perseguir uma minoria pensante (e muitas vezes esclarecida) na história deste mundo e este mesmo trará a perseguição de uma minoria no fim dos tempos.

4. Uma citação do renomado e polêmico músico Karlheinz Stockhausen sem qualquer alusão ao contexto em que foi feita já demonstra uma falta de cuidado com interpretação e exegese, independente do tipo de fonte citada. Pela maneira com que o autor cita e menciona músicos e música em geral fica evidente que o seu conhecimento de história da música e da própria matéria da música são de fato bastante limitados. Isso não significa que ele não possa argumentar a respeito da mesma, no entanto deveria restringir-se a lidar com o que poderia estar ao seu alcance que, no caso, poderia ser a Bíblia e os escritos de Ellen G. White. Se aventurando num campo desconhecido ele corre o risco de comprometer a sua argumentação em campos em que seja instruído por demonstrar tamanho despreparo e ignorância em assuntos abordados que claramente estão além do seu conhecimento. Só a citação Stockhausen já deixa isso abundantemente claro. Aconselho que pelo menos se conheça um pouco a quem se cita. Neste caso específico, a vida, a música e a obra de Stockhausen e a citação do mesmo constatam o que popularmente poderíamos chamar de um ‘tiro pela culatra’ para toda a argumentação do autor, pois Stockhausen é ícone de renovação e evolução da estética musical a tal ponto que duvido que o autor consiga ouvir uma obra completa dele com apreciação. Eu pelo menos não consigo.

5. A declaraão sobre a inegável semelhança entre ‘Coração do Pai’ com Anytime do Brian McKnight. Mas o autor do artigo pelo menos tomou o tempo para entrar em contato com o compositor da música, Lineu F. Soares para tirar esta dúvida? Senão esta afirmação caracteriza prepotência e beira ao perjúrio.

6. A citação dos ditos ‘genéricos’, já que o artigo trata do Leonardo, se torna, no mínimo, inadequada sendo que ele não possui influência direta sobre eles, muito menos controle.

7. A citação nº. 13, que discordo de forma veemente: “O teor da polêmica envolvendo o trabalho de Leonardo Gonçalves está no uso constante da técnica do melisma”. Creio que os melismas constituem a razão superficial que de fato advém de uma séria de outras preocupações e sensações sejam elas conscientes ou inconscientes. A grande polêmica já foi abordada, aparentemente inconscientemente, pelo autor do artigo. Trata-se do uso da cultura contemporânea para louvar a Deus. Isso, no entanto, não é algo novo. Quero fazer referência a um excelente artigo ‘O Compositor Cristão no Tempo’ que li muito recentemente no blog do Joêzer (http://notanapauta.blogspot.com/). Vale a pena lê-lo, pois foi feito baseado em pesquisa de fatos reais da história da música. Longe de mim comparar o Leonardo com Bach ou Händel, mas quero demonstrar que este é o verdadeiro debate e que é mais antigo do autor parece perceber.

8. A nota de rodapé 13: “Melisma em música é a técnica de alterar a nota (sensação de freqüência) de uma sílaba de um texto enquanto ela está sendo cantada. A música cantada neste estilo é dita melismática, ao contrário de silábica, em que cada sílaba de texto é casada com uma única nota. A música das culturas antigas usavam técnicas melismáticas para atingir um estado hipnótico no ouvinte, útil para ritos místicos de iniciação (Mistérios Eleusinianos) e cultos religiosos. Esta qualidade ainda é encontrada na música contemporânea indu e muçulmana. Na música ocidental, o termo refere-se mais comumente ao Canto gregoriano, mas pode ser usado para descrever a música de qualquer gênero, incluindo o canto barroco e mais tarde o gospel. Geralmente, Aretha Franklin é considerada uma das melhores empregadoras modernas desta técnica.” http://www.babylon.com/definition/melisma/Portuguese” A citação nº. 13 é correta, porém incompleta. O autor provavelmente nunca notou a quantidade imensa do uso do melisma no Oratório do “Messias” de Händel e muitas outras obras musicais que, pelo estilo, o próprio autor deve considerar sacras. O uso de melismas não se limita ao querer criar um estado “hipnótico” no ouvinte. Esse estado surge em um contexto musical específico quando o músico controla a situação para tal. Os melismas pouco influenciam neste estado. Ritmos como os praticados em terreiros e imitações conscientes ou inconscientes dos mesmos podem levar a este estado de transe.

