segunda-feira, 15 de março de 2010

IGREJA: MODO DE USAR

Pode a igreja sobreviver nesta época? O Pós-Modernismo desqualifica as instituições e o tradicionalismo, dando preferência a grupos independentes e a uma mentalidade baseada em tolerância, dúvida constante e experimentalismo. Em vista disso, cabe a pergunta: qual o benefício de se frequentar uma igreja? Não é possível (e até mais viável) cultivar sua espiritualidade em casa, sem regras pré-estabelecidas e convenções antiquadas [1]?

Essas considerações não devem ser ignoradas pelos adoradores cristãos do século XXI, mesmo que haja a tentação de nos fecharmos numa subcultura religiosa; procedêramos assim, e perderíamos a influência sobre a sociedade [2]. Por outro lado, trata-se de uma questão de sobrevivência: o impacto dessa mentalidade sobre a cosmovisão cristã tem diminuído a importância da frequência à igreja; em verdade, isso é sintomático da própria desimportância com a qual se considera a igreja, que deixa de ser aquilo que a Bíblia afirma sobre ela – um ambiente de amadurecimento espiritual constante.

Como resgatar a visão de Deus sobre a igreja em meio aos questionamentos pós-modernos? Apenas pela reafirmação dos princípios revelados, a igreja achará suporte para responder com propriedade aos ataques do pensamento em voga. Neste artigo, tomaremos uma passagem em especial, mediante a qual reflitiremos sobre a condição da igreja.

A partir do estudo de Efésios 4:7-16, verificaremos (a) O papel de cada cristão; (B) A função da igreja; (C) O tipo de experiência que se pode usufruir na comunidade de fé; e, finalmente, (D) A postura para que a igreja continue crescendo conforme o plano de Deus. Cada um desses tópicos receberá uma resposta dentro do texto de Efésios. Antes, analisaremos duas importantes verdades que englobam os ensinamentos da passagem em lide.

I – Os dons espirituais são o resultado da vitória de Jesus (vv. 7-10)

Paulo nos fala da Graça (gr.: χάρις) mensurável pelos dons repartidos entre todos os cristãos (v. 7); apesar do apóstolo discorrer em diversas ocasiões sobre a “graça salvadora”, aqui ele fala sobre a “graça para o serviço” [3]. Logo, a igreja é uma “comunidade carismática” [4], no sentido de que recebe plena capacitação através dos dons espirituais. Afinal, “[…] cada cristão recebe uma função ministerial, para a qual os líderes da Igreja precisam equipá-lo” [5], como ficará claro a seguir.

O escritor inspirado também identifica a distribuição de dons como resultado da vitória do Senhor Jesus Cristo alcançada na cruz. Para isso cita as palavras do salmo 68:18, que se apresentam levemente modificadas. Para alguns estudiosos, as tentativas de conciliar as palavras do Salmo exatamente com o uso que Paulo fez delas gerou apenas resultados mal-sucedidos [6]. Para tais eruditos, Paulo teria apenas feito uma aplicação e não citado literalmente as palavras de Davi [7].

Entrementes, Calvino não vê disparidade, uma vez que “dizer que Deus manifestado na carne recebeu dons dos cativos é a mesma coisa que dizer que ele os distribuiu com sua Igreja.” [8] Ademais, o próprio Salmo estabelece (nos vv. 19-20) que o povo de Deus “compartilha os benefícios da conquista” [9]. John Stott afirma que os conquistadores recebiam presentes dos conquistados, os quais se tornavam dádivas a serem repartidas com o povo vitorioso; como evidência adicional, Stott menciona que as próprias versões bíblicas Siríaca e aramaica atestam que o Salmo posso assim ser interpretado, uma vez que empregam a forma verbal “deu” [10].

A seguir Paulo pesa as consequências da poderosa afirmação do verso 8: “Repare na implicação aqui: dizer que Cristo ‘subiu’ significa que antes Ele deve ter ‘descido’, isto é, até a profundeza deste mundo. Aquele que desceu é o mesmo que agora subiu para bem alto, acima do céu – a fim de que pudesse preencher todo o universo.” (Ef 4:9-10) [11]. Jesus, em Sua humilhação, alcançou a vitória que agora, em Sua exaltação, reparte com Seu povo. Após essa reflexão teológica, Paulo trata da diversidade e funcionalidade dos dons espirituais.

