sexta-feira, 13 de junho de 2008

VOO DE UMA VIDA




Fui pássaro de asas curtas,
Diâmetro afetado em voo.
Hoje todo-asas me alcei
Qual besouro aerodinâmico;
Somente à atmosfera doo
Corpo emplumado, balsâmico,
E as nuvens desfiam asas…
Mas na rarefação do ar,
Ruflam da fênix as brasas.

Sou pássaro novamente,
Não por apenas querer
– Que é a vontade isolada,
Fluxo finito de um homem
Finito? Rasga o meu ser
A graça, pondo no abdômen
Um duto de sangue e luta.
Meu voo moral se ampara
No Céu, com forma absoluta.

Serei pássaro passando:
Asas com fluído de ouro
Em ininterrupto voo,
Longe do cume dos montes,
Olvidando o sorvedouro.
E ao planar sem horizontes,
Cantarei o fim do exílio
Como corpo imune à morte,
Da Águia eterna sendo filho.




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Um comentário:

Steinberg disse...

parabens gostei do seu blog e tb dos assuntos abordados e da maneira da qual aleatoriamente utiliza fé nas mensagnes