domingo, 21 de fevereiro de 2010

TERMINA NA BANDEIRADA



Os fãs do automobilismo por todo o Brasil anteviam seu triunfo com certa nostalgia, vendo no jovem de vinte e sete anos a esperança de um novo período de conquistas sobre quatro rodas, uma era como fora a de Ayrton Senna, que emocionara o país. E já tendo cruzado a linha de chegada com sua potente Ferrari, Felipe Massa aguardava o fim da prova que o consagraria campeão mundial da Fórumla 1 – e justamente em Interlagos, durante o Grande Prêmio do Brasil. Seria um presente inesquecível para a torcida verde e amarela.

Seria. Em pleno 2 de Novembro de 2008, dia de Finados, foram as esperanças de Massa que acabaram sepultados no autódromo. Para sagrar-se campeão, o piloto brasileiro tinha a obrigação de vencer a prova e torcer que seu rival, o inglês Lewis Hamilton chegasse em 6º lugar. Entretanto, na última volta Hamilton ultrapassou o carro de Timo Glock, piloto da equipe Toyota, chegando assim em 5º lugar e marcando um ponto a mais que Felipe Massa. Naquele domingo, Lewis Hamilton competentemente tirou das mãos de Massa uma vitória que mesmo o mais amargurado pessimista daria como certa!

Apesar de perder o título na última volta, Felipe Massa, minutos após o término da corrida, falou que aquele fora um “dia sensacional”, completando em seguida: “Lógico que as coisas mudassem na última curva era um pouco…não era esperado; Acho que mostra que a corrida acaba na bandeirada […]”

Agora, se você me permite, vamos aproveitar essa valiosa lição vinda da Fórmula 1 para refletirmos em algo mais sério.

Pare e pense a respeito das condições do mundo no qual nos encontramos: a corrupção na política que é deixada impune, a violência nos lares ganhando espaço nos tele-jornais, a imoralidade oferecida como um produto pelos grandes portais na internet; se existe um conflito entre o bem e o mal, quem parece estar ganhando? Sim, eu sei. Tudo nos leva a crer que a vitória do mal está assegurada. Mas, por favor, espere mais um pouco – espere até chegarmos à última bandeirada. Porque, à semelhança da temporada de 2008 da Fórmula 1, o triunfo do Bem (que foi definitivamente alcançado na cruz do Calvário) será visível para todos na última prova, na última bandeirada.

Daniel 7 é uma confirmação disso. Para que eu e você tivéssemos a certeza de que Deus está no controle absoluto da História, o Espírito Santo nos deixou esta profecia. Muito do que você já viu em Daniel capítulo 2 se repete agora. Isto nos dá a oportunidade de rever o que já aprendemos e expandir ainda mais a nossa compreensão.

No capítulo 2, Daniel ora para compreender o sonho que o rei Nabucodonosor tivera. O profeta se intera, então, tanto do sonho como de seu significado. Na presença do rei de Babilônia, Daniel apresenta o “pacote completo”: sonho mais interpretação. O rei visualizara uma estátua, sendo que cada parte representava um império mundial: a cabeça de ouro (Babilônia), o peito de prata (Medo-Pérsia), o quadril de bronze (Grécia), as pernas de ferro (Roma) e os pés formados pela mistura heterogênea entre ferro e barro (Europa Ocidental). Por fim, uma pedra sobre-naturalmente lançada destrói a estátua. A pedra cresce e se torna um monte, que enche toda a Terra. A pedra simboliza o fim da História e a consequente concretização do Reino de Deus.

No capítulo 7, é Daniel quem tem um sonho. Ao invés de uma estátua, surge um desfile de estranhos animais. Cada animal corresponde a uma parte da estátua, representando os mesmos reinos conhecidos desde o segundo capítulo do livro de Daniel.

Em Daniel 7, vemos o primeiro dos animais, um leão com duas asas, representar o reino da Babilônia, assim como a cabeça de ouro; em seguida, surge um urso manco, que, da mesma forma que o peito de prata, simboliza a Medo-Pérsia, império que sucederia a Babilônia; o terceiro reino é a Grécia, que em Daniel 2 aparece como o quadril de bronze, enquanto no capítulo 7 é prefigurado por um leopardo com sete asas e quatro cabeças (as asas indicam a velocidade da conquista de Alexandre, o Grande e as quatro cabeças a divisão do império após a morte de Alexandre entre seus quatro generais: Lisímaco, Cassandro, Ptolomeu e Seleuco); finalmente, temos Roma, antes sob o símbolo das pernas de ferro (Daniel 2) e agora presente na forma do animal terrível e espantoso (Daniel 7).