Creio que o autor do artigo finalmente fez a pergunta chave logo após a citação nº. 16. “Seria legítimo empregar elementos claramente identificados com a música secular para louvar a Deus?” Faço referência mais uma vez ao excelente artigo do Joêzer Mendonça cujo link já foi colocado acima. Creio que muitas vezes aquilo que o atual ‘senso comum’ considera ser o epítome da música sacra (cito aqui como exemplos J. S. Bach, G. F. Händel e, que os músicos me perdoem e entendam, The Kings Heralds) enfrentou sérias controvérsias na época de surgimento e criação por estar próximo demais do padrão musical contemporâneo. A divisão da música em três tipos como ‘música erudita’, ‘música folclórica’ e ‘música popular’ se torna insustentável diante da complexidade de definição de estilos musicais e suas origens. Citações curtas sem aprofundamento e tiradas do contexto facilmente podem ser usadas para criar falsos silogismos (ditos silogismos dialéticos ou retóricos).
Terminando as minhas considerações quero sugerir ao autor e qualquer outro leitor um estudo cuidadoso de Cl 3:16. Não creio que devo compartilhar os meus pensamentos a respeito do mesmo, pois imagino que este estudo deve ocorrer não de forma apologética, mas sim pela busca da verdade e do verdadeiro louvor ao nosso Deus, pois somente Ele é digno de toda honra, todo louvor e de toda exaltação. Que as nossas vidas, inclusive a nossa música, seja usada para cumprir este objetivo independente do lugar onde ela possa ser ouvida e feita.

PS: A tabela aparentemente elaborada pelo Dr. Carlos A. Steger é tão cheia de adjetivos e conceitos subjetivos que serve de perfeita demonstração como é complicado classificar música, especialmente música sacra.

PPS: Sugiro um estudo um pouco mais abrangente do que o estudo citado a respeito do movimento da ‘Carne Santa’. Por favor, leia todo o texto escrito pela irmã White referente ao que aconteceu lá, qual a origem e o teor do movimento e qual o foco dela ao abordar o assunto.

PPPS: Confesso que ao olhar o título do artigo não vejo de fato o próprio assunto sendo abordado, seja a expectativa ou análise da influência musical do cantor Leonardo Gonçalves.

Teka disse...

Um dia, fui pregar em uma de nossas igrejas, e encontrei no mural de anúncios um cartaz que dizia: "Escute o hino que te agrada e respeite o gosto do seu irmão."

Esse cartaz revela que precisamos rever alguns conceitos.

A liturgia bíblica é teocêntrica. É dirigida a Deus. (Mat. 4:10:"...Pois está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só à Ele servirás"). (Apoc. 14:6 e 7). "Temei a Deus, e dai-lhe glória, porque é chagada a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, a terra, o mar e a fonte das águas." Aqui, o mundo inteiro é convidado a prestar um culto distinto, à Deus, o Criador.

No culto bíblico Deus é audiência primária, objeto exclusivo de adoração. Portanto, o culto deve ser destinado mais ao agrado de Deus do que do homem.

Em todas as suas atitudes, Jesus se apoiava nos princípios encontrados na Palavra de Deus. O inimigo lançava uma tentação, e Jesus dizia: "Está escrito na Bíblia..." Para fazermos o mesmo, precisamos nos familiarizar com a Verdade, com a Palavra de Deus.
E, para aqueles de dizem que "o que vale é a intenção", e "o importante é ser sincero", saiba que "boas intenções não tornam apropriado o que é errado". Não podemos mudar princípios como extratégia de evangelismo. Deus não precisa disso em sua obra.


Em Dan. 3:5, o sinal indicativo do instante da prestação do falso culto era toda a sorte de música. É verdade: A música voltou ao palco, como recurso de um culto e adoração falsa. Seus fascinantes feitos estão levando muitos a se curvarem perante um deus falso, que jamais seria adorado em perfeito juízo.

Estamos justamente num momento em que podemos estar perdendo nossa identidade musical, e nossos princípios litúrgicos parecem diluídos.

Em 1972, a Conferência Geral da Igreja Adventista do Sétimo dia votou e aprovou a "Filosofia Adventista de Música". Em 2005, foi lançado um novo documento, que não invalida o anterior, mas vem dar novo enfoque às questões apresentadas pelo primeiro documento e acrescentar-lhe outras informações relevantes. Vale a pena consultar, principalmente quem atua no ministério da música. Em agosto de 2005 foi publicado na Revista Adventista.

Um culto alegre, espiritual, racional, regido pela verdade da Palavra e que tem a Deus como centro, nunca deixará o adorador como está. Ele transforma a pessoa, exercendo um poder regenerador e renovador. Se temos preferências distorcidas para o que é mal, Deus refina nosso gosto.

Devemos reforçar o convite feito na Bíblia para adorarmos somente à Deus, o Criador. Nossos cultos estão se tornando antropocênticos.

douglas reis disse...

Sobre o comentário de André Gonçalves: alguns dos conceitos que foram expressos são analisados à luz da Revelação em três partes; os leitores interessados poderão ler a primeira parte de minha resposta ao comentário em http://questaodeconfianca.blogspot.com/2007/09/msica-sacra-dentro-da-cosmoviso.html

Kleber Monázio disse...