II – Os dons espirituais visam o crescimento espiritual conjunto de cada membro da igreja (vv. 11-16)

Se, como um intérprete notou, o círculo dos que recebem a revelação de Jesus restringe-se aos santos apóstolos e profetas (v. 11) [12], muitos mais são os que podem participar do ministério, de forma direta! Afinal, Deus designou um dom para cada cristão.

Não se trata apenas de ocupar um cargo na igreja, porque uma indicação sem se levar em consideração os devidos dons não terá valor [13]. Uma vez identificados com Cristo, somos parte de Seu corpo, o que conspira contra a ideia de uma “piedade individualista, típica de muita prática mística tradicional e da Idade Média tardia”; pertencemos a Cristo, mas pertencemos a Ele “juntamente com outros, com a implicação óbvia de que uma coisa sem a outra” faria o todo desequilibrado e doentio [14].

A lista de dons citados (v.11) não é extensa e nem se pretende definitiva. A despeito disso, Paulo ressalta o propósito dos dons sobrenaturais, dizendo que foram fornecidos “com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo” (Ef 4:12, VARA, 2a ed.).

A palavra “aperfeiçoamento” (gr.: καταρτισμός) sugere o conserto de algo para um melhor uso (cf.: Mt 4:21 [15], onde se diz que João e Tiago consertavam [καταρτίζω] as redes). A New American Standard Bible traduz o vocábulo empregado em Efésios por “preparo”. Já o termo “edificação” (gr.: οἰκοδομή, de oikos =casa e demõ= construir), aparece na Septuaginta em alguns textos de Jeremias (cf.: 1:10; 24:6; 31:4; 33:7), que tratam da edificação de Israel; provavelmente, o sentido metafórico de Jeremias influiu sobre Paulo [16]. “[…] Isto traz a lume com maior clareza que o propósito imediato dos dons de Cristo é o ministério realizado por todo o rebanho; seu propósito último é a edificação do corpo de Cristo, ou seja, a igreja.” [17]

E quando essa dinâmica acontece na congregação? Em primeiro lugar, amadurecemos espiritualmente, nos tornando semelhantes a Cristo (v. 13). A igreja funciona como uma estufa: trata-se do ambiente controlado para prociar um crescimento espiritual harmônico e coletivo, impossível de ser atingido individualmente, uma vez que ninguém possui todos os dons espirituais. Precisamos uns dos outros para crescer em Cristo, seguindo “a verdade em amor” (v. 15, 16). “A igreja não é um corpo que iventa ideias”, declarou Francis Schaeffer; “a igreja é uma declaração daquilo que Deus revelou a respeito de si próprio na Escritura”, conclui ele [18].

Uma vez partícipes do processo de maturação, resistiremos solidamente aos enganos. “Então não seremos mais crianças, que são barquinhos agitados pelas ondas e levados de um lado para outro por todo tipo de ensinamento que apareça.” (Ef 4:14) [19].

Uma vez estudado o texto, voltemos aos tópicos iniciais:

(A) O papel de cada cristão: somos chamados para exercer nossos dons e coloborar com a comunidade cristã local (vv. 11-13);

(B) A função da igreja: a igreja deixa de ser entendida como um organismo ou instituição, passando a ser considerado um corpo vivo, o corpo do Senhor Jesus, no qual cada parte deve agir de forma articulada (v.16);

(C) O tipo de experiência que se pode usufruir na comunidade de fé: apenas na igreja se usufrui da verdadeira comunhão e de uma espiritualidade sadia, que se inspira em Cristo e se exercita no convívio com outras pessoas resgatadas por Ele (vv. 14-15);

(D) A postura para que a igreja continue crescendo: acima de estratégias, programas e investimentos (todos eles muito importantes!), deve estar o treinamento e desenvolvimento dos dons espirituais (v. 12). Um aigreja que cresce espiritualmente, crescerá numericamente. Se visarmos o crescimento numérico, não teremos o crescimento espiritual assegurado.