O foco de Daniel 7 se torna a perseguição contra o povo de Deus ocorrida durante as duas fases do último reino (Roma). Diversos imperadores romanos ordenaram que os seguidores de Jesus fossem perseguidos, torturados e, caso se recusassem a abrir mão de sua fé, que fossem mortos de forma humilhante (em muitos casos, através da crucificação). Geralmente, a perseguição aos cristãos ocorrida durante o império de Diocleciano (entre os anos de 303 a 313 d.C.) é citada como uma das mais drásticas.

Mas o poder romano apresentaria uma segunda fase. Por isso, o quarto animal, terrível e espantoso, se sub-divide em dez reinos (chifres), representando a divisão que se seguiu no território romano com a invasão dos povos bárbaros (o que ocasionou a origem da moderna Europa Ocidental). Por esta época, surgiria um novo poder, reunindo a mesma autoridade política do império romano, com o acréscimo de autoridade religiosa.

O novo poder, caracterizado como uma ponta pequena, iria (A) Falar contra Deus (isto é, blasfemar), (B) Perseguiria os cristãos fiéis aos princípios da fé evangélica, (C) mudar o único mandamento que trata de um tempo específico (isto é, o quarto, que manda separar o dia de sábado para adorarmos ao Criador) e (D) perseguir o povo cristão por um período de 1260 anos (veja o quadro). Com uma descrição tão exata da atuação da ponta pequena (veja Dn. 7:25), e entendendo que seu surgimento ocorreria no contexto europeu (v. 24), fica fácil entender qual entidade ela representa: a ponta pequena é um símbolo da Igreja Católica Romana, herdeira da autoridade do império romano, bem como de seu ódio pelos cristãos que tinham apenas na Bíblia sua fonte de autoridade espiritual.

Aparentemente, o Mal triunfou. Durante 1260 anos, a Igreja Romana perseguiu cristãos, mandou e desmandou em reis e ditou as regras no Ocidente. Mas, lembre-se, ninguém vence até ser dada a bandeirada! Deus deu um basta nos abusos satânicos. Para refrear o mal e garantir a recompensa dos filhos do Reino, foi instalado um tribunal – um tribunal celestial (Dn. 7:9-10, 26-27). O tribunal é o meio divino para alcançar a vitória.

Não precisamos nos desesperar em face de violência, imoralidade, impunidade, guerras e demais problemas modernos. O nosso Senhor Jesus, que se assentou em Seu tribunal, diante de Seu Pai, completará o julgamento e virá nos resgatar. Ele tem nos reservado um reino eterno. Ali, o mal será menos do que uma lembrança de um competidor vencido na última volta.

15 comentários:

Anônimo disse...

A batalha só é vencida na bandeirada, aqui neste mundo existe uma batalha entre o bem e o mal, satanás acha que ja venceu o bem, mas será que é assim?
Muitas pessoas, quando participam de uma "competição" ou um "jogo" dizem que ja venceram, mais ninguem sabe o que irá acontecer no meio do jogo, ou seja: só saberá na bandeirada.
Gabrielly 8° ano

izabela disse...

Gostei muito desse texto.
Me fez pensar.
E que tudo pode mudar, nos temos que esperar...


Izabela 8ºano

Anônimo disse...

Este texto nos faz refletir sobre a grade ´´guerra´´ entre o bem e o mal , ninguem sabe o que vai acontecer no final só quando chegar lá no caso do texto na ´´termina na bandeira``, achei o texto reflexivo e muinto bem escrito, muinto bom.
Igor R.Félix,8°ano,c.a.s.f.s.

Anônimo disse...

Eu achei muito interessante! Eu acho que nem tudo o que você espera vai se realizar, que nem tudo o que você quer que aconteça irá acontecer, eu tenho duas palavras pra isso; Confie em Deus!

A batalha contra o bem e o mal está chegando e nós devemos cofiar em Deus estar fortalecidos pela fé dele, para que quando chegar a hora nós vamos estar cheios da graça de Deus.

Sabe, às vezes o que a gente quer encontrar nem sempre é o que esperamos, pode ser uma silada talvez, não sei, ás vezes ás coisas boas ou melhor que a gente pensa que é boa são ruins, sabe ás vezes o Diabo faz parecer as coisas ruins em boa e nós caimos e depois percebemos que era uma silada, por isso que nós devemos confiar nesse nosso e unico Deus. Esse é o meu comentário... Deus te ama! Nunca se esqueça, Deus morreu na cruz por ti!