Oh! Esse assunto nunca tem fim! Cada um argumentando o quanto pode.Sinceramente acho q tem outras preocupacoes mais importantes para a igreja!Outros assuntos q a pena inspirada escreveu muito mais palavras e textos do que a musica e estes nunca se da uma importancia como aqui mostrada. Deus estara sempre guiando sua igreja, qd Ele decidi agir ninguem impedira!
Att

Anônimo disse...

Bom estão falando do mesmo DEUS Q coheço?
pois o DEUS maravilhoso q conheço está muito distante do que aparentam conhecer; Tenho algo para lhes contar as musicas cantadas pelo Leonardo Gonçalves me fizeram descobrir o maravilhoso DEUS q hoje sirvo e independente do ritmo, acredito q a musica gospel seja ela como for nos aproximando de DEUS é de grande valor, poderiamos sim falarmos de varias coisas e varios defeitos e varios erros apresentados pela igreja e por sua doutrina mais cabe ao grande criador julgar e sinceramente lhes digo q ELE não está preocupado e sim feliz por seus filhos estarem alcançando almas com seus dons; Não vejo mundanismo nenhum nas belas musicas do LEONARDO GONÇALVES, pelo contrario cada letra das musicas me deixam ainda mais em contato com DEUS. ABRAÇOS
e q DEUS OS ABENÇOE!

douglas reis disse...

Sim, caro anônimo, nosso Deus deve ser diferente! O Deus da Bíblia, ao qual eu sirvo, é coerente com Sua revelação - ela não aceita qualquer coisa em lugar de obediência. Ela não aceita um culto feito de qualquer jeito, em nome de uma suposta sinceridade, por isso foi tão exato em Suas prescrições quanto à aoração (leia o Pentateuco, por exemplo). Jesus também foi enfático quando afirmou que Deus busca os verdadeiros adoradores, aqueles que adoram a Deus em espírito e verdade (jo. 4:24). Você percebe? Adoração não pode ser validada apenas pela experiência pessoal do adorador, mas tem que se conformar com a Revelação. Se não, o Deus da Bíblia, não pode aceitar.... Agora, quanto a esse deus do "Tudo pode, se for feito de coração", nada posso dizer, porque não o conheço. O meu Deus é muito diferente e, sinceramente, estou mais preocupado em seguir aquilo que me pede o Deus Verdadeiro!

Anônimo disse...

-Pr. Douglas,
Gostaria de entrar em contato com você, pois soube que, a partir de 2009, você estará trabalhando no CAJ-Saguaçu (Joinville). Congrego na igreja do bairro Iririú e gostaria de agendar palestras sobre música e adoração. Meu e-mail é marco.joi@terra.com.br
obrigado pela sua atenção.

João Carlos disse...

Pr. Douglas, parece que seu post de sexta-feira, 22 de junho de 2007
"Leonardo Gonçalves: As expectativas do novo CD e uma análise de sua influência musical" realmente levantou muitas polêmicas e gostaria de não encerrá-las (por enquanto) pois muitas questões foram deixadas de analisar.

Gostaria apenas de reabrir esta discuçõa com um questionamento.

Por que não conseguimos ter no âmbito INSTITUCIONAL um critério para as músicas. Refiro-me aexpecificamente à Rádio Novo Tempo e TV Novo Tempo.

Ás vezes é impossível assistir uma programação da rádio NT por mais de 1 hora seguida, pois aqulo que foi discutido aqui neste artigo parece não alcançar os administradores destes veículos de comunicação.

As programções da TV Novo Tempo parecem instigar um sentimento "frenético" de atividades, bem longe de algo mais "em adoração". Músicas agitadas, explosivas ou melancólicas intercalam programas de mais alto nível, tanto ns R´sdio com na TV.

O que ocorre no meio adminstrativo ? Há muitos interesses em jogo ? Quem e com critérios decide a grade de programação ? Um adminstrador, o técnico responsável pelo programa, o público ?

Não entendemos (eu emuitos outros Adventistas) como podemos ter "a noção" do que fazer, se "institucionalmente" não o fazemos ?

Tente escutar a Rádi Novo Tempo durante umas 2 horas e leia tudo o que foi debatido anteriormente. A que conclusão chegaremos ?

E que tipo de argumentação terei com os jovens e adolescentes das congregações locais, quando se debate sobre este tema, e logo levantam a questão "SE TOCA NA NOVO TEMPO, PODEMOS TOCAR AQUI TAMBÉM"...

Fica difícil argumentar não acha ?

Outro dia um membro da igreja "expulsou" - literalmente falando - um jovem da igreja por estar usando o teclado com instrumento de percursão para a companhar um hino do Arautos - Começando Aqui.

Que bagunça ! Quantas incoerências ! Aonde estão os homens equilibrados e maduros de nossas instituições que não podem ser mais corajosos para equilibras estas divergências.

Não quero aqui criticar A IGREJA, mas pedir maior bom senso dos que estão cuidando dela.

Abraços.

João Carlos - Goiânia