[1] Sobre o Pós-Modernismo e sua influência, veja Douglas Reis, Cristianismo tolerado, Cristianismo esvaziado, disponível em http://questaodeconfianca.blogspot.com/2010/03/cristianismo-tolerado-cristianismo.html .
[2] Douglas Reis, “O teto que se fecha sobre nós” (ou por que o evangelho perdeu sua relevância no cenário contemporâneo?), disponível em http://questaodeconfianca.blogspot.com/2010/02/o-teto-que-se-fecha-sobre-nos-ou-porque.html.
[3] John Stott, A mensagem de Efésios (São Paulo, SP: Aliança Bíblica Universitária, 1986), série A Bíblia fala Hoje, p. 111.
[4] Idem.
[5] Robert Gundry, Panorama do Novo Testamento (São Paulo, SP: Edições Vida Nova, 2007), 8a reimpressão da 2a ed., p. 348.
[6] Francis Foulkes, Efésios: Introdução e comentários (São Paulo, SP: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 2006), 7a reimpressão da 2a ed., p. 96
[7] William Hendriksen, Comentário do Novo Testamento: Efésios (São Paulo, SP: Casa Editora Presbiteriana, 1992), pp. 237, 236.
[8] João Calvino, O livro dos Salmos (São Paulo, SP: Edições Paracletos, 1999), p. 661.
[9] Derek Kidner, Salmos 1-72: Introdução e cometários (São Paulo, SP:Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 2006), 6a reimpressão da 1a ed., p. 264.
[10] John Stott, opus citado, p. 112.
[11] J. B. Phillips, Cartas para hoje, trad. Márcio Loureiro Redondo (São Paulo, SP: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1994), p. 114.
[12] Gerhard Dautzenberg, Teologia e pastoral na tradição Paulina em Josef Schreiner e Gerhard Dautzenberg, Forma e exigência do Novo Testamento (São Paulo, SP: editora Teológica, 2004), p. 149.
[13]Francis Foulkes, Efésios, p. 97.
[14] D.G. Dunn, A teologia do apóstolo Paulo (São Paulo, SP: Paulus, 2008), 2a ed., pp. 464-465.
[15] Francis Foulkes, idem.
[16] (1) W.E. Vine, Merril F. Unge e William White Jr., Dicionário Vine (Rio de Janeiro, RJ: 2002), p.582; (2) Lothar Coenen e Colin Brown, Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento (São Paulo, SP: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 2000), 1a reimpressão da 2a ed., p. 290.
[17] William Hendriksen, opus citado, p. 246, ênfase do original.
[18] Francis Schaeffer, Verdadeira espiritualidade: uma vida cheia de beleza, que edifica e inspira (São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã, 2008), 2a ed., pp. 224-225.
[19] Novo Testamento, Versão fácil de Ler (São Paulo, SP: Editora Vida Cristã, 1999), p. 299.

17 comentários:

Claudio Soares Sampaio disse...

Muito bom este artigo, meu colega. Talvez o melhor que tenha escrito, devido a grandeza do tema, sua relevância e o farto material biblográfico. Sem desmerecer os demais tópicos, neste vi riqueza de verdade e conteúdo.

Só não entendo o porque de seu livro paixão cega não constar na lista da CPB. Pergunto sobre o que é onde adiquirir este livro.

Abraço

pastorclaudiosampaio.blogspot.com

douglas reis disse...

Prezado Cláudio,

agradeço sua apreciação do material.

Quanto ao meu livro, ele está no prelo, como se dizia antigamente. Ele já deveria estar publicado, mas houve atraso devido ao livro missionário do ano. Entretanto, será publicado ainda em 2010.

Trata-se de uma série de reflexões a partir da vida de Sansão, voltado para jovens adultos, que vivem os desafios do mundo pós-moderno. Abraços.

Anônimo disse...

Prezado pastor Douglas...hahah to brincando,prof nao simpatizei com esse artigo nao apenas pelo fato de ser um tanto extenso, e cansativo, mas tanbem pelo fato de que nao entendi uma boa porcentagem das coisas ali escritas.Porem nao posso negar que houve algumas partes que me fizeram pensar, e reaver as coisas de um outro angulo.Achei um pouco interessante a parte em que Paulo resalta o proposito dos dons sobrenaturais(...)é´isso
BYE
De sua aluna querida, e muito estudiosa, que daqui pra frente vc so vai dar dez:Shele caroline,1ano E.M

Anônimo disse...