Letícia Rocha 8º ano / 7ª série

leninha_b_98 disse...

Bom, gostei muito da reflexão. E confesso que realmente parece que, o mal já venceu. Mas como diz o texto, só termina na bandeirada, o que devemos fazer é esperar e ver o que acontece. Pois muita coisa pode mudar... o mundo dá muitas voltas e nessas voltas TUDO pode mudar. Também mostra o sonho do rei Nabucodonosor, que mostra o fim dos tempos com violência, guerras, desrespeito e preconceito. Mas diante disso, não devemos nos desesperar, pois se estamos com Ele, estamos mais do que seguros!

Helena - 8° ano.

Alex Júnior disse...

Achei muito intereçante.
Refleti muito sobre este texto,
que você pode ser o melhor que for, mais nem sempre as coisas saem como nós queremos, então se nós confiarmos e esperarmos talvez nós tenhamos o que queremos.

Alex Manoel Flor Jr
8ºano

Lucas disse...

Texto muito interessante, nos mostra como tudo pode terminar na ultima hora, ou na bandeirada.
A guerra entre o bem e o mal também pode estar acabando e só confiar em Deus, e esperar a ultima bandeira.
O texto me fez refleti que não devemos comemorar antes do tempo, e esperar a bandeirada, e confiar em Deus.


Lucas Nabor de Oliveira 8°ano

Anônimo disse...

Bem legal.
Este texto nos faz pensar na guerra entre o bem e o mal, mas ninguém sabe o que acontecera...

Sérgio R.T.de Oliveira Jr 8ªAno

Anônimo disse...

Não entendo de corridas, mas sei que todas elas terminam na bandeirada. Assim é como nossa vida: Deus sabia que a humanidade que acreditava em sua palavra iria sofrer antes do final, mas também sabia que no final sairia vitoriosa, por isso não devemos nos preocupar com os problemas do mundo, mas sim crer e esperar pela salvação eterna, ou seja a "bandeirada". Gabriel J. 8°ano

Anônimo disse...

Realmente nos faz pensar, as vezes pensamos que tudo já acabou, que o bem perdeu, mais não é bem assim, só acaba na "bandeirada", já faz muito tempo que o bem tem um conflito com o mal, mais com toda certeza, o bem pode sofrer no começo, mais no fim, vai ser melhor estar no lado de Deus.


Evaldo Cevinscki Neto
8o Ano
Casfs

Anônimo disse...

Este texto é muito reflexivo,fala sobre a batalha entre o bem e o mal.....muistas pessoas quando participam de jogos dizem que ja venceram mais eles n sabem ao certo porque o jogo ainda n acabou....

achei este texto muito interresante


Guilherme R. Oliveira 8 ano..

lucas eduardo disse...

Gostei Muito desse texto ele me fez refletir na vida e fiquei pensando que na nossa Vida tudo pode Mudar Pode estar no Ultimo minuto da nossa vida mais em um piscar de Olhos Deus pode Mudar nossas vidas.
Nesse texto eu aprendi qu Tudo Pode mudar... !

Lukas eduardo ! '-'

Anônimo disse...

Bom. Eu achei legal...
Nos da uma lição de vida NE?
Mas sinceramente podia falar mais do jeito que a gente entende por que se não fica difícil
Raciocinar ainda alguém com pouca inteligência como eu!
A ultima parte me chamou a atenção porque nos anima a esperar Jesus e ter vontade de fazer as coisas certas para um dia encontrar nosso salvador, mesmo num mundo terrível como esse, que às vezes nem da vontade de sair de casa.
Estou ansiosa para ver o rosto de Deus e Lhe dar um abraço bem forte e ver que todo o sacrifício valeu apena!
Douglas Parabéns pela coragem de comentar o que pensa com muitas pessoas eu não tenho essa coragem...
Beatriz 8ano

Anônimo disse...

Eu achei entesante
nos não devemos nos preocupa commas coisa do mundo mais de DEUS DEVEMOS FAZER OQUE DEUS deseja para nossa vida como falar de seu amor
E também que não entereça vitorias nesse mundo mas sim vitorias através de Deus.

Vinicius Roberto Evangelista 8ano

Anônimo disse...

Eu gostei muito aprendi que tudo que começa só acaba no fim (bandeirada)em uma corrida ou até mesmo na batalha entre o bem e o mal.

By: Willian 8° ano