quinta-feira, 24 de setembro de 2009

PASTORES OU LOBOS?

Gustavo Rocha, ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, em entrevista à revista Época, declarou como desempenhava suas funções “ministeriais”, a partir de quando recebeu uma igreja para cuidar:

Fiquei tranquilo [diante do encargo] porque eu já tinha aprendido o trabalho. Ele [o Bispo Macedo] me ensinou o seguinte: como era uma igreja pequena, primeiro eu tinha de fazer um atendimento corpo a corpo, conversar com cada um dos membros da igreja, visitar a casa, participar da vida. Eu levantava toda a vida da pessoa e determinava o dízimo. E eu ia colocando na cabeça das pessoas. Elas chegavam para contar alguma coisa: “Pastor, fui viajar e bati meu carro.” Eu dizia: “senhora está sendo fiel no dízimo?”. Ela dizia que não. Então eu falava que era por isso que ela tinha batido o carro. Óbvio que não tinha nada a ver, mas era uma questão de mexer com o psicológico, para que ela pensasse que as coisas ruins aconteciam por causa de um erro dela, e não por um erro da igreja ou um erro de Deus. Eu tinha de fazer aquela pessoa acreditar que o dízimo dela era uma coisa sagrada. Noventa por cento das pessoas que vão à igreja, e isso eu ouvi do bispo Macedo, não vão para adorar a Deus. Vão para pedir, porque têm problemas no casamento, nas finanças, de saúde. Então o bispo falava: “Você chega para a pessoa e diz: Você está com problema financeiro, não está? Eu sei, eu estou vendo que sua vida financeira não está boa”. É muito fácil. Por serem pessoas humildes, elas estão mais propensas a certos problemas[1].
Não custa relembrar destas imagens comprometedoras:

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[1] Mariana Sanches, Aprendi a extorquir o povo, depoimento de Gustavo Rocha, Época, 21 de Setembro de 2009, p. 43.

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