Uow,bom artigo
Pelo que eu intendi,no inicio fala que nos dias de hoje é dificil ver algum jovem adolescente com uma biblia debaixo dos braços,por isso que vemos muitas pessoas novas indo em direções erradas,mas não podemos guia-las a um caminho e sim mostra-lás.
Também achei interessante a parte de Paulo,que fala que todos tem uma parte do dom do Espírito Santo,só que muitos não sabem usa-lá para o bem de si e dos outros ao redor,mas sim para o mal de si mesmo e dos outros.
Gostei muito do artigo,parabéns professor!! =D
Abraços.

Gabriel Freitas
1º E.M.
CASFS

patricia da silva disse...

anônimo disse...oi pastor gostei muito do seu artigo.ele nos fala como é dificil,ser um cristaõ de verdade.em uma época taõ dificil em pleno século 21.hoje vivemos em uma época em que as pessoas naõ se inportaõ,muito com Deus,eles ,nos queremos aproveitar a juventude,e esquecemos que temos alguém que quer estar conosco.que ficaria muito feliz se nos lenbraçe dele.as vezes naõ somos exenplo como crsto foi nesse mundo.ele naõ se inportava com que as pessoas falace dele. só se inportava como que seu pai lhe enxergava nessa terra de pecado, acho que naõ precisamos ter vergonha do nosso salvador que morreu por nós nessa terra temos que ser o exenplo como ele foi.sei que naõ sou um mais deveria..acho que é isso.bjsssssss Patricia da silva..1.E.M.xauuuuuu..

Anônimo disse...

Hoje em dia está bem mais difícil encontrar pessoas que vão a igreja por terem fé, e não por serem obrigados, ou porque estão com problemas. Pelo que eu entendi, existem atrativos melhores do que ir a igreja, ter fé, crer em Deus. Na parte sobre cada cristão ter recebido um dom, eu concordo, porque todo mundo sabe “fazer” algo diferente, mas nem sempre as pessoas sabem disso. No tópico (C) diz que só saberemos da verdade se freqüentarmos a igreja, pelo que entendi, é a verdade sobre Deus, sobre a harmonia, sobre os nosso dons. Muito bom o artigo (:

Daniela B.
1º ano EM
CASFS

Anônimo disse...

Hoje em dia há muitas reclamações de jovens que não freqüentam mais a igreja. Mas muitos esquecem de analisar o fato de que também adultos e idosos tem andado desmotivados para com a igreja. É óbvio que o culto em casa deve ser feito, assim como os estudos sobre a Bíblia. Mas o incentivo maior sempre vem da igreja e das atividades que ocorrem nela. Como por exemplo no meu caso, me sinto melhor quando estou nela, e sinto falta de ir a igreja quando perco algum sábado. Muitos fiéis não entendem que a maior adoração a Deus é feita na igreja. Se vermos de um jeito diferente, Paulo diz que a igreja é Cristo. E tudo bem que através da oração entramos em contato com ele, mas na igreja é onde sempre O encontraremos. E foi Jesus quem nos concedeu o dom, seja ele de pregar, cantar, evangelizar de alguma forma. Devemos passar isso adiante, querer sempre aprender mais e passar isso para as pessoas ao nosso redor. Assim como estar com quem crê nas mesmas coisas que nós é fundamental. E creio eu que não existe lugar melhor para espalhar a palavra e estar em contato com quem também ama a Deus, do que a Igreja.
Excelente artigo Pastor!
Beatriz Dale.

Anônimo disse...

Olá professor...
Li o seu artigo e por ser meio extenso teve algumas partes que não entendi, então reli o artigo e mesmo assim teve alguma coisa que não consegui compreender, mesmo não compreendendo algumas partes achei interessante e pelo que entendi no artigo fala que em pleno século XXI está mais difícil as pessoas irem na igreja, e assim eu acho ridículo essas pessoas que procuram a igreja só quando estão precisando e ainda tem pessoas quem não vão para a igreja e ainda tem a cara de pau de dizer que acredita na palavra de Deus sem ao menos saber o que esta escrito na bíblia. Eu achei bem interessante a parte em que Paulo diz que todos temos uma parte do dom do espirito santo só que muitos só sabem fazer o mau, mas na minha opinião se Deus nos deu o dom de fazer o bem de vemos colocar isso em pratica.
Parabéns pelo blog que é muito interessante e que nos faz refletir na hora em que estamos lendo. Abraço de sua aluna: Amanda Louize 1°E.M

Anônimo disse...

