quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

PORNOGRAFIA NA INTERNET: COMO PROTEGER SEUS FILHOS


Cresce a preocupação com o acesso que crianças e adolescentes têm à pornografia por meio da internet. Com as novas tecnologias, surge uma nova geração de aparelhos Wi-Fi (Wireless Fidelity, ou seja, acesso à internet sem fio, com alta qualidade). Ou seja, o acesso à internet é muito mais facilitado, ocorrendo em ambientes em que não há controle algum dos pais. Com isso, aumenta o perigo de conversações impróprias e o envolvimento com desconhecidos (que se dá em sites de relacionamento) se tornam mais frequentes. O Economist dedicou uma matéria sobre o tema.

Como os pais não podem “fiscalizar” seus filhos constantemente, a sociedade discute algumas posturas que os responsáveis podem tomar com o fito de protegerem o menor de idade. Curiosamente, quando se trazem à baila os riscos da pornografia, o enfoque fica reduzido a jovens e crianças, sem levar em conta o quão nocivo o chamado “ciber-sexo” vem se tornando para adultos. Afinal, a satisfação imediata que garante a exposição ao sexo pela internet afeta a psique, habituando-a a desconsiderar o compromisso em uma relação a dois no mundo real, apenas para mencionar um dos danos da “aventura”. Claro que, no caso de crianças, acesso a material com esse conteúdo é mais danoso, devido à falta de maturidade para assimilar o que se está vendo.

O controle cuidadoso feito periodicamente pelos responsáveis, embora necessário, é ineficaz em sentido mais amplo. Qual seria a solução? A educação moral, com ênfase na responsabilidade pessoal e na prestação de contas a uma autoridade superior, torna-se fator chave na prevenção do interesse pela pornografia por parte dos jovens. Preocupações com a pornografia seriam minimizadas se cada pai e mãe cristãos conscientizassem os filhos de que estão perante um Deus que sempre os vê e que espera que cada uma de Suas criaturas O glorifiquem por amor, demonstrando reconhecer o preço do Calvário através de uma vida de sacrifícios e devoção.

Outro fator preventivo é a construção de um ambiente afetivo sadio: se o lar for um lugar de interações emocionais cheias de transparência, confiança, respeito e aceitação, será criado um bloqueio natural contra o desejo meramente sensual. O relacionamento harmonioso dos cônjuges chamará a atenção dos filhos para um ideal de vida mais elevado do que a satisfação carnal pode prover.

3 comentários:

Carlos H. disse...

Olá Douglas,

Muito oportuno seu tema, até porque ele esconde um perigo: As tecnologias que podem ser usadas para proibir o acesso infantil a esse tipo de material (algo moralmente aceitável) também podem ser utilizadas para a censura e a centralização de informações e consequentemente, de poder (algo moralmente inaceitável). Achar esse ponto de equilíbrio é um desafio tecnológico, moral e ético que está só começando.

Voltando ao tema central do seu post, simpatizei muito mais com seu último parágrafo, que enfoca o exemplo positivo como ferramenta do que com seus argumentos anteriores, que enfocam o temor da punição de um ser divino.

Abraços!

Levi de Paula Tavares disse...

A análise está correta. Porém, um bom programa de "Parental Control" (ou Controle dos Pais) pode ajudar. Podem ser achados bons programas para download.

douglas reis disse...

Carlos H.

Obrigado por participar desta discussão - seja bem-vindo a este blog.

Sei que você viu "temor de punição" neste parágrafo:

"Preocupações com a pornografia seriam minimizadas se cada pai e mãe cristãos conscientizassem os filhos de que estão perante um Deus que sempre os vê e que espera que cada uma de Suas criaturas O glorifiquem por amor, demonstrando reconhecer o preço do Calvário através de uma vida de sacrifícios e devoção."

Mas, em verdade, é bíblica a noção de um Deus Onisciente a quem devemos prestar contas; é claro que a intenção divina não é punição, mas nos auxiliar a manter o tipo de integridade que honre nosso Criador.

Claro que seremos julgados um dia por tudo, até pelo que tentamos esconder (Ec. 12:14). Isto nos dá mais um motivo para sermos transparentes diante de Deus.