Professor Douglas.. refleti sobre seu artigo, e entendi que a importância de estar na igreja nos leva a pensar na nossa comunhão com Deus.E também no trato com o nosso próximo, compreendo agora, porque Deus criou dez mandamentos, quatro voltados para adoração e os outro seis, para o próximo.A Bíblia tem todos s ensinamentos que levaram o "cristão" adorar a Deus na igreja, afinal, lá é sua casa.
Como posso desenvolver os dons do espírito se não estudo e não reflito sobre eles? Como posso manter comunhão com Deus se não vou a sua casa? Afinal, lá terei alimento espiritual, por estar ligada ao meu criador.
Segundo a Bíblia, "Ensina o jovem no caminho que deverá andar e nunca se desviará dele".Esse amor ao criador deve ser ensinado quando criança. Para quando formos jovens poder nos manter nele! Este conceito vem de casa, ensinamentos que mais tarde serão praticados perante a sociedade.
Valores e princípios são cultivados na convivência com o próximo. Esse encontro deve acontecer na igreja. É assim que eu aprendi!
Aluna: Scarlet Caroline da Silva

Anônimo disse...

Com certeza a igreja pode sobreviver nesta epoca, tanto é que ela esta... O numero de igrejas esta cada dia aumentando mais, como podemos perceber,em cada esquina encontramos uma pequena igreja, mas onde muitos cristãos vão. Não acho errado pessoas cultivar sua espiritualidade em casa, mas tambem ir a igreja faz com que a nossa mente seja mais aberta diante da palavra do Senhor, estudar em casa não nos quer total responsabilidade, você acaba deixando de lado e fazendo o que é menos importante mas que é mais prazeroso a você. Já indo a igreja você tera o comprometimento de estar la, ouvir a palavra e estar mais seguro diante de si.
Para termos um bom crescimento espiritual devemos ter o bom dom, para que possamos entender bem a palavra da biblia. Quando vamos a igreja temos que ir para se concentrar no pastor/padre/ qualquer que esta pregando la na frente. Como diz o texto uma coisa sem a outra fara o desequilibrio espiritual. Uma coisa é a concentração e a outra o dom. Foi isso que entendi, achei o texto bom mas muito extenso que faz ficar cansativo. Hehe (:
Lisandra Cevinscki Machado

Anônimo disse...

Olá prof!!! Achei muito interessante os assuntos abordados no artigo, os quais nos fazem refletir sobre "atos" praticados, ou não,ao longo do nosso cotidiano,como o aspecto mencionado sobre ser cristão nos dias de hoje, frequentar a igreja,enfatizando a juventude,que poucos têm esse "hábito" de orar,ir à igreja,e adotar Deus como um ser supremo e poderoso em nossa vida. Mais penso que ainda sim,tem jovens que se dedicam a levar uma vida cristã,a fazer o que é correto,procurar ser uma pessoa de bem e fazer o bem para com os outros.
Achei muito interessante também o trecho em que Paulo fala que todos nós temos uma parte do dom do Espírito Santo,porém,muitos parecem ignorar ou não sabem usá-lo.
O que verdadeiramente importa é nós,vivermos a igreja dentro de nós,e fazermos somente o bem,fazermos o que é correto,como ir a igreja escutar a palavra do Senhor,orar,enfim,fazer,de fato,o papel de um cirstão...
O artigo me fez refletir bastante sobre alguns aspectos,muito bom(:

Francelle Mira
1º Ano EM-CASFS

Anônimo disse...

pastor Doulas gostei do seu artigo pois ele me levou a refletir sobre as obrigações do cristãos, e a parte do dons nuitos acham que para ser um proféta devemos ter um dom mas na minha opinião basta entender o que deus quer nos passar por meio de suas palavras, professias.
eu tambem creio que por meio de alguns cristãos outros estejam no camonho errado.
Ps:na próxima faz um texto menor.

Murilo F. Guindo 1ºE.M

Anônimo disse...

Primeiramente gostaria de dizer que achei muito interessante o artigo, além de ser um texto de opinião ele é bastante informativo. Bem, a igreja desde sempre foi o templo sagrado de todos que tem sua crença religiosa com princípios cristãos. E ela, é formada por um grupo, logicamente, e concordando com o texto posso dizer que acho um equivoco de algumas pessoas criarem uma religião e universo particular espiritual. Para crescermos em Cristo devemos adotar métodos coletivos, mesmo que não haja um cargo especial, é importantíssima a participação na igreja, no seu ministério. Ao criar uma espiritualidade individual, a pessoa está vulnerável a qualquer tipo de crença, ou até mentira que venha a lhe calhar, é lastimável até de imaginar um irmão cristão com sua fé corrompida por coisas supérfluas ao espírito. Enfim, na minha opinião, para a igreja não se desfazer cada vez mais, é necessário um trabalho em equipe para que haja mais adesão dos jovens, como organização de retiros e palestras com enfoque juvenil.
Isabel Ignacio da Silveira
1º ano EM

Anônimo disse...

bom primeiramente concordo plenamente com o assunto abordado,acho que deixamos muito a desejar por aquele que nos salvo.
nós jovens as vezes preferimos sair para se divertir do que perder 2 horas da nossa semana para irmos agradeçer a Deus.
se pararmos para pensar o quanto tempo da nossa vida perdemos em frente de um computador,entraremos em conclusão que foi tempo perdido !!!
então creio no que paulo disse que todos temos um ''don'' divino do espirito santo, pois todos temos um proposito especial aqui.
apenas temos que nos dedicar mais para lapidar esses dons.
muito legal o artigo parabens, me fez parar e refletir todo o tempo que perdi em vão..

FABIANO JR. 1º CASFS.

Anônimo disse...

Olá professor, analisando seu texto gostaria de fazer uma consideração inicial que se encaixa no contexto: "a fé vem do ouvir". Hoje em dia a sociedade, de uma forma geral, está despreparada para seguir a vida cristã. Por isso, surge a necessidade das pessoas estarem em comunhão com Deus, e referida comunhão se dá de forma mais plena quando praticada dentro da casa de Deus, ou seja, da Igreja. Assim, a igreja é o local onde podemos desenvolver os nossos dons, exercendo ministérios de amor e adoração a Cristo.
Abraços,
Ricardo Cabral, 1° Ano EM

Heloísa disse...

Olá pastor, achei super interessante e importante seu artigo. Realmente está se perdendo o pensamento de que ir a igreja é importante e essencial para o cristão. Há alguns dias atrás, eu estava vendo o fórum da comunidade adventista no orkut e encontrei justamente um tópico sobre irmos a igreja. Lá continham várias opiniões, inclusive a de uma moça que dizia: Hoje em dia, com a comodidade e disponibilidade dos materiais da igreja na internet e na televisão, não tenho vontade de ir a igreja. A igreja é um corpo, e para o bom funcionamento desse corpo, é preciso que as pessoas frequentem e busquem a igreja. E mais, as pessoas da igreja não são perfeitas, buscam a perfeição. Esse tabu que muitas pessoas tem, de que é cristão é perfeito, santinho, deve ser quebrado. E também é utilizado por muitas pessoas como desculpa para não ir a igreja buscar a Deus. Os diversos dons foram dados, para que se use para a glória de Deus. E precisamos fazer jus ao que o nosso Criador nos designou. "Alegrei-me quando me disseram: Vamos a casa do Senhor."

Anônimo disse...

Então prof, concordo que devemos sim ir a igreja, mesmo tendo uma comunhão com Deus no nosso próprio lar. Na igreja os ensinamentos podem ser divididos uns com os outros, e assim todos saem ganhando, na minha opinião, algumas igrejas possuem muitas regras ou orientações quase que impostas ao 'cristao'a guarda dos dez mandamentos com certeza nos levam mais perto de Jesus, mas temos que ter em mente, que jamais consiguiremos seguir todos eles. O Espírito Santo concede um dom ou vários dons a alguém. Todos temos dons, nem sempre os indentificamos, e mesmmo as vezes sabendo, nao os usamos para falar da verdade divina. O que mais uma vez, estando na igreja, somos incentivados.